Palestrante do lançamento do programa Gestão Municipal para a Nova Economia, ontem, na Capital, o empresário Jorge Gerdau, incentivador da adoção de modelos de administração privada no setor público, convenceu a maioria dos 30 empresários presentes de que o projeto lançado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável, sob a liderança do secretário Paulo Bornhausen, é viável. Além dos conselhos e elogios ao método PDOC, da Falconi Consultores, o empresário foi um dos primeiros a anunciar contribuição ao plano. No final, falou com esta colunista sobre as razões pelas quais a indústria não decola.
O que está afetando o crescimento da indústria brasileira?
Jorge Gerdau - O que afeta diretamente a indústria, hoje, são o custo da logística e o custo tributário. Esses fatores, na sua soma, devem dar uns 20% de não competitividade, fora dos muros da nossa responsabilidade empresarial. Medidas já foram tomadas embora o processo tributário seja muito complexo por envolver os governos federal, estadual e municipal. Na parte de logística, algumas medidas básicas foram tomadas, abriram PPPs e concessões, mas é um grande desafio.
E o câmbio?
Gerdau – O câmbio é peça-chave. Tenho falado nisso. De 2008 até hoje, considerando a valorização do real e a estrutura de câmbio da China, ela tem um diferencial de câmbio em relação ao Brasil de 40%. É tremendamente difícil trabalhar com essa situação.
Nota:
Vínculos como SC
Residente em Porto Alegre e sócio da siderúrgica Gerdau, o empresário tem duas ligações fortes com Santa Catarina. Uma são as várias unidades da Gerdau no Estado. A outra é a prática de surfe no Litoral Sul do Estado. Ele contou, ontem, que ainda pega ondas na região da Praia do Rosa.