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Resultados da pesquisa por "energia solar"

Celesc vai incentivar redução voluntária do consumo de energia

07 de novembro de 2014 0

Os catarinenses serão incentivados, por meio de uma campanha da Celesc, a realizar redução voluntária do consumo de energia elétrica. Segundo o presidente da empresa, Cleverson Siewert, as peças publicitárias estão prontas e o lançamento será dia 10 ou 15 de dezembro.
– Vamos propor racionalização voluntária. Um racionamento de energia com metas só pode ser definido pelo órgão regulador do sistema elétrico nacional. Em 2001, quando teve racionamento compulsório em outras regiões do país, aqui conseguimos economizar quase 8% de forma espontânea. É importante, acho que a gente pode reduzir o consumo em 3%, 4% ou 5% – afirmou Siewert.
Segundo ele, o ponto principal é o custo da energia. Com cada vez menos chuva, cresce o despacho de geração térmica, que é mais cara. O consumo racional é um ponto para trabalhar com participação da sociedade civil. As pessoas podem fazer gestão do uso do insumo sem restrições que impõem sacrifícios. Outra forma que empresas ou pessoas podem participar é instalando miniusinas solares ou eólicas para consumo próprio e vender o excedente para a Celesc. Conforme Siewert, ainda são poucas essas iniciativas.
A racionalização é positiva para os consumidores. De acorco com Siewert, a Celesc faz contratos por 30 anos, mas quando o consumo sobe, ela compra energia que está disponível. Como não há sobra de energia hídrica, a empresa tem que pegar de térmicas, que é mais cara. Ele explica que o beneficiado com o uso consciente é o consumidor. A empresa é uma mera repassadora. Ela ganha com a gestão da parcela B que inclui despesas com pessoal, materiais, operação e custo de capital.
O Estado sofre com o elevado custo de geração térmica há dois anos. De setembro de 2012 a agosto de 2013, a despesa extra ficou em R$ 590 milhões. No período seguinte, de setembro de 2013 a agosto de 2014, somou cerca de R$ 450 milhões porque o governo federal diluiu os custos de outra forma.

Mais energia aos turistas
Para a próxima temporada de verão, a Celesc ampliou em 10% a capacidade de distribuição de energia a Florianópolis. Essa expansão, segundo o presidente da estatal, Cleverson Siewert, é acima do que foi registrado na temporada passada, quando a Ilha de SC registrou alta de 20% no consumo de energia em janeiro e fevereiro. O investimento foi baseado numa expectativa de acréscimo de 10% a 15% no número de turistas. Em SC, o consumo de energia cresceu 15% no último verão.

Megawatt Solar

24 de outubro de 2014 1

Empresas interessadas em participar do leilão de venda da energia da Usina Megawatt Solar, baseada nas coberturas da Eletrosul, devem se inscrever até as 18 horas de segunda-feira. O leilão será no formato eletrônico, no dia 30 deste mês. Um dia antes haverá uma simulação. O edital e o termo de adesão estão disponíveis no site da Eletrosul.

Energia sustentável na ONU

14 de outubro de 2014 0

A Organização das Nações Unidas (ONU) lança amanhã, em Santiago, Chile, a Década da Energia Sustentável para Todos na América. O evento reúne governos, bancos de fomento e agências que incentivam o setor. O presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos, vai apresentar dois projetos: o Megawatt Solar da Eletrosul e o projeto de pesquisa da Tractebel em energia fotovoltaica, coordenado pelo diretor do Ideal, Ricardo Ruther.

Estreia da maior usina solar do país

16 de agosto de 2014 0
Foto: Tractebel / Divulgação

Foto: Tractebel / Divulgação

A Cidade Azul, usina solar da Tractebel Energia, em Tubarão, iniciou operações. É a maior planta fotovoltaica em funcionamento no Brasil, o que coloca o Estado à frente nessa geração limpa. A unidade conta com 19.424 painéis com três tecnologias diferentes e capacidade instalada de 3MWp (pico de incidência do sol).

A unidade conta com outros parceiros e foi projetada para pesquisa e capacitação. É um projeto estratégico da Aneel e recebeu investimento da ordem de R$ 30 milhões. Conectada à rede da Celesc, pode abastecer cerca de 2,5 mil residências. Tubarão é conhecida como Cidade Azul. Pela web, os tubaronenses escolheram o mesmo nome para a usina.

Para solarizar a América Latina

12 de agosto de 2014 0

O Instituto Ideal, voltado ao desenvolvimento de energias alternativas na América Latina, firmou termo de cooperação com a Olade, a Organização Latino Americana de Energia para incentivar maior investimento em energia solar na região. A parceria foi firmada pelo presidente do Ideal, Mauro Passos, com o secretário executivo da Olade, Fernando Ferreira. Segundo Passos, diante dos preços da energia no Brasil, inclusive em SC, a geração solar é economicamente viável.

Empresas se voltam à energia alternativa

23 de julho de 2014 0

A indústria do país pretende aproveitar mais oportunidades de geração de energia limpa com a instalação de usinas solares e eólicas em seus parques fabris. O tema será abordado hoje à tarde na reunião do Conselho de Política Industrial da CNI com palestra do presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), Mauro Passos, que foi convidado pelo presidente do Sistema Fiesc, Glauco José Côrte. As projeções apontam que as Américas vão investir nessas fontes alternativas cerca de US$ 1,3 trilhão até 2030, informa Passos com base em dados da Bloomberg. Só em energia solar serão 100 GW.

–A indústria quer conhecer melhor os cenários e as oportunidades porque a oferta de energia passa por uma fase de incertezas, diante de preços elevados – afirma Passos.

Segundo ele, as empresas podem instalar usinas solares ou aerogeradores. Isso reduz os custos e melhora a oferta. Além de empresas de diversos setores, cresce também o interesse do governo em investir no setor. Um impulso virá do leilão de outubro, que pretende acolher 860 MW em parques solares.

O Estado se destaca na geração solar. Tem a maior usina solar urbana, a da Eletrosul, e a maior em área aberta, no Sul do Estado, que tem entre os parceiros a Tractebel. A GM de Joinville tem usina solar e a Ciser planeja o mesmo. Uma unidade solar para residência custa de R$ 10 a R$ 15 mil e oferece retorno em oito anos. Além disso, aumenta numa maior média o valor de mercado do imóvel.

Eletrosul inaugura usina solar em seus telhados

27 de junho de 2014 0

EletrosulsO projeto verde mais ousado da Eletrosul, a Usina Megawatt Solar, sobre os telhados da sede da empresa (foto), em Florianópolis, será inaugurado hoje, às 16h. Entre os convidados, o diretor do banco de fomento alemão KFW no Brasil, Carsten Sandhop, e a conselheira de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável da Embaixada da Alemanha, Kordula Mehlhart. O projeto teve apoio financeiro do governo alemão e do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas para a América Latina (Ideal).

Eletrosul usa energia verde

20 de fevereiro de 2014 0

eletro1Geradora e transmissora de energia, a Eletrosul deixou de ser uma cliente convencional da Celesc e ingressou no mercado livre para suprir o seu centro administrativo (foto), em Florianópolis, que consome uma média mensal de 360 megawatts-horas. Agora, é atendida por geração própria de fonte verde, incentivada. Desde janeiro, quem fornece é a pequena central hidrelétrica (PCH) João Borges, situada no interior do Estado. Além do o uso de energia renovável, a companhia está economizando pelo menos 50% na conta de luz porque essa fonte geradora é incentivada.

Geração solar
Em breve, a Eletrosul poderá usar energia de outros empreendimentos ecológicos próprios. Um deles é a planta fotovoltaica de 1 megawatt-pico (MWp), que está sendo instalada na cobertura da sede da empresa (foto abaixo). Segundo Alceu Vieira Neto, da Assessoria de Comercialização de Energia, a mudança é coerente com a visão da holding Eletrobras que quer se tornar o maior sistema global de energia limpa até 2020.Eletro2

Concurso internacional sobre energia alternativa tem recorde de inscrições

04 de fevereiro de 2014 0

TelhadoEletroO total de inscrições para o concurso Eco-lógicas, promovido pela primeira vez em toda a América Latina e Caribe pelo Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal) surpreendeu. Foram 69 inscrições de 12 países para a quinta edição, informa o presidente do instituto, Mauro Passos. Segundo ele, são monografias que apresentam novos projetos e mostram que a academia está mobilizada para alavancar boas iniciativas ao setor.

Participarão pesquisadores da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, El Salvador, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai. A próxima etapa será uma seleção de 10 pesquisas nas categorias de eficiência energética e energias renováveis, que receberão R$ 2 mil cada. No final, dois trabalhos vencedores receberão US$ 10 mil para o aluno e US$ 5 mil para o professor orientador. A premiação dos dois vencedores será dia 13 de maio, durante o seminário Energia + Limpa. Ao todo, serão distribuídos US$ 50 mil.
Desde que foi fundado, o Instituto Ideal vem incentivando a geração anternativa de energia, especialmente a solar e a eólica, que oferecem impacto mínimo ao meio ambiente. A usina Megawat Solar, da Eletrosul, é um dos projetos sugeridos pelo Ideal. Na foto, os diretores da Eletrosul, Ronaldo Custódio (E) e Antonio Vituri (segundo ä direita) apresentam a usina solar ao padre Vilson Groh (segundo à esq).

Hermínio Nunes, divulgação

Nome de usina solar foi escolhido pela internet

25 de janeiro de 2014 0

UsinatermEm votação pela internet durante dois meses, a população de Tubarão e região escolheu o nome Usina Solar Cidade Azul para a unidade que está sendo instalada pela Tractebel Energia. É um projeto de pesquisa da Aneel com mais 12 empresas. A usina será concluída até junho. Na foto, o contraste da usina solar com a térmica a carvão Jorge Lacerda, que tem ajudado evitar apagões no Brasil e Argentina nos últimos anos, por ser geração de energia firme, ou seja, funciona independentemente das condições climáticas.

Eletrosul celebra 45 anos com foco em energia sustentável

20 de dezembro de 2013 0

AmandaA Eletrosul realiza uma série de eventos para comemorar seus 45 anos, que serão completados segunda-feira. Um dos eventos foi na manhã de ontem, com culto pregado pelo padre Vilson Groh e apresentação do coral dos colaboradores e ex-colaboradores da empresa. A energia sustentável, uma das prioridades da companhia, foi recomendada pelo religioso, que defendeu maior preservação ambiental para as próximas gerações. O presidente da empresa, Eurides Mescolotto, e os diretores Paulo Afonso, Ronaldo Custódio e Antonio Vituri participaram da celebração na primeira fila. Depois, o padre Vilson foi conhecer a usina Megawatt Solar que está sendo instalada na cobertura do prédio da empresa, em Florianópolis, e deverá ser inaugurada em março de 2014.

 

Foto: Hermínio Nunes, Eletrosul, divulgação

Tractebel aposta em usina solar, em Tubarão

06 de novembro de 2013 0

A Tractebel Energia avança na geração de energia limpa. Um dos projetos é a usina solar em Tubarão. Para geração térmica a carvão, a empresa tem o projeto da Usina de Pampa, no sul do RS, que depende de licenças, disse o diretor Edson Santos.

Maior usina solar com placas fotovoltaicas do país será em SC

01 de novembro de 2013 0

A Tractebel Energia iniciou a instalação da maior usina solar com placas fotovoltaicas do Brasil, em Tubarão, SC. O projeto, de R$ 56,3 milhões, é de grupo de pesquisa da UFSC e 12 empresas parceiras. Serão instalados mais oito módulos em outras regiões do país. No Estado, vai gerar 3 megawatts.

Novo Aeroporto Hercílio Luz pode ter usina solar

14 de maio de 2013 0

O novo terminal de passageiros do Aeroporto Hercílio Luz, de Florianópolis, que deverá ser concluído no final do ano que vem, pode ganhar uma usina geradora de energia solar no estacionamento ou na cobertura do prédio. O superintendente de Meio Ambiente da Infraero, Mauro Cauville, disse ontem, durante palestra no seminário Energia Mais Limpa, na UFSC, promovido pelo Instituto Ideal,que o projeto da usina pode ser incluído. No mesmo evento, executivos de quatro empresas catarinenses manifestaram interesse em investir na usina: Celesc, Eletrosul, Tractebel e WEG.

Segundo Mauro Passos, presidente do Ideal, instituto promotor de energias alternativas, o diretor da Celesc Geração, Ênio Branco, afirmou no evento que se a usina solar for possível, a Celesc gostaria de ser a investidora. Conforme Passos, como o aeroporto é público, a Infraero deverá promover uma licitação. A empresa vencedora fará todo o investimento e operação da usina. Se for no estacionamento, que é mais amplo, a unidade poderá gerar o suficiente para atender o terminal e ainda fornecer para o sistema interligado.

Projeto social em Florianópolis

Uma instituição com atuação pública de Florianópolis poderá ser contemplada com uma planta geradora de energia solar financiada com recursos da Alemanha. O projeto foi anunciado ontem, durante o seminário Energia Mais Limpa. Conforme o presidente do Instituto Ideal, Mauro Passos (foto), os recursos vêm do Gruner Strom Label, um fundo alemão constituído por empresas do setor. Os bombeiros da Capital poderão ser contemplados com o projeto.

Saiba quanto você economizaria se instalasse placas solares

29 de março de 2013 1

Se você quer saber quanto poderá economizar de energia, no longo prazo, com a instalação de painéis solares na sua empresa ou residência, basta usar o simulador virtual lançado pelo Instituto Ideal. Desde que estreou, terça-feira, 1.160 pessoas de todo o Brasil fizeram a simulação, comemorou o presidente do instituto, Mauro Passos. O site é o www.americadosol.org/simulador

A CPFL, empresa privada de energia de São Paulo, informou para o presidente do Instituto Ideal que está lançando programa para arrendar telhados. O objetivo da distribuidora, é ampliar a geração de energia limpa. Ocupará telhados de empresas, estacionamentos, shoppings e outros.

Uma das pessoas de Florianópolis que simularam a instalação de um sistema de geração solar em sua casa de praia concluiu que teria que investir cerca de R$ 10 mil e essa cifra com a energia solar gerada em oito anos. A geração residencial também pode ser vendida para a distribuidora de energia.

Tarifa de energia deve cair para parte dos consumidores da Celesc

17 de maio de 2012 1

Os números prévios da revisão tarifária deste ano da Celesc indicam que a conta de luz dos catarinenses terá aumento médio de 0,32% a partir de 7 de agosto e parte dos consumidores contará com redução de tarifa. A aprovação dos valores vai depender da audiência pública virtual que será aberta hoje e vai até o dia 18 de junho, mas a expectativa é de que não ocorram alterações expressivas, diz o diretor de Relações com Investidores da estatal, André Rezende.

Pelos cálculos realizados, o efeito da revisão aos consumidores residenciais será uma redução de 1,99% na tarifa. O maior recuo será para grandes consumidores do subgrupo A1 (230 kV), que terão redução de 23,82%. Em SC, a única empresa nesse grupo é a ArcelorMittal, de São Francisco do Sul. Grandes consumidores do grupo A2 (138 kV), que inclui setores como o cerâmico, siderúrgico, metalúrgico, papel e celulose, terão redução de 9,94% e; os do grupo A3 (69 kV), que inclui empresas de cerâmica, carvão e têxtil, vão ter queda de 10,49%. Esses recuos serão em função da diminuição nos gastos com a conta consumo de combustíveis e dos custos operacionais da parcela B. No subgrupo A4 (13,8 kV e 23 kV), que inclui shoppings, comércio e edifícios de uso coletivo, haverá aumento de 2,83%.Os percentuais de reajuste definitivos serão divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em julho e entrarão em vigor em agosto. A audiência virtual é no site da Aneel. 

Resultado da Celesc

A Celesc fechou o primeiro trimestre com receita líquida de vendas de R$ 1,145 bilhão, 8,5% superior a obtida nos mesmos meses do ano passado, quando alcançou R$ 1,057 bilhão. O lucro líquido chegou a R$ 84 milhões, 27,3% inferior aos R$ 116 milhões frente ao mesmo trimestre do ano passado. Os investimentos do período totalizaram R$ 87 milhões. Segundo o diretor de Relações com Investidores, André Rezende, o lucro foi menor em função de provisão de R$ 16,2 milhões para devedores duvidosos (têxteis em dificuldades) e R$ 13 milhões devido a resultado de auditoria sobre ativos.

Microgeração

Atenta a oportunidades em microgeraçãode energia por empresas e famílias, a Celesc projeta uma nova empresa para esse segmento. Pretende instalar placas solares, geradores eólicos e fornecer equipamentos, informa o diretor André Rezende. Segundo ele, a empresa vai se adequar para receber energia de microgerações e remunerar esse fornecimento dentro do prazo estipulado pela Aneel.

 

Prédios ecológicos vão gerar energia

30 de abril de 2012 2

 

A paisagem da Praia Novo Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina, ganhou uma nova atração. O empreendimento imobiliário Neo Next Generation, idealizado pelo arquiteto, urbanista e empresário da construção Jaques Suchodolski, que tem cobertura branca arredondada e duas hélices geradoras de energia eólica se destacando no horizonte. Dá para dizer que são os dois prédios mais sustentáveis do país. Cada item foi considerado nos mínimos detalhes, começando pela compensação das emissões da construção, sistema de geração de energia solar e eólica que reduz em 50% a conta de luz dos 24 apartamentos, revestimentos especiais e mais uma série de detalhes. Mas todo esse zelo ganhou um plus expressivo com a aprovação da nova lei de microgeração de energia pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Pela nova legislação, os microgeradores poderão fornecer energia ao sistema elétrico nacional e, assim, reduzir ainda mais os seus gastos com a conta de luz ou até ter superávit. O Neo está a 300 metros da praia, com vista para o mar, entre as praias do Campeche e Joaquina. Segundo Jaques, todos esses diferenciais valorizam em cerca de 30% os imóveis. O preço dos apartamentos varia de R$ 540 mil até R$ 1,3 milhão (as coberturas). A conclusão da obra está prevista para junho próximo.

Jaques Suchodolski

Arquiteto, urbanista e sócio-fundador da Asas Incorporações e Habitat Ltda, de Florianópolis. Jaques Suchodolski, 56 anos, é nascido em São Paulo, capital, mas optou por morar na Ilha de SC há cinco anos. Graduado em Arquitetura pela USP (FAU) e com mestrado em Desenho Urbano no PICCED – Pratt Institute de Nova York, Jaques participou de projetos como a reurbanização das marginais de rios da capital paulista e da revitalização urbana da região do Harlem, em Nova York. Também trabalhou com os renomados arquitetos Paulo Mendes da Rocha e Joaquim Guedes. É casado com a produtora de moda Flávia Suchodolski, com quem tem um casal de filhos. Tem mais dois filhos do primeiro casamento.

Por que o empreendimento Neo Nex Generation é especial?
Jaques Suchodo
lski – Fizemos prédios superavançados na área de sustentabilidade, com o que existe de tecnologia de ponta no momento. Instalamos duas turbinas eólicas da Urban Green Energy, dos EUA, no topo dos dois prédios, combinadas com painéis solares (não fotovoltaicos) que irão suprir 100% da água quente utilizada pelo condomínio a partir de energias limpas. Essas duas fontes vão permitir uma economia anual estimada em R$ 43 mil no consumo de energia elétrica do condomínio. A autossuficiência na geração de água quente do projeto oferece aos futuros moradores um importante atrativo econômico. Se levarmos em conta que o aquecimento de água representa cerca de 50% de uma conta de luz residencial, temos uma redução proporcional no consumo total de energia elétrica de cada apartamento.

Que outros itens ajudam a economizar energia?
Jaques
– Além dos detalhes estéticos, os prédios têm outros elementos, como a boa utilização da ventilação cruzada e da iluminação natural dos apartamentos, revestimento externo de tijoletas com estrutura e cor especificada por testes feitos em parceria com a Universidade Federal de Santa Cataina (UFSC), que garantem a melhor absorção térmica. Já a forma arredondada da cobertura é o elemento marcante da volumetria e fachada dos prédios, que faz composição integrada com a turbina eólica e os painéis solares, auxiliando no direcionamento do vento e do sol. Na área interna, os ambientes são amplos, esquadrias de PVC oferecem conforto térmico e acústico, há isolamento acústico entre os pavimentos e uso de metais sanitários economizadores de água. Cada apartamento tem medidor individual de água e energia e um sistema de tratamento de efluentes permitirá a reutilização de água para jargins e áreas comuns. Isso tudo permitirá aos moradores economizar cerca de R$ 500 mil em 10 anos.

Qual é a vantagem da nova lei de microgeração de energia da Aneel para o empreendimento?
Jaques
– O que a Aneel publicou é uma lei que permite ao micro- produtor ou miniprodutor colocar a sua energia na rede e o seu relógio vira o contrário, então ele se credita nisso. O grande lance econômico é ligar na rede. E tem um avanço na legislação brasileira. Dentro da mesma rede, pelo seu CPF ou CNPJ, se você é micro e produz aqui, que tem vento, o seu crédito daqui abate o seu débito realizado em outro endereço. Com a nova postura da Aneel, o grande lance econômico vai ser ter um equipamento que permite ligar a energia na rede. Estou recebendo centenas de ligações de empresas e pessoas solicitando explicações sobre isso. É que ninguém fez essa ligação ainda, na prática. Nós estamos instalando aqui no Neo. O nosso sistema está pronto para ser ligado à rede da Celesc. As distribuidoras, a partir da publicação da lei, terão 240 dias oito meses) para se preparar para cumprir a nova lei. Pode ser que a Celesc adote antes.

Que detalhe técnico está dificultando aos microgeradores fazer a conexão com a rede de distribuição da Celesc?
Jaqu
es – Para gerar energia e fazer ela entrar na rede são necessários equipamentos térmicos para fazer essa ligação, o que não existe no mercado no momento. Ninguém sabe fazer isso. Importamos equipamentos e desmontados, com engenheiros da Reivax, empresa de Florianópolis que faz startups de usinas. O ônus do pioneirismo não é fácil. Se a empresa faz essa primeira montagem, nos próximos meses poderá fazer mil. Tem gente, na Capital, desenvolvendo os primeiros aerogeradores. Nesse projeto pioneiro, encontramos diversos fornecedores em Florianópolis com os quais fizemos parcerias. O produtor dos painéis solares é da Ilha.

Que trabalhos desenvolveu em São Paulo e Nova York?
Jaques
– Morei três anos em Nova York. Quando fazia o mestrado, participei do plano de reurbanização do Harlem, que foi uma experiência importante para a minha carreira. E quando Franco Montoro decidiu se candidatar ao governo do Estado de São Paulo, sua equipe me convidou para participar de dois comitês da campanha, um de urbanismo e outro de meio ambiente. Eu e um colega, José Pedro, fomos fundadores da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, que foi a primeira do Brasil.

Notas

Emissões

Os dois prédios do Neo, na construção, contam com o selo de certificação Carbono OK. Para compensar as emissões, foram plantadas centenas de árvores na Ilha. Segundo o empresário Jaques Suchodolski, o exemplo de sustentabilidade do Neo pode ser seguido por outros empreendimentos, inclusive os shopping centers. A obra já conta com um apartamento decorado, onde os visitantes podem constatar a qualidade dos acabamentos internos e o conforto proporcionado por todos os detalhes que fazem a diferença no empreendimento.

Parcerias

Uma das principais parceiras de Jaques Suchodolski no projeto Neo é a arquiteta Marcia Barbieri, uma das sócias do escritório Arte Arquitetura, localizado na Lagoa da Conceição, na Capital que atua há quase 20 anos na criação de projetos residenciais e comerciais de alto padrão na região de Florianópolis. Atuando no projeto de interiores do condomínio Neo ao lado da arquiteta Tatiana Voigdlener, a Arte Arquitetura buscou traduzir uma proposta de integração total com a natureza, nas linhas arquitetônicas e na decoração dos espaços do condomínio.

Dos EUA

A decisão de fazer um prédio sustentável ao máximo levou o arquiteto a pesquisar fornecedores pelo mundo. Escolheu os aerogeradores discretos e belos da Urban Green Energy, de Nova York. Como achou o negócio atrativo para o Brasil, decidiu se tornar representante da fabricante americana na Grande Florianópolis. Outro detalhe tecnológico é que os moradores vão poder controlar a geração e o consumo de energia do Neo pelo iPhone.

A foto

Na foto acima, o empresário Jaques Suchodolski na cobertura de um dos prédios. Apesar da neblina, dá para ver o aerogerador do outro prédio que integra o empreendimento no Novo Campeche, Sul de Florianópolis. A entrevista foi feita no apartamento decorado do condomínio que terá até local para lavar pranchas de surfe. Outras informações sobre o projeto podem ser obtidas no site www.conceitonext.com.br 

Foto de Edu Cavalcanti.

Energia limpa no mundo

24 de abril de 2012 1

Entre as empresas que farão palestras sobre energia limpa no evento do Ideal estão a Tractebel, GM e Bloomberg. O evento abre hoje, às 10h, com palestra sobre integração e sustentabilidade no Mercosul, do embaixador Régis Arslanian; energias renováveis na Alemanha, por Harald Neitzel, do ministério alemão do Meio Ambiente; e Güssing, Áustria, a cidade ícone da revolução verde, por Christian Keglovits, do Centro Europeu de Energias Renováveis. A programação, até amanhã, inclui projeção mundial de investimentos (Bloomberg), eletricidade solar abastecendo indústrias (GM) e geração solar (Tractebel).O Ideal, presidido por Mauro Passos, também fará a premiação de concorso internacional de incentivo à energia renovável na pesquisa universitária. Participaram os países do Mercosul.

A estreia dos estádios solares

09 de abril de 2012 0

 

A onda de geração de energia limpa ganha cada vez mais adeptos de peso no mundo, e, no Brasil, acaba de incluir os estádios de futebol. Quem deu o chute para fazer esse primeiro gol sustentável foi o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), baseado em Florianópolis, fundado e presidido pelo engenheiro e ex-deputado federal Mauro Passos. 

Nesta terça-feira será inaugurado em Salvador, Bahia, o primeiro estádio solar do Brasil, o Pituaçu Solar, que ganhou a usina de placas fotovoltaicas na sua cobertura a partir de projeto do Ideal. A energia gerada será suficiente para atender à arena e abastecer uma parte do centro administrativo do governo baiano. Serão 630 MW/h por ano e permitirá ao estádio economizar R$ 200 mil por ano de conta de luz.

A parceria envolveu o governo com a empresa Coelba, distribuidora da Bahia. Mauro Passos, que participará da inauguração com o diretor científico do instituto, Ricardo Rüther, diz que o projeto Estádios Solares foi elaborado para as 12 arenas da Copa de 2014 e pelo menos cinco terão usina solar na cobertura.

O Itaquerão, de São Paulo, onde será a abertura da Copa, e o Maracanã, sede do jogo final, serão contemplados.

O Ideal, que completou cinco anos dia 12 de fevereiro, trabalha com mais projetos de icentivo à geração limpa, à pesquisa e difusão de informações nas escolas.

Mauro Passos

Fundador e presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal).Mauro Guimarães Passos, 63 anos, é graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Rio Grande (RS) e tem pós-graduação em Recursos Hídricos e em Planejamento Energético. Trabalhou no Ministério das Minas e Energia e na Eletrosul, empresa da qual é aposentado. Foi vereador por duas legislaturas, no município de Florianópolis, e deputado federal pelo PT de 2003 a 2007. Ao encerrar o mandato de deputado, decidiu deixar a atuação política para fundar o Ideal. É casado com a engenheira civil Silvia Schmidt Passos e o casal tem dois filhos: Andréia, jornalista que é sócia da grife Vish, da Capital; e Eduardo, economista que fez mestrado na Europa em Ciências Políticas.

O que representa a inauguração do primeiro estádio solar da América Latina?
Mauro Passos
– Esse projeto nasceu junto com o Instituto Ideal, em 2007. Para dar visibilidade para esse novo conceito que gostaríamos de difundir, pensamos na Copa de 2014. A ideia foi associar o sol com o futebol. São duas coisas que têm a cara do Brasil. E, com a Copa, esse casamento estava perfeito. Encontramos parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o professor Ricardo Rüther, que liderou os estudos técnicos para o projeto Estádios Solares aos 12 que vão sediar a Copa. Na Bahia, o estádio do Mundial será o Fonte Nova, mas o Pituaçu, fez o primeiro projeto de estádio solarizado da América Latina, que será inaugurado agora. O investimento da distribuidora Coelba e do governo baiano somou R$ 5,5 milhões. Ele será um teste para os futuros estádios solares.

Quantas arenas da Copa terão usina na cobertura?
Passos – Em 2008, fizemos visitas a todos os gestores dos 12 estádios, mas cinco devem adotar o projeto. O Maracanã, no Rio, será solarizado pela Light e a EDF, a Cemig vai investir no Mineirão; o Estádio Mané Garrincha, de Brasília, está sendo construído com projeto solar; o de Pernambuco e o Itaquerão, de São Paulo, que sediará a abertura da Copa, também terão usina solar. Isso vai ser muito positivo para a imagem do Brasil no mundo, que será projetada durante a Copa. Nosso país já é a principal potência ambiental, e isso será importante.

Por que as energias limpas vão avançar no mundo?
Passos – Eu tenho certeza de que as energias alternativas vão avançar no mundo porque as fontes tradicionais estão se esgotando e países com grande força econômica, como a China e os EUA, estão investindo nesse segmento, o que garante escala e redução de preços.

Casas serão autossuficientes?
Passos
– O avanço tecnológico permitirá às casas solarizadas gerar energia para o consumo residencial e, também, abastecer carros elétricos. Assim, as pessoas farão uma grande economia nas contas de luz e de combustível.Além disso, terão uma casa moderna e ecológica. Os prédios deveriam investir mais nisso, inclusive aqui em Florianópolis.

Como evolui a geração eólica?
Passos – A geração de energia eólica começou no Nordeste, mas, hoje, há um deslocamento para o Sul. Os grandes parques eólicos novos estão nas regiões de Chuí e Santa Vitória do Palmar, no RS. Há projetos da Eletrosul com a Impsa, da Argentina. O primeiro parque foi o de Osório, idealizado pela presidente Dilma quando ela era secretária de Energia do RS. Santa Catarina também tem novos parques. Já a geração off shore é caríssima, especialmente ao Brasil.

Notas

Na cobertura

Uma das sugestões do Instituto Ideal que foram acatadas é o projeto Megawatt Solar, que vai solarizar toda a cobertura do prédio da Eletrosul, estatal federal de energia.O investimento será de R$ 12 milhões, com financiamento do banco de fomento alemão KfW e da Eletrobras, com apoio da agência alemã GIZ e da UFSC. O sistema de placas será integrado ao edifício e será gerado cerca de um megawatt-pico. O edifício será o primeiro do Brasil com conexão à rede elétrica em larga escala.

Pesquisa

Nos dias 24 e 25 deste mês, no Centro de Eventos da UFSC, o Ideal realizará mais uma edição do seminário Energia +Limpa. São esperados cerca de mil participantes do Brasil e América Latina, quando vai entregar a premiação do concurso Eco_Lógicas, para estudantes que pesquisam energia limpa em universidades do Mercosul. O evento incluirá palestras empresariais e o lançamento de premiação também para empresas que adotam práticas sustentáveis.

Instituto

O Ideal é um instituto privado sem fins lucrativos para incentivar a matriz energética limpa na América Latina.
– A gente quer chegar a 2015 com esse concurso, tanto acadêmico quanto empresarial, em todos os países da região, assim, teremos uma fotografia do que está sendo feito em inovação na área. Como não tivemos o acolhimento que esperávamos do setor empresarial, trabalhamos em cima de projetos. O concurso Mercosul, que está dando US$ 70 mil em prêmios, está sendo patrocinado pela Itaipu, Petrobras e Tractebel _ disse Passos, que espera novos apoios de outras empresas.

Malwee e energia renovável

04 de fevereiro de 2012 0

A Dobrevê Energia (Desa), empresa do grupo Malwee, de Jaraguá do Sul, que é uma das maiores geradoras de energia renovável do Brasil e tem sociedade de 21,14% com os três fundadores da Natura, busca novo parceiro estratégico para investir mais. Segundo o fundador e presidente do conselho da Desa, o presidente da Malwee, Guilherme Weege, as informações de que a empresa quer vender seu parque eólico não procede. A empresa está concluindo a implantação de 260 MW de eólicas no Nordeste, que entram em operação em junho, gera 85 MW de PCHs e tem mais 45 MW de PCHs em construção. Foram investidos nesses projetos mais de R$ 1 bilhão.

 Para a Malwee, os investimentos em energia renovável são uma opção de diversificação de negócios. A Desa tem mais de 2 mil MW em projetos e é para esses empreendimentos que busca um parceiro. Conforme Guilherme Weege, a intenção é acrescentar capital para crescer mais rápido, mas com um investidor com perfil parecido com o do grupo, que queira desenvolver um projeto de longo prazo e sustentável.
– Até 2015 pretendemos gerar 500 MW. Estamos avaliando opções de projetos em hidrelétricas, energia solar, eólica e biomassa – afirmou Guilherme Weege.