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Posts com a tag "aneel"

Aneel destina 10 milhões para Programa de Eficiência Energética da Celesc

02 de setembro de 2015 0

Ações voltadas à sustentabilidade e à transparência projetam o Programa de Eficiência Energética da Celesc Distribuição. Numa aprovação inédita da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o próximo edital de R$ 20 milhões vai reservar a metade dessa verba, R$ 10 milhões, para projetos empresariais voltados à energia limpa. Nesta quita-feira (03) à tarde, a empresa realiza em Florianópolis o 2º Workshop sobre a nova chamada pública do programa, com a presença de cerca de 200 pessoas interessadas. Segundo o presidente da estatal, Cleverson Siewert, nesse segmento de energia limpa empresas poderão apresentar projetos de cogeração, aerogeradores e geração solar. Tudo dentro do projeto estadual SC + Energia. A outra parte dos recursos vai para iniciativas tradicionais de eficiência energética como compra de motores elétricos mais eficientes, mudança de lâmpadas e de equipamentos.

Pode envolver não só indústria, mas comércio, serviços, instituições e residências. O prazo para apresentar projetos vai até 30 de outubro. Outras informações sobre o edital estão no portal da empresa, link do PEE-Celesc.

A Aneel também reconheceu vanguarda da Celesc no fato de fazer chamada pública para o programa de eficiência energética. Em função da iniciativa da estatal catarinense, a agência passou a exigir chamada pública para o programa em todo o Brasil.

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Um segundo trimestre com queda histórica

14 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

Mudanças na regulação do setor, crise no abastecimento hídrico e o fim de uma política de subsídios do governo federal ou que se traduz no início de um realismo tarifário estão entre as explicações dos altos reajustes do custo elétrico. A análise é do presidente da Celesc, Cleverson Siewert, em comentário durante reunião da Câmara de Energia da Fiesc, na manhã de quinta-feira, em Florianópolis.

Apesar de reconhecer os efeitos dos altos reajustes para a indústria, Siewert diz que são necessários para o equilíbrio financeiro da distribuidora. Afinal de contas, a companhia também precisa pagar os acionistas e equacionar as despesas.

Reajuste da Celesc foi mais baixo do que o mercado esperava
Conta de luz subirá 3,61% no Estado

A boa notícia é que no médio prazo já é possível prever um cenário mais positivo. Para começar, voltou a chover. Os reservatórios retomam patamares aceitáveis, e as térmicas podem ser dispensadas. Por conta disso, a Aneel confirmou quinta-feira o fim da bandeira vermelha, que vigorava desde janeiro.

O pacto agora é para o acesso a uma energia mais barata – hoje disponível principalmente para as distribuidoras do Norte e Nordeste –, que poderiam ajudar a aliviar o preço da tarifa em SC. Na reunião, surgiu o alinhamento entre Celesc e Fiesc para pleitear essa garantia junto a parlamentares.

Enquanto o alívio não chega de fato, o Estado ultrapassa um período de retração no consumo de energia. Siewert afirmou que há 15 anos não havia tamanha queda de demanda no Estado. Cenário semelhante só foi visto na crise de 2008, quando 60% do PIB do Estado ficou debaixo d’água. O jeito é ter criatividade para superar a fase. E estar preparado para a bonança que, em breve, deve retornar.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Aumento na energia em SC: alívio parcial

05 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

A pressão da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) sobre a Celesc e Aneel para impedir um alto reajuste na tarifa de energia elétrica teve efeito positivo, pelo menos parcialmente. A majoração foi menor do que o mercado projetava, na ordem de 3,59%, em média, para a categoria de alta tensão, que compreende o segmento industrial.

Para o presidente Glauco José Côrte, a decisão da Aneel mostra que a reiterada defesa feita pela indústria para que Santa Catarina tenha um tratamento justo na cobrança da tarifa de energia surtiu efeito. Em meados de julho, a entidade encaminhou ofícios à Aneel e Celesc com o pedido de suspensão do aumento.

Conta de luz subirá 3,61% no Estado

Apesar do reajuste menor do que o esperado – e que significou alívio parcial para o setor produtivo no Estado – as entidades criticaram a decisão e querem pedir pagamento escalonado do aumento.

– Qualquer aumento nesse momento é negativo para a recuperação da indústria e da economia, mas vamos sentar com o presidente da Celesc para ver a possibilidade de um parcelamento para que o setor industrial principalmente – disse Côrte.

De acordo com o economista Danilo Kuhnen, assessor da Câmara de Energia da Fiesc, somados os reajustes de março e agosto com a incidência da bandeira vermelha, a alta para o consumidor chega a 47% este ano.

Efeitos para a agroindústria

O aumento pode parecer pequeno, mas em contas gigantes, o rombo aparece. A Cooperativa Central Aurora Alimentos paga cerca de R$ 20 milhões por mês em energia e esse novo aumento (3,59%) representa mais R$ 700 mil mensais. O presidente, Mário Lanznaster, disse que esse é mais uma alta que se soma a uma escalada que castiga as indústrias. Ele desabafou:

– Estamos perdendo a competitividade internacional com esses reajustes de preços administrados pelo governo que anulam todo o esforço de busca de eficiências das empresas.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Alta de quase 95% na energia assusta

25 de julho de 2015 0

Caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não suspenda o reajuste da conta de luz da Celesc previsto para vigorar a partir de 7 de agosto, os consumidores da empresa terão que enfrentar alta acumulada de quase 95% num espaço de 12 meses. Essa projeção é feita pelo diretor de Relações Indústriais da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Carlos Henrique Ramos Fonseca, considerando também possível majoração de 15% no mês que vem. Foi para evitar que a conta fique quase o dobro maior que a federação solicicitou à Aneel, esta semana, que suspenda o próximo reajuste.

A variação quase dobra considerando os 22% de agosto do ano passado, mais os 42% de março deste ano, as bandeiras tarifárias mensais e a provável alta de 15%. Tudo isso numa fase de profunda recessão, com uma série de indicadores econômicos negativos na economia do Estado.

Fiesc pede suspensão da nova alta da conta de luz para a indústria
Fiesc deve propor redução da alíquota de ICMS sobre energia

E não é só a Fiesc que está confirmando variações que assustam. A empresária Carolina Canfield, da indústria de madeiras Faqueadas Ipumirim, do Oeste do Estado, checou o valor pago por KW pela empresa há um ano e agora e concluiu que a energia subiu 92%. Ela avalia, com razão, que é um aumento excessivo.

Conforme Fonseca, não é a parcela B de custos da Celesc que onera a tarifa. Ela inclui despesas com pessoal, material, serviços e os investimentos e a empresa tem uma das menores tarifas do país nessa área. O que pesa mesmo é o custo da energia comprada de térmicas.

Nos argumentos à Aneel, a Fiesc cita problemas que estão majorando a energia de SC e aponta como isso poderia ser encaminhado, diz Fonseca. Também pede apoio aos parlamentares do Estado nessa luta.

Argumentos para evitar nova alta na tarifa da Celesc:

1 – Lei de 2013 define que a energia das usinas que venceram concessão, bem mais barata, deveria estar sendo rateada proporcionalmente ao mercado. Isso não está acontecendo para a Celesc. O governo quer mudar isso em 2021, a Fiesc sugere para que seja imediatamente.

2 – A Conta da CDE e a energia de Itaipu deveriam ser rateadas igualmente entre todos os consumidores do país.

3 – A Fiesc questiona que a alíquota de ICMS sobre energia elétrica em SC está acima da média nacional. Por isso, sugere medidas que levam a tarifa do Estado para a média do país. A entidade pondera para que pelo menos se faça uma redução gradual da alíquota a partir de agora, o que não afetaria a arrecadação.

Leia, abaixo, as sugestões da Fiesc com mais detalhes:

- Lei de 2013 define que a energia das usinas que venceram concessão por isso, bem mais barata, deveria estar sendo rateada proporcionalmente ao mercado das concessionárias e isso não está acontecendo para a Celesc. A distribuidora de SC está tendo que comprar mais energia cara de térmicas. O governo federal previu essa equalização só para 2021, mas a Fiesc diz que deveria ser feita imediatamente para permitir a suspensão do próximo reajuste da energia no Estado, programado para 7 de agosto.

- Outro ponto é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um encargo setorial que pesou quase 70% no aumento de março. O Sul, Sudeste e Centro-Oeste pagaram praticamente quatro vezes e meia a mais do que o Nordeste. Se o sistema é interligado, os custos setoriais deveriam ser rateados entre todos de forma equânime.

- A tarifa de Itaipu é paga pelo dólar do dia. Hoje, quem absorve esse custo de Itaipú são as concessionárias do Sul e Sudeste. Se essa energia vai para o sistema nacional, todo o pais deveria pagar.

- Por Medida Provisória, o governo federal prorrogou energia subsidiada para empresas eletrointensivas do Pará. Isso deveria ser igual para todas as empresas desse segmento, alerta a Fiesc.

- Redução da alíquota de ICMS. A Fiesc questiona que o tributo que recolhe sobre energia elétrica em SC está acima da média nacional. Sugere medidas que levariam a tarifa do Estado para a média do país.
A entidade pondera para que pelo menos se faça uma redução gradual da alíquota de ICMS a partir dos próximos reajustes já que isso não afetaria a arrecadação atual do governo.

Conta menor

25 de setembro de 2014 0

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Annel) aprovou a primeira revisão tarifária da Cooperativa Energética Cocal (Coopercocal). As novas tarifas entram em vigor a partir do próximo domingo para 9,7 mil unidades consumidoras. A boa notícia é que eles terão uma redução média de 1,02% na conta de luz.

Celesc vai ampliar usina

20 de agosto de 2014 0

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o projeto de ampliação da usina Celso Ramos, uma pequena central hidrelétrica (PCH) da Celesc situada no município de Faxinal dos Guedes, Oeste de SC. Ela gera 5,4 megawatts (MW) e vai passar para 12,6 MW, com mais 7,2 MW de potência. Com essa obra, que requer investimento de R$ 45 milhões e prazo de 18 meses, o total de geração própria da estatal catarinense, que é de 106,8 MW, vai subir 7%, para mais de 114 MW.

Segundo o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, a expectativa é lançar o edital da obra em 30 dias, processo que deve durar de quatro a seis meses. Depois, poderá ser iniciada a obra. A empresa pretente buscar financiamento no BRDE, BNDES ou até do Banco Mundial.

A Celesc aguarda aprovação para repotencializar mais cinco usinas: Salto,Ivo Silveira, Caveiras, Cedros e Rio do Peixe, mais a construção das CGHs Rio Bonito e Pinhal, que somarão mais 75,3 MW. Há mais 230 MW em projetos em parceria com o setor privado.

Energia elétrica

18 de agosto de 2014 0

A Conta de Desenvolvimento Energético, criada para ajudar a reduzir as tarifas de luz no ano passado, deixou de pagar R$ 1,7 bilhão. Os dados estão em nota técnica da Aneel. Analistas do setor alertam sobre o risco de calote porque são elevadas as despesas e faltam recursos ao setor.

Fiesc decide pedir redução do reajuste da tarifa de energia

08 de agosto de 2014 0
CelescFiesc

Foto: Heraldo Carnieri, Divulgação

Em reunião nesta sexta-feira à tarde, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) decidiu apresentar recurso na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) solicitando a revisão do índice de reajuste médio de 22,6% na tarifa da Celesc Distribuição, para Santa Catarina, aprovado terça-feira.

O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, fez o anúncio após reunião com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, na qual foi feita avaliação das notas  técnicas da agência. O principal questionamento é sobre a participação de SC na partilha de energia de hidrelétrica de usinas já amortizadas. Se a distribuição tivesse sido justa, de acordo com lei sobre a matéria que recomenda a proporcionalidade de acordo com o consumo, o reajuste da Celesc seria perto de 12% e não de quase 23%.

O presidente da Câmara de Desenvolvimento Energético da Fiesc, Otmar Müller, defendeu redução tributária para a energia elétrica em SC. Na foto, Siewert (E) e Müller durante a reunião.

 

 

Fiesc vai entrar com recurso pela redução da alta na conta de luz

07 de agosto de 2014 3

A alta média de 22,62% na tarifa de energia elétrica dos clientes da Celesc Distribuição, a partir de hoje, assustou os consumidores. A Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) vai entrar com um recurso administrativo junto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para tentar derrubar esse reajuste para cerca da metade, pouco mais de 11%. Os argumentos a serem usados serão técnicos, adianta o presidente da federação, Glauco José Côrte. Segundo ele, o consumidor catarinense está sendo penalizado pela má distribuição da energia mais barata do mercado, aquela das usinas hidrelétricas já amortizadas (quitadas). Como a distribuidora do Estado detém 5,5% do mercado consumidor do país, deveria ter recebido energia barata nessa proporção, mas ficou com apenas 0,5%. A outra parte teve que comprar no mercado por preço bem mais caro, o que gerou um custo superior a R$ 500 milhões, incluído na alta de 22,6%. Outro aspecto técnico a ser questionado é o critério da Aneel que estabelece um custo futuro da tarifa até agosto do ano que vem. Nesse custo, ela considera, por exemplo, uma média de inflação que pode não acontecer.

Para a energia de usinas amortizadas há uma lei que define que a distribuição pela Aneel seja proporcionalmente à participação das empresas no mercado. Mas, lá adiante, num parágrafo, diz que se isso não for possível, a agência pode estabelecer critérios para essa distribuição.

-Vamos insistir na retirada desse componente que influenciou muito no aumento. Nosso cálculo é que a metade da alta pelo menos seja em decorrência da energia comprada. A nossa tarifa poderia cair para a metade, cerca de 12% – disse Glauco José Côrte.

Segundo ele, a Fiesc reconhece que é difícil conseguir uma redução, mas vai negociar. Outro argumento para excluir da tarifa é que se a alta é incluída, passa a ser estrutural porque os próximos aumentos serão sempre sobre uma base a partir desses 23%. Há indicação, também, de cobrança na tarifa de custo financeiro embora os empréstimos feitos pelo governo federal para compensar o custo de térmicas vão começar a ser cobrados apenas em 2015.
A iniciativa da Fiesc é importante não só para evitar uma tarifa super cara que está entrando agora, mas para conter altas futuras injustas. Também deveria ficar bem claro, agora, que paga a despesa extra das térmicas, as tarifas tenham uma redução de valor.

Reunião nesta sexta-feira

A Federação das Indústrias realiza amanhã uma reunião com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, para discutir os aspectos técnicos do aumento da tarifa. O objetivo é embasar melhor o pedido de redução da alta aprovada pela Aneel. O presidente da Fiesc, Glauco Côrte, convidou também um representante da Aneel, mas a agência não confirmou. A Fiesc também receberá amanhã os três candidatos ao governo do Estado que estão melhor colocados nas pesquisas: Raimundo Colombo, Paulo Bauer e Claudio Vignatti. O objetivo é ouvir suas propostas de governo.

Com tarifas em alta, o jeito é economizar luz

06 de agosto de 2014 0

Além do reajuste médio de 22,62% nas tarifas de energia a partir de amanhã, os consumidores catarinenses da Celesc podem se preparar para altas bem acima da inflação também nos próximos anos por conta do elevado custo da geração térmica em função das chuvas escassas. Relatório interno da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indica que o reajuste do ano que vem será, no mínimo, de 14,16% em função dos empréstimos de socorro ao setor. Essa informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo ontem, mas negada pela Aneel.

Consultorias da área projetam reajustes em torno de 25% para 2015 considerando todos os custos. A Safira Energia, por exemplo estimou alta média de 18,7% em 2015 e 2016, especialmente em função do socorro a distribuidoras que soma perto de R$ 24 bilhões. O setor produtivo catarinense está muito preocupado com o impacto das tarifas nos preços e geração de empregos. Para o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, a alta vai pressionar preços, elevar a inflação e piorar a situação da indústria. A Fecomércio reconhece que é preciso pagar mais em função da geração térmica, mas critica o atraso em obras de geração de energia.

Este é o momento para ampliar o uso racional de energia. Além de reduzir a conta do usuário, retarda ou evita mais investimentos. Para residências, por exemplo, é recomendável usar de forma eficiente a iluminação, eletrodomésticos e ar condicionado. O mesmo vale para empresas. A Fiesc lançou cartilha com centenas de orientações técnicas para uso racional de energia, entre elas estão a troca de máquinas e eletros antigos por novos. O manual está acessível gratuitamente no site da entidade, o www.fiescnet.com.br, sob o título Energia.

Alta da energia preocupa empresas

05 de agosto de 2014 11

A partir desta quinta-feira, 7 de agosto, a maioria dos catarinenses pagará, em média, 22,62% a mais na conta de energia elétrica. O reajuste para os mais de 2,5 milhões de consumidores da Celesc Distribuição vai vigorar nos próximos 12 meses. Para residências, a alta é de 22,76%; e para empresas, de 22,42%.

Antes da aprovação da Aneel, a Fiesc manifestou preocupação com a alta variação acima da inflação e chegou a defender um parcelamento no reajuste. A Fecomércio-SC, em nota, reconheceu que essas altas maiores são indispensáveis para sanar a situação das distribuidoras como a Celesc, mas criticou o atraso das grandes obras de aumento de capacidade de geração, como a usina Belo Monte, por exemplo.

Esse aumento, apesar de previsto, gera um impacto grande nos custos de produção para a economia, especialmente os que enfrentam dificuldades para manter o nível de vendas diante da queda do poder aquisitivo da população.

Em reunião na Acij, em Joinville, há poucos dias, o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Côrte, disse que a indústria não consegue absorver um reajuste de 20% numa vez só. Segundo ele, o setor não tem conseguido repassar para os preços a série de aumento de custos de pessoal, insumos, tributos e custo de capital. A entidade convidou o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, para uma discussão sobre questões técnicas da tarifa na próxima sexta-feira.

Segundo levantamento da Fiesc, o custo de energia de SC está acima da média brasileira. Côrte disse que as tarifas locais estão acima das praticadas em 27 países, incluindo Chile, EUA, México, Portugal, Japão e Alemanha. Foi em função de argumento assim que o governo federal promoveu a redução tarifária de fevereiro do ano passado, mas que causou uma série de transtornos em função da falta de geração hidrelétrica devido ao baixo índice de chuvas que ocorreu em 2013 e continua este ano, de forma mais grave. 

Alta da energia

29 de julho de 2014 1

Uma elevação da ordem de 20% no valor das tarifas de energia, conforme solicitado pela Celesc à  Aneel, teria forte impacto na produção industrial e atrapalharia a recuperação do crescimento industrial catarinense.  Em palestra ontem na Associação Empresarial de Joinville, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, disse que o aumento da energia teria que ser debatido tecnicamente. O impacto nos preços será grande.

 

Celesc pede alta de 20,49% na conta de luz

23 de julho de 2014 0

A Celesc solicitou para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um reajuste tarifário médio de 20,49% para vigorar a partir de 7 de agosto. Vale observar que essa não é a tarifa definitiva que será divulgada pela Aneel em data mais próxima da mudança de tarifa. Considerando os custos da energia térmica e reajustes concedidos pela agência a outras distribuidoras, o pleito da empresa de SC ficou aquém do esperado. Os reajustes já concedidos variam de acordo com os custos de cada companhia.

A Cemig, distribuidora de Minas Gerais, teve autorização para alta de 14,30% em abril ao consumidor residencial. Para a Copel, do Paraná, a Aneel autorizou 35%. Como ficou muito alto, o governo estadual decidiu reavaliar. Aqui em Santa Catarina, a indústria que é intensiva em energia está muito preocupada com os impactos de uma tarifa elevada e sinalizou até com demissão se não puder suportar os custos mais altos.