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Posts com a tag "brasil"

Educação de alta qualidade é saída para o país no longo prazo

21 de outubro de 2015 1
Foto: Heraldo Carnieri, divulgação

Foto: Heraldo Carnieri, divulgação

Desenvolvimento econômico, riqueza e alta qualidade da educação andam lado a lado. O Brasil só conseguirá estabilidade consistente na economia e maior renda média se alcançar, na educação, padrão semelhante aos países de ponta. O modelo de ensino não precisa ser idêntico e nem é necessário muito dinheiro. Vale a eficácia, o resultado. Isso tudo ficou claro no terceiro Seminário Internacional de Educação, ontem (20), que reuniu especialistas do Brasil, Finlândia, EUA e China na Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), em mais uma ação do Movimento a Indústria pela Educação.

Ao abrir o evento, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, falou da importância da atenção ao ensino cedo. Citou estudo do Prêmio Nobel em economia James Heckman de que o investimento tardio na educação custa 60% mais caro. Adiantou que este ano o Movimento incluiu a participação dos jovens e, no ano que vem, focará a gestão escolar. Primeiro palestrante, o professor da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Castello Branco alertou que a melhoria da produtividade, um dos grandes gargalos da economia brasileira, depende do avanço da qualidade da educação. Disse também que os serviços pesam cada vez mais no PIB e requerem profissionais mais preparados.

A PhD Essi Ryymin informou que seu país, a Finlândia, que tem a melhor educação da Europa e uma das melhores do mundo, têm uma grade curricular mais livre, focada em eficiência no aprendizado. Isso colocou o país no topo dos países mais inovadores do mundo. O evento teve palestras, também, sobre os modelos de educação de Xangai, na China, e do Vale do Silício, que se destacam pela qualidade.

Dois convênios foram assinados durante o seminário. Um com o Google, para professores do Sesi e Senai usarem a plataforma educacional da rede social. Outro foi da Fiesc com a MindLab, instituição voltada ao desenvolvimento de tecnologias educacionais, que beneficiará 45 mil alunos do Estado e tem parceria da Secretaria Estadual de Educação e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. Na foto, o presidente Côrte (E), com o diretor do Google for Education Rodrigo Pimentel, mais o superintendente do IEL/SC, Natalino Uggione (D) e o superintendente do Sesi/SC, Fabrizio Machado Pereira (aos fundos) durante a assinatura da parceria. 

Quem falou sobre o avanço chinês na educação foi Tiejun Gu, diretor do Confucius Institute. Destacou a reforma dos anos de 1970 que passou a exigir, no mínimo, nove anos de estudo e, a partir do ano passado, o investimento de 4,15% do PIB em educação, que atendeu 138 milhões de alunos e 9 milhões de professores.  James Ito-Adler, presidente do Cambridge Institute  for Brazilian Studies, recomendou ao Brasil a ampliação de infraestrutura de pesquisas e internacionalização de projetos em universidades.

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Efeitos da mudança do clima no Brasil

13 de outubro de 2015 0

O Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA) é um extenso trabalho elaborado por diversos ministérios com liderança da pasta do Meio Ambiente para reduzir a vulnerabilidade do Brasil às mudanças climáticas. Foi lançado na última semana e está aberto para consulta pública. Envolve os setores de agricultura, recursos hídricos, segurança alimentar e nutricional, biodiversidade, cidades, gestão de risco aos desastres, indústria e mineração, infraestrutura, povos e populações vulneráveis, saúde e zonas costeiras.

Vale observar que, apesar de o Brasil ser o número um em patrimônio ecológico considerando florestas, uso de energia limpa e outros itens, o país não está preparado para enfrentar mudanças climáticas. Prova disso é o caos vivido por São Paulo na falta de água. Santa Catarina registra, com frequência, secas no Oeste, tempestades, chuvas intensas, ciclones e outros problemas. A consulta pública está aberta desde quinta. Para quem quer opinar, o basta entrar no site do Ministério do Meio Ambiente.

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Inflação dos alimentos é mais pesada em Florianópolis

07 de outubro de 2015 0

Não está fácil para o consumidor comprar alimentos e outros produtos do dia a dia. O morador de Florianópolis enfrentou, no mês passado, a maior alta da cesta básica do Brasil, com aumento de 2,76% frente ao mês anterior. Além disso, teve outros reajustes pesados, como o do gás de cozinha, que já incidiu na inflação e, agora, também o aumento dos combustíveis. O IPCA de setembro, inflação oficial no país, teve alta de 0,64%, puxada pelo gás e outras variações como alimentos e contas de luz em outros Estados. No acumulado do ano, a variação totalizou 7,64%, a maior do IPCA desde 2003.

Cesta básica

Enquanto os preços da cesta básica caíram em 13 cidades brasileiras, os florianopolitanos se depararam com variações nas alturas. A carne subiu 5,73%; a manteira, 7,35%; o feijão, 2,95%; e o arroz, 2,93%. É estranha a alta da manteira enquanto o leite teve queda de -4,63%. Talvez porque muita da manteiga vendida na cidade é importada do Uruguai e o dólar subiu mais de 50% este ano. Assim, a cesta do mês custou R$ 383,07, a segunda mais cara do Brasil. Em primeiro lugar ficou a cesta de Porto Alegre, que custou R$ 385,70 no mês passado.

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Acordo Transpacífico e o atraso do Brasil nas parcerias com o exterior

06 de outubro de 2015 1

Maior acordo comercial da história, o pacto Parceria Transpacífico (TPP na sigla em inglês), firmado ontem (05) entre 12 países – Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã – escancara o atraso do Brasil nas negociações comerciais internacionais, o que limita as exportações e impede maior desenvolvimento e internacionalização da economia.O principal entrave do país é a ideologia dos governos petitas, que sempre foram contra uma aproximação com países de economia mais aberta, de mercado, como as dos EUA e União Europeia. Por isso, se limitaram em manter o Mercosul e em buscar alguma associação na África e na Ásia. Assim, o Brasil está fora das cadeias de valor globais, que permitem a movimentação de insumos com menor preço e, consequentemente, oferta de produtos finais mais baratos aos diversos mercados.

Paralisadas, negociações do Acordo Transpacífico continuam na sexta-feira

O TPP permite a a redução gradual de tarifas de importação entre os 12 países, estabelece redução de barreiras comerciais, protege propriedade intelectual e define padrões para meio ambiente e questões trabalhistas.

Entre as lideranças que sempre alertaram sobre a pífia presença do Brasil nos acordos internacionais e riscos que isso traz ao pais está a presidente da Câmara de Desenvolvimento do Comércio Exterior da Federação das Indústrias (Fiesc), Maria Teresa Bustamante. Questionada por mim sobre o acordo Transpacífico há algumas semanas, ela disse que o país está ficando cada vez mais para trás. Defendeu um acordo no Mercosul que autorize o Brasil a fazer negociações independentes porque são seis países no bloco, com interesses diferentes, o que dificulta qualquer consenso. A última sinalização foi do acordo Mercosul e União Europeia. Maria Teresa não acredita que sai este ano.

O que se espera é que a crise acorde o governo sobre a necessidade de acordos que envolvam cadeias de valor e o Brasil firme parcerias bilaterais, especialmente com os EUA. A indústria catarinense seria beneficiada com parceria assim.

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Confederação de associações empresariais lança carta para o Brasil não chegar ao fundo do poço

29 de setembro de 2015 0

O documento é a síntese das conclusões do Fórum nacional da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil que se encerrou hoje (29), no Costão do Santinho, em Florianópolis. É assinado pelo presidente nacional da entidade, José Cairoli.

CARTA DE FLORIANÓPOLIS

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, que congrega 27 Federações, 2.300 Associações Empresariais, representa mais de 2 milhões de empresários, dos mais diversos setores. Nossa organização constitui um sistema associativo politicamente independente. Neste sentido, manifestamos  nossa preocupação com os rumos do País.

Para tanto, como resultado de seu 2º Fórum CACB Mil, propõe algumas medidas que possam mudar drasticamente a tendência negativa da conjuntura brasileira, em nome da estabilidade econômica e social do Brasil e pela preservação do emprego. Ainda acreditamos que é possível restabelecer uma política fiscal responsável, conforme manifestou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em sua posse. Lembramos que a indicação do ministro Levy recebeu apoio até mesmo dos líderes mundiais que participaram do Fórum Mundial de Davos, em fevereiro deste ano.

O fato é que estamos caminhando para o fundo do poço conforme mostram os indicadores. Somente a gasolina teve um reajuste de 54,5% em 12 meses. O dólar pulou do patamar de R$ 3,00 para R$ 4,02 com uma desvalorização de 67,29% nos últimos 12 meses perdendo apenas para a Rússia que, no mesmo período, desvalorizou 72,37%. Aliado a esta conjunção dramática, estamos vendo os empregos minguarem numa velocidade inimaginável. Tudo que levamos para construir nas últimas duas décadas está sendo pulverizado em menos de um ano.

Aliado a isso, a inflação e a recessão nos remete à estagflação, ou seja, inflação com recessão. O pior quadro a que um País pode chegar.

Nesse cenário não resta outra alternativa ao governo para restabelecer a confiança dos agentes econômicos. Precisamos encarar com seriedade a questão fiscal do País onde o principal fator é o corte de gastos em conjunto com as reformas econômicas que, diante mão, já contam com nosso apoio.

A saber:

1 – Estabelecer de forma imediata uma idade para a aposentadoria dentro dos padrões mundiais a fim de salvar o rombo da previdência que, a cada dia que passa, é mais assustador e que deve atingir R$ 72,8 bilhões até dezembro deste ano

2 – Apoiar o trabalho do Ministério Público, em especial a autonomia da Polícia Federal e especialmente, o juiz Sérgio Moro.

3 – Resgatar as concessões como ferramenta de estímulo ao investimento privado. Neste sentido é fundamental a rápida tramitação da nova lei de licitações que está em debate na Câmara dos Deputados.

4 – Exigir a contrapartida, por parte do governo, de cortes de dispêndio se for inevitável o aumento da carga tributária.

5 – Lutar incansavelmente pela ética para que, em todas as instâncias da vida nacional, a transparência e uma nova atitude possam corresponder aos anseios dos movimentos que estão clamando por um novo Brasil. Este novo País já começa a acontecer com as revelações da Operação Lava-Jato que não pode ser desmembrada, sob pena de comprometer todo o trabalho feito até aqui.

6 – Defender os direitos do empreendedor, hoje o segmento responsável pela criação de mais de 70% dos empregos diretos e pouco mais de um terço do PIB nacional.

Florianópolis (SC), 28 de setembro de 2015.

José Paulo Dornelles Cairoli

Presidente

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SC abre portas para mais negócios com empresas alemãs

23 de setembro de 2015 0
Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

Apesar de profundas, as crises política e econômica do Brasil não ofuscaram o maior Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) já realizado no país, que se encerrou ontem (22), em Santa Catarina. Empresas, instituições e o setor público catarinenses se aproximaram mais de seus pares no gigante europeu. Parcerias já foram encaminhadas e negócios deverão ser firmados a partir de agora, se estendendo para os próximos anos. Pontos para os anfitriões que não mediram esforços para convidar os alemães: o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, o prefeito de Joinville Udo Döhler; o executivo estadual com as participações do governador Raimundo Colombo e o secretário de Assuntos Internacionais Carlos Adauto Virmond, além de outras lideranças. Entre as parcerias fechadas está uma sobre fotônica, firmada pelo presidente do conselho da Fundação Certi Carlos Schneider, com região de Berlin. Outras foram abertas com o governo a Thuríngia.Döhler diz que foi o maior encontro porque este, ao invés de 130 vieram 200 empresários alemães.

Complicado
Um dos painéis de ontem (22) foi o que tratou da norma de proteção no trabalho, a NR 12. Essa medida está reduzindo a venda de máquinas industriais no Brasil. Hermann Wegner, diretor da VDMA, a associação dos fabricantes de máquinas da Alemanha, que foi um dos painelistas, disse que o ideal seria que o Brasil adotasse o padrão europeu de máquinas. A Ásia aceita e os EUA pedem alguma mudança, às vezes. O consultor jurídico da Fiesc, Carlos Kurtz também defende essa mesma solução.

Longo prazo
Uma das lições que os empresários alemães deixaram ao Brasil nesse evento foi a visão de longo prazo. Isso ficou claro na fala do ministro de Economia, Ciência e TEcnologia Digital da Turingia, Wolfang Tiefensee, ao convidar os brasileiros para o próximo EEBA, no seu Estado, em 2016. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maitê Bustamante, enfatizou a ênfase na inovação e na qualidade da educação em todas as fases, mostrada pelos alemães no encontro.

O que o Brasil pode aprender com o sistema de ensino alemão
Alemães mostram confiança no Brasil e na recuperação política e econômica

Alemanha mostra o rumo na indústria

22 de setembro de 2015 0

País que consegue geração de riqueza a partir de uma indústria inovadora que responde por 24% do seu PIB, a Alemanha indica os rumos do futuro do setor de manufatura para o Brasil, que hoje consegue apenas 12% do PIB com a produção manufatureira. Segundo o presidente da DBI (Bundesverband der Deutchen Industrie), a CNI alemã, Ulrich Grillo, o futuro do setor passa pela digitalização, indústria 4.0 (uso de tecnologia junto ao consumidor), cadeias globais de valor, energias limpas e pessoas qualificadas. A propósito, a espinha dorsal do sucesso da indústria alemã é o sistema dual de ensino técnico.

Na avaliação do empresário, a crise brasileira vai passar, o país continuará sendo importante para a Alemanha e, por isso, industriais alemães pretendem continuar investindo aqui. Para mostrar a importância do Brasil, ele cita que SP abriga o segundo maior polo industrial alemão. O primeiro fica no próprio país. Além dessa linha estratégica, Grillo defendeu o fim da bitributação entre os dois países e a rápida aprovação do acordo Mercosul e União Europeia.

A importância da indústria no PIB também foi reforçada pelo presidente da Fiesc, Glauco José Côrte. Conforme o industrial, SC é o segundo Estado com maior presença da indústria na economia. Robson Andrade, presidente da CNI, afirmou que a indústria brasileira tem interesse em ampliar parcerias com a Alemanha, especialmente nas áreas de tecnologia e energia.

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Parcerias e investimentos que SC quer atrair de empresários alemães

20 de setembro de 2015 0
Fernando Villadino, Fiesc, divulgação

Fernando Villadino, Fiesc, divulgação

É grande a expectativa da indústria catarinense para parcerias no 33o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que começa amanhã em Joinville. Um dos anfitriões do evento, o presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Glauco José Côrte, adianta que as prioridades são as áreas de energia, saúde, pequenas empresas e portos. Confira, a seguir, a entrevista do empresário.

Qual é a expectativa da Fiesc com o Encontro Econômico Brasil-Alemanha?

Estamos muito animados porque o número de inscritos ultrapassou as nossas projeções. Esperávamos em torno de mil participantes e estamos com quase 1,2 mil. A estimativa da Confederação das Indústrias da Alemanha (BDI) era de que 100 a 150 empresários do país participassem, mas estamos com mais de 180 inscritos. Isso mostra o interesse do empresário alemão em SC.

Os contatos entre empresários foram antecipados?

Nós criamos a acolhida de empresários alemães, o Business Host, para quem têm interesse em conhecer algumas indústrias catarinenses. Tivemos 78 inscrições. Serão recebidos por empresários catarinenses do Norte do Estado. Certamente vai ser uma boa oportunidade para estabelecer parcerias.

Um dos problemas entre Brasil e Alemanha é a bitributação. Como resolver?

O grande problema é a inexistência de um acordo comercial entre os dois países. A Europa está reivindicando isso há muito tempo. O Brasil se tornou refém do Mercosul. O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, tem feito um esforço muito grande para desvincular os acordos comerciais e dar autonomia para os países negociarem acordos. A Alemanha tem levantado este assunto e voltará à pauta neste evento na reunião da comissão mista, que é entre os dois governos.

Que acordos interessam mais para SC?

Temos interesses em acordos nas áreas de energia, saúde e pequenas empresas. Vamos ter um fórum específico para pequenas empresas. Os alemães dão atenção especial para as médias e pequenas empresas, sobretudo para exportações. Queremos copiar esse modelo. Também estamos recebendo um técnico do Instituto Fraunhofer que vai percorrer os nossos portos para verificar qual é a situação atual comparando com outros países. Depois, podemos definir estratégias para investimentos no setor.

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Oferta de profissionais com necessidades especiais é menor que a estimada, revela pesquisa

18 de setembro de 2015 0

Ampla pesquisa realizada pelo Sistema da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em Jaraguá do Sul sinalizou que a oferta de trabalhadores portadores de necessidades especiais no mercado, qualificados e dispostos a trabalhar, é infinitamente menor do que o total previsto pela legislação brasileira, que é de 12%.

O estudo apurou que há 0,80% de pessoas especiais disponíveis no mercado do município, informou o assessor jurídico da federação, Carlos Kurtz, na reunião da diretoria da Fiesc desta sexta-feira. Segundo ele, isso pode ser referência para encaminhar pesquisas e mudar a exigência atual de empregos para portadores de necessidades especiais no Brasil. O vice-presidente da Fiesc na região do Vale do Itapocu Célio Bayer disse que o levantamento foi realizado porque as indústrias da região estavam sendo autuadas por não estarem cumprindo as cotas de 12% de profissionais com necessidades especiais. A conclusão foi que não havia todos esses profissionais no mercado.

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Crise brasileira preocupa empresários alemães

17 de setembro de 2015 1

 

Rafael Paulo, Secom, divulgação

Rafael Paulo, Secom, divulgação

Os desempenhos econômicos de Santa Catarina e do Brasil estão no radar de investidores alemães que vão participar do 33º Encontro Econômico Brasil-Alemanha de domingo a terça, em Joinville. Em visita prévia ao Estado ontem (16), o representante do Estado da Baviera no Brasil, Martin Langewellportt, disse que os empresários do seu país estão otimistas com o perfil da economia catarinense e a projeção de crescimento de 1,5% este ano, mas a crise política e econômica brasileira sem previsão de término preocupa muito. 

- Santa Catarina está na contramão, está crescendo. Mas o Brasil está em crise e o Encontro Econômico será no meio da crise. Para investir no país é preciso ter expectativa de crescimento. Sem isso, dá medo. Se o crescimento não volta, algumas empresas têm que fechar as portas – alertou o executivo durante reunião com o secretário de Assuntos Internacinais de SC, Carlos Adauto Virmond Viera, na qual tratou de uma visita de deputados bávaros a Florianópolis em novembro e de missão de SC para a Baviera ano que vem.

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Martin Langewellpott afirmou que é grande a expectativa de empresários alemães se vai sair um acordo político no Brasil que viabilize solução para o problema fiscal a partir do próximo ano. A expectativa é de que a situação melhore um pouco a partir de 2017. Segundo ele, atuam no Brasil 1,4 mil empresas alemãs, das quais mais de 600 são da Baviera. Algumas têm até que pedir apoio da matriz para sobreviver. As que registram crescimento são ligadas à agricultura, medicina e energias renováveis. 
Na avaliação do representante da Baviera, SC registra crescimento porque tem uma economia mais parecida com a da Alemanha. Conta com players globais como a Tupy, Tigre, Docol e outros, e também muitas médias e pequenas empresas competitivas. 

- Essa estrutura catarinense ajuda a passar por crises, gera mais estabilidade e permite crescer na contramão do país -avaliou.

No final do encontro com executivos da área internacional do Estado, o secretário Carlos Adauto Virrmond (D) presenteou Langewwellportt com um livro sobre atrações turísticas de SC.

CPMF não é solução e país precisa de reformas

15 de setembro de 2015 1
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Nova CPMF e cortes em programas sociais são a base do novo pacote do governo federal para ajustar suas contas no ano que vem. A União terá déficit da ordem de R$ 64 bilhões, a maior parte relativa à Previdência. Embora o pacote seja apresentado como uma solução, mesmo que seja adotado totalmente pode não resolver porque a recessão pode derrubar ainda mais a arrecadação. A solução requer uma reforma profunda com mudança de uma série de leis e normas que dão muitos direitos e exigem gastos de recursos que a economia brasileira não tem condições de gerar. A pior situação é a da Previdência. O regime geral teve déficit de R$ 56,7 bilhões ano passado e chegará a R$ 117 bilhões em 2016.

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Contudo, para liderar essa mudança é preciso credibilidade, o que a presidente Dilma Rousseff não tem. A volta da CPMF, mesmo com uma alíquota menor, de 0,2%, é prejudicial a todos porque é um imposto cumulativo que eleva os custos de todas as atividades econômicas. Mas quem mais perde são os pobres, já muito afetados pela crise econômica e pela tributação indireta elevada sobre produtos e serviços que consomem. Para lembrar: estudo de 2010 do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário apurou que quem ganha até três salários mínimos paga 53,79% do total de impostos.

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Quanto e como gastar

Em entrevista ao Estadão de domingo, o economista brasileiro José Alexandre Scheinkman, professor da Universidade de Columbia, disse que é preciso rediscutir as despesas obrigatórias.

– A crise é econômica porque o Brasil não tolera esse tipo de despesa. E ela se torna política porque não há consenso para fazer as mudanças necessárias. É uma política não só do dia a dia. É mais profunda, no sentido de que a sociedade não chegou ainda à conclusão de quanto e como deve gastar – afirmou Schinkman.

A propósito, quem toma as decisões para a sociedade são os políticos, que atendem lobbies.

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Erros do governo derrubam grau de investimento

10 de setembro de 2015 2

Foram longos anos, numa escalada de degrau por degrau, para o Brasil conquistar o sonhado grau de investimento (Investiment Grade) em 2008. O trabalho começou com o ajuste dos gastos públicos no governo de Fernando Henrique Cardoso. Mas os excessos de políticas anticíclicas que começaram no final do governo Lula e continuaram no primeiro mandato da presidente Dilma trouxeram de volta o desequilíbrio nas contas públicas. A decisão da agência Standard & Poors de reduzir a nota do Brasil e derrubar o grau de investimento, na quarta-feira (10) não surpreendeu porque o governo mostrou que não tem condições de ajustar as contas e dar a segurança necessária aos investidores estrangeiros. A gestão da presidente Dilma neste segundo mandato enfrenta uma série de crises ao mesmo tempo. O que mais pesou, segundo a S&P, foi a crise política que está impedindo a tomada de decisão para retomar o equilíbrio fiscal.

Parece que a decisão da agência de maior credibilidade, que vai levar as demais a fazerem o mesmo em breve, acendeu a luz vermelha e o governo começou a se mobilizar. O  ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deu longa entrevista ao Jornal da Globo dizendo o ajuste fiscal vai ser buscado com o corte de gastos, inclusive em programas sociais, e aumento de impostos.

Nessa confusão toda, dois fatos novos envolvendo o PMDB sinalizam mudança: o partido do vice-presidente Michel Temer, acusado de atrapalhar, mostrou união ontem e determinação para não aceitar um simples aumento de impostos. Resta saber se mudanças virão ou será apenas mais um movimento para lugar nenhum. De uma coisa é certa, a população não aceita mais pagar impostos sem ter serviços essenciais em troca. O país pode retomar o grau de investimento mais rapidamente ou só num futuro distante. Tudo vai depender do ajuste das contas.

A propósito, a perda do investiment grade obriga fundos a retirarem investimento do Brasil. Mas muitos já reduziram suas posições e foram para mercados mais atrativos dos EUA, México e outros.

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Previdência precisa de nova reforma

09 de setembro de 2015 5

Entre os equívocos brasileiros que devem ser corrigidos com urgência está o regime geral de Previdência do país, pelo qual as mulheres se aposentam, em média, com 52 anos (30 anos de trabalho) e os homens, com 55 anos (35 anos de trabalho). Neste ano, os gastos neste regime estão previstos em R$ 88,9 bilhões e, para 2016, subirão R$ 36 bilhões, chegando a R$ 124,9 bilhões, informou a colunista Miriam Leitão no jornal O Globo. Não há país que suporte pagar de 30 anos a 50 anos aposentadorias para pessoas que não formaram um fundo de pensão.

O Brasil precisa reformar sua Previdência porque até os países ricos são muito menos generosos com seus cidadãos. Na poderosa Alemanha, por exemplo, as pessoas se aposentam com 67 anos. Em outros países, a grande maioria vai até 65 anos ou mais, como é o caso dos que integram a OCDE.

O governo de Dilma Rousseff colocou ênfase, agora, na busca de uma alternativa de imposto para cobrir rombo do Orçamento do ano que vem. Esse é o lado do aumento da receita. E na parte de redução das despesas, estuda uma reforma previdenciária. Essa mudança precisa ser feita, mas é uma tarefa quase impossível para o atual governo, porque a presidente Dilma e o seu partido, o PT, sempre argumentaram que não seria necessário mudar a Previdência. Alguém terá que fazer isso. Do contrário, o país vai virar uma Grécia.

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A repercussão nacional da crise do Rio Grande do Sul e outros destaques desta segunda-feira

07 de setembro de 2015 0

Com as finanças mais frágeis e maior desequilíbrio fiscal, o Rio Grande do Sul é o Estado que sente mais a recessão econômica do Brasil. Teve que parcelar os salários dos servidores públicos pela segunda vez e enfrenta dificuldades crescentes. Mas chama a atenção o fato de a crise gaúcha ser pouco abordada por lideranças políticas nacionais e até pelos economistas que analisam cenários. A urgente solução da crise nacional ajudaria os gaúchos. O governo federal precisa adotar medidas que tragam de volta a credibilidade. Mas a mudança mais rápida seria com um novo governo.

IMPOSTO PROVISÓRIO

Como não foi possível a volta da cpmf e o governo diz que não há mais onde cortar gastos, a equipe econômica estuda a criação de um imposto temporário. a novidade foi informada pelo ministro da fazenda, joaquim levy, durante viagem à turquia.

DESCONTOS

Com uma série de promoções, a rede de supermercados Koch, que atua mais no litoral Norte de SC, projeta ampliar as vendas em 30% este mês frente ao mesmo período de 2014. A ação é para comemorar a maior idade da empresa: a rede faz 21 anos este mês. Os descontos oferecidos variam de 15% a 30%.

LIQUIDAÇÃO

Shopping center de Palhoça, o Via Catarina realiza neste feriadão a sua liquidação denominada Dias Insanos, com descontos de até 70%. O centro comercial aposta nesta fase em que as pessoas estão renovando o guarda-roupa e as lojas lançam a coleção primavera-verão.

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Alemães buscam parcerias com médias empresas catarinenses

05 de setembro de 2015 0
Jaksson Zanco, prefeitura de Joinville, divulgação

Jaksson Zanco, prefeitura de Joinville, divulgação

Grupo de oito companhias alemãs da região da Bavária foi um dos destaques na Feira e Congresso de Tecnologia, Máquinas, Equipamentos, Automação e Serviços para a Indústria Metalmecânica (Intermach 2015) que se encerrou ontem, na Expoville, em Joinville.

Executivos dessas empresas, que são de alta tecnologia e a maioria de médio porte, ficaram satisfeitos com os negócios encaminhados apesar da crise enfrentada pelo Brasil. Mas o diretor-executivo do escritório brasileiro da Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas (VDMA), Thomas Ayres Ulbrich, afirmou que o país tem poucas empresas de porte médio.

- Na Alemanha, 80% das empresas de médio porte têm até 200 empregados. Nós estamos com problemas para achar empresas que tenham o mesmo porte no Brasil. Ou são muito pequenas ou são muito grandes. Aqui no Sul há mais empresas de médio porte do que em outras regiões do país – disse Ulbrich, que também vai participar do Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que será do dia 20 a 22 deste mês, também em Joinville.
A propósito, a falta de médias empresas no Brasil ocorre em função do modelo tributário do Simples, que não incentiva o crescimento das empresas. E os alemães não são os primeiros a levantar o problema.

Conforme Kai Walliser, diretor de feiras comerciais da Bayern International, algumas expositoras já têm representação no Brasil, outras vieram pela primeira vez. A participação na Intermach foi para desbravar mercados, oportunidades, explicou Wolfgang Lott, executivo da Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas (VDMA) ao destacar que o objetivo é o longo prazo.
De acordo com Ulbrich, a crise brasileira está afetando os negócios este ano. As vendas de fabricantes de máquinas alemãs caíram de 30% a 50% no Brasil. A expectativa é de que a situação vai melhorar em 2017, afirmou ele.

Participaram do espaço da Bayern International as empresas Lubricus Sololube Gruetzner, Haimer, PuK , Open Mind,Otto Klobe & Sohn, Steinbichler,Vischer & Bolli e Weiler.

O mais caro do mundo

As dificuldades para fazer negócios no Brasil, nos últimos anos, não surpreendem os alemães. Ulbrich contou que o escritório aberto pela VDMA em São Paulo, em 2013, foi o mais caro frente aos custos em outros países. A entidade abriu também unidades no Japão, China, Índia e Rússia. O preço do Brasil superou os demais.

Investimentos

O Brasil sempre foi um grande mercado e destino de investimentos de empresas alemãs. A maioria está concentrada em São Paulo. São mais de 200 indústrias naquele Estado.
- A cidade industrial mais forte da Alemanha é São Paulo – brinca Ulbrich.

Em Munique

No jantar oferecido pela comitiva da Bavária quinta, em Joinville, o secretário Carlos Adauto Virmond sugeriu a realização de um seminário em alemão na cidade de Munique para divulgar SC na Alemanha. O objetivo será atrair empresários bávaros para visitar o Estado em 2016, ampliando os efeitos do Encontro Brasil-Alemanha.

Na foto acima, o cônsul honorário da Alemanha em Joinville, Rodrigo Meyer Bornholdt (a partir da esqueda); diretor da VDMA da Bavária, Wolfgang Lott; cônsul da Alemanha em Porto Alegre, Robert Strnadl; prefeito de Joinville Udo Döhler; diretor de feiras da Bayern International, Kai Walliser;Thomas Ulbrich, diretor da VDMA no Brasil e o secretário de Estado de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond.

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Câmara aprova mudança no Supersimples a partir de 2016

03 de setembro de 2015 0

Enfim, a Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (02) uma das pautas mais esperadas pelo setor produtivo nos últimos anos, o projeto do Supersimples (lei complementar 26/07) que eleva os limites para enquadramento no Simples nacional, inclui bebidas alcoólicas artesanais e mais categoria profissionais nesse regime de tributação especial. As mudanças passam a vigorar a partir de janeiro de 2016 e deverão agradar a maioria. Para microempresas, o limite sobe de R$ 360 mil para R$ 900 mil por ano. Para pequenas empresas, passará de R$ 3,6 milhões para R$ 7,2 milhões em 2017 e sobe para R$ 14,4 milhões em 2018.

Um dos que mais se empenharam para a aprovação, o deputado Jorginho Mello, presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa no Congresso, comemorou o resultado.

– Cumpri o compromisso. Aprovamos todo o Supersimples. Agora o projeto vai para o Senado para ser votado logo e, depois, vai para a sanção presidencial. É o melhor projeto do ano porque o resto é uma desgraça. A presidente Dilma vai sancionar. Ela foi procurada pelo ministro Guilherme Afif Domingos e incentivou a votação – disse Jorginho.

Conforme estudo do Sebrae, mais de 10 milhões de empresas do Brasil estão no Simples. Em Santa Catarina são cerca de 600 mil incluindo microempreendedores individuais (MEI). No Brasil, o segmento gera cerca de 20 milhões de empregos. No primeiro semestre deste ano, geraram 116 mil postos de trabalhos enquanto as médias e grandes empresas fecharam 600 mil vagas.

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Aneel destina 10 milhões para Programa de Eficiência Energética da Celesc

02 de setembro de 2015 0

Ações voltadas à sustentabilidade e à transparência projetam o Programa de Eficiência Energética da Celesc Distribuição. Numa aprovação inédita da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o próximo edital de R$ 20 milhões vai reservar a metade dessa verba, R$ 10 milhões, para projetos empresariais voltados à energia limpa. Nesta quita-feira (03) à tarde, a empresa realiza em Florianópolis o 2º Workshop sobre a nova chamada pública do programa, com a presença de cerca de 200 pessoas interessadas. Segundo o presidente da estatal, Cleverson Siewert, nesse segmento de energia limpa empresas poderão apresentar projetos de cogeração, aerogeradores e geração solar. Tudo dentro do projeto estadual SC + Energia. A outra parte dos recursos vai para iniciativas tradicionais de eficiência energética como compra de motores elétricos mais eficientes, mudança de lâmpadas e de equipamentos.

Pode envolver não só indústria, mas comércio, serviços, instituições e residências. O prazo para apresentar projetos vai até 30 de outubro. Outras informações sobre o edital estão no portal da empresa, link do PEE-Celesc.

A Aneel também reconheceu vanguarda da Celesc no fato de fazer chamada pública para o programa de eficiência energética. Em função da iniciativa da estatal catarinense, a agência passou a exigir chamada pública para o programa em todo o Brasil.

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Clínica Coris comemora 10 anos de atuação

26 de agosto de 2015 0

Com apenas 10 anos que serão comemorados quarta-feira (26) à noite, a Clínica Coris, do complexo Baía Sul, de Florianópolis, já se destaca mundialmente. Reúne 13 patentes internacionais de produtos para as especialidades de endoprótese e angiologia. Foi pioneira no Brasil na realização de implante com endopróteses e seu centro cirúrgico está equipado com as melhores tecnologias. Os médicos que são sócios da clínica e lideram as equipes são Pierre Silveira, Gilberto Galego, Cristiano Bortoluzzi e Rafael Franklin, especialistas em angiologia, cirurgia vascular e endovascular.

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Crise na bolsa chinesa amplia a tempestade perfeita no Brasil

24 de agosto de 2015 0

As dúvidas sobre a solidez do mercado acionário da China, que derrubaram as bolsas pelo mundo nesta segunda-feira (24) – a de Xangai registrou – 8,5%, de Tóquio – 4,6% e a BM&FBovespa caiu mais de 4% – ampliam os estragos na economia brasileira, aumentando a força do que se pode chamar de tempestade perfeita, ou seja, diversas crises ao mesmo tempo. O Brasil é um dos países mais afetados pelo recuo da economia chinesa porque é um grande exportador de commodities ao gigante asiático, tanto de minérios quanto de grãos. Além disso, enfrenta recessão preocupante este ano, com queda superior a 2% do PIB, e terá mais um ano recessivo pela frente. Além da queda na bolsa e alta no dólar, que chegou a R$ 3,57 hoje, o Tesouro Nacional teve que suspender as operações do Tesouro Direto.

A lista de problemas que afetam a economia brasileira inclui a investigação na Petrobras e em outras estatais, o estouro das contas públicas devido a gastos excessivos, pedaladas fiscais e incentivos a alguns setores em detrimento de outros, desemprego, juros altos, queda nas exportações, crise política e falta de confiança na gestão da presidente Dilma Rousseff, entre outros.

Como as crises externas se repetem, o ideal seria que o país tivesse suas contas ajustadas dentro do seu orçamento. A desordem nas finanças públicas prejudica justamente os mais pobres, com corte de empregos e programas sociais. Um dos grandes erros do governo foi o desajuste nos gastos, que procura corrigir agora com o ajuste fiscal. Outro, foi não buscar acordos comerciais internacionais para inserir mais a indústria no mercado global, especialmente nas cadeias de valor. Um país do tamanho do Brasil e com as riquezas naturais que possui não pode apostar apenas em commodities e deixar a indústria em segundo plano. O fortalecimento de uma indústria competitiva melhora a qualidade do emprego e a estabilidade econômica diante das oscilações do mercado mundial. A expectativa é de que a economia chinesa tenha bons fundamentos e não derreta totalmente porque, quanto maior o problema por lá, maior será também no Brasil.

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Dívida pública federal fecha julho em R$ 2,603 trilhões, divulga Tesouro

Correção do FGTS será mais justa para trabalhador

20 de agosto de 2015 0

Garantir um rendimento justo para a poupança forçada do trabalhador brasileiro, a parte de 8% do salário que vai para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), sempre foi uma mudança necessária mas transferida para o futuro. E nesta fase de conflito entre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e a presidente Dilma Rousseff, entrou na pauta-bomba (que tira recursos da União). O projeto foi aprovado na Câmara na última terça-feira (18) à noite, de forma mais amena, com reajustes escalonados até 2019. Agora, vai para o Senado e ainda passará pela sanção da presidente. Mas, pelo jeito, será garantida uma melhoria ao trabalhador.

Num país que registra, com muita frequência, as maiores taxas reais (excluindo a inflação) de juros do mundo, é injusto e vergonhoso remunerar a poupança de longo prazo do trabalhador por apenas 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O pior é que parte do lucro obtido com os recursos é usada pelo governo como um Robin Hood ao contrário, ou seja, pega o dinheiro do trabalhador e dá para grandes grupos investidores que têm outras formas de obter boas margens de lucro.

Câmara aprova projeto que equipara correção do FGTS à da poupança
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Com a remuneração pela poupança, vai render pouco mais de 6% ao ano. É melhor, embora muito longe ainda de outras aplicações em renda fixa. Em outros países que também exigem poupança forçada, os trabalhadores têm mais liberdade para fazer a gestão dos recursos e acessá-los. No Brasil é só quando a pessoa financia a casa própria, se aposenta, é demitida sem justa causa ou tem uma doença grave. Tudo indica que, se o projeto não for totalmente derrubado, vai mudar essa realidade.

A propósito, fiz parte do grupo que em 1999 pôde comprar ações da Petrobras com recursos do FGTS. Aquela remuneração ajudou na compra do imóvel que moro. Um colega de MBA, que atuava no setor financeiro, me aconselhou a investir tudo o que era possível nas ações (50% da receita do FGTS) porque renderiam bem mais de 3% ao ano e TR.