Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts com a tag "crise"

Crise afeta os serviços e o comércio do Estado

16 de outubro de 2015 0

Apesar de Santa Catarina contar com uma situação econômica melhor do que a média nacional, os setores de serviços e comércio começam a sofrer mais, conforme dados apurados pelo IBGE. A receita dos serviços em agosto teve alta nominal de 2,3% frente ao mesmo mês do ano passado, mas em volume, o setor registrou queda de 3,7% no mesmo período, informou o instituto.

No caso do comércio, SC registrou em agosto frente ao mesmo mês do ano passado um recuo de receita de 5,5% enquanto a média nacional teve queda de 7%. Já frente ao mês anterior, julho, houve redução de vendas de 2,1% no Estado. Segundo a Fecomércio -SC, no caso de serviços a queda real (descontada a inflação de 9,5%) é de 7,2%. É o oitavo mês consecutivo que a receita cresce abaixo da inflação. Mesmo assim, o número médio do país mostra uma situação mais alarmante porque o setor registra queda no faturamento há onze meses consecutivos.

— Esse cenário é bastante preocupante. Cada vez diminui mais a capacidade do setor de repassar o aumento de custos para o preço final, devido a retração da demanda, situação que já está trazendo fortes impactos negativos, ao retrair as margens de lucro — explica Luciano Córdova, analista aconômico da Fecomércio.

Leia as últimas notícias

Crise afeta finanças das prefeituras

05 de outubro de 2015 0

Desde que a crise econômica se acentuou no Brasil, as prefeituras amargam queda na receita tributária, mas a situação ainda vai piorar. No caso do retorno de ICMS, a queda real ficou em 4,05% no primeiro semestre, mas setembro acendeu luz ainda mais vermelha em SC. É que a arrecadação do tributo no Estado teve alta nominal (com a inflação) de apenas 0,62%, o que significa perda real perto de 9% e necessidade de arrocho maior. Segundo a Federação dos Municípios (Fecam), no primeiro semestre, a receita real do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) caiu -3,30%; do IPVA, -1,85%; e do Fundeb, -3,48%.

Diante da crise, os municípios estão cortando despesas por meio da demissão de pessoal em cargos de confiança, redução de salários, suspensão de viagens e de outras medidas, explica o economista da Federação dos Municípios Catarinenses (Fecam), Alisson Fiúza. As prefeituras menores sofrem mais porque têm menos receita própria com IPTU, ISS e ITBI (de transferência de bens).

O prefeito de Aurora, Vilmar Zandonai, cortou salários, mas o que preocupa mais é o elevado número de inativos no município. O prefeito de Santo Amaro da Imperatriz, Sandro Vidal, cortou em 10% os salários do Executivo e fez redução geral de despesas.

Leia as últimas notícias

Com realismo tarifário, preços sobem mais rápido

01 de outubro de 2015 0

Muitos ficaram surpresos com o anúncio do reajuste de combustíveis terça à noite pela Petrobras, mas como a eleição municipal está longe, a companhia pôde seguir o realismo tarifário, ou seja, a prática de transferir logo aos preços as altas de custos. No caso do combustível, a pressão vem do dólar, que subiu 52% de janeiro a agosto deste ano. Apesar do susto, esta alta vai acrescentar cerca de 0,2 ponto percentual na inflação oficial. Além disso, dia 16 será incluído o ICMS sobre esse reajuste, o que elevará mais os preços ao consumidor.

O peso maior do realismo tarifário por parte do governo federal ocorre no setor energético. No caso da conta de luz, Santa Catarina já acumula reajuste próximo de 50% este ano, incluindo bandeira tarifária. Por isso a inflação oficial, o IPCA, caminha para fechar o ano em dois dígitos, acima de 10%, o que é demais especialmente num período recessivo. A soma do dólar mais os combustíveis e outros reajustes não dão trégua para a inflação, que resulta da alta generalizada de preços.

Dolár abre outubro em queda e é cotado abaixo de R$ 4 nesta quinta
Pagamento de FGTS para trabalhadores domésticos passa a ser obrigatório

A crise derrubou a venda de bens de alto valor, como imóveis, automóveis e eletrodomésticos, mas o consumo de combustíveis praticamente se mantém no Estado. É isto que mostram os dados da Secretaria de Estado da Fazenda. No mês de agosto frente ao mesmo período de 2014, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis teve uma alta nominal de 8,44%, o que significa estabilidade porque quase empata com a inflação. Isso também fica claro no acumulado de janeiro a agosto, quando a arrecadação do tributo pelo setor cresceu 6,36% frente aos mesmos meses do ano passado. Os engarrafamentos nas cidades também confirmam isso. Apesar do combustível mais caro, as pessoas não estão deixando os automóveis em casa.

Apesar desse novo aumento de combustíveis e de outros custos devido ao dólar, a expectativa dos analistas é de que a inflação será menor em 2016. É que os preços represados em anos anteriores já foram absorvidos.

Leia as últimas notícias

Crise brasileira preocupa empresários alemães

17 de setembro de 2015 1

 

Rafael Paulo, Secom, divulgação

Rafael Paulo, Secom, divulgação

Os desempenhos econômicos de Santa Catarina e do Brasil estão no radar de investidores alemães que vão participar do 33º Encontro Econômico Brasil-Alemanha de domingo a terça, em Joinville. Em visita prévia ao Estado ontem (16), o representante do Estado da Baviera no Brasil, Martin Langewellportt, disse que os empresários do seu país estão otimistas com o perfil da economia catarinense e a projeção de crescimento de 1,5% este ano, mas a crise política e econômica brasileira sem previsão de término preocupa muito. 

- Santa Catarina está na contramão, está crescendo. Mas o Brasil está em crise e o Encontro Econômico será no meio da crise. Para investir no país é preciso ter expectativa de crescimento. Sem isso, dá medo. Se o crescimento não volta, algumas empresas têm que fechar as portas – alertou o executivo durante reunião com o secretário de Assuntos Internacinais de SC, Carlos Adauto Virmond Viera, na qual tratou de uma visita de deputados bávaros a Florianópolis em novembro e de missão de SC para a Baviera ano que vem.

 Governo terá dificuldade para aprovar CPMF, diz Cunha
Planalto suspende concursos, adia reajustes a servidores e prepara nova CPMF

Martin Langewellpott afirmou que é grande a expectativa de empresários alemães se vai sair um acordo político no Brasil que viabilize solução para o problema fiscal a partir do próximo ano. A expectativa é de que a situação melhore um pouco a partir de 2017. Segundo ele, atuam no Brasil 1,4 mil empresas alemãs, das quais mais de 600 são da Baviera. Algumas têm até que pedir apoio da matriz para sobreviver. As que registram crescimento são ligadas à agricultura, medicina e energias renováveis. 
Na avaliação do representante da Baviera, SC registra crescimento porque tem uma economia mais parecida com a da Alemanha. Conta com players globais como a Tupy, Tigre, Docol e outros, e também muitas médias e pequenas empresas competitivas. 

- Essa estrutura catarinense ajuda a passar por crises, gera mais estabilidade e permite crescer na contramão do país -avaliou.

No final do encontro com executivos da área internacional do Estado, o secretário Carlos Adauto Virrmond (D) presenteou Langewwellportt com um livro sobre atrações turísticas de SC.

CPMF não é solução e país precisa de reformas

15 de setembro de 2015 1
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Nova CPMF e cortes em programas sociais são a base do novo pacote do governo federal para ajustar suas contas no ano que vem. A União terá déficit da ordem de R$ 64 bilhões, a maior parte relativa à Previdência. Embora o pacote seja apresentado como uma solução, mesmo que seja adotado totalmente pode não resolver porque a recessão pode derrubar ainda mais a arrecadação. A solução requer uma reforma profunda com mudança de uma série de leis e normas que dão muitos direitos e exigem gastos de recursos que a economia brasileira não tem condições de gerar. A pior situação é a da Previdência. O regime geral teve déficit de R$ 56,7 bilhões ano passado e chegará a R$ 117 bilhões em 2016.

Governo vai cortar R$ 4,8 bilhões do programa Minha Casa Minha Vida

Contudo, para liderar essa mudança é preciso credibilidade, o que a presidente Dilma Rousseff não tem. A volta da CPMF, mesmo com uma alíquota menor, de 0,2%, é prejudicial a todos porque é um imposto cumulativo que eleva os custos de todas as atividades econômicas. Mas quem mais perde são os pobres, já muito afetados pela crise econômica e pela tributação indireta elevada sobre produtos e serviços que consomem. Para lembrar: estudo de 2010 do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário apurou que quem ganha até três salários mínimos paga 53,79% do total de impostos.

Suspensão de concursos atinge Receita Federal e Ministério do Trabalho

Quanto e como gastar

Em entrevista ao Estadão de domingo, o economista brasileiro José Alexandre Scheinkman, professor da Universidade de Columbia, disse que é preciso rediscutir as despesas obrigatórias.

– A crise é econômica porque o Brasil não tolera esse tipo de despesa. E ela se torna política porque não há consenso para fazer as mudanças necessárias. É uma política não só do dia a dia. É mais profunda, no sentido de que a sociedade não chegou ainda à conclusão de quanto e como deve gastar – afirmou Schinkman.

A propósito, quem toma as decisões para a sociedade são os políticos, que atendem lobbies.

Leia as últimas notícias

Perda do grau de investimento pelo Brasil eleva incertezas sobre futuro da economia do país e do Estado

11 de setembro de 2015 1

A perda do grau de investimento pelo Brasil, mesmo esperada pelo setor privado catarinense, elevou as preocupações e incertezas sobre o futuro da economia do país e do Estado. Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Côrte, Santa Catarina será afetada mais por problemas gerais do país do que específicos do Estado. Isto porque o nível de endividamento em dólar de empresas de SC é pouco significativo, conforme levantamentos da entidade. Para o presidente em exercício da Federação das Associações Empresariais (Facisc), André Gaidzinski, essa exclusão do Brasil da lista de bom pagador afetará no Estado a produção, o nível de emprego, a confiança dos consumidores e inibirá ainda mais os investimentos.

Côrte avalia que a agência Standard & Poors adiantou a mudança da nota em função da proposta de orçamento deficitária ao Congresso. Acredita que dá para fazer um esforço para que as outras agências, a Mood’s e a Fitch, não reduzam a nota do país também. – O governo ainda não demonstrou vontade de enxugar a máquina pública. E está transferindo para a sociedade o pagamento de um custo causado por erros do próprio governo. Essa tentativa de aumento da carga tributária vai agravar a situação do setor privado – diz Côrte.

Receita da WEG cresce quase 30% no segundo trimestre

29 de julho de 2015 0

Com atuação diversificada no Brasil e no mundo, a WEG, de Jaraguá do Sul fecha mais um trimestre em alta apesar da má fase da economia nacional. A companhia obteve receita líquida de R$ 2,349 bilhões no segundo trimestre do ano, com crescimento de 29% frente aos mesmos meses do ano passado e de 10,3% em relação ao primeiro trimestre deste ano. O lucro líquido da companhia atingiu R$ 260,9 milhões, com crescimento de 14,4% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e de 6,1% frente aos três primeiros meses deste ano. A companhia investiu em ativos fixos R$ 202,5 milhões no primeiro semestre deste ano.
Entre os segmentos em que a WEG mais cresce estão os de motores elétricos que consomem menos energia, produtos para a geração de energia limpa e transmissão & distribuição. O grupo atua também com automação e tintas.

Segmento de carros de luxo está longe da crise

25 de julho de 2015 0
Foto: Mercedes-Benz, Divulgação

Foto: Mercedes-Benz, Divulgação

O segmento de carros de luxo no Brasil não sofre tanto com a crise. Isso é confirmado em SC pela DVA Automóveis,concessionária da Mercedes. Com showroons em São José, Blumenau, Itajaí e Joinville, seguiu o ritmo nacional da marca no primeiro semestre. Liderou em SC com emplacamento de 512 veículos e market share de 36,47%.O mais vendido foi o Classe C (foto).

Leia as últimas notícias

Em queda livre: ICMS de São Paulo tem recuo de 4,2% no primeiro semestre

20 de julho de 2015 0

Um dos governos que mais reclamam da crise é o de São Paulo, e com razão. A receita de ICMS daquele Estado teve recuo de 4,2% (real) no primeiro semestre enquanto a receita nacional retrocedeu 2,87% no mesmo período, segundo informou o Estado de S. Paulo.

Leia as últimas notícias

Crise, eleições e autonomia do Banco Central

15 de setembro de 2014 0

A crise global de 2008 completa seis anos hoje, data da queda do Lehman Brothers. O Brasil se saiu bem nas medidas pós-crise, mas continuou com estímulos e isso ajudou a gerar o pibinho atual. Agora, preocupa é a guerra na campanha sobre a autonomia do Banco Central, medida que é saudável para a economia.

Um acordo de R$ 200 milhões

24 de julho de 2014 1

A transportadora Binotto, de Lages, que foi a terceira maior da América Latina, fechou acordo de recuperação judicial. Ela teve dificuldades com a crise de 2008. A negociação foi realizada pelo escritório Bello & Lollato Advogados, de SC.