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Posts com a tag "dilma rousseff"

Dilma Rousseff suspende visita que faria à Colômbia

05 de outubro de 2015 0

Imersa nas crises que criou, a presidente Dilma Rousseff suspendeu a visita que faria à Colômbia no final de semana, com a presença de empresários brasileiros. O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, iria liderar a delegação da indústria. Para empresas exportadoras, vale dar atenção à Colômbia. Com 46,7 milhões de habitantes, registrou crescimento de 4,55% do PIB e inflação de 2,89% em 2014, números de causar inveja a países europeus. SC exportou ao país US$ 92,6 milhões em 2014.

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Câmbio pressionado amplia crise no país

25 de setembro de 2015 0

As variações do dólar dos últimos dias, resultantes da crise política do governo Dilma Rousseff, agravam o cenário de incertezas na economia. A comunicação do Banco Central de que poderá usar as reservas amenizou os temores quinta-feira, mas como o desequilíbrio fiscal continua e o governo não tem adotado medidas concretas para reduzir os gastos públicos, querendo transferir tudo para o contribuinte, os problemas continuam. Além disso, pesa a dúvida se a presidente continuará no cargo ou sofrerá impeachment caso surjam provas contra ela na Operação Lava-Jato.

A inflação é o principal efeito negativo do dólar alto. Afeta toda a economia, mas prejudica mais os pobres. Embora a transferência aos preços seja gradual e possa demorar até um ano, alguns danos afetam cadeias produtivas do Estado imediatamente. Uma das atingidas é a do agronegócio, que já registra alta de 26% no milho e de 40% no farelo de soja em função do câmbio. Indústrias que usam insumos externos sentem a pressão logo. Há o temor da alta dos combustíveis e outros insumos cotados em dólar. Entre os efeitos positivos estão o impulso às exportações, o que não ocorre de uma hora para outra, e a vinda de turistas do exterior. Apesar disso, o cenário indica que é preciso cautela nas decisões econômicas.

Com aumento do dólar, momento é de cautela e incertezas:

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Corte no Sistema S pode fechar 20 mil matrículas e 1,6 mil empregos, prevê a Fecomércio SC

19 de setembro de 2015 10

Assustada com o plano do governo de Dilma Rousseff de tirar 30% da receita do Sistema S para cobrir despesa com a Previdência, a Fecomércio SC, federação que representa mais de 400 mil empresas de comércio, serviços e turismo no Estado, fez as contas e concluiu que, se a medida realmente for adotada, vai causar elevados prejuízos ao setor e ao Estado. As projeções mostram que será necessário fechar 20 mil matrículas de cursos, demitir 1,6 mil trabalhadores, suspender e reduzir uma série de serviços de saúde, educação e cultura. Os cortes no Senac podem chegar a R$ 24 milhões. Segundo o presidente da federação que representa o Senac e o Sesc, Bruno Breithaupt, os investimentos também terão que ser cortados.

Segunda-feira (21), os presidentes das federações do comércio de todo o país vão se reunir na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, para debater a repercussão desse possível confisco. As entidades também estão se mobilizando para pedir apoio aos parlamentares que intercedam contra o plano do governo.

- A parcela do recurso destinada ao Sistema S jamais poderia sofrer com as inconsistências nas políticas fiscal e tributária de qualquer governo porque está garantida pela Constituição Federal. Esta intenção manifestada pelos ministros Joaquim Levy e Nelson Barbosa, além de não permitir a retomada da capacidade de investimento do país pelo poder público, prejudica a sociedade brasileira uma vez mais – comentou Breithaupt.

A propósito, o empresário alerta que cortes no Sistema S significa redução de serviços essenciais prestados aos comerciários e à população. Segundo ele, cortar recursos do Sistema S significa contingenciar o acesso à educação em vários níveis, cultura, práticas desportivas, ensino técnico e profissionalizante, trabalho que é realizado porque há graves deficiências por parte do setor público. Se o Sesc e Senac tiverem que cortar, terão que reduzir serviços na educação infantil, ensino médio, profissionalizante, superior, pós-graduação e inclusive programas como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) em todo país.

Indústria também em alerta
Além do comércio, o setor industrial está muito preocupado. Dependendo da área, o corte no Senai pode chegar a 50% caso o confisco seja realizado, informou uma fonte ligada à instituição em SC.

Erro estratégico
Caso avance nessa medida, o governo Dilma estará cometendo mais um erro estratégico. Cortará investimento no futuro do país – a educação técnica de qualidade reconhecida internacionalmente – para investir no passado, em aposentadorias que, pelo menos parcialmente, poderiam ser postergadas. O que se espera é que o governo tenha bom senso e desista dessa medida.

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CPMF não é solução e país precisa de reformas

15 de setembro de 2015 1
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Nova CPMF e cortes em programas sociais são a base do novo pacote do governo federal para ajustar suas contas no ano que vem. A União terá déficit da ordem de R$ 64 bilhões, a maior parte relativa à Previdência. Embora o pacote seja apresentado como uma solução, mesmo que seja adotado totalmente pode não resolver porque a recessão pode derrubar ainda mais a arrecadação. A solução requer uma reforma profunda com mudança de uma série de leis e normas que dão muitos direitos e exigem gastos de recursos que a economia brasileira não tem condições de gerar. A pior situação é a da Previdência. O regime geral teve déficit de R$ 56,7 bilhões ano passado e chegará a R$ 117 bilhões em 2016.

Governo vai cortar R$ 4,8 bilhões do programa Minha Casa Minha Vida

Contudo, para liderar essa mudança é preciso credibilidade, o que a presidente Dilma Rousseff não tem. A volta da CPMF, mesmo com uma alíquota menor, de 0,2%, é prejudicial a todos porque é um imposto cumulativo que eleva os custos de todas as atividades econômicas. Mas quem mais perde são os pobres, já muito afetados pela crise econômica e pela tributação indireta elevada sobre produtos e serviços que consomem. Para lembrar: estudo de 2010 do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário apurou que quem ganha até três salários mínimos paga 53,79% do total de impostos.

Suspensão de concursos atinge Receita Federal e Ministério do Trabalho

Quanto e como gastar

Em entrevista ao Estadão de domingo, o economista brasileiro José Alexandre Scheinkman, professor da Universidade de Columbia, disse que é preciso rediscutir as despesas obrigatórias.

– A crise é econômica porque o Brasil não tolera esse tipo de despesa. E ela se torna política porque não há consenso para fazer as mudanças necessárias. É uma política não só do dia a dia. É mais profunda, no sentido de que a sociedade não chegou ainda à conclusão de quanto e como deve gastar – afirmou Schinkman.

A propósito, quem toma as decisões para a sociedade são os políticos, que atendem lobbies.

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Volta da CPMF afetará mais os pobres

14 de setembro de 2015 0
Valter Campanato / Agência Brasil

Valter Campanato / Agência Brasil

Nova CPMF e cortes em programas sociais são a base do novo pacote do governo federal para ajustar suas contas no ano que vem. A União terá déficit da ordem de R$ 64 bilhões, a maior parte relativa à Previdência. A solução deveria ser um amplo ajuste dos gastos públicos e uma reforma do sistema previdenciário. A volta da CPMF, mesmo com uma alíquota menor, de 0,2%, é prejudicial a todos porque é um imposto cumulativo que eleva os custos de todas as atividades econômicas. Mas quem mais perde são os pobres, já muito afetados pela crise econômica e pela tributação indireta elevada sobre produtos e serviços que consomem.

Se aprovada, nova CPMF vai financiar a Previdência Social
Dólar fecha em queda em meio a anúncio de cortes do governo

Apesar de ser uma solução fácil, tudo indica que o governo terá dificuldades para aprovar no Congresso. Há cerca de um mês houve a primeira tentativa, que gerou muita aversão e foi suspensa.

Só para lembrar: estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário com base em dados de 2010 apurou que quem ganha até três salários mínimos no país contribui com 53,79% do total arrecadado no Brasil. A presidente Dilma Rousseff gastou mais do que deveria em todo o seu primeiro mandato para ganhar a eleição, negou que estivesse fazendo isso, desequilibrou toda a economia e agora está passando uma conta pesada para a sociedade.

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Previdência precisa de nova reforma

09 de setembro de 2015 5

Entre os equívocos brasileiros que devem ser corrigidos com urgência está o regime geral de Previdência do país, pelo qual as mulheres se aposentam, em média, com 52 anos (30 anos de trabalho) e os homens, com 55 anos (35 anos de trabalho). Neste ano, os gastos neste regime estão previstos em R$ 88,9 bilhões e, para 2016, subirão R$ 36 bilhões, chegando a R$ 124,9 bilhões, informou a colunista Miriam Leitão no jornal O Globo. Não há país que suporte pagar de 30 anos a 50 anos aposentadorias para pessoas que não formaram um fundo de pensão.

O Brasil precisa reformar sua Previdência porque até os países ricos são muito menos generosos com seus cidadãos. Na poderosa Alemanha, por exemplo, as pessoas se aposentam com 67 anos. Em outros países, a grande maioria vai até 65 anos ou mais, como é o caso dos que integram a OCDE.

O governo de Dilma Rousseff colocou ênfase, agora, na busca de uma alternativa de imposto para cobrir rombo do Orçamento do ano que vem. Esse é o lado do aumento da receita. E na parte de redução das despesas, estuda uma reforma previdenciária. Essa mudança precisa ser feita, mas é uma tarefa quase impossível para o atual governo, porque a presidente Dilma e o seu partido, o PT, sempre argumentaram que não seria necessário mudar a Previdência. Alguém terá que fazer isso. Do contrário, o país vai virar uma Grécia.

Governo quer restringir aposentadorias por invalidez
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O 7 de setembro e um futuro para todos

08 de setembro de 2015 2
Jovem protesta contra corrupção em Brasília. Foto: Andressa Anholete,AFP

Jovem protesta contra corrupção em Brasília. Foto: Andressa Anholete,AFP

Desiludidos com o rumo da Pátria, brasileiros foram às ruas para protestar nesta segunda-feira, 7 de Setembro, Dia da Independência do país. Um dos pontos altos das manifestações em Brasília foi a inclusão de boneco inflável da presidente Dilma Rousseff, com a faixa presidencial rasgada, ao lado do boneco do ex-presidente Lula.

Diante da falta de ação do governo e da confusão na política, a esperança maior dos brasileiros está nas instituições, especialmente no avanço do trabalho da Polícia Federal na operação Lava-Jato, que deve punir corruptos e corruptores envolvidos na operação que está derrubando o PIB em 2 pontos percentuais e prevenir a continuidade de desvios de recursos públicos em todas as esferas. Além de não ter combatido os malfeitos na Petrobras, o governo Dilma segue sem rumo, o que inibe a confiança no futuro e as decisões de investimentos. A presidente está fazendo pouco para cortar gastos, melhorar os serviços e, assim, viabilizar o equilíbrio das contas públicas. Em direção oposta, famílias, empresas, prefeituras e Estados cortam na carne para que as despesas fiquem dentro do orçamento. A pressão do PT para que o ajuste fiscal seja menor é lida como uma preparação para que o partido não tenha uma grande derrota nas eleições municipais de 2016.

Mas o equilíbrio fiscal é a melhor alternativa para a retomada da confiança e a volta do crescimento. Vale lembrar a projeção do Movimento Brasil Eficiente (MBE) lançado em 2010 e que ainda é superatual, a de que se o governo elevasse seus gastos anuais um pouco menos do que o crescimento da economia, isso geraria um ciclo virtuoso com um PIB a mais em 20 anos. Assim, seria possível gerar mais empregos, mais impostos, melhores investimentos sociais e um futuro mais equilibrado para todos. Mas, pelas decisões tomadas até agora, a única esperança é que o trabalho da Polícia Federal realmente faça a limpeza necessária.

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Governo desiste da CPMF após ampla reação contra

31 de agosto de 2015 0

Diante das reações duras contra a volta da CPMF, tanto do setor empresarial, quanto da sociedade e do meio político, a presidente Dilma Rousseff decidiu sábado voltar atrás e desistir do projeto que encaminharia ao Congresso para reeditar a contribuição. A taxação de todo o movimento bancário garantiria para a União receita da ordem de R$ 60 bilhões em 2016 para cobrir rombo no orçamento. Sem esse dinheiro e na ausência de uma nova fonte de recursos, o orçamento poderá ter déficit no ano que vem, o que eleva o risco de o país a perder o grau de investimento. Isso encarece o custo do dinheiro para o país, com impactos negativos na economia.

Em Santa Catarina, a proposta de relançar a CPMF teve ampla rejeição. É que lideranças do Estado estiveram entre as que mais protestaram pelo fim do tributo em 2007. Empresários fizeram passeata em Florianópolis e em outras cidades ao lado do então deputado federal Paulo Bornhausen, que liderou a campanha Xô CPMF no país. É um imposto ruim porque além de cumulativo incide com a mesma taxação para ricos e pobres, o que prejudica muito as pessoas de menor renda porque elas enfrentam carga tributária da ordem de 50% do que recebem e não têm serviços de qualidade em troca. A contribuição foi criada para cobrir custos com saúde em 1996, mas os recursos foram desviados para o caixa do governo federal e o setor de saúde continuou com serviços precários.

O grande dilema é que o tamanho do setor público não cabe mais na renda do país. Precisa ser reduzido. A exemplo das empresas, o governo precisa cortar ministérios e cargos de confiança.

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Crise na bolsa chinesa amplia a tempestade perfeita no Brasil

24 de agosto de 2015 0

As dúvidas sobre a solidez do mercado acionário da China, que derrubaram as bolsas pelo mundo nesta segunda-feira (24) – a de Xangai registrou – 8,5%, de Tóquio – 4,6% e a BM&FBovespa caiu mais de 4% – ampliam os estragos na economia brasileira, aumentando a força do que se pode chamar de tempestade perfeita, ou seja, diversas crises ao mesmo tempo. O Brasil é um dos países mais afetados pelo recuo da economia chinesa porque é um grande exportador de commodities ao gigante asiático, tanto de minérios quanto de grãos. Além disso, enfrenta recessão preocupante este ano, com queda superior a 2% do PIB, e terá mais um ano recessivo pela frente. Além da queda na bolsa e alta no dólar, que chegou a R$ 3,57 hoje, o Tesouro Nacional teve que suspender as operações do Tesouro Direto.

A lista de problemas que afetam a economia brasileira inclui a investigação na Petrobras e em outras estatais, o estouro das contas públicas devido a gastos excessivos, pedaladas fiscais e incentivos a alguns setores em detrimento de outros, desemprego, juros altos, queda nas exportações, crise política e falta de confiança na gestão da presidente Dilma Rousseff, entre outros.

Como as crises externas se repetem, o ideal seria que o país tivesse suas contas ajustadas dentro do seu orçamento. A desordem nas finanças públicas prejudica justamente os mais pobres, com corte de empregos e programas sociais. Um dos grandes erros do governo foi o desajuste nos gastos, que procura corrigir agora com o ajuste fiscal. Outro, foi não buscar acordos comerciais internacionais para inserir mais a indústria no mercado global, especialmente nas cadeias de valor. Um país do tamanho do Brasil e com as riquezas naturais que possui não pode apostar apenas em commodities e deixar a indústria em segundo plano. O fortalecimento de uma indústria competitiva melhora a qualidade do emprego e a estabilidade econômica diante das oscilações do mercado mundial. A expectativa é de que a economia chinesa tenha bons fundamentos e não derreta totalmente porque, quanto maior o problema por lá, maior será também no Brasil.

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Dívida pública federal fecha julho em R$ 2,603 trilhões, divulga Tesouro

Alta tecnologia e preservação ambiental estão entre os interesses dos alemães no Brasil

21 de agosto de 2015 0
Foto: CHRISTOF STACHE / AFP

Foto: CHRISTOF STACHE / AFP

A viagem oficial da chanceler alemã Angela Merkel ao Brasil, com uma poderosa comitiva para reuniões com a presidente Dilma Rousseff, ministros e empresários foi curta, mas abrangente. Os alemães deixaram claro que seus interesses são voltados à alta tecnologia, preservação ambiental e que podem investir em infraestrutura no país, mas, para isso, precisam de regras claras e mais segurança.

O presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Côrte, e o prefeito de Joinville, Udo Döhler, participaram da reunião-almoço. O plano de obras para logística do Brasil chamou atenção, mas os investidores solicitaram mais segurança jurídica e regulação de contratos. Em tecnologia, manifestaram interesse em setores como energia e nos minerais terras raras.

Fiesc e Prefeitura apresentam programação de Encontro Econômico Brasil-Alemanha em Joinville

A Fundação Certi, de Florianópolis, já tem um projeto em andamento sobre esses elementos e o Brasil conta com uma legislação graças a projeto do senador Luiz Henrique da Silveira, que faleceu em maio. Merkel disse que a prioridade com o Brasil é a proteção ao clima e prometeu trabalhar em favor da aprovação do acordo comercial Mercosul-União Europeia.

Encontro em Joinville
Desta vez, a chanceler Angela Merkel não poderá participar do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que será realizado em Joinville de 20 a 23 de setembro. Convidada quinta-feira, em alemão, pelo prefeito Udo Döhler, disse que não poderá vir de novo ao país.

Os organizadores do evento, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a sua irmã alemã, a BDI, divulgaram a programação oficial do evento, que terá a presença de quase mil empresários. Os temas dos fóruns do evento serão: política econômica e comercial, inovação para o futuro, bioeconomia e biotecnologia, digitalização da economia, desafios enfrentados pelas cidades, energia e infraestrutura, segurança no trabalho-consequências da NR12. As visitas serão ao Porto de Itapoá, BMW, Senai e Siemens em Joinville.

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O erro do Governo Federal em escolher alguns setores para crescer

20 de agosto de 2015 0

A decisão do governo, via Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, de injetar dinheiro barato para financiar automóveis vai ajudar o setor e o Norte catarinense, é claro, mas poderá prolongar ainda mais a recessão. Foi com soluções assim, de forçar o crescimento de alguns setores escolhidos no primeiro mandato, que o governo de Dilma Rousseff causou boa parte da crise atual. É preciso ajuste igual para todos para que a economia se estabilize totalmente.

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Correção do FGTS será mais justa para trabalhador

20 de agosto de 2015 0

Garantir um rendimento justo para a poupança forçada do trabalhador brasileiro, a parte de 8% do salário que vai para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), sempre foi uma mudança necessária mas transferida para o futuro. E nesta fase de conflito entre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e a presidente Dilma Rousseff, entrou na pauta-bomba (que tira recursos da União). O projeto foi aprovado na Câmara na última terça-feira (18) à noite, de forma mais amena, com reajustes escalonados até 2019. Agora, vai para o Senado e ainda passará pela sanção da presidente. Mas, pelo jeito, será garantida uma melhoria ao trabalhador.

Num país que registra, com muita frequência, as maiores taxas reais (excluindo a inflação) de juros do mundo, é injusto e vergonhoso remunerar a poupança de longo prazo do trabalhador por apenas 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O pior é que parte do lucro obtido com os recursos é usada pelo governo como um Robin Hood ao contrário, ou seja, pega o dinheiro do trabalhador e dá para grandes grupos investidores que têm outras formas de obter boas margens de lucro.

Câmara aprova projeto que equipara correção do FGTS à da poupança
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Com a remuneração pela poupança, vai render pouco mais de 6% ao ano. É melhor, embora muito longe ainda de outras aplicações em renda fixa. Em outros países que também exigem poupança forçada, os trabalhadores têm mais liberdade para fazer a gestão dos recursos e acessá-los. No Brasil é só quando a pessoa financia a casa própria, se aposenta, é demitida sem justa causa ou tem uma doença grave. Tudo indica que, se o projeto não for totalmente derrubado, vai mudar essa realidade.

A propósito, fiz parte do grupo que em 1999 pôde comprar ações da Petrobras com recursos do FGTS. Aquela remuneração ajudou na compra do imóvel que moro. Um colega de MBA, que atuava no setor financeiro, me aconselhou a investir tudo o que era possível nas ações (50% da receita do FGTS) porque renderiam bem mais de 3% ao ano e TR.

Ressaca da Manifestação contra Dilma e o mau humor do mercado

18 de agosto de 2015 1

O mercado acordou de ressaca segunda-feira (17) com o domingo de manifestações contra o Governo Federal. A Bovespa registrou a quinta queda consecutiva e fechou com recuo de 0,61%. Em cinco pregões consecutivos de queda, o índice acumula perda de 4,33%.

Além da influência de cenário político, a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos e o desempenho das commodities também influenciaram o resultado. A dor de cabeça ainda se agravou com o anúncio do Relatório Focus, que reduziu a perspectiva do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão de 0,00% para o ano que vem, na semana passada, passou para um recuo de 0,15%. Há quatro semanas, a taxa vista era de crescimento 0,33%.

Para este ano, as previsões do mercado para o PIB do país também se deterioraram. De uma queda de 1,97%, passaram para uma baixa de 2,01%.

Se Dilma fosse removida, “outro medíocre” a substituiria, diz Financial Times
Aloysio Nunes diz que PSDB apoiará impeachment de Dilma

Embora o mercado costume agir em efeito de manada – e o pessimismo esteja agindo como um vírus poderoso que contamina o ar e a economia –, é possível pensar neste momento como a hora de dar dois passos atrás para enxergar um plano mais amplo. O tradicional jornal britânico Financial Times publicou ontem editorial com leitura interessante sobre o cenário brasileiro.

O texto abre com uma retrospectiva da história. “Nos últimos 60 anos, o país também tem sido criativo na forma de remover presidentes. Getúlio Vargas foi levado ao suicídio; Jânio Quadros foi forçado a renunciar; João Goulart foi deposto em um golpe militar; e Fernando Collor de Mello foi cassado por corrupção”, dispara. E diz que muitos se questionam sobre o tempo que Dilma Rousseff ainda irá suportar no poder.

O jornal lembra, porém, que as investigações sobre a Petrobras não relacionam Dilma Rousseff e não há nenhuma acusação contra a presidente. E afirma que uma substituição, a essa altura, não traria grandes alterações no rumo macroeconômico do país.

“Mesmo que Dilma seja removida, provavelmente haveria outro político medíocre para substituí-la e, em seguida, tentar adotar o mesmo programa de estabilização econômica”, continua.

E pelos fatos, prós e contras, afirma: “A presidente deveria permanecer no cargo, apesar dos pedidos de impeachment.”

* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

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Encontro em Brasília garante reforço na transmissão de energia para Santa Catarina

12 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

A novidade para Santa Catarina no Programa de Investimento em Energia Elétrica (Piee) anunciado na última terça-feira (11) pela presidente Dilma Rousseff, em Brasília, é o reforço no sistema de transmissão do Estado. Dois lotes com o objetivo de revigorar as redes de SC, PR e RS serão leiloados em agosto, com investimentos de R$ 1,4 bilhão. Segundo Djalma Berger, presidente da Eletrosul que acompanhou o lançamento em Brasília, o projeto terá prazo de execução de 48 meses.

Em outubro, o leilão de uma segunda linha de transmissão está prevista no Estado (de Blumenau a Curitiba Leste). De acordo com Berger, o investimento garante a ligação do sistema de geração do Sul com o Sudeste, principal região consumidora do Brasil.

Na geração de energia, Santa Catarina aparece com potencial para a construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) – a apresentação do Ministério de Minas e Energia não assinalou iniciativas para usinas fotovoltaicas (solares) ou eólicas na região. No leilão que será realizado no dia 28 de agosto, o Estado teve seis projetos de PCHs habilitados, com uma oferta de 57MW.

No total, o governo federal anunciou investimentos de R$ 186 bilhões até 2018 em energia elétrica, considerando empreendimentos já planejados e anunciados anteriormente. Até 2018, são R$ 81 bilhões e R$ 105 bilhões a partir de 2019.

Alívio

Na lista de boas notícias sobre energia, a indústria também comemorou terça-feira (11) a suspensão da bandeira tarifária vermelha, que vigorava desde janeiro. A estimativa é de um desconto de 15% a 20% no atual valor, que é de r$ 5,50 para cada 100 kilowatts-hora consumidos.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Dilma lança Pronatec Aprendiz com a presença da Facisc

28 de julho de 2015 0

Ernesto Reck, presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), participa nesta terça-feira (28) de evento sobre o Pronatec Aprendiz MPE, que será realizada no Palácio do Planalto em Brasília. A reunião será coordenada pela presidente Dilma Rousseff. Ela vai anunciar o programa Menor Aprendiz associado ao Pronatec.

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Governo Dilma volta a falhar com redução da meta de superávit fiscal

24 de julho de 2015 0

Após uma sucessão de erros de gestão e corrupção elevada em diversas estatais e órgãos públicos, o governo de Dilma Rousseff continua falhando. A redução da meta de superávit fiscal deste ano de 1,1% para 0,15% do PIB não agradou o mercado e gerou ainda mais insegurança. O dólar subiu ontem 2,16% e chegou a R$ 3,296, o que é inflacionário. Junto com a mudança anunciada anteontem, faltou o governo anunciar mais rigidez no controle de gastos e, também, uma redução da máquina pública com menos ministérios e menos cargos comissionados. Se todos no país estão reduzindo custos, deveria fazer o mesmo para buscar credibilidade e evitar a provável perda do grau de investimento.

Dilma estaria disposta a se reunir com Lula e FHC, diz jornal

Entre os que criticaram as medidas está o economista Paulo Rabelo de Castro, um dos coordenadores do Movimento Brasil Eficiente, que tem, também como coordenador o industrial Carlos Schneider, de Joinville.

- O governo omite que a despesa total não financeira até maio vem inchando 11,5%, com as de custeio indo a 16% de expansão. Ao somar-se a isso a explosão dos encargos financeiros em 7% do PIB (R$ 408 bilhões até maio!) se conclui pela total impossibilidade de qualquer solução na linha convencional de mais aumento da carga tributária que, aliás, já não responde a tal apelo – disse Rabelo.

Segundo ele, a solução é adotar regra de contingenciamento de toda a despesa pública baseada na variação do PIB nominal, ao passo que se encare com seriedade uma reforma financeira a fim moderar, no tempo, uma política de juros públicos que leva o Brasil a ser, de longe e há muito tempo, o país que mais encargos paga para rolar sua própria dívida interna.

Na avaliação do economista, o não enfrentamento de um verdadeiro ajuste acoplado a um programa de longo prazo para ressuscitar o PIB levará os mercados a adotarem um caminho de correção pelo câmbio, que facilmente encostará nos R$ 3,50 nas próximas semanas.

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Dilma no carro do Google

02 de julho de 2015 0
Foto: Roberto Stuckert Filho, Divulgação

Foto: Roberto Stuckert Filho, Divulgação

No seu último dia de viagem, a presidente Dilma Rousseff deu uma volta de 20 minutos no carro autônomo do Google, na sede da empresa em Mountain View, no Vale do Silício, Califórnia, nos EUA.

– Acabei de descer do futuro – disse ela aos jornalistas ao sair do carro.

É inovação assim que gera renda e o Brasil deveria incentivar mais.

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Reação da bolsa

28 de outubro de 2014 0

Para reverter a tendência de números negativos no mercado, o gestor de investimentos Alexandre Amorim, da Par Mais Planejamento Financeiro, também afirma que a presidente terá que reconquistar a confiança com a definição do ministro da Fazenda. Segundo ele, a alta do dólar terá impacto rápido sobre a inflação. Nos últimos anos, por conta do dólar baixo, do estímulo ao consumo e da falta de investimentos na indústria, a parcela de produtos importados no mercado aumentou e por isso o efeito será imediato.

Atenção às exportações

27 de outubro de 2014 1

A piora das contas externas do Brasil vai exigir atenção especial do novo governo. Isso porque o preço das commodities está em baixa no mundo e as vendas de industrializados do país estão em queda. O governo deverá olhar para o câmbio e incentivos à inovação. O Brasil tem déficit de US$ 83,6 bilhões nas transações correntes nos últimos doze meses e de US$ 62,7 bihões no ano.

Desafios econômicos do novo governo Dilma

26 de outubro de 2014 2
Foto: Cadu Gomes / Divulgação

Foto: Cadu Gomes / Divulgação

No seu segundo mandato, que conquistou com margem apertada de votos, a presidente Dilma Rousseff tem pelo menos cinco grandes desafios econômicos para vencer no curto e médio prazos. O número um é levar a inflação para o centro da meta que é 4,5% ao ano e reduzir ainda mais. Hoje no teto da meta (6,5% ao ano), a taxa deteriora a economia e o poder de compra da população. O desafio número dois é destravar os investimentos para que a economia volte a crescer, melhorando a oferta de produtos, serviços e a arrecadação. Com a expansão do PIB perto de zero, a arrecadação de impostos cai e fica difícil também pagar as contas públicas.

E falando em contas públicas, esse é o terceiro grande desafio. Há a projeção de que elas terão um déficit nominal superior a 4% do PIB este ano, o pior resultado dos últimos 10 anos. Esse cálculo considera receitas e despesas do governo mais o pagamento de juros da dívida. Há acusações de que o governo usou contabilidade criativa para ficar próximo do compromisso que assumiu de poupar 1,9% do PIB. Para ajustar isso, o governo terá que cortar gastos ou arrecadar mais, o que só é possível crescendo ou aumentando alíquotas.

Ao mesmo tempo em que tenta equilibrar as contas, será precisa manter e ampliar os programas sociais, o que consiste num grande desafio. Isso ficará mais difícil se o desemprego aumentar e será necessário desembolsar mais recursos ao seguro-desemprego. E um quinto ponto é a necessidade de destravar a agenda de reformas, especialmente a tributária.
Além disso, há as crises de água e da energia cara que terão que ser enfrentadas de frente, afinal, a eleição, que gerava risco de perda de votos, já passou.