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Posts com a tag "economia"

Brasil é recomendado a aumentar em 40% a oferta de alimentos até 2020

09 de outubro de 2015 0

Diante da necessidade de incrementar a produção de alimentos no mundo, a FAO e a OCDE recomendaram ao Brasil até 2020 aumentar em 40% a oferta. De acordo com Marcos Zordan, da Ocesc, isso não será difícil com tecnologia porque o país elevou em 156% a produção de grãos nos últimos 10 anos em apenas 25% a mais de área cultivada. Segundo ele, o crescimento da população significa vantagens ao agronegócio.

Agronegócio prevê perdas com o acordo transpacífico
Cadeias produtivas completas garantem estabilidade à economia de SC

Presidente da Cooperalfa comenta a falta de ferrovias em SC

Ex-ministro Roberto Rodrigues enfatiza que a alimentação garante a paz

09 de outubro de 2015 0

Do alto da experiência de quem passa circulando pelo mundo por fazer parte de 39 conselhos e entidades do Brasil e exterior, o engenheiro agrônomo e ex-ministro Roberto Rodrigues trouxe emoção ao fórum de quinta-feira ao enfatizar que a alimentação garante paz.

Agronegócio prevê perdas com o acordo transpacífico
Cadeias produtivas completas garantem estabilidade à economia de SC

Presidente da Cooperalfa comenta a falta de ferrovias em SC

– Tenho sete netos. Penso: que culpa eles têm de ter nascido? A culpa é minha. Só tenho uma missão: trabalhar para que digam que o avô deles lutou até o último dia para o Brasil ser o campeão mundial da paz – afirmou, numa referência à expansão do agronegócio que já responde por 43% do PIB.

Conforme Rodrigues, muitos homens com filhos com fome fazem uma guerra.

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Cadeias produtivas completas garantem estabilidade à economia de SC

09 de outubro de 2015 0

Embora não perceptível para a maioria, as cadeias produtivas completas garantem estabilidade à economia de SC, observou o vice-presidente da Faesc e presidente da Cidasc, Enori Barbieri. Ele citou os sistemas integrados de aves e suínos e também a produção de fumo, da qual 95% são exportados. Para ele, é preciso que SC amplie a produção de bovinos de corte e aprimore a qualidade do leite para exportar mais.

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Inflação segue em alta

06 de outubro de 2015 0

As projeções para a inflação deste ano, que já estavam altas, ganharam mais pressão agora com o aumento de 6% do preço da gasolina e de 4% do óleo diesel. A mediana das estimativas no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central, passou de 9,46% para 9,53%. Há quatro semanas, estava em 9,29%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia previsto 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado.

Alta de preços e incertezas mudam hábitos de consumo nos supermercados de SC Leia as últimas notícias

Alerta de Miriam Leitão para o alto desemprego

28 de setembro de 2015 0

A colunista de economia da Rede Globo, Miriam Leitão, que fez palestra sobre conjuntura econômica, alertou sobre o alto desemprego com a crise em palestra no Fórum da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e do Congresso Estadual da Facisc, a Federação das Associações Empresariais do Estado, que ocorre até amanhã em Florianópolis.

Disse que o problema é mais grave quando se abre os números: o desemprego das mulheres, negros e jovens e bem maior do que a média, o que é preocupante.

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Câmbio pressionado amplia crise no país

25 de setembro de 2015 0

As variações do dólar dos últimos dias, resultantes da crise política do governo Dilma Rousseff, agravam o cenário de incertezas na economia. A comunicação do Banco Central de que poderá usar as reservas amenizou os temores quinta-feira, mas como o desequilíbrio fiscal continua e o governo não tem adotado medidas concretas para reduzir os gastos públicos, querendo transferir tudo para o contribuinte, os problemas continuam. Além disso, pesa a dúvida se a presidente continuará no cargo ou sofrerá impeachment caso surjam provas contra ela na Operação Lava-Jato.

A inflação é o principal efeito negativo do dólar alto. Afeta toda a economia, mas prejudica mais os pobres. Embora a transferência aos preços seja gradual e possa demorar até um ano, alguns danos afetam cadeias produtivas do Estado imediatamente. Uma das atingidas é a do agronegócio, que já registra alta de 26% no milho e de 40% no farelo de soja em função do câmbio. Indústrias que usam insumos externos sentem a pressão logo. Há o temor da alta dos combustíveis e outros insumos cotados em dólar. Entre os efeitos positivos estão o impulso às exportações, o que não ocorre de uma hora para outra, e a vinda de turistas do exterior. Apesar disso, o cenário indica que é preciso cautela nas decisões econômicas.

Com aumento do dólar, momento é de cautela e incertezas:

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Crise brasileira preocupa empresários alemães

17 de setembro de 2015 1

 

Rafael Paulo, Secom, divulgação

Rafael Paulo, Secom, divulgação

Os desempenhos econômicos de Santa Catarina e do Brasil estão no radar de investidores alemães que vão participar do 33º Encontro Econômico Brasil-Alemanha de domingo a terça, em Joinville. Em visita prévia ao Estado ontem (16), o representante do Estado da Baviera no Brasil, Martin Langewellportt, disse que os empresários do seu país estão otimistas com o perfil da economia catarinense e a projeção de crescimento de 1,5% este ano, mas a crise política e econômica brasileira sem previsão de término preocupa muito. 

- Santa Catarina está na contramão, está crescendo. Mas o Brasil está em crise e o Encontro Econômico será no meio da crise. Para investir no país é preciso ter expectativa de crescimento. Sem isso, dá medo. Se o crescimento não volta, algumas empresas têm que fechar as portas – alertou o executivo durante reunião com o secretário de Assuntos Internacinais de SC, Carlos Adauto Virmond Viera, na qual tratou de uma visita de deputados bávaros a Florianópolis em novembro e de missão de SC para a Baviera ano que vem.

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Martin Langewellpott afirmou que é grande a expectativa de empresários alemães se vai sair um acordo político no Brasil que viabilize solução para o problema fiscal a partir do próximo ano. A expectativa é de que a situação melhore um pouco a partir de 2017. Segundo ele, atuam no Brasil 1,4 mil empresas alemãs, das quais mais de 600 são da Baviera. Algumas têm até que pedir apoio da matriz para sobreviver. As que registram crescimento são ligadas à agricultura, medicina e energias renováveis. 
Na avaliação do representante da Baviera, SC registra crescimento porque tem uma economia mais parecida com a da Alemanha. Conta com players globais como a Tupy, Tigre, Docol e outros, e também muitas médias e pequenas empresas competitivas. 

- Essa estrutura catarinense ajuda a passar por crises, gera mais estabilidade e permite crescer na contramão do país -avaliou.

No final do encontro com executivos da área internacional do Estado, o secretário Carlos Adauto Virrmond (D) presenteou Langewwellportt com um livro sobre atrações turísticas de SC.

Palestra com professor da Universidade de Stanford tem mensagem de inovação

01 de setembro de 2015 0
Fernando Villadino / Divulgação

Fernando Villadino / Divulgação

Diversos setores da economia estão sendo reinventados e vão sobreviver somente as companhias que tiverem equipes inovadoras capazes de mudar e encontrar as soluções mais corretas desde o início para atender o mercado ou resolver desafios sociais. Foi essa mensagem que ficou para as lideranças que participaram da palestra do empreendedor e professor da Universidade de Stanford, da Califórnia (EUA), Rich Cox, na reunião-almoço do Grupo de Líderes Empresariais (Lide SC), segunda-feira (31), no Hotel Majestic, em Florianópolis. Os debatedores do evento foram o empresário Wilfredo Gomes, presidente do Lide SC; Fernanda Bornhausen Sá, diretora do Lide Mulher SC; Jorge Freitas, presidente do conselho da Intelbras; e Pedro de Paula, diretor do Lide Futuro no Estado. Cox destacou que a metodologia Design Thinking, na qual as pessoas são colocadas num ambiente coletivo para dar sugestões, é uma das bases para impulsionar a inovação nas empresas.

Ela permite que sejam praticados menos erros desde o início de projetos e, assim, aumenta muito a chance de sucesso. Outro ponto importante é a coragem de promover mudanças. Segundo ele, a d.school, a escola de design de Stanford, usa design thinking para inovar. – Nossa intenção com a d.school era criar a melhor faculdade de design do mundo. Começamos utilizando design thinking e recomendando para as empresas. A d.school só pôde se projetar depois que mostrou resultados – contou.Como exemplos de soluções com design thinking, Cox citou professora da instituição que usou a metodologia com detento para encontrar soluções visando a redução da reincidência criminal.

Na foto acima, a partir da direita, Rich Cox, Jorge Freitas, Wilfredo Gomes, Fernanda Bornhausen e Pedro de Paula.

Santa Catarina ainda não está em recessão

28 de agosto de 2015 0

Enquanto o Brasil amarga recessão técnica devido ao resultado negativo da economia durante dois trimestres seguidos, esta não é a situação de Santa Catarina ainda porque a crise se agravou por aqui somente no segundo trimestre. Mas diante do aprofundamento da crise no país, o Estado também deverá fechar o ano com retração econômica.

Um dos indicadores que mostram a piora do ritmo da economia catarinense é o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), considerado uma prévia do PIB. Para SC, ele foi positivo no primeiro trimestre, mas negativo nos três meses do segundo trimestre (-015 em abril; – 0,38 em maio e – 0,75 em junho). O índice de junho ainda não saiu, mas como os demais dados vieram negativos, tudo indica que mostrará o mesmo cenário.

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Prévia do Banco Central indica queda na economia de Santa Catarina

19 de agosto de 2015 0

Em junho, o Índice de Atividade Econômica Regional de Santa Catarina (IBCR-SC), calculado pelo Banco Central do Brasil, registrou queda de 0,75% frente ao mês anterior, maio, considerados ajustes sazonais. Mas frente ao mesmo mês do ano passado, registrou crescimento de 1,77%. No acumulado do ano frente aos mesmos meses de 2014, houve queda de-1,21%. No acumulado de 12 meses, o IBCR-SC apresentou um leve aumento de 0,03% na comparação com os 12 meses anteriores.

A economia brasileira, segundo o IBC teve queda de- 0,58% em junho frente ao mês anterior e de 1,2% na comparação com junho de 2014. No acumulado de janeiro a junho, recuou 2,49%.

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Conhecendo Treze Tílias e o jeito catarinense de inovar e encatar

19 de agosto de 2015 0

1Villaggio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com dias de sol e sem pressa, aproveitei as férias para percorrer distâncias maiores do nosso Estado, chegando até o início do Oeste catarinense, na região de Treze TíliasNada como estar nos locais. Eles reforçam que o visionário Beto Carrero, o empresário Sérgio Murad que fundou o parque de Penha que leva seu nome artístico, o Beto Carrero World, tinha razão quando dizia que Santa Catarina é um parque de diversões. A soma de natureza exuberante, equipamentos turísticos criativos, comércio e serviços atuantes e de qualidade, garantem ao Estado roteiros surpreendentes. Mas com meu olhar focado em economia e negócios, fiquei atenta ao empenho de empreendedores para inovar em tudo o que fazem. Isso mostra que o Estado conta com uma situação presente diferenciada e terá um futuro brilhante se não for atrapalhado por governos que erram na gestão e desequilibram a economia, como ocorre atualmente com a União. Conhecemos a vinícola Villagio Grando, em Água Doce, onde o jovem empresário Guilherme Grando, sua mãe Josy (foto acima) e o pai Maurício desenvolvem um projeto inovador em vinhos e espumantes de altitude, sucos e avaçam com atrações turísticas de alto padrão, formando um polo especial no município.

Visitamos a vinícola Kranz, do casal Walter e Ao Kranz (foto) e filhos, em Treze Tílias. Além da parte de vinhos e espumantes, avançam com sucos e geleias com processos inovadores. A propósito, a cidade de Treze Tílias é um capítulo a parte, com suas casas no estilo austríaco e totalmente voltada ao turismo, incluindo cerveja artesanal, esculturas em madeira e chocolates. Essa série de atrações turísticas e o dinamismo econômico do Meio-Oeste e Oeste do Estado poderiam ganhar impulso ainda maior se SC tivesse, pelo menos, uma rodovia duplicada de Leste a Oeste.

estela_benetti

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Vendas do dia dos pais têm queda no Estado e outros destaques

16 de agosto de 2015 0

Na esteira dos resultados pouco positivos para a economia nos últimos meses, as vendas do comércio no Dia dos Pais tiveram queda na comparação com 2015. Segundo levantamento da Fecomércio Santa Catarina, o faturamento das lojas com a data representou uma queda de 9,9% para as empresas em relação ao ano anterior.

De acordo com a pesquisa de Resultado de Vendas da Fecomércio, realizada entre 11 e 12 de agosto com 407 empresas em Lages, Chapecó, Blumenau, Itajaí, Joinville, Criciúma e Florianópolis, o gasto médio por pessoa foi de R$ 157,84. O valor é inferior aos R$ 172,29 apurados na mesma pesquisa de 2014.

Entre as cidades pesquisadas, o maior gasto médio foi em Itajaí, com R$ 206,82, e o menor foi o de Criciúma, com R$ 111,88. Segundo avaliação da Fecomércio SC, a variação negativa é ainda menor quando comparada com a inflação do período, de 9,5%, e reflete o atual momento de retração da economia. O aumento da restrição ao crédito e a desaceleração da renda estão fazendo com que as famílias não consumam como antigamente.

Os mesmos motivos explicam a quinta queda consecutiva nas vendas no país na comparação com o mês anterior, algo inédito na série do IBGE. Sem impulso para recuperação, o varejo encolheu 2,2% no primeiro semestre, o pior resultado desde o início de 2003, números divulgados esta semana.

Diante dos resultados, a Confederação Nacional do Comércio revisou as projeções e espera agora uma queda de 2,4% nas vendas do varejo em 2015, o que será o pior desempenho em 12 anos.

Cooperativsmo

o Sicoob, maior sistema de cooperativas de crédito do país, registrou lucro líquido (Sobras) de R$ 1,047 bilhão nos primeiros seis meses de 2015, maior resultado semestral da história do sistema, com crescimento de 48,5% sobre 2014.

Energia Solar

A Orken, com sede em Florianópolis, prospecta área para instalar uma unidade de fabricação de módulos fotovoltaicos em SC. Segundo Kleber Heinzen, diretor da empresa, o projeto prevê investimentos de R$ 10 milhões. A companhia avalia opções no Sul, em Criciúma, e na Grande Florianópolis.

Celesc Lucra R$ 86,3 milhões

Apesar da retração no consumo de energia verificado no segundo trimestre, a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) teve um bom resultado na primeira metade de 2015. Segundo as informações divulgadas à Bovespa ontem, a companhia acumulou uma receita de venda de R$ 3,5 bilhões, crescimento de 22,8% em comparação com a primeira metade do ano passado. De acordo com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, a receita cresceu em função dos reajustes praticados na primeira metade do ano.

Já o lucro do período alcançou R$ 86,3 milhões, frente a prejuízo de R$ 8,2 milhões no mesmo período de 2014. Segundo o presidente, o resultado anterior estava impactado pelo alto custo da energia no período.

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Desabafo da Fecomércio e outros destaques desta sexta-feira

07 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

Liderança
O presidente-executivo do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, é o convidado do Lide Santa Catarina no seu almoço-debate de hoje, das 12h às 14h30, no Hotel Majestic, no centro de Florianópolis. Ele falará sobre liderança como um dos pilares determinantes para a gestão de empresas na economia global. As vagas se esgotaram nesta quinta-feira.

Mais um desabafo
A Fecomércio SC também põe a boca no trombone para reclamar do aumento de energia no Estado. Em um contexto de retração das vendas – o pior resultado desde 2003 – e desaceleração da renda das famílias, o repasse fica comprometido, prejudicando os investimentos no setor e a saída do país deste cenário de queda no crescimento econômico.

Luto
SC perdeu ontem o ex-secretário da Fazenda Ivan Orestes Bonato, aos 78 anos. Natural de Joaçaba, foi vice-presidente da Perdigão, em Videira. Graduado em Agronomia e Economia pela UFPR, presidiu a Companhia de Desenvolvimento de SC, foi vice-presidente do Banco do Desenvolvimento de SC e integrou o conselho da Companhia de Processamento de Dados do Estado.

Movimentação
A produção catarinense de soja registrou um aumento de 16% em relação ao ano passado. Ao todo, os catarinenses colheram 1,9 milhão de toneladas do grão. A boa safra refletiu diretamente na exportação. No mês de julho, o Porto de São Francisco do Sul registrou uma alta de 24% na exportação de soja, se comparado ao mesmo período do ano passado. Só em julho, passaram pelo porto 761.260 toneladas do grão. A movimentação geral do Porto de São Francisco do Sul em julho aumentou 5%, se comparado ao ano passado.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Ricardo Amorim: na economia, o fundo do poço é a boa notícia

07 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

Foto: Emanuelle Gomes Queiroz, Divulgação

Foto: Emanuelle Gomes Queiroz, Divulgação

O economista Ricardo Amorim, famoso pelos comentários no programa Manhattan Connection, falou quinta-feira para cerca de 200 presidentes de cooperativas no encontro do setor que se encerra nesta sexta, no Costão do Santinho, em Florianópolis. Ele analisou o cenário atual da economia brasileira e creditou o momento de retração a problemas endóginos, de gestão macroeconômica nacional, pouco ligados ao cenário externo.

“Nos períodos do governo Lula e Dilma, o planeta teve acelerado crescimento econômico, e o Brasil passou ao largo”, afirmou Amorim.

“Eu não sabia que o Brasil seria o único país emergente que pararia de crescer. Preciso agradecer à Dilma”

Para ele, a gestão de preços administrados, como o da energia, foi mal conduzida, o que se refletiu em uma alta inflação. Entre os principais problemas do país daqui para a frente estão o desemprego e a infraestrutura, diz o economista.

Ele projeta um crescimento negativo do produto interno bruto (PIB) na ordem de 1,8% ao ano. Para a inflação, a expectativa é de uma taxa de 9,3% em 2015.

Amorim também avaliou o impacto da alta taxa básica de juros praticada, que chegou a 14,25% depois da última alta aplicada pelo Banco Central. Segundo o economista, a média em 15 países em desenvolvimento no mundo é negativa. Apesar de todo o cenário nebuloso, Amorim faz uma leitura boa:

“Estamos no fundo do poço e essa é a notícia boa, porque começamos reagir à crise de maneira mais eficaz”.

A programação segue nesta sexta-feira, às 9h, com o economista Alexandre Mendonça de Barros, que abordará as perspectivas econômicas para 2015/2016.

Crescimento
No evento, Marcos Zordan, presidente da Ocesc, disse que a expectativa é de 12% de crescimento. O resultado será positivo, porém, com sobras menores do que o ano passado porque há o aumento dos custos, com energia, combustível e mão de obra. Nesse cenário, a prioridade é preparar as pessoas para enfrentar o período.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

"Não são sexy nem divertidas", afirma Joaquim Levy sobre novas medidas

06 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

Foto: Evaristo Sá, AFP

Foto: Evaristo Sá, AFP

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deixou claro ao mercado ontem a orientação do Planalto de adotar medidas pouco populares na expectativa de voltar a crescer. Será necessário, no entanto, alguma paciência, já que em todas as ações, o objetivo não é o curto prazo. Ele explicou que as mudanças propostas pelo governo têm um lado microeconômico de melhorar o funcionamento da economia. As medidas não são sexy nem divertidas, afirmou.

Na relação de ações necessárias para o ministro estão a reforma do ICMS e do PIS/Cofins, redução da desoneração da folha e o equilíbrio das contas públicas. Ele falou durante o Novo Ciclo do Cooperativismo de Crédito no Brasil, realizado no BC.

Levy disse também no evento que é preciso entender o desafio que se enfrenta, as condições existentes, para, a partir daí, ter a determinação de tomar as ações necessárias para encontrar o caminho do crescimento. “O diagnóstico econômico do Brasil parece convergir entre economistas e governo”, enfatizou.

Apesar do discurso, a sintonia do Planalto com o setor privado está longe do ideal. A presidente Dilma Rousseff deve se reunir com empresários, ainda neste mês, na tentativa de melhorar essa relação e transmitir otimismo.
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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Bradesco e a compra do HSBC: efeitos de concentração

04 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

A aquisição do HSBC pelo Bradesco, anunciada segunda-feira por R$ 17,6 bilhões, ainda precisa passar por aprovação dos órgãos reguladores de mercado, mas alguns reflexos já podem ser antecipados. Entre os principais ganhos para o Bradesco está a ampliação de market share, principalmente na região Sul e Sudeste. Além disso, a instituição vai ganhar novos clientes de alto poder aquisitivo.

Em Santa Catarina, assim como em todo o país, a preocupação é com a manutenção de empregos. A estimativa é que o HSBC mantenha hoje cerca de 760 postos de trabalho diretos no Estado. No país, a maior concentração está no Paraná, principalmente em Curitiba, onde a empresa concentra as operações no país. No entanto, o Bradesco afirma que há interesse em manter mão de obra qualificada.

– Há uma baixa sobreposição de agências e clientes. O HSBC tem cerca de 1 milhão de correntistas na alta renda. Teremos ganhos de otimização de processos – disse Luiz Trabuco, presidente do Bradesco, em teleconferência.

Segundo Trabuco, essa baixa sobreposição vai garantir um processo de integração mais confortável. A expectativa é que leve de três a quatro anos para que o Bradesco volte a rodar no mesmo fluxo que roda atualmente após o início dessa integração.

Ele afirmou que o foco do Bradesco se mantém no mercado brasileiro e que o ciclo de desaceleração econômica é visto como algo momentâneo.

Além dos efeitos no emprego, do ponto de vista do usuário, fica a desconfiança de ter à disposição de um sistema financeiro mais concentrado em poucos players. A redução da competitividade de taxas e juros mais atrativos é um efeito negativo correlato ao movimento de concentração inevitável.

Participação por região do país – em %

coluna

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*A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Movimento para impeachment de Dilma dificulta economia

31 de julho de 2015 0

A instabilidade política dificulta o cenário e consultorias já apontam que o risco de impeachment da presidente Dilma está perto de 30%. Para Glauco José Côrte, se houver movimento para afastar a presidente, a economia seguirá em dificuldades e pode sofrer ainda mais até o fim das definições.

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Presidente da Fiesc defende desoneração de tributos

31 de julho de 2015 0

O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, disse que para retomar as exportações as indústrias precisam de algumas medidas. A principal é a desoneração de tributos. Em função do ajuste fiscal, o governo reduziu os valores do reintegra, que desonera PIS/Cofins e ICMS de exportações, o que afetou as vendas lá fora.

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Governo Dilma volta a falhar com redução da meta de superávit fiscal

24 de julho de 2015 0

Após uma sucessão de erros de gestão e corrupção elevada em diversas estatais e órgãos públicos, o governo de Dilma Rousseff continua falhando. A redução da meta de superávit fiscal deste ano de 1,1% para 0,15% do PIB não agradou o mercado e gerou ainda mais insegurança. O dólar subiu ontem 2,16% e chegou a R$ 3,296, o que é inflacionário. Junto com a mudança anunciada anteontem, faltou o governo anunciar mais rigidez no controle de gastos e, também, uma redução da máquina pública com menos ministérios e menos cargos comissionados. Se todos no país estão reduzindo custos, deveria fazer o mesmo para buscar credibilidade e evitar a provável perda do grau de investimento.

Dilma estaria disposta a se reunir com Lula e FHC, diz jornal

Entre os que criticaram as medidas está o economista Paulo Rabelo de Castro, um dos coordenadores do Movimento Brasil Eficiente, que tem, também como coordenador o industrial Carlos Schneider, de Joinville.

- O governo omite que a despesa total não financeira até maio vem inchando 11,5%, com as de custeio indo a 16% de expansão. Ao somar-se a isso a explosão dos encargos financeiros em 7% do PIB (R$ 408 bilhões até maio!) se conclui pela total impossibilidade de qualquer solução na linha convencional de mais aumento da carga tributária que, aliás, já não responde a tal apelo – disse Rabelo.

Segundo ele, a solução é adotar regra de contingenciamento de toda a despesa pública baseada na variação do PIB nominal, ao passo que se encare com seriedade uma reforma financeira a fim moderar, no tempo, uma política de juros públicos que leva o Brasil a ser, de longe e há muito tempo, o país que mais encargos paga para rolar sua própria dívida interna.

Na avaliação do economista, o não enfrentamento de um verdadeiro ajuste acoplado a um programa de longo prazo para ressuscitar o PIB levará os mercados a adotarem um caminho de correção pelo câmbio, que facilmente encostará nos R$ 3,50 nas próximas semanas.

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Agência Nacional de Transportes Terrestres transferiu algumas linhas da Pluma para a Catarinense

13 de julho de 2015 0

Devido a dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa de transporte coletivo interestadual Pluma, a Agência Nacional de Transportes Terrestres transferiu algumas linhas para a Auto Viação Catarinense e outras empresas, apurou o repórter da Zero Hora, Humberto Trezzi. A Catarinense recebeu linhas como a Porto Alegre–Joinville, Florianópolis–Foz do Iguaçu, Araranguá–Campinas, Criciúma–Curitiba–Assunción (Paraguai), Criciúma–São Paulo, Araranguá–Campinas, Joinville–Ijuí e outras.

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