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Posts com a tag "energia elétrica"

Aumento na energia em SC: alívio parcial

05 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

A pressão da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) sobre a Celesc e Aneel para impedir um alto reajuste na tarifa de energia elétrica teve efeito positivo, pelo menos parcialmente. A majoração foi menor do que o mercado projetava, na ordem de 3,59%, em média, para a categoria de alta tensão, que compreende o segmento industrial.

Para o presidente Glauco José Côrte, a decisão da Aneel mostra que a reiterada defesa feita pela indústria para que Santa Catarina tenha um tratamento justo na cobrança da tarifa de energia surtiu efeito. Em meados de julho, a entidade encaminhou ofícios à Aneel e Celesc com o pedido de suspensão do aumento.

Conta de luz subirá 3,61% no Estado

Apesar do reajuste menor do que o esperado – e que significou alívio parcial para o setor produtivo no Estado – as entidades criticaram a decisão e querem pedir pagamento escalonado do aumento.

– Qualquer aumento nesse momento é negativo para a recuperação da indústria e da economia, mas vamos sentar com o presidente da Celesc para ver a possibilidade de um parcelamento para que o setor industrial principalmente – disse Côrte.

De acordo com o economista Danilo Kuhnen, assessor da Câmara de Energia da Fiesc, somados os reajustes de março e agosto com a incidência da bandeira vermelha, a alta para o consumidor chega a 47% este ano.

Efeitos para a agroindústria

O aumento pode parecer pequeno, mas em contas gigantes, o rombo aparece. A Cooperativa Central Aurora Alimentos paga cerca de R$ 20 milhões por mês em energia e esse novo aumento (3,59%) representa mais R$ 700 mil mensais. O presidente, Mário Lanznaster, disse que esse é mais uma alta que se soma a uma escalada que castiga as indústrias. Ele desabafou:

– Estamos perdendo a competitividade internacional com esses reajustes de preços administrados pelo governo que anulam todo o esforço de busca de eficiências das empresas.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Celesc anuncia o percentual de reajuste nesta terça-feira

03 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

A Celesc anuncia nesta terça-feira o percentual de reajuste das tarifas a partir de agosto. A expectativa é de que o número fique entre 10% e 15%. A alta é motivo de preocupação para o setor produtivo no Estado.

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A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Chuvas reduzem o preço da energia

29 de julho de 2015 0

Enquanto o cenário atual é de tarifa de energia nas alturas, com projeção de alta de quase 95% para os consumidores da Celesc caso o reajuste do mês que vem seja aprovado, o preço da energia começa a cair no curto prazo. A boa notícia foi destacada pelo presidente da Tractebel Energia, Manoel Zaroni, antes do evento de posse da Eletrosul, ontem, e foi confirmada também pelo presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, e pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia, Altino Ventura Filho, que representou o ministro Eduardo Braga no evento. Conforme Zaroni, o preço da energia no mercado, que estava em R$ 388 por MWh, já está em R$ 170. Isto em função da queda da carga e melhor nível de chuvas (hidrologia). Esse cenário deve continuar, informou o empresário.
A coluna apurou que, com essa redução de preço, o consumidor poderá pagar um pouco menos em agosto porque a bandeira tarifária, ao invés de ser vermelha, poderá ficar amarela. Quando é amarela, a conta de luz sobe R$ 2,50 a cada 100 kWh consumido. Se for vermelha, sobe R$ 5,5 a cada 100 KWh utilizados. O presidente da Eletrobras também ressalta a queda do preço da energia. Segundo ele, com as condições de hidrologia melhorando, o preço começa a cair. Ele acredita que em 2016 e 2017 será possível voltar ao normal, com o desligamento das térmicas temporárias.
– Estamos num período muito difícil. A notícia boa é que o sistema está tão bem preparado que numa das maiores crises hídricas da história do Brasil não será necessário fazer racionamento – disse Carvalho Neto.
Conforme Ventura, o preço da energia vai cair também em função da conclusão de obras, como novas usinas e linhas de transmissão, e da entrada de cerca de 30 usinas no regime de cotas.

Regime de cotas

O esforço da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) para viabilizar distribuição maior de energia do regime de cotas (aquela mais barata) para a Celesc, relativa a contratos já realizados não será fácil. Altino Ventura, do Ministério das Minas e Energia, diz que esse equilíbrio está sendo seguido. A Fiesc disse que esse critério não foi obedecido no passado e vê nessa mudança uma chance de reduzir a tarifa.

Fiesc deve propor redução da alíquota de ICMS sobre energia

22 de julho de 2015 0

A sugestão de suspender o reajuste da conta de luz para a indústria em agosto é um dos pleitos da Fiesc. Segundo o presidente Glauco José Côrte, em breve a entidade vai propor também a redução da alíquota de ICMS sobre energia ao governo do Estado. Está em 33%, uma das mais altas do país.

Fiesc pede suspensão da nova alta da conta de luz para a indústria

Fiesc pede suspensão da nova alta da conta de luz para a indústria

21 de julho de 2015 0
foto: Rodrigo Philipps, BD, 20/03/2015

Produção de motores na GM de Joinville. Foto: Rodrigo Philipps, BD, 20/03/2015

Diante das dificuldades para repassar aumento de custos aos preços nesta fase de recessão, o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, defende a suspensão do próximo reajuste anual da conta de energia no Estado para o setor, previsto para 7 de agosto. Em ofícios enviados ontem para o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, e ao presidente da Celesc, Cleverson Siewert, a federação alerta que o preço do insumo, um dos que mais pesam na produção industrial, já teve alta acumulada superior a 40% este ano em SC. Um reajuste de 10% a 15% sobre essa variação vai afetar ainda mais a competitividade e dificultar a recuperação do setor produtivo. A entidade solicita medidas emergenciais para a Aneel.

Conforme a Fiesc, a indústria catarinense registra queda dos seus indicadores. A produção industrial recuou 9,9% em maio e as exportações tiveram retração de 14,5% em junho, ambas frente aos mesmos meses de 2014. O nível de emprego do setor, que está perdendo fôlego – foram fechadas 4.174 vagas em junho – será ainda mais afetado com a alta da luz.

O impacto de custos da Celesc, na avaliação da federação, pode ser amenizado com a antecipação do uso da cota de energia barata de usinas já pagas. Essa mudança está prevista pela Aneel, mas só em 2021.

– A nossa principal bandeira e meta é em relação à indústria porque as tarifas do setor em SC estão acima da média brasileira. Além disso, a indústria não tem como economizar energia se produzir. A única forma de economizar é reduzir a produção. Em casa dá para fazer um programa de redução, o comércio tem condições de fazer isso. A Aneel, às vezes, dá tarifa diferenciada – observa Côrte.

O presidente da Celesc disse que ainda não tinha recebido o ofício, mas avaliou que essa é uma decisão do órgão regulador, a Aneel. Segundo ele, se o reajuste for suspenso, terá de ter um subsídio do governo federal, o que é difícil. A Aneel foi procurada mas não respondeu ontem.

SC tem energia mais cara
Entre as razões que levam a Fiesc a tomar uma decisão diferenciada no país e cobrar suspensão do reajuste é o preço alto da energia em sc.
Pesquisa apurou que este ano a tarifa industrial de energia no Estado é 11,39% mais cara que a média praticada no Brasil e a carga tributária na conta de luz catarinense é 4,8% superior a do país.

Consumo industrial
Em dezembro do ano passado, o consumo industrial respondia por 42,3% do total de energia disponibilizado pela Celesc na sua área de atuação.

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Indústrias investem para gastar menos luz

26 de setembro de 2014 0

Diante da certeza de conta de luz cara até 2018, com reajustes anuais da ordem de 25% ou mais, indústrias investem em equipamentos mais modernos, que gastam menos luz. A economia na conta supera 10% em boa parte dos casos. Entre as que adotaram essa estratégias estão três multinacionais de SC, a BRF, Tigre e Tupy, numa parceria com a Celesc, o que resultou em sobra de energia para abastecer uma cidade com mais de 10 mil residências por um ano.

A WEG, de Jaraguá do Sul, líder mundial em motores elétricos, criou até uma equipe que vai nas empresas e calcula quanto elas podem economizar e em quanto tempo os novos investimentos se pagam só com a economia na conta de luz. A Tigre acaba de fazer substituição de motores elétricos e sistemas de automação. Conseguiu economizar 11,17% no valor da conta, reduziu o consumo em 5.284,98 MWh/por ano. O retorno do investimento será em apenas dois anos e meio. A BRF conseguiu reduzir em 10% o consumo da sua planta de Chapecó, o que gerou economia anual superior a R$ 500 mil. A Tupy, de Joinville, economizou 10.641,83 MWh/ano, o que representa cerca de 2,06% do consumo anual. Investiu R$ 9,73 milhões e terá retorno em cinco anos.

Conta menor

25 de setembro de 2014 0

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Annel) aprovou a primeira revisão tarifária da Cooperativa Energética Cocal (Coopercocal). As novas tarifas entram em vigor a partir do próximo domingo para 9,7 mil unidades consumidoras. A boa notícia é que eles terão uma redução média de 1,02% na conta de luz.

Celesc prevê R$ 500 milhões em geração

22 de setembro de 2014 0

Como a geração de energia é o negócio mais rentável do setor elétrico, o plano diretor da Celesc prevê mais investimentos na área. Para os próximos dois anos, a meta é investir cerca de R$ 500 milhões não só em geração hidrelétrica, mas também em usinas eólicas, solares e de biomassa, informa o diretor de Geração, Transmissão e Novos Negócios da empresa, Enio Branco.

Esta semana, a empresa abre uma chamada pública para atrair parceiros privados com projetos avançados e decididos a ter a companhia como sócia com 49% do capital, no modelo de Sociedade de Propósitos Específicos (SPE) que já vem sendo adotado. Do total previsto, a Celesc deve investir R$ 200 milhões. Segundo Enio Branco, com base no plano diretor da companhia, tanto do governador Raimundo Colombo, quanto o presidente da empresa, Cleverson Siewert, focam a expansão da geração para melhorar os resultados.

Hoje, a Celesc tem 12 PCHs que geram 106,75 MW. Além disso, tem mais quatro SPEs que geram juntas 5,52 MW. A meta é chegar a 150 MW em 2016, 300 MW em 2020 e mil MW (1 GW) em 2030. O chefe do departamento de Novos Negócios, Renato Rolim, diz que um projeto alternativo é o de parque eólico na região de Laguna, que vai gerar 60 MW. Na nova chamada pública, a Celesc espera receber propostas também para geração solar e de biomassa.

Está em obras a PCH Xavantina, de Xanxerê, que vai gerar 6,08 MW. É uma SPW que ficará pronta em meados de 2015.

Celesc vai ampliar usina

20 de agosto de 2014 0

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o projeto de ampliação da usina Celso Ramos, uma pequena central hidrelétrica (PCH) da Celesc situada no município de Faxinal dos Guedes, Oeste de SC. Ela gera 5,4 megawatts (MW) e vai passar para 12,6 MW, com mais 7,2 MW de potência. Com essa obra, que requer investimento de R$ 45 milhões e prazo de 18 meses, o total de geração própria da estatal catarinense, que é de 106,8 MW, vai subir 7%, para mais de 114 MW.

Segundo o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, a expectativa é lançar o edital da obra em 30 dias, processo que deve durar de quatro a seis meses. Depois, poderá ser iniciada a obra. A empresa pretente buscar financiamento no BRDE, BNDES ou até do Banco Mundial.

A Celesc aguarda aprovação para repotencializar mais cinco usinas: Salto,Ivo Silveira, Caveiras, Cedros e Rio do Peixe, mais a construção das CGHs Rio Bonito e Pinhal, que somarão mais 75,3 MW. Há mais 230 MW em projetos em parceria com o setor privado.

Ajuda a elétricas poderia ser menor

11 de agosto de 2014 1

Se o governo federal tivesse viabilizado a continuidade de dois projetos de usinas térmicas a carvão da região Sul que estão na gaveta há mais de 10 anos, o rombo da energia cara seria bem menor. Pelos cálculos da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), os empréstimos de R$ 17,8 bilhões contratados agora junto a bancos poderiam ter custado R$ 6 bilhões a menos, ou seja, R$ 11,8 bilhões.

Os projetos foram adiados por decisão política, em 2008, ainda no segundo governo Lula, sob a alegação de que seria geração de energia mais poluente. Na época e nos anos que se seguiram, o governo acatou pressões de ambientalistas.

Para o presidente da ABCM, Fernando Zancan, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carvão de SC, a questão energética deve ser tratada de forma técnica e não política. A estimativa dos R$ 6 bilhões a menos foi feita com base na diferença do preço da energia cara, de R$ 800 por MW/h, gerada por térmicas a óleo, também poluentes, com o preço do MW/h a carvão, de R$ 130.

Leilão
Dia 30 de setembro haverá leilão para compra de energia térmica. Há 10 projetos inscritos. Um é a Usitesc, de SC, para gerar 300MW, e três são do RS. A propósito, uma usina de 300MW gera CO2 equivalente a 30 mil automóveis.

Fiesc decide pedir redução do reajuste da tarifa de energia

08 de agosto de 2014 0
CelescFiesc

Foto: Heraldo Carnieri, Divulgação

Em reunião nesta sexta-feira à tarde, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) decidiu apresentar recurso na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) solicitando a revisão do índice de reajuste médio de 22,6% na tarifa da Celesc Distribuição, para Santa Catarina, aprovado terça-feira.

O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, fez o anúncio após reunião com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, na qual foi feita avaliação das notas  técnicas da agência. O principal questionamento é sobre a participação de SC na partilha de energia de hidrelétrica de usinas já amortizadas. Se a distribuição tivesse sido justa, de acordo com lei sobre a matéria que recomenda a proporcionalidade de acordo com o consumo, o reajuste da Celesc seria perto de 12% e não de quase 23%.

O presidente da Câmara de Desenvolvimento Energético da Fiesc, Otmar Müller, defendeu redução tributária para a energia elétrica em SC. Na foto, Siewert (E) e Müller durante a reunião.

 

 

Fiesc vai entrar com recurso pela redução da alta na conta de luz

07 de agosto de 2014 3

A alta média de 22,62% na tarifa de energia elétrica dos clientes da Celesc Distribuição, a partir de hoje, assustou os consumidores. A Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) vai entrar com um recurso administrativo junto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para tentar derrubar esse reajuste para cerca da metade, pouco mais de 11%. Os argumentos a serem usados serão técnicos, adianta o presidente da federação, Glauco José Côrte. Segundo ele, o consumidor catarinense está sendo penalizado pela má distribuição da energia mais barata do mercado, aquela das usinas hidrelétricas já amortizadas (quitadas). Como a distribuidora do Estado detém 5,5% do mercado consumidor do país, deveria ter recebido energia barata nessa proporção, mas ficou com apenas 0,5%. A outra parte teve que comprar no mercado por preço bem mais caro, o que gerou um custo superior a R$ 500 milhões, incluído na alta de 22,6%. Outro aspecto técnico a ser questionado é o critério da Aneel que estabelece um custo futuro da tarifa até agosto do ano que vem. Nesse custo, ela considera, por exemplo, uma média de inflação que pode não acontecer.

Para a energia de usinas amortizadas há uma lei que define que a distribuição pela Aneel seja proporcionalmente à participação das empresas no mercado. Mas, lá adiante, num parágrafo, diz que se isso não for possível, a agência pode estabelecer critérios para essa distribuição.

-Vamos insistir na retirada desse componente que influenciou muito no aumento. Nosso cálculo é que a metade da alta pelo menos seja em decorrência da energia comprada. A nossa tarifa poderia cair para a metade, cerca de 12% – disse Glauco José Côrte.

Segundo ele, a Fiesc reconhece que é difícil conseguir uma redução, mas vai negociar. Outro argumento para excluir da tarifa é que se a alta é incluída, passa a ser estrutural porque os próximos aumentos serão sempre sobre uma base a partir desses 23%. Há indicação, também, de cobrança na tarifa de custo financeiro embora os empréstimos feitos pelo governo federal para compensar o custo de térmicas vão começar a ser cobrados apenas em 2015.
A iniciativa da Fiesc é importante não só para evitar uma tarifa super cara que está entrando agora, mas para conter altas futuras injustas. Também deveria ficar bem claro, agora, que paga a despesa extra das térmicas, as tarifas tenham uma redução de valor.

Reunião nesta sexta-feira

A Federação das Indústrias realiza amanhã uma reunião com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, para discutir os aspectos técnicos do aumento da tarifa. O objetivo é embasar melhor o pedido de redução da alta aprovada pela Aneel. O presidente da Fiesc, Glauco Côrte, convidou também um representante da Aneel, mas a agência não confirmou. A Fiesc também receberá amanhã os três candidatos ao governo do Estado que estão melhor colocados nas pesquisas: Raimundo Colombo, Paulo Bauer e Claudio Vignatti. O objetivo é ouvir suas propostas de governo.

Com tarifas em alta, o jeito é economizar luz

06 de agosto de 2014 0

Além do reajuste médio de 22,62% nas tarifas de energia a partir de amanhã, os consumidores catarinenses da Celesc podem se preparar para altas bem acima da inflação também nos próximos anos por conta do elevado custo da geração térmica em função das chuvas escassas. Relatório interno da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indica que o reajuste do ano que vem será, no mínimo, de 14,16% em função dos empréstimos de socorro ao setor. Essa informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo ontem, mas negada pela Aneel.

Consultorias da área projetam reajustes em torno de 25% para 2015 considerando todos os custos. A Safira Energia, por exemplo estimou alta média de 18,7% em 2015 e 2016, especialmente em função do socorro a distribuidoras que soma perto de R$ 24 bilhões. O setor produtivo catarinense está muito preocupado com o impacto das tarifas nos preços e geração de empregos. Para o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, a alta vai pressionar preços, elevar a inflação e piorar a situação da indústria. A Fecomércio reconhece que é preciso pagar mais em função da geração térmica, mas critica o atraso em obras de geração de energia.

Este é o momento para ampliar o uso racional de energia. Além de reduzir a conta do usuário, retarda ou evita mais investimentos. Para residências, por exemplo, é recomendável usar de forma eficiente a iluminação, eletrodomésticos e ar condicionado. O mesmo vale para empresas. A Fiesc lançou cartilha com centenas de orientações técnicas para uso racional de energia, entre elas estão a troca de máquinas e eletros antigos por novos. O manual está acessível gratuitamente no site da entidade, o www.fiescnet.com.br, sob o título Energia.

Alta da energia preocupa empresas

05 de agosto de 2014 11

A partir desta quinta-feira, 7 de agosto, a maioria dos catarinenses pagará, em média, 22,62% a mais na conta de energia elétrica. O reajuste para os mais de 2,5 milhões de consumidores da Celesc Distribuição vai vigorar nos próximos 12 meses. Para residências, a alta é de 22,76%; e para empresas, de 22,42%.

Antes da aprovação da Aneel, a Fiesc manifestou preocupação com a alta variação acima da inflação e chegou a defender um parcelamento no reajuste. A Fecomércio-SC, em nota, reconheceu que essas altas maiores são indispensáveis para sanar a situação das distribuidoras como a Celesc, mas criticou o atraso das grandes obras de aumento de capacidade de geração, como a usina Belo Monte, por exemplo.

Esse aumento, apesar de previsto, gera um impacto grande nos custos de produção para a economia, especialmente os que enfrentam dificuldades para manter o nível de vendas diante da queda do poder aquisitivo da população.

Em reunião na Acij, em Joinville, há poucos dias, o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Côrte, disse que a indústria não consegue absorver um reajuste de 20% numa vez só. Segundo ele, o setor não tem conseguido repassar para os preços a série de aumento de custos de pessoal, insumos, tributos e custo de capital. A entidade convidou o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, para uma discussão sobre questões técnicas da tarifa na próxima sexta-feira.

Segundo levantamento da Fiesc, o custo de energia de SC está acima da média brasileira. Côrte disse que as tarifas locais estão acima das praticadas em 27 países, incluindo Chile, EUA, México, Portugal, Japão e Alemanha. Foi em função de argumento assim que o governo federal promoveu a redução tarifária de fevereiro do ano passado, mas que causou uma série de transtornos em função da falta de geração hidrelétrica devido ao baixo índice de chuvas que ocorreu em 2013 e continua este ano, de forma mais grave. 

Alta da energia

29 de julho de 2014 1

Uma elevação da ordem de 20% no valor das tarifas de energia, conforme solicitado pela Celesc à  Aneel, teria forte impacto na produção industrial e atrapalharia a recuperação do crescimento industrial catarinense.  Em palestra ontem na Associação Empresarial de Joinville, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, disse que o aumento da energia teria que ser debatido tecnicamente. O impacto nos preços será grande.

 

Acij recebe os presidentes da Celesc e da Fiesc hoje

28 de julho de 2014 0

A Associação Empresarial de Joinville recebe hoje, no final da tarde, os presidentes da Celesc, Cleverson Siewert, e da Fiesc Glauco José Côrte. Cleverson participará de uma reunião fechada com a diretoria da entidade, às 18h, Vai falar sobre o índice de reajuste da tarifa de energia do Estado, que vai vigorar a partir de 7 de agosto. Diversas indústrias do município são intensivas em energia e avaliam se vão suportar custo 20% maior do insumo.

Depois, às 18h30min, o presidente da Fiesc falará na reunião aberta da entidade, sobre as expectativas da indústria no segundo semestre do ano.

Este post foi corrigido. A versão anterior indicava que ambos falariam na reunião aberta, já que tinha sido publicada nota anterior falando do tema de Glauco Côrte.

Leia mais:
::: Celesc solicita reajuste de 20,49% nas contas de energia

Celesc pede alta de 20,49% na conta de luz

23 de julho de 2014 0

A Celesc solicitou para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um reajuste tarifário médio de 20,49% para vigorar a partir de 7 de agosto. Vale observar que essa não é a tarifa definitiva que será divulgada pela Aneel em data mais próxima da mudança de tarifa. Considerando os custos da energia térmica e reajustes concedidos pela agência a outras distribuidoras, o pleito da empresa de SC ficou aquém do esperado. Os reajustes já concedidos variam de acordo com os custos de cada companhia.

A Cemig, distribuidora de Minas Gerais, teve autorização para alta de 14,30% em abril ao consumidor residencial. Para a Copel, do Paraná, a Aneel autorizou 35%. Como ficou muito alto, o governo estadual decidiu reavaliar. Aqui em Santa Catarina, a indústria que é intensiva em energia está muito preocupada com os impactos de uma tarifa elevada e sinalizou até com demissão se não puder suportar os custos mais altos.