Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "energia"

Um segundo trimestre com queda histórica

14 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

Mudanças na regulação do setor, crise no abastecimento hídrico e o fim de uma política de subsídios do governo federal ou que se traduz no início de um realismo tarifário estão entre as explicações dos altos reajustes do custo elétrico. A análise é do presidente da Celesc, Cleverson Siewert, em comentário durante reunião da Câmara de Energia da Fiesc, na manhã de quinta-feira, em Florianópolis.

Apesar de reconhecer os efeitos dos altos reajustes para a indústria, Siewert diz que são necessários para o equilíbrio financeiro da distribuidora. Afinal de contas, a companhia também precisa pagar os acionistas e equacionar as despesas.

Reajuste da Celesc foi mais baixo do que o mercado esperava
Conta de luz subirá 3,61% no Estado

A boa notícia é que no médio prazo já é possível prever um cenário mais positivo. Para começar, voltou a chover. Os reservatórios retomam patamares aceitáveis, e as térmicas podem ser dispensadas. Por conta disso, a Aneel confirmou quinta-feira o fim da bandeira vermelha, que vigorava desde janeiro.

O pacto agora é para o acesso a uma energia mais barata – hoje disponível principalmente para as distribuidoras do Norte e Nordeste –, que poderiam ajudar a aliviar o preço da tarifa em SC. Na reunião, surgiu o alinhamento entre Celesc e Fiesc para pleitear essa garantia junto a parlamentares.

Enquanto o alívio não chega de fato, o Estado ultrapassa um período de retração no consumo de energia. Siewert afirmou que há 15 anos não havia tamanha queda de demanda no Estado. Cenário semelhante só foi visto na crise de 2008, quando 60% do PIB do Estado ficou debaixo d’água. O jeito é ter criatividade para superar a fase. E estar preparado para a bonança que, em breve, deve retornar.

Leia as últimas notícias

* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Celesc e SCGás participam da Câmara de Assuntos de Energia da Fiesc

10 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

Os presidentes da Celesc, Cleverson Siewert, e da SCGás, Cosme Polêse, são convidados de reunião da Câmara de Assuntos de Energia da Fiesc, marcada para as 10h desta quinta-feira. Na pauta, a composição das tarifas de energia elétrica após o reajuste de agosto e o cenário de suprimento e preços do gás natural para a indústria no Estado.

Conversa
O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, diz que conversou pessoalmente com Cleverson para pedir alívio à indústria no reajuste. Requisitou que o aumento fosse aplicado apenas em janeiro. O presidente da Celesc afirmou que não havia como contornar a questão, uma vez que também tem compromissos com os acionistas da companhia.

Leia as últimas notícias

* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Aumento na energia em SC: alívio parcial

05 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

A pressão da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) sobre a Celesc e Aneel para impedir um alto reajuste na tarifa de energia elétrica teve efeito positivo, pelo menos parcialmente. A majoração foi menor do que o mercado projetava, na ordem de 3,59%, em média, para a categoria de alta tensão, que compreende o segmento industrial.

Para o presidente Glauco José Côrte, a decisão da Aneel mostra que a reiterada defesa feita pela indústria para que Santa Catarina tenha um tratamento justo na cobrança da tarifa de energia surtiu efeito. Em meados de julho, a entidade encaminhou ofícios à Aneel e Celesc com o pedido de suspensão do aumento.

Conta de luz subirá 3,61% no Estado

Apesar do reajuste menor do que o esperado – e que significou alívio parcial para o setor produtivo no Estado – as entidades criticaram a decisão e querem pedir pagamento escalonado do aumento.

– Qualquer aumento nesse momento é negativo para a recuperação da indústria e da economia, mas vamos sentar com o presidente da Celesc para ver a possibilidade de um parcelamento para que o setor industrial principalmente – disse Côrte.

De acordo com o economista Danilo Kuhnen, assessor da Câmara de Energia da Fiesc, somados os reajustes de março e agosto com a incidência da bandeira vermelha, a alta para o consumidor chega a 47% este ano.

Efeitos para a agroindústria

O aumento pode parecer pequeno, mas em contas gigantes, o rombo aparece. A Cooperativa Central Aurora Alimentos paga cerca de R$ 20 milhões por mês em energia e esse novo aumento (3,59%) representa mais R$ 700 mil mensais. O presidente, Mário Lanznaster, disse que esse é mais uma alta que se soma a uma escalada que castiga as indústrias. Ele desabafou:

– Estamos perdendo a competitividade internacional com esses reajustes de preços administrados pelo governo que anulam todo o esforço de busca de eficiências das empresas.

Leia as últimas notícias

* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Celesc anuncia o percentual de reajuste nesta terça-feira

03 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

A Celesc anuncia nesta terça-feira o percentual de reajuste das tarifas a partir de agosto. A expectativa é de que o número fique entre 10% e 15%. A alta é motivo de preocupação para o setor produtivo no Estado.

Leia as últimas notícias

A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

WEG vê potencial para ônibus elétricos nas cidades brasileiras

01 de agosto de 2015 0

Se depender da WEG, multinacional catarinense mais inovadora do setor de equipamentos para energia, as cidades brasileiras, em breve, ficarão lotadas de modernos ônibus elétricos, ficando, assim, bem mais livre da danosa poluição dos escapamentos de veículos. O presidente Harry Schmelzer Junior informa que a companhia avançou no desenvolvimento de tração elétrica para ônibus totalmente elétricos ou híbricos. Há poucos dias, no evento Top of Mind, ele disse que o Brasil pode ser um grande inovador nesse segmento porque conta com os players para lançar esses produtos: a WEG faz a tração, as indústrias fabricantes de chassis fazem esses componentes e as produtoras de ônibus fabricam os veículos.

– Temos que começar localmente, vamos inovar, atender a demanda nacional e, depois, podemos avançar no mundo – afirmou Schmelzer. Segundo ele, a WEG já lidera o fornecimento de tração para barcos e pesquisou sistema para carros elétricos. Mas, por enquanto, não vai avançar nesse segmento em automóveis. Entre as novidades da empresa para  em inovação está a abertura de centros de pesquisa e desenvolvimento também na Alemanha e na China. A WEG investe 2,5% da receita líquida em inovação e P&D. No segundo trimestre deste ano, a empresa obteve receita líquida de vendas de R$ 2,3 bilhões, 29% superior a registrada nos mesmos meses do ano passado.

Em função desse protagonismo em pesquisa e qualidade de produtos, a companhia vem recebendo uma série de prêmios. Acaba de ser reconhecida como uma das marcas em destaque no prêmio NEI Top Five 2015-2016. A Pesquisa Nacional de Preferência de Marca de Produtos Industriais, promovida pela Revista NEI, publicação especializada da área, apontou a WEG como uma das marcas mais lembradas em nove categorias. A companhia atua nos segmentos de motores, energia, transmissão e distribuição, automação e tintas. Atualmente, está presente em mais de 100 países.

Leia as últimas notícias

Celesc registra pequeno acréscimo no consumo de energia

31 de julho de 2015 0

No primeiro semestre, a Celesc registrou crescimento de 0,6% no consumo de energia frente aos mesmos meses de 2014. No segundo trimestre, a alta alcançou 2,9%. O consumo industrial recuou 4,0% no semestre e 2,8% no segundo trimestre. No comércio, teve expansão de 1,5% no semestre e de 3,7% de abril a junho.

Leia as últimas notícias

Chuvas reduzem o preço da energia

29 de julho de 2015 0

Enquanto o cenário atual é de tarifa de energia nas alturas, com projeção de alta de quase 95% para os consumidores da Celesc caso o reajuste do mês que vem seja aprovado, o preço da energia começa a cair no curto prazo. A boa notícia foi destacada pelo presidente da Tractebel Energia, Manoel Zaroni, antes do evento de posse da Eletrosul, ontem, e foi confirmada também pelo presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, e pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia, Altino Ventura Filho, que representou o ministro Eduardo Braga no evento. Conforme Zaroni, o preço da energia no mercado, que estava em R$ 388 por MWh, já está em R$ 170. Isto em função da queda da carga e melhor nível de chuvas (hidrologia). Esse cenário deve continuar, informou o empresário.
A coluna apurou que, com essa redução de preço, o consumidor poderá pagar um pouco menos em agosto porque a bandeira tarifária, ao invés de ser vermelha, poderá ficar amarela. Quando é amarela, a conta de luz sobe R$ 2,50 a cada 100 kWh consumido. Se for vermelha, sobe R$ 5,5 a cada 100 KWh utilizados. O presidente da Eletrobras também ressalta a queda do preço da energia. Segundo ele, com as condições de hidrologia melhorando, o preço começa a cair. Ele acredita que em 2016 e 2017 será possível voltar ao normal, com o desligamento das térmicas temporárias.
– Estamos num período muito difícil. A notícia boa é que o sistema está tão bem preparado que numa das maiores crises hídricas da história do Brasil não será necessário fazer racionamento – disse Carvalho Neto.
Conforme Ventura, o preço da energia vai cair também em função da conclusão de obras, como novas usinas e linhas de transmissão, e da entrada de cerca de 30 usinas no regime de cotas.

Regime de cotas

O esforço da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) para viabilizar distribuição maior de energia do regime de cotas (aquela mais barata) para a Celesc, relativa a contratos já realizados não será fácil. Altino Ventura, do Ministério das Minas e Energia, diz que esse equilíbrio está sendo seguido. A Fiesc disse que esse critério não foi obedecido no passado e vê nessa mudança uma chance de reduzir a tarifa.

Alta de quase 95% na energia assusta

25 de julho de 2015 0

Caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não suspenda o reajuste da conta de luz da Celesc previsto para vigorar a partir de 7 de agosto, os consumidores da empresa terão que enfrentar alta acumulada de quase 95% num espaço de 12 meses. Essa projeção é feita pelo diretor de Relações Indústriais da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Carlos Henrique Ramos Fonseca, considerando também possível majoração de 15% no mês que vem. Foi para evitar que a conta fique quase o dobro maior que a federação solicicitou à Aneel, esta semana, que suspenda o próximo reajuste.

A variação quase dobra considerando os 22% de agosto do ano passado, mais os 42% de março deste ano, as bandeiras tarifárias mensais e a provável alta de 15%. Tudo isso numa fase de profunda recessão, com uma série de indicadores econômicos negativos na economia do Estado.

Fiesc pede suspensão da nova alta da conta de luz para a indústria
Fiesc deve propor redução da alíquota de ICMS sobre energia

E não é só a Fiesc que está confirmando variações que assustam. A empresária Carolina Canfield, da indústria de madeiras Faqueadas Ipumirim, do Oeste do Estado, checou o valor pago por KW pela empresa há um ano e agora e concluiu que a energia subiu 92%. Ela avalia, com razão, que é um aumento excessivo.

Conforme Fonseca, não é a parcela B de custos da Celesc que onera a tarifa. Ela inclui despesas com pessoal, material, serviços e os investimentos e a empresa tem uma das menores tarifas do país nessa área. O que pesa mesmo é o custo da energia comprada de térmicas.

Nos argumentos à Aneel, a Fiesc cita problemas que estão majorando a energia de SC e aponta como isso poderia ser encaminhado, diz Fonseca. Também pede apoio aos parlamentares do Estado nessa luta.

Argumentos para evitar nova alta na tarifa da Celesc:

1 – Lei de 2013 define que a energia das usinas que venceram concessão, bem mais barata, deveria estar sendo rateada proporcionalmente ao mercado. Isso não está acontecendo para a Celesc. O governo quer mudar isso em 2021, a Fiesc sugere para que seja imediatamente.

2 – A Conta da CDE e a energia de Itaipu deveriam ser rateadas igualmente entre todos os consumidores do país.

3 – A Fiesc questiona que a alíquota de ICMS sobre energia elétrica em SC está acima da média nacional. Por isso, sugere medidas que levam a tarifa do Estado para a média do país. A entidade pondera para que pelo menos se faça uma redução gradual da alíquota a partir de agora, o que não afetaria a arrecadação.

Leia, abaixo, as sugestões da Fiesc com mais detalhes:

- Lei de 2013 define que a energia das usinas que venceram concessão por isso, bem mais barata, deveria estar sendo rateada proporcionalmente ao mercado das concessionárias e isso não está acontecendo para a Celesc. A distribuidora de SC está tendo que comprar mais energia cara de térmicas. O governo federal previu essa equalização só para 2021, mas a Fiesc diz que deveria ser feita imediatamente para permitir a suspensão do próximo reajuste da energia no Estado, programado para 7 de agosto.

- Outro ponto é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um encargo setorial que pesou quase 70% no aumento de março. O Sul, Sudeste e Centro-Oeste pagaram praticamente quatro vezes e meia a mais do que o Nordeste. Se o sistema é interligado, os custos setoriais deveriam ser rateados entre todos de forma equânime.

- A tarifa de Itaipu é paga pelo dólar do dia. Hoje, quem absorve esse custo de Itaipú são as concessionárias do Sul e Sudeste. Se essa energia vai para o sistema nacional, todo o pais deveria pagar.

- Por Medida Provisória, o governo federal prorrogou energia subsidiada para empresas eletrointensivas do Pará. Isso deveria ser igual para todas as empresas desse segmento, alerta a Fiesc.

- Redução da alíquota de ICMS. A Fiesc questiona que o tributo que recolhe sobre energia elétrica em SC está acima da média nacional. Sugere medidas que levariam a tarifa do Estado para a média do país.
A entidade pondera para que pelo menos se faça uma redução gradual da alíquota de ICMS a partir dos próximos reajustes já que isso não afetaria a arrecadação atual do governo.

Fiesc deve propor redução da alíquota de ICMS sobre energia

22 de julho de 2015 0

A sugestão de suspender o reajuste da conta de luz para a indústria em agosto é um dos pleitos da Fiesc. Segundo o presidente Glauco José Côrte, em breve a entidade vai propor também a redução da alíquota de ICMS sobre energia ao governo do Estado. Está em 33%, uma das mais altas do país.

Fiesc pede suspensão da nova alta da conta de luz para a indústria

Fiesc pede suspensão da nova alta da conta de luz para a indústria

21 de julho de 2015 0
foto: Rodrigo Philipps, BD, 20/03/2015

Produção de motores na GM de Joinville. Foto: Rodrigo Philipps, BD, 20/03/2015

Diante das dificuldades para repassar aumento de custos aos preços nesta fase de recessão, o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, defende a suspensão do próximo reajuste anual da conta de energia no Estado para o setor, previsto para 7 de agosto. Em ofícios enviados ontem para o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, e ao presidente da Celesc, Cleverson Siewert, a federação alerta que o preço do insumo, um dos que mais pesam na produção industrial, já teve alta acumulada superior a 40% este ano em SC. Um reajuste de 10% a 15% sobre essa variação vai afetar ainda mais a competitividade e dificultar a recuperação do setor produtivo. A entidade solicita medidas emergenciais para a Aneel.

Conforme a Fiesc, a indústria catarinense registra queda dos seus indicadores. A produção industrial recuou 9,9% em maio e as exportações tiveram retração de 14,5% em junho, ambas frente aos mesmos meses de 2014. O nível de emprego do setor, que está perdendo fôlego – foram fechadas 4.174 vagas em junho – será ainda mais afetado com a alta da luz.

O impacto de custos da Celesc, na avaliação da federação, pode ser amenizado com a antecipação do uso da cota de energia barata de usinas já pagas. Essa mudança está prevista pela Aneel, mas só em 2021.

– A nossa principal bandeira e meta é em relação à indústria porque as tarifas do setor em SC estão acima da média brasileira. Além disso, a indústria não tem como economizar energia se produzir. A única forma de economizar é reduzir a produção. Em casa dá para fazer um programa de redução, o comércio tem condições de fazer isso. A Aneel, às vezes, dá tarifa diferenciada – observa Côrte.

O presidente da Celesc disse que ainda não tinha recebido o ofício, mas avaliou que essa é uma decisão do órgão regulador, a Aneel. Segundo ele, se o reajuste for suspenso, terá de ter um subsídio do governo federal, o que é difícil. A Aneel foi procurada mas não respondeu ontem.

SC tem energia mais cara
Entre as razões que levam a Fiesc a tomar uma decisão diferenciada no país e cobrar suspensão do reajuste é o preço alto da energia em sc.
Pesquisa apurou que este ano a tarifa industrial de energia no Estado é 11,39% mais cara que a média praticada no Brasil e a carga tributária na conta de luz catarinense é 4,8% superior a do país.

Consumo industrial
Em dezembro do ano passado, o consumo industrial respondia por 42,3% do total de energia disponibilizado pela Celesc na sua área de atuação.

Leia as últimas notícias

Megawatt Solar

24 de outubro de 2014 1

Empresas interessadas em participar do leilão de venda da energia da Usina Megawatt Solar, baseada nas coberturas da Eletrosul, devem se inscrever até as 18 horas de segunda-feira. O leilão será no formato eletrônico, no dia 30 deste mês. Um dia antes haverá uma simulação. O edital e o termo de adesão estão disponíveis no site da Eletrosul.

Klabin alerta sobre riscos do gás de xisto e desmatamentos

22 de outubro de 2014 3

Fernando Willadino, divulgação

O desmatamento na Amazônia causa secas nas regiões Sul e Sudeste. Entre as soluções para enfrentar climas difíceis estão a preservação de florestas, uso de água de chuvas e de fontes energéticas alternativas. Foram esses os conselhos dados ontem na reunião do Lide SC, que contou com palestra do presidente do Lide Sustentabilidade Roberto Klabin (D) e a participação da coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro (segunda à dir.), e a ambientalista Miriam Prochnow, diretora da Apremavi (E).

O presidente do Lide SC, Wilfredo Gomes, fez a mediação do evento realizado no espaço da Mostra Casa&Cia da Primavera Garden. Para Klabin, entre as causas do problema da atual seca no Sudeste estão desmatamentos, má ocupação do solo, poucos rios, falta de planejamento urbano e investimentos. É preciso que governos invistam mais e as pessoas se adaptem, disse ele. Leia a entrevista:

Quais são as causas da seca que atinge o Sudeste?
Klavin – Eu acredito que está tudo interligado, desde a questão do desmatamento da Amazônia, que mexe com a questão das correntes ar que podem estar afetando por isso, a questão de uso do solo, poucos rios de expressão no sudeste (os maiores rios estão na região Norte) e a demanda da população crescente. Tudo isso ligado a uma população que cresce, demanda crescente, mais a provável falta de planejamento governamental fez com que a população não estivesse preparada para enfrentar essa situação. Eu acho que isso é apenas um exemplo do que vários municípios brasileiros enfrentarão na medida em que a população vai crescendo, As pessoas ainda não se dão conta de que é preciso enfrentar as mudanças climáticas. Elas causam chuvas, secas e outros problemas.

Como a população brasileira pode colaborar para reduzir esses riscos?
Klabin – Nós não temos educação para evitar o desperdício em tudo. Um exemplo é a diferença com que um europeu e um brasileiro lidam com a comida. A questão da água é um exemplo disso. É uma falta de cultura para preservar. É preciso educar a população.

O governo federal aprovou medidas que permitem explorar o gás de xisto. Como o senhor avalia a futura exploração de xisto no Brasil.
Klabin - Eu não conheço a tecnologia que os americanos aplicam de injeção de produtos químicos no solo para extrair o gás. Eu acredito que os EUA estão investindo num futuro com petróleo mas sem água. Será que devemos fazer a mesma coisa. Será que a gente deve investir nisso só porque é uma oportunidade, o Brasil ter autosufiência. O nosso país tem fontes de energia renovável fantásticas, mas não estamos dando a devida atenção a elas. A questão do xisto é um modismo, é uma questão que virá para grandes empresas e uma questão para a sociedade: nós precisamos investir nisso? Eu diria não a esse tipo de tecnologia.

Eficiência

13 de setembro de 2014 0

A Powergrid Brasil, Feira e Congresso de Energia – Tecnologia, Infraestrutura e Eficiência Energética será realizada de terça a sexta da próxima semana, em Joinville, na Expoville.

Agenda intensa

04 de agosto de 2014 0

A Fiesc tem agenda puxada esta semana. Além de promover o debate com os principais candidatos ao governo de SC
sexta, receberá no mesmo dia o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, para discutir tarifa de energia para a indústria. Na quarta, o ministro da Integração Francisco Teixeira estará na entidade para a reunião com o BRDE e as federações industriais do RS e PR. O Fórum Industrial Sul discutirá gás natural.

Falta de chuvas impacta resultado da Tractebel Energia

27 de julho de 2014 0

A Tractebel Energia obteve receita líquida de R$ 1,36 bilhão no segundo trimestre do ano, 7,2% superior ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido ficou em R$ 74 milhões, com queda de 77,2% frente aos mesmos meses de 2013. Segundo o presidente da empresa, Manoel Zaroni, esse recuo ocorreu porque a geração hidrelétricas foi inferior aos contratos de venda, obrigando as geradoras comprarem energia no mercado de curto prazo para entregar a quantia firmada em contratos com seus clientes. A Tractebel é a maior geradora privada do Brasil.