Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts com a tag "joinville"

Caiu a ficha, transporte deve ser coletivo e não individual

20 de outubro de 2015 4

Avança de forma acelerada a conscientização de pessoas de todas as idades de que as nossas cidades e o planeta não suportam mais o transporte individual. Chegou a era do transporte coletivo mais sustentável, das bicicletas, do metrô, das balsas e de outras alternativas.

Afirmo que caiu a ficha por diversos motivos. Um deles é que o aplicativo Uber, apesar de criticado, passou a valer no mercado cerca de US$ 50 bilhões (o equivalente a R$ 200 bilhões), mais do que os valores de mercado do Itaú (US$ 40 bilhões), Petrobras (US$ 29 bilhões) e Vale (US$ 24 bilhões) observa o presidente do Instituto Ideal, de energias alternativas, Mauro Passos, estudante de pós-graduação em Buenos Aires, onde faz monografia sobre o futuro dos carros elétricos da América Latina. Passos observa que se o Uber é uma alternativa para o transporte do futuro, especialmente o não motorizado, poderá ter preço muito maior.

Lei que proibiria Uber em Florianópolis pode ser questionada juridicamente

Outro fato que chama a atenção é que pessoas mais maduras passaram a afirmar que as cidades deixarão de ser abarrotadas de carros e a preferência será por transporte coletivo. Fizeram esse alerta o prefeito de Joinville, Udo Döhler, e o ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, que tem 87 anos.

Mais relevantes para nós são os efeitos negativos da poluição gerada por veículos. Até em Florianópolis, na arborizada região da UFSC, enfrentamos poluição urbana acima do admitido pela Organização Mundial da Saúde. Foi isso que concluiu pesquisa feita pelo estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental da Instituição, Lucas Vicent de Barros, orientado pelo professor Henrique Lisboa e pelo pesquisador Marlon Brancher ainda em 2013. Isso mostra que precisamos mudar urgente o modelo atual. Sinaliza também que o plano de transporte coletivo integrado para a Grande Florianópolis, com BRT, deveria priorizar veículos elétricos.

Leia as últimas notícias

Os vencedores do Prêmio D. Catarina de design

17 de outubro de 2015 0
Foto: Leonardo Lacronico, Univali, divulgação

Foto: Leonardo Lacronico, Univali, divulgação

Criado para incentivar o design no Estado, a 2ª edição do Prêmio D. Catarina teve os vencedores revelados na noite de anteontem (17) em Florianópolis. Foram oito prêmios e seis menções honrosas. O destaque foi a equipe do estúdio Design Inverso, de Joinville, que levou quatro prêmios e duas menções. As criações do estúdio que levaram prêmio foram a banheira Musa (da empresa Sabbia), lavadora Bárbara (Wanke), embalagens para discos de freio (Fremax) e linha de vassouras Condor (Grupo Condor).

Outros prêmios foram para os produtos Playtable (Playmove), cadeira Cora (Tissot), Kopan (Cimentíssimo Revestimentos) e consultório odontológico Logic Exclusive II, da Olsen SA.
A premiação foi coordenada por Roselie Lemos, presidente do Centro Design Catarina, com apoio da SCDesign e da Univali. O juri do prêmio foi presidido pelo designer e professor Freddy Van Camp, João de Souza Leite e Marcus Dohmann, além do economista e curador de design Valdick Jatobá e do diretor de eventos e curador de arquitetura e design da Casa Cor Santa Catarina Lucas Petrelli.

Na foto acima, a partir da esquerda, o jurado João de Souza Leite, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e da PUC Rio, mais a equipe da Design Inverso integrada por Ana Paula Richter, Roosevelt Vigentin, Fernanda Caroline Butzke, Thais Kock, Glademir Prestini, Roger Borges, Frederico Prates Vericimo, Jeferson Milani, Viviane Roveda, João Victor Thomaz, Cauã Cobucci, Jéssica Tessari Marcos Sebben (D).

Leia as últimas notícias

Outubro Rosa mais forte em Santa Catarina

06 de outubro de 2015 0
Divulgação

Divulgação

Mês de alerta para fazer exames visando prevenção de câncer de mama, outubro gera uma onda cada vez mais forte em Santa Catarina, envolvendo trabalho voluntário, investimentos em saúde e impulsionando vendas. Em Florianópolis, a campanha Outubro Rosa é liderada pela Associação Brasileira de Portadores de Câncer (Amucc) – seccional da região, presidida por Leoni  Margarida Simm, e tem como lema  Mais tempo a meu favor (#maistempoameufavor). O lançamento será nesta quarta-feira à tarde, em frente à Catedral Metropolitana, com simultânea de mais de 300 vozes de corais da cidade, sob a regência do maestro Robson Medeiros Vicente.

A maioria das cidades do Estado realiza suas campanhas, o que está contribuindo para identificação de casos da doença com antecedência e melhorando as condições de tratamento, afirma Leoni Simm. Ela é uma das voluntárias mais ativas desse movimento. Chegou a participar de eventos da ONU, em Nova York, representando as mulheres portadoras de câncer de mama.

Divulgação

Divulgação

A camiseta da campanha tem desenho criado pelo artista plástico Luciano Martins , que também criou produtos na cor rosa para a Condor, de São Bento do Sul. Outra empresa que entrou nessa onda é a Deluria, de Florianópolis.Lançou camisetas e mais itens para o período. O lançamento será hoje (07) à noite. A Dudalina, de Blumenau, sempre aproveita o mês para oferecer uma variedade de camisas em tons rosa e outros produtos. A 2Rios, de Joinville, oferece lingerie na cor da campanha e doa parte dos recursos para a Rede Feminina de Combate ao Câncer do município.

Hospital de Joinville promove campanha de doação de lenços para tratamento contra o câncer
Rede Feminina de Jaraguá arrecada mais de R$ 30 mil com pedágio solidário

Pontes entre SC e Alemanha

24 de setembro de 2015 0
Rafael Paulo, divulgação

Rafael Paulo, divulgação

Um dos que surpreenderam no Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) Joinville, foi o ministro da Economia, Ciência e Segurança Digital do Estado da Turíngia, Wolfang Tiefensee (E). Após a assinatura do acordo com SC e ao convidar para a próxima edição do EEBA, que será em Weimar, no seu estado, anunciou parceria entre um centro de pesquisa em motores da Thuríngia e a WEG porque ficou feliz ao encontrar executivo da empresa com o mesmo sobrenome seu, o superintendente da unidade de motores, Luis Alberto Tiefensee. Também anunciou intercâmbio entre estudantes de SC e Thuríngia e elogiou o vinho Além Mar, da Villaggio Grando, apresentado pelo secretário de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond (foto). Disse que vai construir mais pontes com SC. Começou bem.

Leia as últimas notícias

Visitas e troca de experiências no Encontro Econômico Brasil-Alemanha

23 de setembro de 2015 0
Marcelo Kupicki , divulgação

Marcelo Kupicki , divulgação

Empresários alemães que participaram do Encontro Econômico Brasil-Alemanha em Joinville, incluíram na agenda visita a empresas.

Abriram as portas oficialmente o Perini Business Park, Senai Joinville, BMW e Porto de Itapoá. Um dos maiores grupos, de 60 pessoas (foto), visitou o Perini, que sedia quase duas centenas de empresas, entre as quais a alemã Siemens Healthcare. Eles foram recebidos pelo presidente Marcelo Hack e o diretor comercial Jonas Tilp.

– Este que é o maior evento bilateral entre Brasil e Alemanha oportunizou prospectar negócios e ampliar a rede de contatos. Plantamos sementes importantes que já estão gerando expectativas para a próxima edição – disse Tilp.

Além disso, dezenas de alemães participaram do novo programa Business Host, pelo qual empresas foram anfitriãs. A Multilog levou 15 empresários para visitar o complexo porturário de Itajaí segunda.

O que o Brasil pode aprender com o sistema de ensino alemão

SC abre portas para mais negócios com empresas alemãs

23 de setembro de 2015 0
Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

Apesar de profundas, as crises política e econômica do Brasil não ofuscaram o maior Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) já realizado no país, que se encerrou ontem (22), em Santa Catarina. Empresas, instituições e o setor público catarinenses se aproximaram mais de seus pares no gigante europeu. Parcerias já foram encaminhadas e negócios deverão ser firmados a partir de agora, se estendendo para os próximos anos. Pontos para os anfitriões que não mediram esforços para convidar os alemães: o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, o prefeito de Joinville Udo Döhler; o executivo estadual com as participações do governador Raimundo Colombo e o secretário de Assuntos Internacionais Carlos Adauto Virmond, além de outras lideranças. Entre as parcerias fechadas está uma sobre fotônica, firmada pelo presidente do conselho da Fundação Certi Carlos Schneider, com região de Berlin. Outras foram abertas com o governo a Thuríngia.Döhler diz que foi o maior encontro porque este, ao invés de 130 vieram 200 empresários alemães.

Complicado
Um dos painéis de ontem (22) foi o que tratou da norma de proteção no trabalho, a NR 12. Essa medida está reduzindo a venda de máquinas industriais no Brasil. Hermann Wegner, diretor da VDMA, a associação dos fabricantes de máquinas da Alemanha, que foi um dos painelistas, disse que o ideal seria que o Brasil adotasse o padrão europeu de máquinas. A Ásia aceita e os EUA pedem alguma mudança, às vezes. O consultor jurídico da Fiesc, Carlos Kurtz também defende essa mesma solução.

Longo prazo
Uma das lições que os empresários alemães deixaram ao Brasil nesse evento foi a visão de longo prazo. Isso ficou claro na fala do ministro de Economia, Ciência e TEcnologia Digital da Turingia, Wolfang Tiefensee, ao convidar os brasileiros para o próximo EEBA, no seu Estado, em 2016. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maitê Bustamante, enfatizou a ênfase na inovação e na qualidade da educação em todas as fases, mostrada pelos alemães no encontro.

O que o Brasil pode aprender com o sistema de ensino alemão
Alemães mostram confiança no Brasil e na recuperação política e econômica

Thuringia, no coração da Alemanha, será estado irmão de Santa Catarina

22 de setembro de 2015 0

 

Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Estado que vai sediar a edição 2016 do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, a Thuringia já começou uma sólida aproximação com Santa Catarina. Foi assinado ontem (21) no evento, em Joinville, pelo governador Raimundo Colombo (no Centro, à esquerda) e o ministro da Economia, Ciência e Segurança Digital do Estado da Turíngia, Wolfang Tiefensee (no Centro, à direita), um acordo para que Thuringia seja estado irmão de SC. Também participaram do evento o  embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann, o presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Glauco José Côrte, o presidente da Assembleia Legislativa Gelson Merisio e o prefeito de Joinville, Udo Döhler. 

A parceria visa aproximação nas áreas econômica, cultural, esportiva e outras. Situada no coração da Alemanha, a Thuringia é a terra das famosas lentes Zeiss, detém um polo líder mundial em fotônica, e em seu território foi feita a primeira BMW.

É uma região rica, com patrimônios histórico e arquitetônico únicos. Conta com 2,2 milhões de habitantes, PIB de 54,3 bilhões de euros, indústria com receita de 32 bilhões de euros, suas exportações, no ano passado, somaram 13,1 bilhões de euros e conta com 10 instituições de ensino superior. Se destaca nos setores automotivo, eletrônica, ótica, engenharia de precisão, tecnologia médica, ciências biológicas, logística e engenharia renovável. Sua capital é Erfurt, mas sedia cidades importantes como Gera, Jena (sede da Carl Zeiss) e Weimar

Socorro ao JEC
Na reunião com lideranças de Joinville como o prefeito Udo Döhler e o presidente do Joinville Esporte Clube (JEC) Nereu Martinelli  foi acertada a primeira parceria com a Thuringia. O técnico do clube daquele estado alemão, Peter Schreiber, vai prestar consultoria para o JEC. O trabalho começa esta semana, aproveitando a presença dele na cidade. 

Leia as últimas notícias

Modelo alemão de pequena empresa

21 de setembro de 2015 1

É unanimidade que a Alemanha tem um dos melhores modelos de desenvolvimento econômico do mundo, com peso expressivo de médias e pequenas indústrias inovadoras tocadas por engenheiros e técnicos altamente qualificados, ao lado de grandes players globais. Se no futebol o país venceu o Brasil por 7 a 1, na indústria inovadora a vantagem dos alemães é muito maior do que isto. Foi para buscar uma aproximação maior com o modelo do país europeu e encaminhar parcerias que foi realizado ontem (20) um fórum da pequena empresa entre os dois países. Entre os representantes do lado brasileiro, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, e o superintendente do Sebrae/SC, Carlos Guilherme Zigelli.

Um dos temas foi o plano do Senai de trazer para o Brasil o sistema dual de ensino técnico alemão. Entre os obstáculos, a necessidade de adaptar à legislação. Enquanto um técnico brasileiro estuda 1,5 mil horas, o alemão estuda 4.580 horas. Pelos resultados da Alemanha, vale a pena fazer essa adaptação.

Calçados para exportar
Polo de calçados femininos com mais de 40 anos de atuação e 10 empresas exportadoras, São João Batista está no encontro Brasil-Alemanha para fazer contatos com potenciais importadores do país europeu. Estão no evento o secretário de desenvolvimento do município, Plácido Vargas; o sócio da marca Século XXX, Wanderley Zunino, e o diretor executivo do sindicato do setor, Rosenildo Amorim.

Imigração germânica
Momento Brasil-Alemanha foi o evento do Shopping Mueller, que mostrou na sua praça central de sexta até ontem (20) um pouco da cultura dos imigrantes alemães, como trajes típicos, gastronomia e outros itens. Quem estava no estande do shopping eram a rainha da Festa do Colono de Pirabeiraba, em Joinville, Rafaela Bauer, e a primeira-princesa do evento, Fernanda Fones.

Leia as últimas notícias

Parcerias e investimentos que SC quer atrair de empresários alemães

20 de setembro de 2015 0
Fernando Villadino, Fiesc, divulgação

Fernando Villadino, Fiesc, divulgação

É grande a expectativa da indústria catarinense para parcerias no 33o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que começa amanhã em Joinville. Um dos anfitriões do evento, o presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Glauco José Côrte, adianta que as prioridades são as áreas de energia, saúde, pequenas empresas e portos. Confira, a seguir, a entrevista do empresário.

Qual é a expectativa da Fiesc com o Encontro Econômico Brasil-Alemanha?

Estamos muito animados porque o número de inscritos ultrapassou as nossas projeções. Esperávamos em torno de mil participantes e estamos com quase 1,2 mil. A estimativa da Confederação das Indústrias da Alemanha (BDI) era de que 100 a 150 empresários do país participassem, mas estamos com mais de 180 inscritos. Isso mostra o interesse do empresário alemão em SC.

Os contatos entre empresários foram antecipados?

Nós criamos a acolhida de empresários alemães, o Business Host, para quem têm interesse em conhecer algumas indústrias catarinenses. Tivemos 78 inscrições. Serão recebidos por empresários catarinenses do Norte do Estado. Certamente vai ser uma boa oportunidade para estabelecer parcerias.

Um dos problemas entre Brasil e Alemanha é a bitributação. Como resolver?

O grande problema é a inexistência de um acordo comercial entre os dois países. A Europa está reivindicando isso há muito tempo. O Brasil se tornou refém do Mercosul. O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, tem feito um esforço muito grande para desvincular os acordos comerciais e dar autonomia para os países negociarem acordos. A Alemanha tem levantado este assunto e voltará à pauta neste evento na reunião da comissão mista, que é entre os dois governos.

Que acordos interessam mais para SC?

Temos interesses em acordos nas áreas de energia, saúde e pequenas empresas. Vamos ter um fórum específico para pequenas empresas. Os alemães dão atenção especial para as médias e pequenas empresas, sobretudo para exportações. Queremos copiar esse modelo. Também estamos recebendo um técnico do Instituto Fraunhofer que vai percorrer os nossos portos para verificar qual é a situação atual comparando com outros países. Depois, podemos definir estratégias para investimentos no setor.

Leia as últimas notícias

Santa Catarina é atraente para indústrias alemãs de máquinas

20 de setembro de 2015 0
VDMA, divulgação

VDMA, divulgação

Entre as entidades empresariais alemãs que participam do Encontro Econômico Brasil-Alemanha amanhã e terça, em Jjoinville, está a VDMA, que reúne a poderosa indústria de máquinas do país, a mais forte da Europa. Em entrevista para o blog, o diretor-executivo da entidade no Brasil,Tthomas Ulbrich (foto), diz que a crise preocupa, mas o foco é o longo prazo. Segundo ele, SC é atrativa para investimentos.

Qual é a abrangência da VDMA e quais são as expectativas da entidade para o Encontro Econômico Brasil Alemanha em Joinville?

A VDMA é a maior associação industrial da Alemanha, congrega mais de 3 mil empresas fabricantes de máquinas e instalações. Tem escritórios nos mais importantes mercados de exportação de máquinas como China, Índia e Rússia. No Brasil está desde 2013 e reúne cerca de 200 empresas. Promove a troca de informações e a defensa de interesses dos associados, especialmente de empresas de pequeno e médio porte. O Encontro Econômico é um evento bilateral muito importante, a principal plataforma para troca de informações e networking.

O senhor vai moderar um workshop terça-feira sobre a NR 12, norma de segurança exigida para máquinas e equipamentos. Por que essa norma gera tanta preocupação?

A norma NR 12 exige adequações técnicas nas máquinas importadas e exportadas, bem como nas máquinas existentes já em operação. Estas adequações, apesar de serem tecnicamente variáveis, encarecem o produto, podendo tirar a competitividade. Nas máquinas em operação, há riscos de interdições pelos fiscais, em muitos casos não preparados para sua tarefa. A norma carece de compatibilidade com normas de segurança já existentes no mundo. Falta um manual da norma oficialmente reconhecido, usado por todos os envolvidos. Este assunto vai causar muita dor de cabeça no futuro, mesmo não sendo, neste momento, o item número um na agenda de prioridades. Os fabricantes sentem isso, e assim os eventos temáticos da VDMA sobre a norma NR 12 atraem cada vez mais público. O objetivo é unificar as normas técnicas europeias e brasileiras para que não existam barreiras de mercado, nem na importação nem na exportação.

De que forma a crise está afetando as empresas alemãs que atuam no Brasil?

As empresas alemãs, em particular as de máquinas, estão no Brasil há muitas décadas e vieram para ficar. Conhecem os altos e baixos do mercado brasileiro e sabem que toda crise que tem seu final. Quando e retomada acontece, é preciso estar preparado. Caso contrário,o concorrente toma seu lugar. Na atual fase do Brasil elas enfrentam dificuldades. Fazem ajustes e adequações, inclusive algumas demissões. Felizmente, no setor de máquinas, não podemos falar de uma onda de demissões. Enquanto a investimentos novos, sempre há reinvestimentos na capacidade instalada, sem os quais as empresas perderiam a competitividade. Estas estão ocorrendo, muitas já foram decididos antes da crise. Inclusive grandes investimentos, vejam as fábricas da BMW em Joinville (Araquari), da Mercedes em São Paulo e da Audi, em Curitiba. Quanto a futuros investimentos, o Brasil sempre será um país atraente, com segmentos crescendo. Um exemplo são produtos para energias renováveis, máquinas para embalagens e outras. Assim, as empresas não vão virar as costas ao país. Evidentemente, a atual crise não está favorecendo decisões de curto prazo.

Como avalia o potencial catarinense para atrair investimentos da Alemanha?

Há grandes empresas alemãs no Estado: BMW, Netzsch, Bosch e Siemens (com tecnologia médica). Com certeza, o parque de fornecedores que eles criaram também favoreceu empresas catarinenses. Santa Catarina é atraente para os associados da VDMA porque oferece condições favoráveis a investimentos. Isto inclui o alto nível de educação da população e forte influência europeia local, que se traduz em uma cultura de negócios mais parecida com a da Alemanha.

Devido a desvalorização do real e de outros fatores, os ativos no Brasil estão baratos. Isso aumenta o interesse de investidores alemães em aquisições ou eles preferem próprios projetos?
Este é um aspecto bem interessante que podemos abordar nas nossas reuniões com as empresas associadas, para analisá-lo mais profundamente! Antes de fazermos propaganda. Por enquanto, acho que as empresas estão mais preocupadas com os ajustes e adequações. Como o desfecho da crise ainda não está nada claro, penso que isso ainda não está bem no foco das empresas. Para isso, é preciso ter mais confiança. A atual crise provoca muitas dúvidas para quem não conhece tão bem o Brasil.Para isto o nosso escritório está oferecendo apoio aos associados. Como também para um melhor entendimento das condições gerais no Brasil.

Na visita da chanceler Angela Merkel ao Brasil, em agosto, os dois países alinharam parcerias estratégicas em pesquisa e inovação. Há projetos em andamento envolvendo a VDMA ou empresas associadas a ela no país nesses segmentos?
O respaldo da política ao mais alto nível é muito importante, sim essencial, para o ambiente de negócios. As relações bilaterais sempre foram entre as melhores. A agenda política entre os dois países é positiva. A Alemanha foi no passado, está sendo e sempre poderá ser um parceiro ideal para transferência de tecnologia e projetos de inovação, ambas áreas ainda carentes no Brasil.Os nossos membros vivem da inovação. A VDMA tem uma central de cooperação em qual juntamos empresas mundialmente junto a tecnologia “Industrie 4.0”. Nos estamos apoiando as nossas empresas aqui no Brasil e também na Alemanha de investir em inovações para que o setor de máquinas continue on top!

Fiesc reúne diretoria às vésperas do Encontro Brasil-Alemanha

18 de setembro de 2015 0

Acontece na manhã de hoje,18, a tradicional reunião da diretoria da Fiesc, com a presença de lideranças industriais de todo o Estado. Um dos temas será a participação da entidade como anfitriã, junto com a CNI, do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que começa domingo e vai até terça, na Expoville, em Joinville. Um dos obstáculos para negócios entre os dois países é a bitributação. Em função disso, empresas brasileiras que instalam filiais na Europa preferem países próximos da Alemanha.

Leia as últimas notícias

Fórum Pequenas e Médias Empresas Brasil-Alemanha será realizado neste domingo

17 de setembro de 2015 0

Paralelo ao Encontro Econômico Brasil Alemanha, que terá abertura oficial segunda de manhã, na Expoville, em Joinville, será realizado domingo o Fórum Pequenas e Médias Empresas Brasil-Alemanha. O evento será a partir das 14h30min, no Hotel Bourbon. Conforme a Fiesc, que realiza o evento junto com a CNI, o ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, confirmou presença. Ele vai falar sobre a melhoria do ambiente de negócios no Brasil. Também serão debatidos temas como apoio às pequenas empresas, qualificação da cadeia de fornecedores, capacitação profissional e segurança de máquinas e equipamentos.

Leia as últimas notícias

Sonhar grande, às vezes, é um bom começo, diz Décio da Silva

15 de setembro de 2015 0
Acij, divulgação

Acij, divulgação

Apesar da morte do pai, Eggon João da Silva – um dos fundadores da WEG – domingo, o empresário Décio da Silva ( C ) manteve sua palestra agendada na Associação Empresarial de Joinville (Acij) ontem (14), o que foi considerada uma homenagem da entidade ao mentor da companhia. Presidente do conselho do grupo, Décio falou sobre o tripé definido desde o início pelos três fundadores da multinacional: visão de longo prazo, execução e pessoas. Foi recebido com auditório lotado, pelo presidente da Acij, João Martinelli(E), e o prefeito de Joinville, Udo Döhler (D). Ao final da apresentação se emocionou ao falar do pai.

A WEG faturou R$ 7,8 bilhões ano passado e planeja chegar aos R$ 20 bilhões em 2020, com crescimento médio de 17% ao ano. Atualmente, 19% da produção é desenvolvida nas fábricas que o grupo tem no exterior e 51% do faturamento vem da atuação no mercado internacional, incluindo as exportações. O empresário, que presidiu por 18 anos o grupo e, em 2008, passou o posto para o executivo Harry Schmmelzer Junior, agora é o principal responsável por manter a estratégia da empresa nos diversos setores em que atua e avança com diversificação.

Leia mais no texto da assessoria da Acij, feito pelo jornalista Júlio Franco:

O que levou a Weg a ser uma companhia de grande porte? Sua cultura empresarial, responde Décio da Silva, presidente do Conselho de Administração do Grupo. Desde o início, os fundadores criaram uma vantagem competitiva muito importante, que inclui Visão de Longo Prazo, Execução e Pessoas.

“Nosso planejamento estratégico, feito há mais de 30 anos, nos mostra como crescer. Tivemos que investir em pessoas, numa cidade pequena, de cultura agrícola até então. Nossos executivos, dos 20 principais, não são de carreira”, destacou.

O Negócio da Weg, segundo ele, está ligado a eficiência energética, energias renováveis e automação. “Energia Eólica é uma realidade e a energia solar um sonho. A Eólica veio pra ficar, mas a solar ainda precisa de investimento”.

Segundo Décio, as grandes diretrizes estratégicas são conhecidas em todos os níveis e a direção pra onde a empresa está indo é sabida por todos.

Depois detalhou os investimentos pelo mundo, com destaque para o México e China, com investimentos superiores a R$ 300 milhões.

“Não temos clientes excessivamente grandes e trabalhamos com todas as moedas. Isso ajuda a mitigar um pouco o risco nos negócios. Além disso, nossos negócios nos permitem crescer por etapas, em degraus, o que chamamos de expansão modular.”
Destacou ainda a presença global, a capacidade de crédito e o modelo verticalizado, como diferenciais competitivos interessantes.

“A gente tem que sonhar grande, mas levantar cedo pra trabalhar no direção do nossos sonhos. Sonhar grande não resolve tudo, mas às vezes é um bom começo.”
Sobre o Conselho de Administração, Décio ressaltou que são oito membros e apenas três das famílias fundadoras, embora as famílias tenham 65% do total das ações da empresa. Já o Conselho de família tem seis membros consanguineos e três fundadores natos, com a missão de ser guardião do acordo de acionistas, comunicação entre empresa e acionistas e para ajudar a desenvolver as novas gerações.

A WPA, holding da família, tem 50,1% da Weg e o controle da Oxford, entre outros negócios.

Leia as últimas notícias

Orbenk recebe prêmio internacional por projeto de marketing e outros destaques desta quarta

09 de setembro de 2015 0

Orbenk, divulgação

A Orbenk, de Joinville, que atua em serviços de limpeza, conservação e terceirização de trabalho, recebeu premiação domingo (05) em Fort Lauderdale, na Flórida. O Latin American Marketing Personality Award reconhece projetos de marketing na América Latina. Neste ano foi realizado nos EUA em parceria com o WTC Business Club Brasil. Também foram premiadas a Tross Empreendimentos e a Teltec de Florianópolis. O CEO da BMW Brasil, Arturo Piñero, foi o principal homenageado. Na foto, o gerente comercial da Orbenk, Ricardo Wasen Alves (E), Agostinho Turbian, do Global Council, e Faruk El-Khatib, da Fama Editora de Curitiba.

Em alta com os investidores

pliniio

A Tractebel Energia é umas das empresas de destaque no ranking da conceituada Institutional Investor, editora de negócios de Nova York, líder no segmento de relacionamento com investidores.

A empresa levou seis primeiros lugares em 2015: melhor executivo para Manoel Zaroni (foto); melhor executivo financeiro para Eduardo Sattamini; melhor empresa em relações com investidores e melhor profissional de Relações com Investidores para Antonio Previtali Jr em duas categorias.

Varejo

Apesar do momento econômico difícil, 1,2 mil lojistas vão participar da convenção estadual que abre amanhã à noite, no Costão do Santinho. Sexta, em painel mediado pela jornalista Mônica Waldvogel, vão falar o presidente da Fiesc Glauco José Corte, o empresário Nilso Berlanda e o economista Luiz Henrique Faria, presidente da Ordem dos Economistas de SC.

Inovação regional

Novidade para a 5a Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação é uma atenção maior para o potencial de cada região do Estado. Por isso, segundo o presidente da Fundação de Amparo à Tecnologia do Estado (Fapesc), Sergio Gargioni, serão realizadas etapas em Florianópolis (17 de outubro), Chapecó (22 de outubro), Joaçaba (23 de outubro), Lages (27 de outubro), Criciúma ( 27 de outubro), Itajaí (data a definir) e Joinville (11 de novembro).

Leia as últimas notícias

Alemães buscam parcerias com médias empresas catarinenses

05 de setembro de 2015 0
Jaksson Zanco, prefeitura de Joinville, divulgação

Jaksson Zanco, prefeitura de Joinville, divulgação

Grupo de oito companhias alemãs da região da Bavária foi um dos destaques na Feira e Congresso de Tecnologia, Máquinas, Equipamentos, Automação e Serviços para a Indústria Metalmecânica (Intermach 2015) que se encerrou ontem, na Expoville, em Joinville.

Executivos dessas empresas, que são de alta tecnologia e a maioria de médio porte, ficaram satisfeitos com os negócios encaminhados apesar da crise enfrentada pelo Brasil. Mas o diretor-executivo do escritório brasileiro da Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas (VDMA), Thomas Ayres Ulbrich, afirmou que o país tem poucas empresas de porte médio.

- Na Alemanha, 80% das empresas de médio porte têm até 200 empregados. Nós estamos com problemas para achar empresas que tenham o mesmo porte no Brasil. Ou são muito pequenas ou são muito grandes. Aqui no Sul há mais empresas de médio porte do que em outras regiões do país – disse Ulbrich, que também vai participar do Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que será do dia 20 a 22 deste mês, também em Joinville.
A propósito, a falta de médias empresas no Brasil ocorre em função do modelo tributário do Simples, que não incentiva o crescimento das empresas. E os alemães não são os primeiros a levantar o problema.

Conforme Kai Walliser, diretor de feiras comerciais da Bayern International, algumas expositoras já têm representação no Brasil, outras vieram pela primeira vez. A participação na Intermach foi para desbravar mercados, oportunidades, explicou Wolfgang Lott, executivo da Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas (VDMA) ao destacar que o objetivo é o longo prazo.
De acordo com Ulbrich, a crise brasileira está afetando os negócios este ano. As vendas de fabricantes de máquinas alemãs caíram de 30% a 50% no Brasil. A expectativa é de que a situação vai melhorar em 2017, afirmou ele.

Participaram do espaço da Bayern International as empresas Lubricus Sololube Gruetzner, Haimer, PuK , Open Mind,Otto Klobe & Sohn, Steinbichler,Vischer & Bolli e Weiler.

O mais caro do mundo

As dificuldades para fazer negócios no Brasil, nos últimos anos, não surpreendem os alemães. Ulbrich contou que o escritório aberto pela VDMA em São Paulo, em 2013, foi o mais caro frente aos custos em outros países. A entidade abriu também unidades no Japão, China, Índia e Rússia. O preço do Brasil superou os demais.

Investimentos

O Brasil sempre foi um grande mercado e destino de investimentos de empresas alemãs. A maioria está concentrada em São Paulo. São mais de 200 indústrias naquele Estado.
- A cidade industrial mais forte da Alemanha é São Paulo – brinca Ulbrich.

Em Munique

No jantar oferecido pela comitiva da Bavária quinta, em Joinville, o secretário Carlos Adauto Virmond sugeriu a realização de um seminário em alemão na cidade de Munique para divulgar SC na Alemanha. O objetivo será atrair empresários bávaros para visitar o Estado em 2016, ampliando os efeitos do Encontro Brasil-Alemanha.

Na foto acima, o cônsul honorário da Alemanha em Joinville, Rodrigo Meyer Bornholdt (a partir da esqueda); diretor da VDMA da Bavária, Wolfgang Lott; cônsul da Alemanha em Porto Alegre, Robert Strnadl; prefeito de Joinville Udo Döhler; diretor de feiras da Bayern International, Kai Walliser;Thomas Ulbrich, diretor da VDMA no Brasil e o secretário de Estado de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond.

Leia as últimas notícias

TIM realiza troca de chips de clientes para versões compatíveis com a tecnologia 4G

31 de agosto de 2015 0

A operadora TIM realiza a troca de chips de seus clientes para versões mais modernas, compatíveis com a tecnologia 4G. A iniciativa inclui Florianópolis, Joinville, São José e Balneário Camboriú e vai até dia 30 de setembro. O objetivo é ampliar a 4G.

Leia as últimas notícias

Tigre, de Joinville, é líder no setor de Plásticos e Borracha

28 de agosto de 2015 0

A Tigre, multinacional de Joinville, teve sua liderança confirmada na 16ª edição do Valor 1000 no setor Plásticos e Borracha. Entre os critérios considerados estão receita líquida, margem ebitda, crescimento sustentável e rentabilidade. A Tigre tem 22 fábricas no Brasil e exterior.

Leia as últimas notícias

Nova coleção da marca de joias Pandora será lançada nesta quinta-feira

26 de agosto de 2015 0
Pandora / Divulgação

Pandora / Divulgação

Um dos diferenciais da Pandora, marca de joias dinamarquesa que acaba de abrir franquia no Iguatemi Florianópolis, é o design global que agrada a maioria. Entre os produtos preferidos estão as pulseiras de montar. A Pandora lança nesta quinta-feira (17) nas suas lojas a nova coleção, denominada Reino Encantado (foto). A marca também está presente também em Joinville e Blumenau.

Leia as últimas notícias

Business Host atrai alemães para visitar empresas de SC

23 de agosto de 2015 0

Uma das excelentes surpresas do Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), que será de 20 a 22 de setembro, em Joinville, é o sucesso do Business Host, programa inovador de hospedagem para empresários alemães lançado pela Federação das Indústrias do Estado (Fiesc). De acordo com o presidente da entidade, Glauco José Côrte, até agora mais de 70 empresários brasileiros, a maioria catarinense, se inscreveram para fazer essa recepção e 50 alemães manifestaram interesse em aderir a essa nova alternativa de hospedagem.

– Lançamos pioneiramente esse programa porque queremos que os empresários alemães não fiquem no Estado somente os dois dias do encontro. Acreditamos que uma permanência maior vai oportunizar mais parcerias e negócios. Os visitantes que se inscrevem informam os setores e empresas que querem conhecer. Isso é notável. A CNI está surpreendida com a adesão que está tendo esse programa – comenta Côrte .

Para participar, o empresário catarinense ou de outro Estado deve se comprometer a receber um grupo de até cinco representantes de empresas alemãs, mostrar a cultura local, trocar experiências e informações empresariais. Deve falar o indioma alemão ou inglês e se responsabilizar pelo pagamento das despesas do receptivo. Segundo Côrte, até agora, um total de 130 empresários da Alemanha se inscreveram. A meta é 150 mas a Fiesc e a CNI acreditam que esse número será superado. Do lado brasileiro, são esperados mais de 800. A exemplo da pauta da visita oficial da chanceler alemã Angela Merkel ao Brasil na última semana, os debates do Encontro Brasil-Alemanha, que será realizado na Expoville, vão priorizar cenários econômicos, inovação industrial, negócios voltados à sustentabilidade e as exigências da norma trabalhista brasileira NR12.

Leia as últimas notícias

Promessa para contornos ferroviários e a ligação Norte-Sul

22 de agosto de 2015 0

Em dia de mobilização da Região Sul para acelerar o projeto da Ferrovia Norte-Sul com reuniões na Grande Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba, a informação mais animadora do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, na últimas sexta-feira (21), no evento catarinense realizado pela Federação das Associações Empresariais do Estado (Facisc), foi a confirmação de que as obras dos contornos ferroviários de Joinville e São Francisco do Sul terão início em setembro. Segundo ele, os recursos estão garantidos e o prazo de execução é estimado em 24 meses.

A cobrança para a realização dos contornos das cidades de Joinville, São Francisco e Jaraguá do Sul foi feita pelo vice-presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mário Cezar de Aguiar. Tanto o ministro quanto o presidente da Valec, Mário Rodrigues Junior, não deram prazo para a obra jaraguaense. Estudiosa do sistema ferroviário de SC e do país, a mestranda de Geografia da UFSC Janete Ely afirmou que esses contornos serão as primeiras expansões do setor ferroviário no Estado há décadas.

O empresário Mário Aguiar cobrou urgência, também, para a finalização do projeto da Ferrovia Litorânea, que ligará os portos. Falta apenas a autorização da Funai para a travessia no Morro dos Cavalos, que, segundo ele, não afeta a área indígena. Se aprovada logo, essa ligação ficará pronta até 2021.

Viabilidade e tiro no pé

A conclusão de estudo de que a Ferrovia Norte-Sul entre Panorama (SP) e Chapecó (SC) é viável economicamente animou lideranças. O presidente da Federação dos Transportes (Fetrancesc), Pedro Lopes, defendeu a realização rápida do projeto para atrair investidores do exterior. Foram contatados alemães, chineses e russos. O presidente do Fórum Parlamentar Catarinense, Mauro Mariani, sugeriu financiamento privado ao projeto orçado em cerca de R$ 200 milhões. E o secretário adjunto de Agricultura Airton Spies alertou que SC precisa garantir que a Ferrovia do Frango fique pronta junto com a ligação da Norte-Sul até o RS. Se não, cargas daqui irão pela ferrovia ao Porto de Rio Grande, o que será um tiro no pé para SC.

Leia as últimas notícias