clicRBS
Buscar

zerohora.com.br


 

A tragédia completa um mês



Clique na imagem para vizualizar a galeria de fotos

Um mês se passou desde que um terremoto 8,8 graus de magnitude na escala Richter abalou o Chile. Segundo os últimos números oficiais, os tremores de terra deixaram 452 mortos, 96 desaparecidos, 800 mil desabrigados e prejuízos calculados em US$ 30 bilhões, o equivalente a 17% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O governo do Chile anunciou no dia 19 de março o primeiro pacote de medidas para reconstruir o país, com prioridade em reerguer escolas danificadas e proteger as famílias desabrigadas. Com o início das reformas, Zero Hora relembra momentos de sua cobertura da tragédia. O primeiro enviado especial foi o reporter Daniel Scola, da Rádio Gaúcha, autor dos vídeos que podem ser vistos abaixo. Na primeira semana de março, Scola passou o posto para o jornalista Humberto Trezzi, o fotógrafo Jefferson Bottega e o motorista Edmundo Fernandes, que, de carro, seguiram um trajeto realizado por muitos caminhoneiros brasileiros até chegarem nas regiões mais atingidas pela tragédia. As impressões e curiosidades do caminho foram todas registradas neste blog e as imagens mais marcantes da expedição estão na galeria de fotos junto com outros registros da tragédia. Confira.

Enviado especial relata destruição em Santiago:



Flagrantes da cobertura: o desespero da população ao ouvir soar o alerta de tsunamis



Flagrantes de cobertura: saques em Concepción e Talcahuano:



Flagrantes da cobertura: exército chega atirando e pessoas pegam água em chafariz:


  • Share/Save/Bookmark

Comente aqui

As surpresas na travessia Chile/Argentina

O cemitério dos que desafiaram a montanha

No ponto mais alto da travessia Chile-Argentina, quase em frente ao Aconcágua (mais alta montanha da América), topamos com um curioso e bonito cemitério. Ele é ornamentado com as botas de alpinistas que pereceram na tentativa de escalar o Aconcágua e outras montanhas próximas. Vários deles estão enterrados ali, de jornalistas coreanos a padres eslovenos, de alpinistas suíços a aventureiros argentinos - esses são maioria, claro. Mais de 90 montanhistas estão sepultados ali.
Cada túmulo com uma placa, na qual pode ser lida uma pequena biografia e homenagem ao morto. Assustador constatar que tanta gente morre naquilo que deveria ser uma das mais prazerosas atividades da sua vida. Um dos que morreu escalando o Aconcágua é o brasileiro Mozart Catão. Ele foi o primeiro montanhista do Brasil a escalar o Everest, junto com seu parceiro Waldemar Niclewicz. Catão morreu em 1998, junto com outros dois brasileiros, quando uma avalanche os surpreendeu.

Puente del Inca

Estamos voltando ao Brasil. Mas não podemos deixar de recomendar que os leitores, se tiverem oportunidade de cruzar os Andes, que parem um pouco para olhar a Puente del Inca. É uma incrível passarela de rochas, construída naturalmente pela natureza sobre um gélido riacho de montanha. Fica bem pertinho do Aconcágua e ao lado da estrada que liga Argentina e Chile. Confiram, nas fotos do Botega. Até mais.

A Seguir algumas imagens da Travessia Chile/Argentina

  • Share/Save/Bookmark

18 comentários

Posse de Piñera em imagens

Momentos da posse de Sebastián Piñera:


O cãozinho que invadiu o corredor de entrada e foi retirado pelo segurança presidencial

Religiosos prestigiaram a posse

Os vários “Looks”, as mulheres elegantes

A ex miss universo Cecilia Balocco.

O desfile militar

Os colegas da imprensa no exato momento de uma das réplicas (sequência de tremores), ainda do lado externo

Os chefes de estado:

Presidente José Mujica do Uruguai

Prresidente Fernando Lugo, do Paraguai

Presidente Rafael Correa, (de muletas devido a um jogo de futebol), do Equador

Presidente Evo Morales, da Bolívia

Presidente Alan Garcia, do Peru

A chegada de Piñera e a Primeira Dama Cecília Morel

“Un saludo” para a imprensa

Os chefes de estado na primeira fila:

Da esquerda para direita - Príncipe das Astúrias Felipe de Bourbon, Presidente do Uruguai José Mujica, Presidente do Peru Alan García, Presidente da Bolívia Evo Morales, Presidente do Paraguai, o Religioso Fernando Lugo, Presidente do Equador Rafael Correa, Presidente da Colõmbia Álvaro Uribe e a Presidente da Argentina Cristina de Kirchner.

Michele Bachelet passa a faixa para o presidente, mas não consegue prender a estrela

Não foi fácil mesmo o começo para Piñera, além das réplicas durante a cerimônia, Bachelet não consegue prender a estrela presidencial, Piñera não se abala, e segura a estrela com os dedos

O hino Chileno já começou, e nada da estrela ser presa, um militar está tentanto colocá-la

Uma imagem geral

O adeus de Michele Bachelet

Agora sim, com símbolo preso, sem réplicas (neste instante, porque depois houve outras) Piñera assume, e empossa Misnistros

  • Share/Save/Bookmark

2 comentários

Terremoto não poupa nem os mortos

Nem mesmo os mortos estão livres da violência dos sismos no Chile.

No cemitério municipal de Machali, mais de 60 túmulos foram danificados pelos tremores de fevereiro e desta semana. Em alguns casos, o jazigo de uma família inteira ruiu. Noutros, ossadas ainda de roupa afloraram à terra.

De arrepiar.

O pior é que isso é frequente. Os coveiros dizem que cadáveres afloram a cada tremor grande - e pelo menos um por década acontece no país.

Fotos: Jefferson Botega

  • Share/Save/Bookmark

5 comentários

O chão treme a todo instante!

Me surpreende a naturalidade com que os chilenos encaram os tremores.

Estava eu aqui no restaurante do hotel, subindo minhas imagens, quando começa outro tremor. Perguntei ao garçom.
Temblor?
Ele, com toda calma de um Chileno, olhou para os litros de Whiski na prateleira, viu que o líquido chacoalhava, me sorriu e disse!

Sí, temblor!

Na imagem o momento de um tremor em meio a posse do novo presidente.

  • Share/Save/Bookmark

9 comentários

Desfile esquenta o clima para a posse de Piñera

Uma parada dos Carabineros (Polícia Militar) em frente ao Congresso, sob aplausos da multidao, abriu agora os festejos pela posse do novo presidente chileno, Sebastián Piñera. O desfile acontece no porto de Valparaíso, situado a 150 km da capital, Santiago.

Piñera, bilionário de 60 anos que fez fortuna como um dos sócios da empresa aérea Lan Chile, receberá a faixa presidencial de sua antecessora, Michelle Bachelet, em cerimonia marcada para comecar ao meio-dia. Mais de 1.300 convidados se espremem nos amplos saloes do Congresso chileno à espera da troca de cargo - entre eles, a equipe de Zero Hora. Menos mal que a temperatura está agradável, cerca de 19 graus centígrados.

Piñera deve chegar acompanhado de uma comitiva de chefes de Estado que inclui os vizinhos Evo Morález (Bolívia), Rafel Correa (Equador), Álvaro Uribe (Colombia) e Cristina Kirchner (Argentina). Por sinal, países, em sua maioria, com os quais o Chile travou disputas comerciais e guerras, no passado.

O momento é bem outro. Piñera até jogou futebol com Evo ontem - e marcou um gol. Mesmo antes da posse, o presidente eleito do Chile se reuniu com os colegas para pedir apoio nesse momento de luto em seu país, em funcao do terremoto que deixou mais de 100 mil chilenos desabrigados, dia 28 de fevereiro. De alguns, quer apenas apoio diplomático. De outros, como Espanha - representada pelo Príncipe Felipe de Astúrias - e China, o presidente chileno vai solicitar ajuda financeira. Só para reconstruir 14 hospitais que desmoronaram parcial ou totalmente com o tremor, por exemplo, é necessário US$ 1,3 bilhao.

A seguranca para a posse é tremenda. Carabineiros estao postados a cada cinco quilometros, na freway que liga Santiago a Valparaíso. Na bifurcacao entre o porto de Valparaíso e o charmoso balneário de Viña del Mar, os policiais impedem que o viajante siga para Valparaìso - a menos que possua credenciais de imprensa ou seja convidado para a posse presidencial.

Neste momento, Piñera está em Viña del Mar, posando para a foto oficial com sua equipe. Ao meio-dia, recebe de Michelle Bachelet a faixa presidencial. Depois, volta a Viña del Mar para um almoco com os chefes de Estado que prestigiaram sua posse - o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva nao veio. À tarde, Piñera vai a Concepción, cidade litoranea ao sul, a mais atingida pelo terremoto de 11 dias atrás. E, à noite, o presidente falará ao povo, desde o balcao do histórico Palácio de La Moneda, em Santiago.

  • Share/Save/Bookmark

1 comentário

A terra tremeu sob meus pés

Hoje foi para valer.

Pela manhã, vivenciei pela primeira vez a sensação da terra tremendo. Estávamos tomando o café, às 8h50min, quando as paredes do hotel onde nos hospedávamos em Curicó começaram a vibrar. Em seguida foram os vidros das janelas, que começaram a chacoalhar.

Inconfundível, embora possa parecer, por instantes, aquela sensação de quando uma carreta passa ao lado da tua casa.

Os funcionários da cozinha correram, todo mundo saiu para fora, mas o tremor durou menos de um minuto.

É bom nos acostumarmos. Mais de 200 pequenos tremores - e um grande - aconteceram desde o grande terremoto do final de fevereiro. E não vai parar aí.

  • Share/Save/Bookmark

Comente aqui

Detalhes da Tragédia

Algumas imagens mostram pequenos detalhes da tragédia Chilena. Uma menina com seu tênis várias vezes maior que seu pé, apenas queria um calçado de seu tamanho, ela escolhia em meio ao monte de doações, o local que tinha um parque para divertir as pessoas, o ursinho pendurado na grade onde era uma casa e os montes de roupas doadas para os atingidos pelo Tremor e o Tsunami.

  • Share/Save/Bookmark

6 comentários

Bomba atômica?

Construções em ruínas depois do terremoto na cidade de Iloca
Construções em ruínas depois do terremoto na cidade de Iloca
Parece, mas aquilo que vimos hoje é o resultado de uma força da natureza em estado de fúria, o maremoto que atingiu a costa do Chile. Uma cidade à beira do Pacífico, Iloca, foi virtualmente varrida do mapa. Casas foram arrastadas para o mar, outras desabaram. As de madeira, na sua maioria, foram reduzidas a gravetos - parece exagero, mas é isso. Pessoas, carros, ovelhas, vacas e até jaulas de um circo foram arrastadas para o mar. Assim que a maré voltou ao normal, tudo isso foi parar na areia e ainda lá permanece. Há dezenas de turistas desaparecidos, dos quais os donos de campings onde eles estavam hospedados não sabem sequer o nome. Foram levados com barraca e tudo para o mar. Aquilo que foi uma praia frequentada pela elite da cidade de Constituición e também por hippies tardios virou uma área de mendicância. Moradores passam o dia na praia, feito catadores de papel. Procuram dinheiro, jóias, fotos, qualquer coisa que lhes devolva um pouco da rotina que perderam. Dependem de doações do Exército para sobreviver. Estão acampados.

Ruínas na cidade de Iloca no Chile
Ruínas na cidade de Iloca no Chile
A terra tremeu hoje no Chile, mais uma vez. Estávamos em Iloca. O Bottega sentiu, ficou até mareado. Eu nem notei. Só percebi algo anormal pelos gritos das pessoas, traumatizadas com o grande terremoto de 10 dias atrás.

Tremendo também está o nosso carro, com um defeito que não conseguimos identificar. Um pesadelo, para quem, como nós, está a centenas de quilômetros da oficina mais próxima. Pesadelo só superado pela desesperada procura por internet. Conseguimos depois de três horas de procura, cidade por cidade.

Moradores pedem ajuda em Iloca
Moradores pedem ajuda em Iloca
Sem que seja preciso pedir ajuda, estudantes de todo o país viraram voluntários. Ajudam a procurar desaparecidos, a buscar objetos em casas condenadas. É o caso do estudante de Publicidade Matias Navarro, que ontem estava em Pesalillo, ajudando a demolir uma residência condenada. Ele veio de Santiago, a 150 km dali, em seu próprio carro, para ajudar.

Confira aqui a galeria com mais fotos da destruição em Iloca

  • Share/Save/Bookmark

8 comentários

Chegamos: 52h40 após sair de Porto Alegre, ingressamos em território chileno

Entrar no Chile virou um rali. Descer da fronteira pelos Andes até Santiago é munir-se de paciência, sublimar a raiva, pagar penitência. A rodovia que vem da Argentina está em obras de ampliação. Melhor dizendo, estava. Com o tremor, os operários chilenos foram convocados a ajudar na reconstrução das cidades litorâneas arrasadas pela catástrofe. Largaram as obras na serra e o resultado é o caos.

Cordilheira dos Andes do lado Argentino
Cordilheira dos Andes do lado Argentino
Pistas construídas pela metade, vários desvios de chão batido, poeira, irritação, buzinas. O percurso de 350km entre a cidade argentina de Mendoza e a capital chilena, Santiago, equivale à distância Porto Alegre-Santa Maria. Poderia ser feito, portanto, em quatro horas, talvez quatro horas e meia. Levamos, nesta segunda-feira, exatas oito horas para fazer o trajeto. Pesa aí, também, a burocracia. São quatro instâncias diferentes de fiscalização na aduana conjunta argentino-chilena no alto dos Andes. Mesmo assim, um trajeto absurdo. Toda a lentidão é compensada pela paisagem, algo sem igual na América. Cruzamos ao lado do Aconcágua, o maior pico do continente, coberto de neve em pleno verão. Tem 6.959 metros de altitude, algo que percebemos quando a respiração começa a ficar ofegante, mesmo estando numa estrada dois mil metros abaixo do pico.

Igreja de La Divina Providência foi duramente atingida pelo tremor, derrubando sua cúpula
Igreja de La Divina Providência foi duramente atingida pelo tremor, derrubando sua cúpula
A destruição em Santiago pode ser conferida na chegada. Passarelas desabaram inteiras, outras ficaram retorcidas. Pilares de viadutos racharam e hoje são sustentados por improvisadas estacas de metal. Muros caíram. Nada parecido com o que aconteceu nos balneários do Oceano Pacífico, sabemos, mas mesmo assim impressiona. O mais chocante é deparar com igrejas destruídas. É o caso da Iglesia de La Divina Providencia, situada na Avenida 11 de Setembro. Uma cúpula desabou, as paredes internas racharam, como o leitor pode conferir nas fotos do Jeff Botega. Uma cúpula desabou, as paredes internas racharam. É como se a fúria dos céus tivesse desabado sobre homens de pouca fé - só que os chilenos são profundamente católicos. O que estarão pensando disso? Que simbologias verão no tremor?

Cordilheira dos Andes do lado Argentino
Cordilheira dos Andes do lado Argentino
Percorremos 2,4 mil quilômetros em dois dias e meio, nada mal para quem não conhecia a estrada. Dormimos cerca de seis horas por dia. A Argentina, que percorremos de lado a lado, pode ser dividida em duas. Na metade leste, contígua ao Brasil, é uma profusão de cidades, lugarejos e vilas que é quase impossível percorrer cinco quilômetros sem encontrar alguma povoação. Isso significa quebra-molas, trafegar pelo meio das localidades, reduzir a velocidade a menos de 40 Km/h, retardar o ritmo da viagem. Já a metade oeste da Argentina é um vasto deserto, de vegetação e de seres humanos. Terras áridas, cortadas por riachos raquíticos. Percorre-se quase hora sem ver uma casa. Contrastes, contrastes…

Caminhão na Cordilheira dos Andes: união do povo para retomar o País
Caminhão na Cordilheira dos Andes: união do povo para retomar o País
O terremoto reacendeu o patriotismo nos chilenos. Carretas, ônibus e carros desfilam pelas ruas com grandes decalques nos quais podem ser lidas frases como Arriba Chile, vamos recomeçar! ou Levanta-te, Chile! Aguenta! ou ainda Todos por Chile! Tomara que o estímulo resulte em ações.

  • Share/Save/Bookmark

10 comentários

busca

13,1,1,,,13