
Duas paixões, futebol e carnaval, estão juntas em um projeto que garante ocupação a quase três mil crianças. O Esporte dá Samba já virou uma tradição na folia da capital.
A iniciativa nasceu de um pedido do ex-secretário municipal de Esportes, João Bosco Vaz, ao jornalista Claudio Brito. Ele queria conhecer os projetos sociais desenvolvidos pela Mangueira e pela Beija-Flor no Rio de Janeiro. No ano seguinte a idéia já se transformava em desfile no Porto Seco.
Bosco diz que o mais importante do projeto é dar ocupação à juventude. O projeto é comandado pela assistência comunitária da SME. Os ensaios começam no meio do ano e ocorrem aos sábados, sempre em uma quadra diferente de escola de samba em parceira com a Udesca, União dos destaques do Carnaval. Os ônibus para levar as crianças são cedidos pela Associação dos Transportadores de Passageiros. São 70 comunidades envolvidas. Está formado o tripé da governança: poder público, iniciativa privada e comunidade.
E o Esporte dá Samba já fez campeões nas duas áreas. Clube sociais como Sogipa, Teresópolis e a dupla Gre-Nal treinam quase 500 integrantes do projeto. Os que transformam-se promessa para o esporte ganham também educação formal. No carnaval, a segunda porta-estandarte da Imperatriz Dona Leopoldina, Gislaine Fernandes, primeiro carregou o estandarte do programa. A Leopoldina é a atual campeã do carnaval.
Fotos: Tadeu Vilani / Agência RBS
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