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Quem não separa o lixo na Alemanha pode ser multado

29 de março de 2015 7
Lixeira cheia não serve de desculpa para descumprir as regras

Lixeira cheia não serve de desculpa para descumprir as regras

Reciclar lixo na Alemanha é quase uma religião. Mais que isso até. O número de ateus no país é recorde – passa de 52% nos estados da antiga Alemanha Oriental – mas desconheço qualquer pessoa que ouse não separar o lixo em casa. O processo todo não é necessariamente respeito pela natureza: é financeiro mesmo. Na maioria das cidades, o lixo reciclado é recolhido sem custos, já o que vai para os toneis pretos, de lixo não reciclável, custa caro. A prefeitura fica de olho e multa quem quer dar uma de espertinho.

Eu já tomei uma multa por colocar do lado de fora do tonel de papel entupido até a boca uma caixa (desmontada). Na verdade, não fui exatamente a autora da infração, mas como a dita caixa tinha meu nome porque veio pelo correio, tive que comparecer ao “Escritório da Ordem”, ouvir um sermão e pagar uma multa de 50 reais. Minha defesa – de que não havia espaço na lixeira, registrada pela própria prefeitura com fotos no meu “processo de infração contra a ordem pública” foi derrubada com o argumento de que, na próxima vez, eu que voltasse com meu lixo pra casa e o deixasse lá esperando até que a lixeira fosse esvaziada. Por aqui, regras existem para serem cumpridas e não tem argumento que mude o fato de que minha caixa estava no lugar errado.

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comentários

Comentários (7)

  • Ana Paula diz: 1 de abril de 2015

    Bom dia Alemõa

    Nossa achei isso sensacional, acho que todo o pais deveria ter esse mesmo sistema de multar quem não separa o lixo, nas enchentes em Blumenau sofremos tanto com toda a poluição do rio, bem que poderíamos fazer algo do tipo por aqui, eu já faço minha parte, mas todos teríamos que fazer a diferença.

    Adorei o blog, vou sempre ficar antenada.
    Abraõ

  • Luciano de BLUMENAU diz: 1 de abril de 2015

    Eu sempre separei o lixo em casa.
    Depois que fiquei sabendo que iriam cobrar pela coleta do material reciclado, resolvi não fazer mais. Pois além de fazer o trabalho deles separando, ainda nos cobram para recolher ? Assim desanima.

  • Georg Sigmar Nuber diz: 1 de abril de 2015

    O lixo é um passivo ambiental de quem o produz, o fato da coleta depositar o mesmo em aterro não exime a responsabilidade de quem o produziu, ainda continua sendo seu lixo ali depositado. A reciclagem é uma obrigação de cada pessoa, assim cada um deve fazer o melhor, não só com o seu lixo reciclado mas também com o seu lixo orgânico, depositando em locais para compostagem. Sem medir esforços ou dispêndios para tal fim. Se a sociedade não consegue agir de forma racional com seu lixo o Estado tem a obrigação de legislar e impor regras a serem obedecidas com a imposição de penalidades pelo seu descumprimento.

  • Julio Schmitt diz: 1 de abril de 2015

    À blogueira: Não sei o que o assunto tem a ver com religião. É simplesmente o resultado de um processo de avaliação de como reaproveitar os materiais residuais do consumo. E como os diversos materiais residuais têm diversas características e possibilidades de um reaproveitamento, nada mais racional do que recolhê-los de forma separada. O nível de separação varia de município para município ou comarca para comarca.
    Ao Luciano: “…trabalho deles…cobram para recolher…” Qual seria uma alternativa viável? Caso não tenha percebido, é sempre o contribuinte, o cliente etc. quem paga a conta. Pode escolher se paga por um recolhimento, quando possível um reaproveitamento e deposição ordenada, ou se paga, mais tarde, pela recuperação de áreas degradadas, por mais aterros pois os anteriores estão transbordando…

  • Luciano de BLUMENAU diz: 2 de abril de 2015

    Pois então Júlio, somente quiz me referir ao lixo reciclado. Pois como a Ivana descreveu no texto “o lixo reciclado é recolhido sem custos”. Não sei como irá ficar agora aqui em Blumenau a respeito do novo projeto de lixeiras para reciclados, já que vai funcionar com tonéis.

    Já que você tocou no assunto dos aterros, me lembrasse de algo importante. Além dos dejetos, os orgãos deste setor andam dando fim errado aos gases produzidos pelo acumulo do lixo. Gás metano lançado diretamente na atmosfera. O que contribui para o aquecimento. Acho que em São Paulo já estão canalizando estes gases para utilizar como combustivel.

  • Jose Carlos diz: 2 de abril de 2015

    A verdade é a seguinte, é mais fácil cobrar do contribuintes, na minha casa , geramos no máximo uns 5 saquinhos de lixo por semana , enquanto isso os vizinhos , montanhas de lixo , e ? pago a mesma quantia que eles.
    E essa conversa fiada de que ..deixar para as gerações futuras é muito bonito, mas quem tem que se virar para pagar as contas sou eu.
    Quando o contribuinte que recicla, reutiliza etc.etc. tiver benefício , aí sim teremos um mundo melhor (como nos países “civilizados”) aqui no Brasil vale a máxima , “o contribuinte paga e o governo gasta”,

  • Leo Patricio diz: 24 de outubro de 2015

    Pessoal. Fiz recentemente um passeio de 20 dias entre a Alemanha até a Itália de bicicleta. Entre as inúmeras maravilhas que presenciei, chamou minha atenção o grau de limpeza das ruas nas cidades Alemãs. Detalhe: Enfrente das casas simplesmente não existem lixeiras.

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