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São tantas as greves de trens na Alemanha que parece até notícia velha

20 de maio de 2015 1
Painel mostra os trens cancelados na estação central de Berlim

Painel mostra os trens cancelados na estação central de Berlim

Os trens da Alemanha estão em greve. De novo. A notícia tem sido tão frequente que a sensação é de que as bancas estão vendendo jornais da semana passada. Isso porque não faz nem dez dias que estiveram em greve. É a nona dos últimos dez meses. Os prejuízos são estimados em 100 milhões de euros por dia e quem ganha com isso são as empresas de ônibus, cada vez mais populares no país. As empresas de aluguel de carros também têm faturado alto e uma das melhores sacadas desses tempos de filas infinitas nas estações e reclamações foi da locadora Sixt.

Locadora de carros elegeu o presidente do sindicato dos maquinistas como funcionário do mês

Locadora de carros elegeu o presidente do sindicato dos maquinistas como funcionário do mês

A primeira piada que viralizou foi quando publicaram um anúncio apontando o novo funcionário do mês da empresa: Claus Weselsky, o presidente do sindicato dos maquinistas. Ele lidera o movimento grevista e a paralização esgotou os carros que a empresa tinha disponíveis. Mas desta vez, a Sixt prometeu que o trem vai chegar

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A greve dos maquinistas tem como pano de fundo o pedido de aumento salarial e a redução da jornada, mas a briga vai muito além disso. Uma lei que será votada essa semana no parlamento prevê mudanças trabalhistas e, com a nova regulamentação, o sindicato responsável pelas chamadas de greve, quase sempre na véspera de feriados prolongados, pode perder parte de seu poder.

O peso econômico da paralisação dos maquinistas coloca a greve no centro da mídia. Em Berlim – e outras grandes cidades – são trens da estatal alemã que fazem as ligações rápidas entre os bairros e cidades vizinhas. Metrôs, bondes e ônibus circulam normalmente na cidade, mas o S-Bahn, que circula o centro e corta a capital em grandes trajetos Norte-Sul e Leste-Oeste está funcionando precariamente.

Mas os maquinistas não são os únicos de braços cruzados atualmente: educadores de jardim de infância e carteiros estão parados. Os funcionários das agências de correios trabalham normalmente, mas as cartas ficam por entregar. Os pacotes continuam chegando, já que a entrega de encomendas é separada, feita por várias empresas concorrentes. E enquanto esse serviço segue, parede que pouca gente percebe que as contas do mês ainda não caíram na caixa postal.

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comentários

Comentários (1)

  • Alexandre Schmidt diz: 21 de maio de 2015

    Quando morei em Berlim em 2008, logo na semana em que me mudei para meu Wohnheim em Tierpark (Karlshorst), também sofri com uma greve – só que daquela vez foi da BVG. Todo o metro, onibus e bondes ficaram parados durande DUAS semanas inteiras. Precisava andar quase meia hora no frio (ocasionalmente com chuva e neve) pra pegar o vilao da atual história: S-Bahn. Isso me marcou bastante!

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