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Na Alemanha não existe saúde gratuita. Ter um plano é obrigatório, caro e ruim

18 de junho de 2015 50
Além dos custos do plano, remédios custam mais que no Brasil

Além dos custos do plano, remédios custam mais que no Brasil

Eu já falei por aqui que nem tudo na Alemanha são flores. Não me entenda mal: eu adoro viver aqui e se a balança não pendesse para o lado alemão, pode ter certeza que eu já teria me mudado. Não tenho vocação para masoquista e nem sou uma árvore. Mas esta semana esbarrei com um daqueles perrengues que me deixam louca da vida: a saúde.

Para começar, um aviso. Não existe saúde gratuita na Alemanha. Não há nada parecido com o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. Não há assistência gratuita – a não ser em projetos de caridade – para quem não esteja no sistema. Isso vale também para turistas: quem não tem um seguro pode ser barrado na fronteira. Aqui se paga caro por saúde, bem caro e ter plano é obrigatório.

Bom, eu não cheguei aos 40 ainda e pago, por mês, mais de 800 reais de plano. Ok que é para mim e para meu marido, que foi aceito como meu dependente e isso não altera o valor, mas convenhamos que a conta é bem salgada. Ainda mais que não tenho a opção de não pagar e, mesmo pagando, não tenho acesso aos serviços que deveria ter.

O esquema todo aqui é o seguinte. Existem uma série de planos de saúde públicos (incluindo o meu). Ou seja, mesmo com os mais de 30% de impostos descontados em média dos salários, o Estado me obriga a pagar, todos os meses, por um plano de saúde. Posso escolher ainda um plano privado, mas caso minha conta comece a subir muito ou determinados serviços que eu possa precisar não estejam cobertos pela apólice, a coisa complica. Existem raras situações que permitem um usuário retornar do seguro privado para o público. Nesse caso, a opção é: ser refém do governo ou de uma empresa.

Não quero dizer aqui que o SUS é perfeito: não é. Mas existe. Tem filas, faltam médicos, sobram queixas: mas muita gente é atendida, recebe remédios e exames de qualidade sem pagar um centavo por isso. Na Alemanha não. E o tempo que se leva para marcar um médico por aqui, com o plano bem pago, é de deixar qualquer um a beira da morte. Hoje, depois de ligar para todos os endocrinologistas da cidade, consegui uma consulta!! Uhuuu… Para o final de novembro…

 

ADENDO PUBLICADO EM 19.06.2015: 

Depois de ler vários comentários e de não querer responder a cada um, já que discordar é parte (importante!), mas distorcer o que disse não é algo que eu aceite, me permito fazer esse adendo aqui no texto. Então, se você leu até aqui, leia mais um pouquinho para que eu explique melhor.

Lá no comecinho eu falei que, no geral, ainda acho o serviço na Alemanha melhor e também por isso (ainda) moro aqui. Não, eu não falei em nenhum momento que o SUS é melhor que o atendimento na Alemanha. O que eu disse é que no Brasil existe um SUS (e não, não existe nada parecido na Alemanha!) e que as pessoas que não tem plano de saúde podem ser atendidas também, o que não acontece aqui. Quando eu falo que o SUS é “de graça”, é OBVIO que eu sei que ele pago com impostos (não poucos tanto aí quanto aqui!): a gratuidade se refere ao fato de você não receber uma conta em casa depois do atendimento e de não deixar de ser atendido (mal ou bem!) porque não tem dinheiro para fazer um depósito de garantia para o hospital.

Eu converti os valores porque nem todo mundo tem de cabeça a cotação do Euro (que é a moeda usada na Alemanha desde 2002 e valia, na época da implantação no mercado financeiro 1,9 Marcos). E os alemães aposentados não ganham 4 mil Euros: ganham 1227, na média, conforme estatísticas do governo.

Enfim, eu acho o serviço de saúde na Alemanha caro e apontei que ele não é perfeito (como muita gente imagina!). Não, eu não estou falando mal da Alemanha e nem do Brasil: eu estou contando a minha experiência – que é igual a de muita gente e diferente da de outros – e o fato de alguém ter sido muito bem atendido não muda o fato de outras pessoas estarem enfrentando problemas. Isso só comprova exatamente o que eu quis dizer desde o começo: nem tudo são flores.

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comentários

Comentários (50)

  • Marilin Krieger diz: 18 de junho de 2015

    Cara Ivana, obrigada por compartilhar sua experiência, ela serve para refletirmos se, no Brasil, as coisas são tão ruins como muitos falam.

  • Christiane Pontes diz: 18 de junho de 2015

    Achei que o azar de só conseguir ginecologista pra setembro, marcando hoje, era só meu…

  • João Campos diz: 18 de junho de 2015

    O SUS não é gratuito. É pago, sai muito caro e é de péssima qualidade. Não há como pagar por um serviço, mesmo privado, e esperar que se possa gastar muito além do que se paga – é matemática simples e a conta não fecha. A qualidade do atendimento de saúde alemão é superior ao brasileiro – trabalho com saúde e conheço ambos. Eles simplesmente não prometem um conto de fadas impraticável. Eles não metem para a população.

  • Bernadete Kertzendorff diz: 18 de junho de 2015

    Olá Ivana, com relação ao preço do plano de saúde, por aqui, conforme a idade paga-se muito mais. Agora só resta saber o valor do salário mínimo da Alemanha e quantos dependem dele para viver, pois aqui a porcentagem que vive dele é muito alta.
    Então, temos que nos contentar com o Sus e rezar.

  • Carlos diz: 18 de junho de 2015

    Minha querida.. pra começar não se pode morar na Alemanha e falar que paga 800 reais de plano.. a moeda aqui é o Euro… Então apresente os valores em euro.. Também apresente o valor do salário mínimo e algumas profissões com seus respectivos salários para as pessoas se situarem com relação ao valor do dinheiro aqui.. Não existe essa de converter.. o salário é outro, as condições são outras… muda tudo… Além disso, poupe-nos né… queria encontrar alguém mais no mundo que reclama do sistema de saúde alemão. .. faça uma pesquisa antes de divulgar coisas como se fossem verdade absolutas ou estatística. .. Se em 100 pessoas vc encontrar duas insatisfeitas dá pra começar a conversar… ;)

  • Perrê de Aguiar diz: 18 de junho de 2015

    Cara Ivana, sem dúvida o sistema de saúde da Alemanha é ruim. Moro há 8 anos nesse país e também conheço inúmeras pessoas que compsrtilham dessa opinião. É caro, demorado e conta com profissionais de qualificação duvidosa. Falo isso pelo que ouço e também por experiência própria. Precisei três vezes de utilizar o sistema de saúde da Alemanha: na primeira fui a emergência e tive que esperar das 16 às 22h para ser atendido, e mal atendido. Na segunda, tive que peregrinar durante 4h por três hospitais até poder ser atendido na emergência após um acidente. Na terceira, dei entrada no hospital às 8h, fui atendido às 10h, fiquei internado até as 15h e até agora não sei o que tive. Sair sentindo dor. Isso por tudo pagando um valor que é ao menos 5 vezes o valor do meu plano privado no Brasil. Sem dúvida o sistema alemão é muito ruim. Fazendo uso do já conhecido complexo de vira-latas do brasileiro, haverá pessoas aqui a agredi-la e perturbá-la. Fique tranquila. Tratam-se apenas de seres incapazes de separar as coisas e de profunda baixa estima!

  • Mariane Baumeister diz: 18 de junho de 2015

    Moro próximo a Würzburg e não tenho do que reclamar sobre o sistema de saúde e também não conheço pessoas que tenham reclamado. Quando precisei de ginecologista, o meu clínico geral ligou durante a consulta para um conhecido dele e marcou a minha consulta para 4 dias.
    E no ginecologista fiz direto todos os exames (papanicolau e transvaginal). Além disso, consegui a minha consulta de revisão direto após terminar a minha primeira caixa de medicamento.
    E sem contar que o máximo que preciso esperar para ter atendimento no clínico, otorrino ou ortopedista é de 1 dia. Casos mais graves, na hora e passa direto.
    O nosso plano é o BKK e somos em 5.

  • Annie diz: 18 de junho de 2015

    Ivana, entendo totalmente sua crítica. Apesar de o seguro ser “automático” no caso de emprego regular ou de quem está desempregado e cadastrado pra receber o seguro desemprego, o sistema alemão é bem duro com quem é autônomo. Ter que pagar esses 200 e poucos euros todo mês é BEM salgado, principalmente pra quem vive de freela, dá aula de idioma, etc, como são os empregos de quem é Selbständig.
    Eu sempre consegui consulta quando tive problemas agudos, como infecções ou dor, em “Sprechstunde”, mas conseguir uma consulta regular é bem demorado mesmo, minha ginecologista tem tempo de espera de 2 meses, por exemplo. E quantas vezes já aconteceu de ir morrendo de gripe, com dor e tudo e garganta quase fechando, e a médica me receitar “balinha de sálvia da dm”. Quando tive LER no punho, eu mesma tive que sugerir de usar aquelas talas protetoras, e com muita desconfiança me deram 1 semana de folga do trabalho. Voltei várias vezes por causa disso e nada. Resultado: tenho dor no punho crônica, há mais de um ano. Tive um problema no trato urinário e nunca descobriram o que era… e dá-lhe ibuprofeno pra tudo. :P CLARO que tem coisas boas, como o preço dos medicamentos ser em grande parte coberto pelo plano, tal, mas entendo seu texto como sendo pra mostrar exatamente que nem tudo são flores, esse lado que muita gente desconhece.
    E quanto ao SUS, num país do tamanho do Brasil, acho difícil que todos tenham tido a mesma experiência. Minha família já conseguiu tratamento e medicamentos caríssimos, eu mesma quando fiz tratamento com isotretinoína recebi todo o medicamento pelo SUS (com burocracia, sim, mas recebi). Muitas vezes fui nos hospitais privados em SP e esperei horas pra ser atendida, e muitas vezes com consultas de 1 minuto… Não sei se dá pra ser tão taxativo, dizendo que é ótimo ou péssimo. E no seu texto, por exemplo, você não foi – disse que tem sim problema, e que muita gente (e não 100% das pessoas) recebe atendimento e medicamentos.
    Enfim… Lamento pelas pessoas que criticam seu texto de forma agressiva, sem o menor tato (pra não dizer mal-educada). :P
    Abraços!

  • Morgana diz: 18 de junho de 2015

    Deixa eu te contar uma coisa então blogueira… no Brasil pagamos quase 50% de impostos (isso mesmo que vc leu), para manter o SUS, um sistema de saúde falido que não soluciona o problema de quase ninguém. E mesmo eu pagando quase 50% de impostos, um plano de saúde só para mim, que tenho 29 anos (veja só, não é nem 30 ainda) custa mais de 600 reais.

    Você tem certeza que tem motivo para reclamar da Alemanha?
    Pense muito bem antes de elogiar o SUS, talvez você não esteja aqui para acompanhar de perto a real situação.

    Boa sorte para você, e pode ter certeza que estamos aqui todos morrendo de inveja

  • Keiko Hiranoyama diz: 18 de junho de 2015

    Sim,o sistema nao e bom;e lento e cheio de deficiencias;e ate consigo compreender a divisao de opinioes,quem paga mais se sente ofendido com o atendimento,e quem paga menos acredita que esta bom.

    Em casa pagamos um monte mesmo,e como meu marido e medico,ele mesmo resolve os pequenos problemas que temos no dia a dia,a nao ser que eu ou as criancas tenhamos algo especifico;em tres anos morando aqui,tirando as visitas ao ginecologista,e ao pediatra para a cacula,so meu filho mais velho teve que ir a emergencia,pois torceu o tornozelo em esportes,foi um acidente na escola,eu fui busca-lo,minha querida metade ja nos esperava na entrada do hospital e tudo nao levou uma hora,e claro foi so um tornozelo;pegamos todos os remedios,e ele teve de fazer um MRI que foi marcado para alguns dias depois,pois ele preferiu ir para casa e fazer depois;nesse caso o seguro da escola deu toda a cobertura,nem sei como resolveram tudo,pois ele estuda ha uma hora de carro do hospital que fomos,meu marido explicou que estava tudo resolvido e que nao precisava me preocupar.Meu marido e o unico da familia nunca usou o seguro dele,pelo menos ate agora, hum… como o sistema de saude aqui se baseia no principio de solidariedade,e justo;mas algumas mudancas seriam bem vindas ,facilitando tambem o trabalho deles e a atencao dada aos pacientes.

  • RAGE diz: 18 de junho de 2015

    Claro pagando cerca de EUR 228,00 euros para duas pessoas (ou 800 reais como foi colocado) você só vai ter acesso a um plano de saúde ruim na Alemanha, assim como aqui no Brasil. Se você quer qualidade, vai ter que pagar por ela em qualquer situação e país que conheço. Nesses aspectos os dois países são bem parecidos. Agora o que não dá pra negar é o fato do sistema de saúde alemão ser superior no quesito de acesso a bons médicos e tecnologia. E outro erro é você dizer que o SUS é de graça. Isso não existe, o SUS é pago por todos nós via impostos como ICMS dentre outros. Mas concordo que a saúde na Alemanha também não é 1000 maravilhas, como nos EUA, Itália etc…

  • Arlete Soffiatti diz: 18 de junho de 2015

    Fico impressionada com a dificuldade de compreensão de texto de algumas pessoas. Você é bem clara quando diz que o blog é para falar sobre suas impressões e experiências na Alemanha e comparações entre o Brasil e tal país. Fico impressionada também em ver como é fàcil mandar você voltar para o Brasil sem saber o porquê de você estar na Alemanha. Por que algumas pessoas criticam o país onde nasceu sem pudor nenhum e quando alguém, simplesmente, faz uma análise do país estrangeiro onde mora, essas mesmas pessoas te mandam, de forma grosseira, voltar pra onde veio?
    Eu tive experiências horríveis com médicos e hospitais de planos de saúde pago e público (que também é pago, como você mencionou) aí na Alemanha que só teria no Brasil se fosse pelo SUS. Apesar de nao se pagar remédios para crianças, nem vacinas, sinto que alguns procedimentos levam muito mais tempo para serem reslizados do que por um plano de saúde aqui no Brasil, principalmente, porque hoje a ANS tem feito um trabalho pesado de fiscalizaçao. Na Alemanha, vc é obrigado a ter, no minimo, um plano de saúde público pago. E, se nao pagar nenhum, nao tem pra onde correr, já que não existem hospitais públicos. Além disso, depende muito da cidade/região do país em que se mora e a relação número de médicos por número de habitantes. Você mora em Berlim, capital do país e uma das cidades mais populosas da Alemanha. Em um Dorf, numa região mais afastada, pode-se conseguir uma consulta com um tempo menor. Eu tentei conseguir uma consulta com reumatologista em Bonn e todos os especialistas da área não estavam pegando pacientes novos porque nao davam conta dos pacientes antigos e idosos que tinham. Conclusão, só passei em um reumatolgista quando retornei ao Brasil, pois nao era caso de emergência. Aliás, se vc chega em um pronto socorro na Alemanha, a primeira coisa que perguntam é porque vc nao procurou o seu Hausarzt primeiro. Portanto, acredito que quem fez críticas grosseiras à sua crítica só está desinformado sobre as experiências alheias e só está considerando a impressão pessoal sobre o assunto. Vai saber que vida levavam no Brasil e em que condições foram parar na Alemanha, não é mesmo? Ah, e para reforçar a comparação entre os dois países, nada mais natural que se use uma moeda comum. Eu, por exemplo, pago para quatro pessoas 800 reais ( 247 euros) de plano de saúde privado e nao tive até agoraum décimo de problemas que tive aí na Alemanha , onde pagava 950 euros ( 3100 REAIS) mais o valor pago pela empresa (293 euros).por um plano público obrigatório escolhido pela empresa. Se, no Brasil, o SUS tem seus problemas por não ser pago, é inadmisspivel que um plano pago na Alemanha os tenha, mesmo sendo público.

  • Isabel diz: 18 de junho de 2015

    E na Alemanha, assim como em Blumenau, tem os tomadores de chope que aumentam as despesas do sistema de Saúde. Todos pagam. Acrescenta-se por aqui a grande quantidade de acidentados no trânsito, em sua grande maioria por imprudência e irresponsabilidade dos apressadinhos. Todos pagam. E o imposto será cada vez mais alto devido a muitos fatores e sabores.

  • Daniella diz: 18 de junho de 2015

    Tinha o mesmo ponto de vista seu Ivana, morei 4 anos em Bremen e a minha experiência foi muito parecida com a sua. Precisava fazer um ultrasom da minha tireoide para ver se tinha algo, isso em Fev, fui conseguir consulta só em Outubro do mesmo ano, imagina se fosse algo sério? A Alemanha não é perfeita como muitos acham, a diferença é que uns moram e outros fingem que moram, eternos turistas, dessa forma é muito dificil saber realmente o que acontece onde se está morando. No meu caso eu voltei para o Brasil, por livre e espontânea vontade, e apesar de tudo, mesmo as vezes pensando em voltar para Alemanha estou satisfeita no Brasil. Abraços

  • fabi diz: 18 de junho de 2015

    Oi,
    Só pra deixar registrada a minha experiencia. Eu não pago nada de plano, o empregador do meu marido paga. Tive 2 operações que foram bem sucedidas, assim como todos os tratamentos q fiz até hoje! A prevenção onde moro é bárbara.
    Os remédios são pagos pelo plano em grande parte, os remédios que eu paguei não foram tão caros assim…
    Eu acho que o sistema é bem diferenciado para cada caso. Vc já tentou se informar se pode mudar seu plano! Abraços

  • Ubirajara Rodrigues diz: 18 de junho de 2015

    Ivana, legal a reflaxão. O brasileiro mais imediatista e sem muitos parâmetros para uma discussão, sempre tende para o 8 ou 80. Achei equivocados alguns comentários que sugerem que você volte para o Brasil e para o SUS. Na verdade, a sugestão pode ser para elas aprenderem a ler um texto e tirar proveito dele. Pois, como você deixou bem claro, adoras morar aí. Mas que acha o setor saúde um pouco complicado. Pelo que entendi, não há desasistència, mas o modelo é outro: ou você paga para o próprio governo pelo atendimento à saúde, nos moldes de um plano de saúde como conhecemos aqui no Brasil, ou contrata assistência privada. Ou seja, são dois caminhos: pagar para o governo ou para empresas. Só me chamou a atençao a demora, pois acredito que a qualidade deve ser assegurada. Ou não? Outro aspecto: achei interessante saber que além dos impostos altos o governo também cobra separado pela saúde. Só para os que não sabem e vão desqualificando de cara o Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS), além do atendimento em hospitais de urgência e emergência, que realmente é caótico, conta com a oferta de dezenas de vacinas e imunobiológicos, (nunca tive nenhuma dificuldades de acesso a esse serviço); amplas campanhas que ajudam a alterar o comportamento da população quanto aos hábitos inadequados e estímulo às práticas saudáveis (alimentação balanceada, combate ao tabaco, estímulo às atividades físicas, etc); vigilância sanitária dos alimentos e produtos farmacêuticos (tudo o que você compra nos supermecados e drogarias tem que ter aprovação da ANVISA); entre diversas outras coisas que as pessoas não percebem como sendo SUS, ou seja, ação do setor da saúde feito pelo governo e bancada com o recursos dos impostos arrecadados. Abraços

  • Marli diz: 18 de junho de 2015

    Então, depois de ler o teu post, só tenho uma sugestão: Volte ao Brasil quando estiver precisando de um pronto-socorro! Morei na Alemanha e sempre fui muito bem atendida! Nunca precisei ficar por horas esperando na fila como aqui e a internação é muito boa, sem precisar pagar mais por isso. Você já teve filhos? Compare o tratamento dado às gestantes, sem comparação! No Brasil, não quero generalizar, a mulher é tratada, muitas vezes, pior que animal na hora do parto pelo SUS. Sem falar no valor que pagamos em impostos, no custo da educação, no alto custo de vida, no valor do salário, …
    Antes de criticar, traga bons fundamentos!

  • Fabio diz: 18 de junho de 2015

    Boa noite Ivana, mas você esta muito equivocada sobre o sus. Aonde ele é gratuito? Aqui em casa eu e minha esposa pagamos $$ 650,00 todo o mês para o governo manter o sus, porem ainda pago mais 550 de unimed, pois depender do sus é complicado. Temho uma filha de 2 meses que logo ao nascer precisou de uma consulta com pediatra pois pegou uma gripe, tive que pagar uma consulta particular pois pela unimed só tinha vaga para depois de 20 dias e sus depois de 3 meses. Como queria poder tirar o desconto do sus em minha folha de pagamento e continuar somente com o privado.
    cuide ao falar que o brasil da medicamentos e consulta de graça. Pelo contrário o brasil cobra bem por isso.

  • Reinaldo Müller diz: 18 de junho de 2015

    Olá pessoal!

    Não conheço o sistema de Saúde da Alemanha, mas desconfio que é melhor do que o brasileiro, afinal, é o país mais elogiado pelos estrangeiros para se viver na Europa e o que mais recebe imigrantes.

    Falando do SUS. Cada pessoa em seu universo geográfico e individual, tem uma experiência própria acerca do Atendimento/Tratamento do SUS. Eu, particularmente, vivo em Blumenau/SC e não tive sequer uma única queixa todas as vezes em que acessei o SUS. Já fiz exames complexos (Ressonância Magnética) em 45 dias. Já fiz cirurgia em 04 meses, incluindo consulta inicial, exames pré-operatórios, etc. E em ótimo hospital.

    Tenho uma médica — Dra. Rafaela Zanoni Andrioni na UBS da minha circunscrição que é, extremamente, dedicada e competente. Envolvida com a saúde dos seus pacientes, próxima e presente.

    Eu pego os remédios de uso contínuo, gratuitamente, quer na UBS de minha circunscrição, quer na Farmácia da Policlínica (que diga-se de passagem, é de ótimo nível).

    E eu não posso concordar que o SUS é ruim. Depende a região — a densidade demográfica — a disponibilidade de recursos… Não dápara generalizar.

    atenciosamente,

    Reinaldo Müller

    Professor da rede pública municipal

  • Ane diz: 18 de junho de 2015

    Gente,pelo amor de Deus! Sejamos comedidos,aqui no Brasil,mesmo com o melhor plano de saúde que se pode ter você vai esperar de 1 a 3 horas para ser atendido em PA,eu tive um problema de saúde em fevereiro de 2014 e só consegui marcar um gastroenterologista para o final de junho 2014,plano de saúde também não esta barato…não estou dizendo que tudo na Alemanha seja maravilhoso,mas tenho amigos que moram e outros que moraram aí que discordam um pouco desse comentário,e vale lembrar que cada região funciona de uma maneira. Não estou dizendo que a moça que publicou esta errada,pelo contrário,ela expôs a realidade dela,na cidade que ela mora,do plano de saúde dela…

  • Amanda Kanopka diz: 19 de junho de 2015

    Morei 24 anos no Brasil e perdi as contas de quantas vezes eu foi no SUS as 7 da manhã as 4 da tarde foi embora porque eu estava doente e não podia ficar sem comer. Claro que se a gente sai da fila uma vez quando volta começa do zero outra vez. Os coitados dos velhinhos não sairam nenhuma vez. Isso tudo pra um atendimento no clínico geral. Médicos especialistas só pro ano q vem.
    A falta de médicos e de atendimento é mais do que lamentável.
    Tive um problema no dedo do pé aqui na Alemanha foi no médico as 7 as 11 eu estava em casa operada com todos os remédios (Antiinflamatório 5,- remédio para dor: preço similar q não me lembro exatamente, outros remédios que não eram necessários eu paguei o valor cheio). Achei perfeito! Estou extremamente satisfeita e não tenho nada o que reclamar. É caro? Sim, uma facada. Mas funciona? Sim 200%.
    Acho q voce esta prescisando do SUS denovo.

  • Isabel Friede diz: 19 de junho de 2015

    Olha, moro na Alemanha há 15 anos e concordo plenamente com a autora do texto. Nao vou nem pensar em dar alguns exemplos do que já aconteceu comigo, meu marido e meu filho. A lista de “barbeiragens médicas” seria bem grande. Prá conseguir um oftamlmologista na minha regiao, por exemplo, demora uns 6 meses – isso sem falar que muitos deles já nem “aceitam” pacientes novos no seu cadastro… E, prá quem PENSA que aqui na Alemanha sao tudo FLORES, acrescento ainda que a escola pública está no mesmo “desnível” que a saúde – PÉSSIMA !!! e o pior de tudo, NAO tem escola particular (as poucas que tem escolhem a dedo quem entra!). Já no Brasil, podendo pagar, vc pode colocar seu filho em EXCELENTES escolas – aqui, NEM PODENDO PAGAR!! É escolinha pública mesmo e nao fica muito atrás de qualquer escolinha pública no Brasil, nao.. acredite se quiser! ou venha morar aqui e ver com seus próprios olhos.

  • Alexandre Schmidt diz: 19 de junho de 2015

    Nossa e eu achava que o NHS aqui do Reino Unido era ruim. Quando morei na Alemanha nao cheguei a precisar a usar o sistema de saúde, entao nunca tive essa experiencia. Aqui no Reino Unido eu fico P da vida quando nao consigo médico pra mesma semana. Mas aqui o sistema é diferente – sempre temos que passar por um clínico geral (o GP). Depois ele que te encaminha, e aí a coisa pode demorar – 2 meses é praxe. É, talvez nao seja tao diferente assim no fim das contas.

  • carnero cordero diz: 19 de junho de 2015

    tóin óin óin

  • Débora diz: 19 de junho de 2015

    Oi Ivana. Legal o adendo que fizeste. Geralmente temas como este são polêmicos.
    Cabe uma balança com prós e contras e o estilo de vida de cada um para julgar e fundamentar.
    E, claro, de fato, cada um tem suas experiências pra contar e isso que é o bacana, essa troca de conhecimento e discussões.
    É, nem tudo são flores, em qualquer lugar do mundo.
    ;)

  • Isabel diz: 19 de junho de 2015

    Oi, Ivana. Na Saúde pública da Alemanha não tem médico que bate ponto e vai trabalhar na clínica dele ou consultório particular como ouvimos falar que acontece aqui no Brasil? Pelo jeito aí também tem falta de médicos. Vai acontecer que a Alemanha também precisará contratar médicos de fora (cubanos e de outras nacionalidades) para atender melhor a população. Foi o que o Brasil fez e já melhorou muito o atendimento preventivo.

  • luiz antonio da silva diz: 19 de junho de 2015

    Assim como a Morgana fala mal do SUS,muita gente que simplesmente não conhece o Sistema de Saúde que é o MAIOR SISTEMA DO MUNDO.
    Sim,ele tem problemas e um dos maiores é seu desconhecimento por parte da cidadania. O SUS não ê somente o hospital e o posto de saúde,ele contempla desde a agua que sai da torneira ao caviar servido para os degustadores,quem faz o atendimento de emergêbvia na rua em casa no trabalho no passeio onde quer que estejam é o SUS a partir do convênio com Bombeiros policia militar,PRF,quando vemos um helicoptero da PRF,do Bombeiro fazend resgate ali esta o SUS,outra questão,não existe iniciativa privada pra fazer transplante,só o SUS, mas ele sofre com o boicote desde sua marca nos carros onibus vans que circulam todos os dias pelos mais de 5 mil municipios Brasileiros.O que precisamos de verdade é que as pessoas conheçam para defnde-lo dos ataques diarios,e por fim ,para quemensa que o SUS não funciona experomenre parar todo p sistema por UM DIA PRA VER.

  • Joerg G.Chromy,D-78467 KONSTANZ-Sul-Alemanha diz: 20 de junho de 2015

    Felizmente,Eu & familia nunca precisandos um SUS-Brasil,mas em
    caso de emergéncias sempre atendendo (acidentes) ! Pagavamos
    ou pela Empresa-ai,ou do próprio-bolso (1972-1985) !
    Conheci o BERLIM ainda com o “MURO” intacto,eram passeios
    interessantes,para visitar o Leste-comunista de BERLIM,com um
    passaporte CC !

    Bom fim de Semana do Lago-aqui !

  • Guilherme Aglio diz: 21 de junho de 2015

    A coisa mais incrível desse texto não é o texto em si, porque um ser humano médio, cognitivamente capaz, sabe que a Alemanha optou por um modelo de Estado reduzido em comparação com os países europeus próximos, o que na verdade é muito muito bom pra quem tem muito dinheiro, e ruim pra quem não tem.

    O Brasil optou por um modelo de Estado (pelo menos vem optando nos últimos 12 anos) onde moradia, educação e saúde devam ser garantidas pra todos os cidadãos. Ou seja, temos políticas públicas que amparam aqueles que não tem dinheiro pra pagar um plano de saúde e ISSO É BOM, minha gente. Isso é uma conquista!

    Claro que temos problemas. Mas a questão é que nossas narrativas histórias e sociais, desde lá atrás na época da colonização, faz com que uma parcela da nossa elite e classe média tupiniquim precise se rebaixar ao subdesenvolvimento EM TODOS OS CASOS, até mesmo quando uma brasileira vem contar pra todo mundo que sim, o Brasil tem um SUS, a Alemanha não.

    Parece que incomoda a essa gente de inteligência pouco ilutrada uma comparação positiva de um país central com o Brasil, relegado a ser eternamente um país periférico!

  • Ana diz: 21 de junho de 2015

    Sou brasileira mas fiz todo meu curso de medicina na Alemanha, onde moro e trabalho até hoje. Entendo teu ponto de vista de paciente. Na Alenanha falta médicos, o que faz com que as esperas pelas consultas seja enorme.
    Mas comparar o sistema alemão com o SUS requer muito cuidado:
    1o: na Alemanha todos pagam os seguros de saúde, MAS desempregados de longa data, os hartz VI por exemplo, recebem o seguro do governo, por isso de paga imposto E seguro de saúde
    2o: se chegares no hospital numa emergência sem seguro de saúde, você vai ser atendido igual. Obviamente receberá uma conta para pagar. Mas em alguns casos, quando a pessoa realmente nao tem seguro nem condições, por exemplo em caso de estrangeiros ilegais, o hospital nao receberá nada pelo atendimento. Mas o serviço será o mesmo: na emergência ninguém exige primeiro o cartão da unimed pra saber se vai pra sala com ar condicionado ou se vai pro quarto comunitário com outros 10
    3o- em consultório eh diferente, se paga pelo que se recebe, exatamente como no Brasil. O seguro cobre o que precisa cobrir, os extras se pagam extra
    4o- fila de espera existe sim na emergência, mas aqui , como em todo o lugar no mundo, as emergências são “abusadas” por muitas pessoas que na verdade nao são emergências nenhuma. Existem sistemas para selecionar os pacientes e criar um grau de “emergência leve” até “estado crítico”, dependendo em que categoria te classificam a demora eh longa mesmo. Sair da emergência sem diagnóstico tb nao significa que o medico eh ruim, significa que ele excluiu um caso de emergência, e caso as dores continuem eh para procuram um consultório de um especialista
    5- praticamente todos os remédios de receita medica obrigatória são pagos pelo seguro de saúde. Sem precisar dar entrada em qualquer requisição. Cansei de ouvir casos no Brasil de pessoas que entraram com processo na justiça para ter remédios de câncer serem pagos pelo sus
    6o- tens razao, aqui nao eh tratamento VIP no consultório. Tem exames que não são pagos pelo seguro. Alguns desses exames são a coisa mais comum no Brasil. Aqui a lista de exames permitidos se baseiam em estatísticas científicas, que muitas vezes são sim mais uma questão financeira do que em
    Prol do bem pessoal, por isso por exemplo um caso relatado acima q diz q precisou pagar pelo ultra-som no ginecologista, o ultra-som do gineco, feito por fazer e sem ter alguma suspeita medica, não traz (nas estatísticas!) um benefício geral. Pode até ajudar uma ou outra mulher, mas o custo-benefício nao eh favorável. Então, para nao falir um sistema de saúde de um pais inteiro, exames como esse são opcionais. E custam em geral menos de 20€, e assim acessíveis.
    5o- SIM, o seguro eh caro. Pra quem eh freelancer com certeza difícil. Mas não se esqueça: teu marido, se não trabalha nao pagará nada, e teus filhos também nao pagaram nada por um boooom tempo. Eu, como empregada de uma empresa, no caso o hospital q trabalho, pago uns cá. 350€ por mês E meu empregador paga também a mesma coisa, ou seja no total mais de 600€ por mês. Caro sim, mas podes ter certeza que eu não trocaria meu seguro se saúde caríssimo na Alemanha por nenhum outro seguro no Brasil. Respeito muito os profissionais brasileiros, as faculdades de medicina lá são sim bos, mas num país onde criança ainda morre por diarréia e adulto morre por apendicites nao da para afirmar que o sistema gratuito funciona.

    Mas resumindo geral, achei teu post bem interessante. Realmente nem tudo são flores por aqui!

  • Antonio Castro diz: 25 de junho de 2015

    Seu blog foi compartilhado no facebook e comecei a ler sua postagem sobre saúde na Alemanha, li também diversos comentários a respeito e confesso; me foi de grande valia e profunda reflexão.
    Salvo os comentários motivados pelo complexo de vira-lata como menciona um morador da Alemanha, outros comentários me serviu de aprendizado.
    Serei um leitor do seu blog, continue essa troca de experiência conosco na construção de ideias e conhecimento.
    Abraço

  • Anna Beatriz Goulart diz: 26 de junho de 2015

    Paga só 800 reais em um plano para você e seu marido? Que bom! Eu pago mais de 2 mil reais para nós dois. Que lucro o seu, hein? Mas aposto que pode sair nas ruas a hora que quiser, não passa as noites em claro quando seus filhos saem, com medo deles não voltarem. Eu fui atendida numa emergência cardiológica pelo SUS e vi um homem morrer deitado no chão da sala de parada, por falta de macas. Temos desconto na fonte de mais de 27 por cento de nossos salários, sem contar com todos os penduricalhos e cobranças de impostos em qualquer compra que faço. E a conta de energia??? Até uma tal de bandeira vermelha inventaram agora e, numa fatura de cerca de 300 reais, pagamos cerca de 56 reais ao mês, porque o governo não investiu o que é tirado de nós nas prioridades urgentes. Ich liebe Deutschland! Sie können nicht mit dem Brasilien vergleichen!

  • Claudio diz: 26 de junho de 2015

    Parabéns pelo texto, honesto, testemunhal e coincidente com o depoimento de uma amiga que mora em Frankfurt, há 2 anos.
    Retificaria o dito num comentário acima sobre ainda haver morte de crianças por diarreia e de adulto por apendicite e colocar isso na conta do SUS. A comparação correta, ao meu ver, seria avaliar as estatísticas sobre essas doenças no Brasil, antes e depois do SUS. E todas elas mostram como o SUS foi capaz de reduzir drasticamente a mortalidade dessas doenças
    Não se deve desconhecer que menos de 10% da população brasileira pode ter um plano particular com cobertura abrangente minimamente comparável à cobertura do SUS
    Sem dúvida o Brasil decidiu um 89 por um sistema ambiciosa de saúde pública, universal e integral. Um desafio ainda em construção, sujeito a críticas, avaliações e melhorias.
    Alemanha, um país rico após a reconstrução bancada pelo plano Marshall (investimento público maciço com juros baixo) haverá de ter uma situação de saúde melhor do que a brasileira, por óbvio, independente do sistema existente.

  • inken pfuetzenreiter diz: 26 de junho de 2015

    Então, sr. Joze Gualberto, acredito que essas “simpáticas secretárias”, que encontram com presteza a consulta tão esperada para daqui a alguns minutos ou dias, desde que seja “no dinheiro”, estão seguindo uma orientação de algum médico inescrupuloso e ganancioso que, antes de cursar medicina, deveria fazer um teste vocacional e uma análise de sua moral. Nada mais são do que “mafiosos” de branco.

  • Patricia diz: 27 de junho de 2015

    Lembrando que 800 reais seria +_ 266 euros,Lembrando tbem que os salarios na Europa sao bem mais altos que no Brasil.Tbem moro na Europa e posso garantir que mesmo quem nao trabalha,mas ja trabalhou ou mesmo nunca trabalhou,estara’ assistido por algum sistema social ,é totalmente diferente do Brasil que ate’ mesmo quem trabalha nao pode pagar um plano de saude e o santo SUS ,so’ quem precisou ou quem precisa sabe que nao funciona…e cada dia vai de mal a pior.

  • Marcos Silva diz: 27 de junho de 2015

    Eu tenho Plano de Saúde e, até agora, não tive motivos para maiores reclamações, além daquelas provenientes da falta de paciência. Mas, com relação ao SUS, só tive experiências gratificantes. Por três vezes vi parentes (Pai e Irmão) e pessoas próximas (Amigos) recorrerem ao SUS, e confesso que fiquei apreensivo com tudo que já tinha ouvido falar. Para minha surpresa (talvez, coincidências), os serviços foram elogiosos. É óbvio que houve uma certa demora no atendimento em função da demanda, além de algumas precariedades físicas do ambiente se comparados com Hospitais particulares. Mas, superadas essas dificuldades, o atendimento foi perfeito. Acredito que o Sistema Único de Saúde (SUS) só deixa a desejar em função das poucas unidades existentes. Arrisco a dizer que o Sistema é melhor que as propagandas negativas que o condena.

  • Maria Amelia Silva Silveira diz: 27 de junho de 2015

    Ivana, gostei de seu texto! As opiniões sobre ele divergem! É bom poder falar o que se pensa, desde que se faça com critério e responsabilidade! Penso não ser justo comparar a Alemanha, considerada do primeiro mundo, 4a. potencia mundial, menor que o Brasil em extensão territorial, com o mínimo de desigualdades e problemas sociais e talvez sem analfabetos, com uma população totalmente escolarizada! Ora, quem não sabe que o Brasil há séculos sofre com gravíssimos problemas político-sociais, raciais e, agora, até religiosos? Quem não sabe dos problemas também seculares de corrupção que só de poucos anos para cá estão sendo investigados, mas, infelizmente, de maneira seletiva, protegendo as oligarquias? Quem não sabe da parcialidade de nossas autoridades judiciárias e policiais e das mídias monopolizadoras sempre a favor da elite? A despeito de tudo isso, o Brasil conseguiu melhorar a situação de milhões de brasileiros em questões de saúde, escola, moradia, infra-estrutura, resgatando muitos da pobreza extrema e melhorando sua auto-estima. Outra coisa, a maior alíquota de Imposto de Renda paga não ultrapassa 27,5%. Estamos torcendo para que essas mesmas oligarquias podres de ricas passem a pagar mais impostos do que a maioria do povo, mas para isso é preciso contar com um Congresso realmente democrático, transparente que faça as reformas fiscais necessárias, além, é claro, de outras tão ou mais importantes! Infelizmente, nossos parlamentares dificilmente priorizam os interesses legítimos do povo, só os seus e de empresas financiadoras de suas campanhas eleitorais! Devo também dizer que os desvios de produtos e medicamentos do SUS, dentre outras safadezas e maracutaias de vários segmentos envolvidos, são enormes, embora estejam sendo combatidos!

  • Fabiana diz: 29 de junho de 2015

    Bom dia. Eu não morei na Alemanha pra fazer qualquer tipo de comentário. Mas vou relatar a experiência que tive com o meu pai a um mês atras em relação ao atendimento do SUS. Ele tem 64 anos aposentado não tem plano de saúde e teve uma emergencia de infarto. Foi atendido prontamente pela ambulância posto de saúde da cidade em que reside, e encaminhado a um hospital publico estadual em uma cidade próxima. ficou hospitalizado durante 29 dias recebeu todos os atendimentos necessários, medicamentos exames e por fim uma cirurgia de revascularização com duas safenas e uma válvula. Agora continua em acompanhamento pós cirurgico, com toda acompanhamento necessário, medicação no posto de saúde. Durante período de internação houve necessidade de acompanhamento em tempo integral e acompanhante teve direito as refeições no próprio hospital.Vi tbm os corredores superlotados, vivi a espera de 7 dias pra conseguir um leito no quarto enquanto aguardava no pronto socorro. Mas pude perceber que a demanda e muito grande o Hospital recebe emergencias de varias outras cidades menores. mas que os funcionarios sempre tentaram atender de forma humanizada. E fizeram tudo pra tornar aquele estada no hospital a melhor possivel. Na cidade onde eu mora tbm ja tive que utilizar os serviços do SUS em atendimento no PA. e fui mais bem atendida do que no hospital particular do plano de saúde que possuo. fui atendida fiz exames no mesmo local e sai medicada com medicação para o restante tratamento. Eu acredito que a questão da qualidade vem relacionada a forma de adminstração das unidades. Das secretarias de saúde de cada região. porque os recursos existem são repassados, e onde há uma boa admisntração se consegue sim ter um atendimento bom pelo SUS.

  • Maria Amelia Silva Silveira diz: 1 de julho de 2015

    Fabiana, concordo plenamente com você! De fato, a qualidade do atendimento do SUS depende principalmente de cada município, de como são suas políticas sociais neste setor, mas também do governo estadual que está incumbido de repassar na íntegra as verbas liberadas pelo Federal, para cada uma de suas unidades políticas! Por exemplo, em meu Estado, os dois governadores anteriores, por 12 anos desviaram os recursos não só da Saúde, mas também da Educação, só na primeira deixaram de aplicar 14 bilhões de reais! Sem contar os permanentes roubos ou desvios ou desperdícios de remédios e outros produtos! Sem contar ainda que em muitos hospitais, inclusive de um município vizinho nosso, seu diretor, dono, médico e prefeito local, inventava exames e cirurgias do tipo ultrassonografia transvaginal e até cesarianas em pacientes do sexo masculino, operação de próstata em mulher,para receber por inúmeros serviços não prestados, onerando ainda mais o SUS! Penso que para o SUS alcançar êxito, é preciso antes de tudo espírito de compreensão e colaboração de todos os segmentos da sociedade, pois não é só exigir direitos, mas também cumprir deveres!

  • Luiz diz: 24 de setembro de 2015

    Oi Ivana e leitores. Poxa, como as pessoas tem dificuldade de interpretar textos. Calma, leiam com atenção, releiam antes formarem suas opiniões. A Ivana apenas relatou o ocorrido, e está bem claro que ainda prefere a Alemanha. Porquê, ora, ela sabe melhor do que nós e não é da nossa conta. A forma como as informações são colocadas no site é bem interessante, considero uma gentileza dela “gastar” seu tempo transmitindo informações para as pessoas.
    Estive algumas vezes na Alemanha, não morei aí. Conheci várias pessoas que moraram, e algumas relataram experiências parecidas com a sua.
    De meu lado, meu sogro teve 3 cânceres (independentes entre si) em 7 anos. Tinha plano aqui no BR, mas o atendimento foi péssimo. Recorreu ao SUS. Para nossa surpresa o tratamento foi espetacular. Curou-se do 1º. Teve o 2º e o 3º, e foi curado também. Independente da cura, o tratamento e os procedimentos em si foram de 1a. Não quer dizer que todas as pessoas, regiões, etc. tenham tido a mesma experiência. Creio que há muitas diferenças BR afora. Só posso relatar o que conheci aqui, em SP-Capital. E mesmo aqui, com 20 mi habitantes, deve haver grandes discrepâncias. No mais, parabéns pela página. É sempre enriquecedor conhecer experiências diferentes das nossas, pode expor diferentes pontos de vista. Porém sempre com educação e respeito (ora, se querem ser 1º mundo comecem demonstrando respeito e educação).

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