No domingo passado, quando o Brasil venceu a China e garantiu a vaga para jogar as finais do Grand Prix, fiz um post mais exaltando a atuação do treinador brasileiro do que a atuação das jogadoras.
Mas nessa vitória de hoje, há mais méritos das jogadoras do que de seu técnico, que algumas vezes atrapalhou. Como no segundo set, na confusão das trocas quando o time perdia: trocando as duas ponteiras, fazendo a inversão com Fabiana...E não achei que perdia por causa das ponteiras a ponto de trocar as duas.
E mais, Mari quando entra na ponta em nada acrescenta. O Brasil não melhorou pelas trocas, mas porque parou de errar no momento no qual a Turquia sentiu a pressão de fechar o set. E no set seguinte, por que voltou apenas Garay e não voltou Paula? Não tinha tirado as duas?
O time brasileiro foi muito agressivo desde o começo. As turcas, ao contrário, sentiram o peso de decidirem a competição.
Individualmente, nesse jogo, ficou ainda mais evidente que mesmo tornando-se a levantadora titular Fernandinha não tem a mesma mão que Fabíola e Dani Lins. Mas não tem mesmo. É uma jaca atrás da outra. Porém, ganha no que concerne à personalidade.
E aí cabe uma perguntinha: o time está rendendo melhor com Fernandinha ou está rendendo melhor porque vai entrando em forma? Pois, começa a aparecer o trabalho do competentíssimo preparador físico José Elias. Sheilla é uma das quais está evidente o crescimento físico.
Thaísa continua sendo, para mim, o principal nome do time. Mas as centrais, especialmente Fabiana, sentem o desentrosamento com a nova levantadora titular. E isso apareceu ainda mais quando entrou Fabíola na inversão acertando com facilidade as bolas de meio.
Para resumir, foi uma importante vitória contra um time emergente e para mostrar que nessas horas a camisa também pesa ao adversário da estreia em Londres.
Agora, só resta esperar o jogo entre a China e os Estados Unidos para a definição do título que, nesse momento é do Brasil.

