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O ranking de jogadores diminui a qualidade da Superliga

03 de julho de 2012 0

Aproveitando o gancho da entrevista de Renato Felizardo dada a esse blogueiro, quero falar um pouco desse ranking de jogadores.

O ranking de jogadores nasceu para equilibrar as equipes na Superliga, pois deveria ajudar os times menores a contratar já que limita o número de jogadores de determinado nível e limita na soma de pontos total que uma equipe pode possuir.

Para quem não conhece, explico melhor: cada final de temporada a CBV divulga um ranking de jogadores, dando-lhes uma pontuação de 0 a 7 de acordo com o nível do seu jogo (algo totalmente subjetivo).

Assim, cada equipe só pode atingir determinado limite de pontos, que é de 32 no total.

Além disso, cada equipe só pode ter no máximo dois jogadores de nível 7 (o nível máximo). Existem nessas limitações diversos adendos e exceções, dentre as quais um time pode ter um terceiro nível 7, desde que seja repatriado e os estrangeiros não são rankiados.

O fato é que apesar de seu intuito, o ranking funciona exatamente ao contrário.

Vejamos o feminino, por exemplo. Que equilibrio há quando já se sabe, ano após ano, as duas equipes que farão a final?

E na próxima temporada não será diferente. Não se iludam com o time de Campinas, do técnico Zé Roberto, que também ficou limitado ao sistema do ranking.

Vamos pensar em relação ao masculino, um determinado jogador coloca-se no nível das quatro ou cinco principais equipes; Se ele sobrar na montagem dessas equipes, ele prefere ir para o exterior do que jogar em equipes menores aqui e ganhar menos. É simples assim.

Os times que tem dinheiro, sempre vão estar na frente e os times que não o tem, sempre ficarão para atrás. Não importa o ranking.

O que o ranking provoca, na verdade, é a ida de jogadores brasileiros para fora do País. Só isso.

Somente na cabeça de quem não pensa na qualidade do voleibol interno esse ranking é bom.

E o que mais me espanta é que os times não lutam contra isso. A Liga de clubes não existe. Tudo é determinado pela CBV. Superliga é só o nome.

E eu pergunto: até quando não teremos uma competição nacional que seja adequada à realidade financeira, estrutural e da dimensão territorial do País?

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