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Brasil em rota de colisão com a Rússia na final masculina

09 de agosto de 2012 2

foto: divulgação / FIVB

O que o torneio olímpico tem de diferente que transforma favoritos em meros mortais e que faz surgir grandes campeões de onde menos se espera?

Certamente é sua mística, o grande sonho do atleta em ter uma medalha, a espera quadrienal, tudo isso e mais um pouco tornam o torneio olímpico especial.

Entretanto, de certos favoritismos não há como fugir.

A derrota, por 3×0, da Polônia para a Rússia e sua consequente eliminação não pode ser dada como zebra. Pois, sempre se pode apontar Rússia, Brasil e Polônia como favoritos ao ouro. E que certamente, nos dois últimos anos jogaram um voleibol acima dos outros.

Porém, a vida dos poloneses era para ter sido diferente, a derrota para a Austrália os tirou do confronto contra a Alemanha e que os  daria certamente um lugar entre os semifinalistas.

De cá, do outro lado do oceano, não enxergo a queda de produção polonesa como algo psicológico. Meu caro amigo Giovani Foppa, preparador físico do Canoas e que trabalhou na Polônia e com diversos desses jogadores considera que é um time ainda novo. E quem sabe por fidalguia ou respeito ao seu colega de profissão não queira apontar o que vi. Minha percepção é de queda de rendimento físico. Kurek e Bartman estavam abaixo do que jogaram até há três semanas.

Então, o que se pode dizer é que a Polônia estourou antes e chegou em Londres em queda. Simples assim. Os russos ao contrário estão em forma e é uma equipe duríssima de ser enfrentada.

Por outro lado, parece que o presidente da Federação Búlgara tinha razão ao despedir o técnico antes dos Jogos; e Kaziyski parece não fazer falta. Os búlgaros estão jogando soltos e ainda bem, vão enfrentar a Rússia na semifinal. Que os os rússos fiquem com o pepino!

Sobre a derrota dos americanos para a Itália, mesmo tendo escrito que achava a preparação da Itália equivocada, o caminho do masculino foi totalmente diferente do feminino.

E nunca, nunca mesmo endeusei esse time americano – o assíduo leitor há de concordar comigo. Simplesmente porque sempre vi um time normal na dependência exclusiva de dois jogadores. E num dia não tão bom desses dois…

O caminho do Brasil foi facilitado até a final. Os italianos serão um páreo duríssimo não só por ter uma equipe interessante mas porque tem o Brasil engasgado em diversas derrotas em decisões nos últimos anos.

Porém, o que pesa para o lado brasileiro é o fato de não reverenciarem os italianos como fazem com os Estados Unidos. Assim, a confiança vai lá em cima.

Aposto na final Brasil e Rússia, que sempre foram apontados por mim como dois dos três favoritos.

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Comentários (2)

  • Vinícius Crevilari diz: 9 de agosto de 2012

    Acho que a derrota dos EUA foi provocada na pressão do saque italiano. Não que este tenha sido o motivo exclusivo da derrota, mas foi com certeza o principal fator e que provocou outros problemas.
    Os EUA jogam quase sempre com o passe na mão e quando a recepção não funciona, o levantador sabe que tem o Stanley ou o Anderson para desafogá-los (e o Priddy também, que fez um bom torneio olímpico).
    Mas não tem time no mundo que aguente jogar na situação que os EUA jogaram ontem – mesmo com um ponteiro como o Anderson e um cavalo na saída como o Stanley, enfrentar bloqueio duplo/triplo o tempo inteiro e a defesa italiana plantada esperando as bombas virem, cansam por melhor que seja a equipe.
    Além disso, é mais que óbvio que, dentro das limitações do levantador americano, ele não force as jogadas pelo meio com o David Lee e o Holmes (embora tenha os utilizado nos raros momentos de boas recepções), facilitando mais ainda o bloqueio adversário.
    Sobre a Polônia, ainda não consigo entender porque esta foi credenciada a ”grande favorita ao ouro”. Já até comentei aqui nesse blog sobre a campanha dos polacos na Liga Mundial, que acabou iludindo um pouco sobre o favoritismo polonês na Olimpíada.
    Digo isso porque se formos parar para pensar, quem foi a grande equipe vencida pela Polônia na Liga Mundial? Finlândia? Canadá? Brasil jogando muito mal na primeira e principalmente última fase? Bulgária no ápice da crise interna? EUA, que repito, não estavam jogando bem a Liga Mundial? Cuba talvez tenha sido uma equipe em um bom momento, mesmo perdendo a vaga para os Jogos Olímpicos… Quem mais?
    Por isso concordo com você na questão deles terem atingido o ápice físico e técnico antes do tempo. Enquanto todo mundo usou a Liga Mundial como laboratório, a Polônia estourava e garantia um título inédito e de brinde, um ilusório favoritismo a um ouro que sequer será um bronze…
    Aliás Rodrigo, você não tem também a impressão que a Polônia continua respeitando um pouco demais os adversários? Principalmente a Rússia?
    Desculpa aí o comentário longo! ;-)

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