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Caiu o último invicto

17 de dezembro de 2012 0

Os altos e baixos do jogo entre Medley e RJX são facilmente explicáveis para equipes que pouco jogaram antes da Superliga e convivem com contusões e desfalques.

Não foi um ótimo jogo, tecnicamente falando. Mas foi um grande jogo. Cheio de alternâncias, possibilidades e viradas.

No lado do RJX, que levou a virada, Theo foi o nome da partida até o quarto set. Já me preparava, mentalmente, para escrever um post elogiando a recuperação do oposto campeão mundial em 2010, que havia feito uma péssima temporada em 2011/2012 e viu Wallace tirar sua vaga em Londres.

Mas, foi só eu pensar isso para Theo desandar e não rodar mais nada ao final do quarto set, quando seu time liderava fácil para fechar o jogo, e no começo do quinto set dar a chance para o Medley virar o jogo depois de começar perdendo por 5×1.

Marcelo Fronckowiak o substituiu e Theo viu o resto do jogo do banco.

Outro que comprovou minhas teorias foi Mário Jr, defendeu muito. Porém na hora de decidir errou passes ou tomou aces quando não poderia.

Ainda sobre o RJX,  nota especial para Bruno que tem em sua característica o jogo de velocidade, Bruno distribuiu corretamente, mas não adianta ter um levantador em dia bom quando se tem Thiago Alves, Theo e Dante em dia apenas mediano.

Do lado do Medley, Rivaldo cresceu na hora H e decidiu a partida. Renato não esteve tão bem; Heller entrou e impôs sua categoria, sua experência e sua inteligência.

Pacheco soube alternar os levantadores e assim tirar de cada momento o que o time poderia. Não é isso que se espera de um técnico?

Numa determinada jogada, Bruno teve que sair de sua posição (estava na rede) para passar a bola para o outro lado quase deitado lá entre a posição 5 e a 4. O normal seria Rodriguinho chutar a bola na ponta para pegar o bloqueio do RJX aberto. Mas, quando estava com a bola na mão, percebeu o bloqueador central do RJX correndo para cobrir Bruno e soltou a bola para Gustavão matar o ponto. Perfeito. Uma jogada de grande visão periférica e inteligência do levantador campineiro.

Sobre as outras partidas da rodada, o Vôlei Futuro perdeu totalmente o rumo ao ser derrotado por 3×0 pela UFJF. Há inclusive notícias de discussão entre o levantador Ricardinho e o técnico Cézar Douglas. Com essa derrota, acho difícil o time de Araçatuba alcançar a classificação, mesmo ainda na sétima rodada.

O Móveis Kappesberg/Canoas foi a Volta Redonda e carimbou mais três pontos ao vencer o time da casa por 3×1. O time de Paulão continua fazendo o necessário para cumprir a meta estabelecida.

Já o Super Imperatriz, que havia perdido para o Volta Redonda por 3×0, recuperou um pouco do terreno ao vencer em Pindamonhangaba o Funvic/Midiafone por 3×2. Vitória importante, mas o time de Floripa terá que fazer valer o mando de quadra contra essas equipes e marcar vitórias por três pontos se quiser ainda ser postulante à vaga. O destaque do jogo foi o central Renato Felizardo.

O Vivo/Minas que tinha vencido o São Bernardo por 3×1 sucumbiu ao time do Sesi pelo mesmo placar jogando em casa. Esse é um resultado normal. E os times que enfrentarem o São Bernardo nesse momento devem aproveitar a ausência do oposto Renan que teve uma fratura na mão e ficará fora ainda por um tempo.

Foi o que fez o Sada/Cruzeiro que recebeu o time de Rubinho e não tomou conhecimento do adversário aplicando um 3×0, consolidando a vice-liderança e diminuindo a diferença para o RJX.

Aos que acompanham a Superliga nos ginásios e pelas transmissões atenção ao site da CBV porque o jogos tem sido mudados com frequência. Inclusive, o feminino e o masculino nessa semana sofreram alterações.

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