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Mau recomeço para os líderes do masculino

11 de janeiro de 2013 2

A rodada que tinha tudo para dar aos líderes da Superliga masculina a manutenção da folgada liderança trouxe uma amarga surpresa para o RJX e o Sada/Cruzeiro que agora tem aos seus calcanhares e por que não dizer, bufando em seus cangotes o Sesi e o Canoas.

Acabei por optar em ver pela TV ao jogo Sada x Medley e ao mesmo tempo pela internet o jogo Vivo/Minas x Vôlei Futuro.

Na partida acontecida em Contagem, o Sada não aproveitou o mando de quadra e levou 3×0 do time de Marcos Pacheco.

Sobre esse jogo, comecei pensando em como é bom ver um time bem treinado. Pois, a essa altura da competição já não é mais admissível perceber desentrosamentos e falhas no andamento tático.

E foi isso que vi no time do Sada. Um time extremamente entrosado e bem treinado.

Já escrevi sobre isso outras vezes, fica fácil de perceber quando um time é bem treinado. Observem aquelas situações que saem do normal – do passa, levanta, ataca, defende, levanta…aquela bola na qual alguém que não deveria ter realizado alguma ação o faz e o time sabe o que fazer a partir do inesperado.

Numa determinada jogada, no primeiro set, William demorou a infiltrar para uma bola de graça e acabou dando o primeiro toque, e o fez mais alto para que Filipe infiltrasse e fizesse o levantamento. Perfeito. Sinal de time entrosado e muito bem treinado. Mas será que isso basta ao Sada?

Eu acho que não. Algo está faltando ao atual campeão. Olho de tigre? Esta sentindo a falta do preparador físico Giovani Foppa? Só sei que nos últimos jogos do Sada não vi aquela atuação impactante de outrora.

Algo que tem chamado minha atenção é a necessidade de William forçar o jogo. E o fez no primeiro set em momentos inoportunos. “El Mago” tem muita mão. Mas, não precisa ficar forçando o jogo o tempo todo. Aquelas bolas de tempo de manchete ou acelerar com os centrais com o passe no meio na quadra por vezes aparecem em momentos nos quais deveria aproveitar a qualidade de seus levantamentos e usar a distância para deixar seus atacantes de extremidade sozinhos.

O cubano Leal deveria estar fazendo mais diferença. Mas ao contrário, Marcelo Mendez deveria apostar mais em Maurício. Ou será que os joelhos do ponteiro titular na temporada passada não suportam mais a carga?

Escrevendo assim parece que o Medley não tem méritos. Tem sim. Tem Rivaldo em grande fase. É o jogador que desequilibra. Ou melhor, equilibra o jogo. Porque Diogo e os centrais Gustavão e Purificação são jogadores medianos. Renato Pato, já escrevi, foi uma grande contratação de Marcos Pacheco.

Murilo Radke é bom levantador, mas deve ter em mente que não é um Ricardinho ou William (Carvalho ou Arjona, escolham). Quando faz o simples, o faz muito bem. Quando começa a puxar Pipe com o passe em cima da rede na quatro obriga Pacheco a sacar do banco Rodriguinho.

Mesmo que o Medley tenha feito boa partida, o 3×0 ontem soa como a derrota do Sada para o RJX no final do ano, mais má atuação dos mineiros do que outra coisa.

Já na partida jogada em Belo Horizonte, o Vivo/Minas suou para vencer o Vôlei Futuro por 3×2. A boa notícia para Horacio Dileo foi a volta, ou melhor, estreia na Superliga de Rodrigo Quiroga.

No primeiro set, Dileo colocou Samuel para jogar na ponta com Lucarelli. Mas, com a derrota no set, o treinador do Vivo/Minas foi obrigado a lançar mão do ponteiro capitão da seleção argentina.

Jogar contra o Vôlei Futuro é sempre complicado. Nunca se sabe o que vai sair das mãos de Ricardinho. Comparo o time de Araçatuba com o Sesi no feminino. São times medianos com levantadores campeões olímpicos. A diferença é que Ricardinho joga com o passe na mão.

O jogo foi equilibrado até o quinto set, quando o Vivo/Minas não tomou conhecimento do time paulista.

Que diferença faz Quiroga no time? Além de sua maior qualidade técnica, notoriamente emprega maior experiência e liderança aos seus companheiros. Apesar de seus 25 anos, o ponteiro tem rodagem e ninguém enverga a tarja de capitão de uma das oito melhores seleções do mundo à toa.

Mas tanto Quiroga quanto Filip mostram que não estão em forma. Será que haverá tempo para jogarem seu melhor?

Nos outros jogos da rodada, como citei antes o Móveis Kappesberg/Canoas, jogando em Canoas, surpreendeu o líder e sapecou um 3×0 no RJX.

O Sesi, na Vila Leopoldina venceu o Funvic/Midiafone por 3×1.

O São Bernardo, em casa e ainda sem Renan, venceu o Volta Redonda também por 3×1.

O Super Imperatriz, jogando em Florianópolis, foi surpreendido pelo até então lanterna da competição a UFJF por 3×0. Dessa forma, os pontos conquistados fora de casa contra o Vivo/Minas e o Sada/Cruzeiro deixaram de ser importantes. Agora, o time de Douglas Chiarotti se vê na obrigação de roubar pontos dos times que estão na sua frente sob pena de ver o sonho da classificação esvair-se.

Só para lembrar, hoje tem rodada do feminino com o grande confronto entre Sollys e Unilever.

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Comentários (2)

  • João Lucas diz: 12 de janeiro de 2013

    Sou mineiro e torcedor do Minas Tênis Clube, estive na arena acompanhando a partida Vivo Minas X Vôlei Futuro e vou fazer uma correção, Horacio Dileo apostou em Samuel e não em Lucas Loh como descrito no seu post.
    Falando do jogo, é impossível não notar o quanto Ricardinho sobra naquele time do Vôlei Futuro. Ao lado do líbero Polaco é o que há de melhor no time de Araçatuba. Marcelinho, que é um bom levantador parece uma tartaruga diante do jogo veloz e consistente de Ricardo. O levantador do Vôlei Futuro ainda é surpreendentemente o melhor brasileiro da posição. É superior a Marcelinho (como citado acima), Sandro, Marlon, Bruninho e até que Willian e Rapha.
    Faltam a Ricardo atacantes confiáveis, pois, Michael, Vini, Bruno Temponi, Rapha, Caio de Prá, Gui Hage e Najari são esforçados, porém, muito medianos. Fico imaginando o que faria Ricardinho atuando em bom elenco como o SESI, RJX e Cruzeiro, certamente seria um show.
    Discordo do comentário que disse quanto ao passe do Vôlei Futuro. Ricardinho nem sempre tem o passe na mão. Polaco é bom passador e nem sempre o saque é dirigido a ele, enquanto que os ponteiros têm um passe terrível. Temponi inclusive não sabe sequer receber saque de toque (essa rega horrorosa deveria ser abolida), deu dois pontos ao time mineiro por passar com dois toques. Dois pontos ficaram baratos.
    Muitos irão discordar dizendo que Ricardo não ganhou a Superliga quando tinha um bom elenco como o Vôlei Futuro da temporada passada, entretanto, muitos esquecem que o Vôlei Futuro era um amontoado de bons jogadores e não um time e apenas Lorena virava bolas e no momento mais importante que foi a final o oposto não estava em forma. Outros irão dizer que Ricardo não fez nada na sua volta à seleção e acabou perdendo a vaga ainda na Liga Mundial para Bruninho, só que Ricardo foi jogado na fogueira. Alçado como salvador da pátria esteve mal não pela falta de mão e sim pela falta de entrosamento que não era o mesmo de outrora. O que é normal, afinal foram seis anos longe daquele grupo.
    Afirmo com veemência que a volta de Ricardinho à seleção deveria ter sido em 2008 e o mesmo deveria ter disputado as Olimpíadas de Pequim. Aliás, aquela derrota na final deve ser creditada na conta de Bernardinho, pois, perdeu por teimosia e não quis abrir o jogo e conversar com Ricardo.
    Não é garantido que com Ricardo em quadra o time sairia dourado, mas, certamente a derrota teria saída mais caro. Lembro-me que quando começou o jogo todos brasileiros sabiam que o Brasil perderia e ficaria com a medalha de prata.
    Enfim, Ricardo Garcia, é lenda e suas gloriosas partidas, inclusive pela seleção, ficarão para sempre em nosso imaginário.

  • Renato diz: 13 de janeiro de 2013

    Ricardo trabalha sim com passe passe na mão, é claro vendo os jogos e também para as estatísticas. De fato o passe pior é do RJX….sem mencionar o libero reserva de Mario J. que é uma vergonha para os olhos.

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