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RJX sai na frente diante de um Vivo/Minas muito forte

23 de março de 2013 10

Foi um jogo digno de uma final, não de semi. Com todos elementos importantes. Jogadores decisivos decidindo, técnicos atuando e viradas de placar.

Pelo Vivo/Minas, atuações impactantes não só de Lucarelli, como esperado e de Quiroga, mas principalmente de Marcelinho. Como jogou bola Marcelinho.

Eu discordo um pouco de quem diz e disse que Filip foi o melhor em quadra. Na minha opinião, não adianta o jogador marcar quarenta pontos mas os decisivos ele errar. E foi mais ou menos isso que aconteceu com o tcheco no jogo de hoje. Tivesse ele feito uma parte final de primeiro set melhor, o jogo teria sido 3×0 para o Minas. Quando Filip parou de rodar bola no momento em que o Minas liderava o primeiro set, como naquele momento a recepção não estava boa, Quiroga ficou marcado e a solução de jogar com o oposto foi a única saída para Marcelinho. O tcheco não rodou e os cariocas viraram o set.

Nas duas parciais seguintes, com a recepção de saque equilibrada e Marcelinho distribruindo o jogo de maneira muito inteligente, o Minas abriu e ficava evidente no rosto dos jogadores do RJX a preocupação com a forma consistente do time de Horácio Dileo atuar.

Entretanto, ao final do terceiro set, Marcelo Fronckowiak tomou a decisão que mudaria o rumo da partida: tirar Theo e colocar Da Silva.

Eu havia escrito que se o saque do Vivo/Minas entrasse, não acreditava em Thiago Alves e Theo como solução. Marcelo percebeu que Theo não estava resolvendo e Da Silva equilibrou as ações. Com um oposto rodando bolas, o RJX teve tranquilidade para no quarto set voltar para o jogo e vencer a partida com o que tem de melhor: Lucão.

Mesmo assim o Viva Vôlei deveria ser entregue a Marcelo Fronckowiak, que além dessa troca decisiva mostrou muito conhecimento do time do Minas e principalmente de seu ex-pupilo Filip. Mesmo abrindo duas paralelas para Filip o tcheco não consegue atacar reto. O ataque do oposto do time mineiro é da 6 para a chamada 9 (aquela posição inicial de defesa do levantador).

E é bem polpudo o fichário de Marcelo sobre o time do Minas.

Do lado mineiro, gostei de perceber que Dileo conseguiu fazer os centrais jogarem esperando. Poucas vezes queimaram e quando o fizeram foi no tempo certo.

Da mesma forma que o RJX está preparado, o Minas foi montadinho. Não contava com a troca. A troca mudou a marcação. Não deu tempo para readaptar.

Mas foi um 3×2 muito bem jogado. Uma disputa ainda aberta.

Para finalizar, não poderia deixar de comentar o absurdo de premiarem árbitros que cometem erros incríveis e continuam trabalhando, rodada após rodada e não estou falando de Jediel.

E como não poderia deixar de ser, queria que alguém me explicasse o que foi aquele comentário do Tande sobre o estilo de ataque de Quiroga…salto carpado? Isso é voleibol Tande!

E mais, Rodrigo Quiroga é sobrinho do Quiroga oposto da seleção argentina dos anos 80, não filho. O Conte é filho, o Uriarte também é filho, o Martin Weber é filho do Javier. Mas o Rodrigo é SOBRINHO.

Mas, vamos combinar, foi no mínimo divertido ouvir esses comentários de um dos maiores ponteiros da história do voleibol brasileiro, que como comentarista é um dos maiores ponteiros da história do voleibol brasileiro.

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Comentários (10)

  • Joel diz: 23 de março de 2013

    E o ataque do Lucarelli, no final do 1º set, pegou no dedo do Thiago Alves, mas a Globo não repetiu (apenas uma vez). Seria 24 x 24.

  • Paulo diz: 23 de março de 2013

    Excelente visão do jogo. E ficou mesmo com a sensação de final antecipada. Fiquei com duas sensações ao final do jogo:
    1 – Bruninho é no máximo um levantador esforçado, olhe que isso pra mim é menos que regular. O Marcelinho é nosso melhor armador jogando no Brasil, no momento, aliás, desde o ano passado.
    2 – O sentimento que tive foi o mesmo da final olímpica entre Brasil e Rússia. O jogo estava na mão do Minas, assim como esteve na mão do Brasil, mas uma mudança feita pelo técnico mudou o panorama do jogo.

  • Bento diz: 24 de março de 2013

    Discordo. Marcelinho esta jogando uma boa temporado ao 38 anos! Bruno tem 26 é um GRANDE levantador SIM!

  • Samantha diz: 24 de março de 2013

    Adorei o jogo, as duas equipes estavam com vontade de vencer e correndo atras para isso…concordo que o Filip deveria ter virado as bolas no 1º set quando era necessário mas acredito que foi umbom jogo para ele, vi em vários sites as pessoas criticando o Lucarelli dizendo que foi muito elogiado e pouco fez, discordo pois ele defendeu várias bolas no fundo e fez um saque forçado alguns não entraram como o do Lucão mas vários fizeram a diferença. e quanto ao trabalho dos levantadores ambos estavam bons, mas queria entender a rixa q várias pessoas tem com o trabalho do Bruninho, acho que pela idade ele levanta bem e ousa em algumas ocasiões como tb bloqueia, ele é filho do treinador da seleção mas isso não impede de ter um bom trabalho.
    Ps.: agradeço o bom trabalho no blog, um dos poucos o q fala coerente sobre o assunto.

  • Franciele diz: 24 de março de 2013

    Poderia publicar minha história de paixão?

    No ano de 2000 eu vivia o auge dos meus 13 aninhos, não conhecia muito de vôlei, afinal de contas o Brasil é o pais do futebol e para quem mora no interior do Nordeste essa premissa ainda se faz mais verdadeira, uma vez que, essa é a única opção, pelo menos no meu tempo. Em 1999 conheci de fato este esporte, a pessoa a apresentar esse linda modalidade foi a minha tia, que assistia naquela época algumas partidas de vôlei da seleção masculina, isso, quando a globo decidia fazer o favor de transmite as partidas .

    Sou muito grata a minha tia, afinal de contas ela me apresentou e fez, com sua paixão contagiante pelo esporte, torna-me tão apaixonada quanto ela. No ano de 2000, eu conheci a Superliga, a cada partida assistida meu amor ia aumentando. Meu time, bom eu não tinha um time, mas a minha tia tinha uma equipe que era apaixonada, um tal de Minas, que dizia ser o melhor time do mundo. Bom, pra mim, depois de uma temporada de competição ficou provado que o Minas era ó time, e sim o melhor do mundo.

    Vencemos aquela superliga de 1999/2000 e mais a de 2000/2001, 2001/2002 e 2006/2007. Minha paixão aumentava a cada partida, a cada ano de emoção. Que lindo que é o esporte, e como ele tem o poder de nos fazer acreditar sempre na vitória, em admirar a técnica. Tornaria a partir de 2000 uma fã louca e frustrada. Sim, muito frustrada.

    Qualquer fã quer ver seu ídolo de perto, quer ver uma partida gritando e incentivando a equipe. Ué, eu também queria sentir esse prazer de ver uma final de superlia, ou uma partida da Liga mundial. Mas essa vontade louca, não seria possível, e ainda não é, e isso é o mais chato da história.

    Moro no Nordeste, no interior do Nordeste, um lugar “perto de Salvador,” as condições monetárias por aqui não são de pobreza, mas não dá também pra visitar a capital mineira e assistir a uma partida de vôlei, tendo que bancar passagem, hospedagem e alimentação. Enfim, não posso ainda ver os meus ídolos, não posso ainda sentir essa emoção que minhas amigas mineiras e cariocas esperam tanto em épocas de competição, cá pra nós como é bonito ver um ginásio lotado com fãs loucamente apaixonados pelo time, gritando, incentivando a todo o momento o time. Eu só sei disso pela TV.

    As vezes acho que deveria me conformar, afinal de contas em meu estado não tem nenhuma equipe de vôlei. Mas não me conformo, porque isso é triste. Porque vôlei de auto rendimento não deveria ser restrito como privilégio de uma parte da população, essa localizada na região, sudeste e centro-oeste. Porque só tem acesso ao vôlei pessoas que moram nestas regiões. (exceto algumas exceções).

    No dia 22/11 de 2012 o jornal folha de São Paulo publicou em seu site uma reportagem com o título: “Confederação de vôlei quer implantar Superliga itinerante” a matéria dava destaque para a falta de times do Nordeste na maior competição da modalidade no pais. Até coisa normal. No entanto, algo chamava minha atenção, uma declaração do Senhor presidente da federação internacional dizia:
    “Para evitar que apenas duas regiões abriguem jogos do torneio, a entidade pretende implantar uma Superliga itinerante. Para popularizar ainda mais o vôlei, vamos viajar pelo Brasil. É preciso pensar não só no lado esportivo, mas também do marketing. Muitas empresas querem expor suas marcas em novos mercados O Estado que quiser um jogo da Superliga só precisa nos ligar que vamos levar”.

    Ual, viva ao Ary, viva a CBV. Tá bom, isso ainda não aconteceu e não será nessa temporada que vou assistir a uma partida do Minas, para minha tristeza passarei mais uma temporada e continuarei frustrada por não ver meus ídolos, por não acompanhar uma partida..

    O que quero dizer com esse texto, falando da minha paixão e do meu amor pelo Minas, que hoje divide o meu coração com o time do Sada/Cruzeiro a quem admiro muito. É que, além da torcida mineira, carioca, paulista, existe um monte de outras torcidas. Torcedores que não tem condições pra viajar, torcedores apaixonados que querem ver seus times de perto, que querem torcer, ver um jogo em seu estado. E isso deveria ser garantido pela confederação, afinal de contas somos um só país, mas no vôlei, parece que Brasil é igual a Rio, São Paulo e Minas.

  • Leonardo diz: 25 de março de 2013

    O que adianta um cara marcar 26 pontos num jogo de quase 3 horas de duração e num tie-break, com um placar de 13×14, por tudo a perder com uma erro infantil pondo um saque meia-bomba no meio rede?
    É o cúmulo do nadar, nadar e morrer na praia…
    Não sei se a culpa foi do técnico EDUARDO DILEO ou do oposto FILIP, ou se foi dos dois… Só sei que esse erro pôs todo o esforço do VIVO/MINAS nesse jogo a perder, podendo até mesmo custar a classificação à final.
    Esse erro de saque meia-bomba evitou que:
    1. Desse a oportunidade de a recepção do RJX falhar;
    2. o levantamento do RJX pudesse ser ruim;
    3. o ataque do RJX pudesse errar;
    4. o bloqueio do VIVO/MINAS pudesse atuar;
    5. a defesa do VIVO/MINAS pudesse trabalhar.
    O VIVO/MINAS tem excelentes bloqueio e defesa, com esse erro de saque desnecessário Filip não deu a chance de que o RJX cometesse erros e não valorizou o excelente trabalho de bloqueio e defesa que sua equipe vinha fazendo na partida.
    Enfim, uma forma lamentável de terminar um jogo tão disputado.
    Nessas horas o técnico tem a obrigação de intervir e optar por um saque mais tático, de preferência, fora do líbero e em cima do atacante que estiver na rede para tornar seu ataque mais lento.
    É receita de bolo? Sim, é… Mas pelo menos dá a chance de a equipe adversária cometer algum erro e do bloqueio e defesa de sua equipe poderem trabalhar.

  • Leonardo diz: 25 de março de 2013

    Acredito que o VIVO/MINAS vença a semi-final contra o RJX, o ponto forte do RJX é o grande entrosamento entre Bruninho e Lucão, mas considero que, no conjunto, o VIVO/MINAS seja melhor, principalmente em relação aos ponteiros. Os trio de ponteiros Lucarelli, Quiroga e Filip é melhor que Thiago Alves, Dante e Theo(ou da Silva).
    O líbero Lukinha também está numa melhor fase que o Mário Jr, nessa primeira partida de semifinal Lukinha foi um dos maiores destaques em quadra tanto no passe qto na defesa, ao lado de Lucarelli que tbém defendeu muito.
    Marcelinho tem feito uma excelente superliga assim como o Bruninho, a diferença entre eles está principalmente na rodagem, já que Marcelinho é macaco-velho e tem muito mais experiência e malandragem que o Bruninho.
    A dupla de centrais Henrique e Maurício mescla experiência e juventude, sendo Henrique melhor no ataque e Maurício melhor no bloqueio.
    Riad é um bom central, mas Lucão é o craque do RJX.
    Contudo, o diferencial do RJX encontra-se mesmo no que Lucão e Bruninho podem aprontar numa partida mesmo sem passe A.

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