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Vivo/Minas venceu ou RJX perdeu?

31 de março de 2013 6

De certa forma, o sotaque da transmissão do jogo ontem deixou a impressão aos incautos que o resultado da partida, 3×0 para o Vivo/Minas, passou por uma péssima atuação do time carioca. Será…?

Antes de qualquer análise mais aprofundada, o blogueiro que vos escreve há muito canta a pedra de que o time do Minas vem realizando grande trabalho e está em crescimento.

Pois, vamos analisar a questão: no primeiro set, desde o início, o saque do time mineiro estava muito bem colocado, nem todos forçando, tirando o passe da mão de Bruno e forçando-o a jogar longo.

O que acontece com o time do RJX quando não conseque jogar pelo meio?

Simples, nessa temporada pelo menos, nenhum de seus atacantes de extremidade teve desempenho como de Wallace ontem contra o Sesi, por exemplo, de colocar no chão 18 bolas de 23. O normal é Theo, Dante e Thiago Alves terem no máximo desempenho em torno de 50%. O que não é ruim. Lucarelli ontem teve esse desempenho.

Mas, se um dos três atingir esse desempenho e o adversário controlar os outros e contra-atacar com eficácia, ainda mais mantendo o jogo longe de Lucão, o resultado poderá ser um 3×0 diante do RJX.

E foi isso que Horacio Dileo conseguiu que seus comandados realizassem com perfeição ontem. A partir de saques taticamente muito bem colocados, além de Lucarelli, Filip e Henrique poderem forçar e seus saques entrarem na hora certa, o time mineiro neutralizou o forte do jogo do RJX.

Mais uma vez vou escrever sobre Bruno, é um fenomenal levantador de bolas de velocidade pelo meio, mas que não tem tanta mão para bolas longas. Ontem cometeu diversos erros quando forçado a jogar longo. Bruno confia demais na sua visão periférica e acelera muito bem pelo meio. Mas, para jogar longo, com distância, precisa ter mais mão e suas bolas perdem qualidade, até por isso cai o desempenho dos atacantes de extremidades, porque as bolas sem o passe na mão não tem a mesma precisão.

Ainda considero Lucão o melhor jogador do campeonato, mas, “O” grande jogador também precisa saber superar momentos ruins durante a partida. Se não está atacando, precisa bloquear e sacar.

Individualmente, do lado do Vivo/Minas, Lucarelli foi brilhante, sempre decisivo nos momentos decisivos.

Além disso, no segundo set salvou a pele de Filip que ao errar quatro ataques consecutivos permitiu uma virada no placar do time carioca na parte final do set. Mas então, o garoto foi para o saque e numa grande sequência recolocou os mineiros à frente.

Outro com grande atuação e que destaquei no post feito essa semana sobre os veteranos foi Henrique. Com dois pontos de saque e três de bloqueio além de sempre contagiar o time com sua garra e seu notório amor pela camisa do Minas, como escrevi naquele post Henrique parece um garoto.

Outro que apareceu muito bem foi Rodrigo Quiroga. Tecnicamente um jogador espetacular. Num determinado rally, atacou três bolas, a primeira, com o corpo virado para diagonal atacou meia força para paralela – a bola voltou de graça; a segunda bola trabalhou com categoria também e a bola voltou de novo; na terceira uma maravilhosa meia-força para pequena diagonal vazia.

Escrevi há pouco tempo sobre isso e Dileo concordou comigo, Quiroga ainda precisa limpar seu jogo, é capaz de bolas como essa supracitada e bolas como aquele contra-ataque para fechar o segundo set com a paralela aberta colocar uns dois metros para fora da quadra.

Mesmo assim, a dupla Quiroga/Lucarelli é uma baita dupla de ponteiros.

Sobre Marcelinho, parece incrível que depois da grande atuação de sábado passado, ele não tenha treinado nenhum dia durante toda a semana com dores no joelho e mesmo assim tenha encontrado forças para jogar como jogou ontem.

Numa visão do todo, parece-me que o time mineiro está em viés de alta e o carioca de baixa. Não vejo muito favoritismo para essa terceira partida, mas mantenho meu palpite lá de antes da semifinal e que na época fui, quem sabe, o único com coragem de fazê-lo: Vivo/Minas na final.

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Comentários (6)

  • mateus diz: 31 de março de 2013

    Tô contigo. Odeio Bernardinho e Bruninho. É muita babação de ovo da mídia. Quero ver Bernardinho ganhar coma entrada da eletrônica (discussão de ponto) que nem no tênis. É o cara mais beneficiado da história do volei feminino no Brasil.

  • Mônica diz: 31 de março de 2013

    Concordo com a sua análise. Sou paulistana, mas torço pro RJX ganhar a Superliga, pois sou fã do Dante.

  • Guga diz: 31 de março de 2013

    Fico me perguntando o que aconteceu com o Theo? A cada dia que passa a decadência aumentar, o cara que tinha um futuro na Selecao, mesmo que seja banco pro Vissoto ou Wallace, nao pode acontecer o que ta acotencendo, ser Oposto da Selecao e jogar desse jeito, e nao eh de agora, desde a temporada passada que ele esta assim, desmotivado.

  • Patrícia diz: 31 de março de 2013

    Rodrigo, achei muito estranha a forma como o RJX jogou ontem. Os jogadores estavam sem garra, cabisbaixos, pareciam sem motivação. Você acha que a notícia de o time pode acabar chegou ao ouvidos jogadores? Como jogar concentrado sabendo que pode perder o emprego?
    Essa notícia saiu no yahoo/Esporte Interativo e o Radamés Lattari disse em seu blog que um grande time além do Campinas pode fechar as portas depois da Superliga.

  • Vinícius diz: 31 de março de 2013

    Bacana você ter citado os três ataques do Quiroga, porque para mim, aquela foi O lance do jogo…

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