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O que levará o Vivo/Minas à Final

04 de abril de 2013 2

Eu sei que a aposta é grande.

Mas, minha aposta não é de agora. Antes das quartas de final, apostei na classificação do Vivo/Minas sobre o Medley e apostei na vitória do time mineiro sobre o RJX antes.

Fui corajoso, é verdade. Posso errar agora? Posso.

Confesso que antes, junto com a análise crítica do momento técnico, tático e físico, acrescentei um feeling…um sentimento que o time mineiro faria o que poucos conseguiram nessa competição.

Logicamente que para vencer o RJX mais do que uma vez, é preciso muito além de concentração. Entretanto, o time do meu querido e competentíssimo Marcelo Fronckowiak está longe de ser imbatível, como de certa forma ficou-se com a impressão durante a temporada.

Foram apenas quatro derrotas:

- 3×2 para o Medley em Campinas no dia 15 de dezembro.

- 3×0 para o Móveis Kappesberg/Canoas no dia 10 de janeiro.

- 3×2 para o Sesi no dia 26 de janeiro.

- 3×2 para o Sada/Cruzeiro no dia 23 de fevereiro.

Além dessas, claro, a derrota para o Vivo/Minas, no último sábado.

Porém, o time carioca escapou diversas vezes de perder. Poderia e deveria ter perdido para o Sada no dia 22 de dezembro, quando o time mineiro fez uma péssima partida de saque. Outra partida que o RJX deveria ter perdido foi aqui em Florianópolis contra o Super Imperatriz que fez, quem sabe sua melhor partida na temporada,  e na bacia das almas, os cariocas venceram.

Porém, a mais marcante vitória que deveria ser derrota, foi a primeira partida da semifinal quando, por um descuido do Vivo/Minas que liderava o primeiro set permitiu não só que Lucão encaixasse uma sequência de saques, como Filip saísse do ar por alguns instantes e o set escorresse pelas mãos fazendo com que um 3×0 para o Minas virasse um 3×2 contra.

O momento é mineiro. O momento técnico e físico.

Psicologicamente, se Horacio Dileo conseguir fazer com que seus jogadores entendam que a responsabilidade continua do lado carioca e que eles consigam divertir-se com o jogo tático aplicado até agora que neutralizou tão bem o forte do time de Fronckowiak, não vejo como haver mais de quatro sets amanhã.

Taticamente, para o time de Marcelo Fronckowiak, pelo que ele tem na mão, a única saída é forçar o saque, e muito. Se não tirar o passe da mão de Marcelinho e a virada de bola do Minas continuar funcionando, vai permitir que ao contrário, o saque do Minas incomode, mesmo com os sacadores que não forçam e o melhor volume de jogo do time de Dileo proporcione os contra-ataques que lhe darão a vitória.

Gostaria de ressaltar aos extremistas que, quem sabe seja um erro meu, pois escrevo sempre da mesma forma, por isso provoco reações iguais:

Eu nunca escrevi que considero Bruno um péssimo levantador. Até porque, nenhum time se torna quatro vezes campeão da Superliga com um péssimo levantador.

Vou escrever de forma diferente para ver se finalmente serei entendido.

Bruno é um fantástico levantador de bolas de velocidade pelo meio. Mas que sente dificuldades nas bolas longas. Por isso, quando o passe não sai, o rendimento de seus times cai.

Porém, já vi grandes atuações dele e já escrevi sobre isso na Liga Mundial do ano passado, quando joga concentrado consegue acertar as bolas.

O time do RJX é muito forte. Pode vencer sim. Dante, Lucão, Thiago Alves, Riad e Bruno tem bola e experiência para decidirem a parada. Mas o viés do time carioca é de baixa; o do mineiro é de alta.

Assim, minha aposta está mantida. Final mineira no Maracanãzinho.

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Comentários (2)

  • Andrews diz: 6 de abril de 2013

    É,sua torcida contra os time carioca não deu certo. Fica pra próxima…

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