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As três semanas que podem ter mudado o rumo da Superliga Feminina 2012/2013

05 de abril de 2013 9

Quando fiquei sabendo que entre as semifinais e a grande final da Superliga haveria três semanas de intervalo, meu primeiro pensamento foi de empobrecimento da competição, pois, os times que enfim vinham adquirindo ritmo de jogo e polindo sua preparação para atingirem o ápice para o confronto final…tiveram que encarar o anticlímax.

E o maior beneficiado, nesse caso, Bernardinho, acabou declarando que não concorda com tamanho intervalo.

Se a competição não tivesse parado, pela forma com a qual o time do Sollys/Osasco vinha crescendo seria um massacre. O que o intervalo deu foi a chance de não só o time de Luizomar perder o ritmo e o foco, como o time de Bernardinho ter tempo para estudar formas de neutralizar a superioridade incontestável do time paulista.

E o próprio Bernardo concorda com isso quando declarou que espera não ser atropelado, prolongar o jogo ao máximo e enxerga aí a sua chance.

Time por time, individualmente não dá para comparar.

Fofão, é claro, já foi muito melhor do que Fabíola. E o verbo usado está no tempo correto: foi, não é mais.

As ponteiras, Jaqueline e Fernanda Garay são hoje muito mais consistentes que Gabriela Guimarães e Natália, mesmo que Gabriela esteja muito bem. Se Natália jogasse o que já jogou equilibraria um pouco as coisas, como está abaixo, Jaqueline e Garay são uma dupla de ponteiras muito acima.

Sobre as centrais, Juciely vem jogando bem e Valeskinha ainda dá conta do recado. Mas, quem no mundo hoje é melhor central do que Thaísa? E Adenízia compõe com Thaísa a melhor dupla de centrais de todos os times da Superliga.

Sempre afirmei que prefiro Camila Brait do que Fabizinha. A jogadora carioca é grande defensora e de bolas espetaculares. Camila é excepcional passadora e defende também muito bem – é mais completa.

Deixei por último Sheilla e Sarah Pavan porque também não há comparação entre as duas. Para começar a experiência, a técnica, a categoria: coloque ambas na posição um, jogue uma bola meio torta para fazerem um passe de machete e vejam o que acontecerá. A bola da canadense irá para a arquibancada, a bola de Sheilla será passada na mão. E não estou nem falando de ataque. Sheila decide nas horas certas. Sarah ainda não vi decidir jogos finais.

O fato da dona CBV ter feito uma Superliga Feminina toda sabendo que na verdade o campeonato seria de duas equipes, e é isso mesmo: no feminino todos sabíamos que o campeonato seria de duas equipes e dessa forma o ideal não seria uma final de jogo único.

Num campeonato no qual duas equipes são notoriamente superiores o ideal teria sido uma final em melhor de três jogos, pelo menos. Pois assim o público, patrocinadores e os próprios times estariam mais tempo envolvidos com esse grande confronto.

De todo modo, com a superioridade supracitada um confronto realizado há duas semanas ou uma série de jogos teriam feito do Sollys campeão de forma arrasadora.

Mesmo que eu ainda aposte no Sollys como favorito, esse intervalo e o jogo único dão abertura ao Unilever.

Ainda assim, minha aposta é um jogo não maior do que quatro sets a favor do Sollys.

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Comentários (9)

  • Guga diz: 5 de abril de 2013

    Rodrigao, nao entendo o pq vc as vezes fica cego e esquece de ser parcial… Falar que Brait eh melhor q a Fabi??
    Qual critério o sr usou? pq eh muito mais facil ser otima passadora ao lado da Jaqueline e Garay que foi eleita o melhor passe de Londres, quero ver ela ser Otima ao lado de Regis, Natalia e Gabi…

  • Joel diz: 5 de abril de 2013

    Sou fã da Fabizinha, grande guerreira, desde que era infanto, mas concordo com o Rodrigo: a Camila faz parecer tão fácil passar, tão natural, enquanto a Fabi demonstra esforço. Acredito que isto é um diferencial. E, na defesa, não vejo grande diferença entre as duas (a estatística da CBV coloca a Camila entre as dez e a Fabi não, mas não serve como algo definitivo).

  • eduardo araujo diz: 5 de abril de 2013

    Guga desculpa, mas não entendi, a fabi jogou com essa mesma linha de passe nas olimpiadas , a diferença era que a garay e a jaque muitas vezes cobriam a fabi no passa, ja no sollys a jaque e a brait cobrem muitas vezes a garay, ja que a mesma disse que entre as 3 ela é oq tem o pior passe, um fato que mostra bem isso é que a garay é a mais caçada na recepção do sollys.
    Agora na defesa as duas são muito boas.

    Por causa dessa parada nao vejo o sollys como favorito e espero que não seja um jogo feio cheio de erros como foi o primeiro confronto

  • Ana Laura diz: 6 de abril de 2013

    Camila Brait não é melhor que Fabi . Fofão apesar da idade é muito melhor que a inconstante Fabíola. Agora,é aquele lance,cada um torce para quem quer e vê aquilo que que é melhor para si. Concordo que no geral ´Sollys é favorito,se vencer não terá feito mais que a obrigação. Se for derrotado,coisa que eu acho muito difícil,será execrado pela “crítica especiliazada”.Entre aspas, mesmo…

  • cruzeiro diz: 10 de maio de 2013

    Sou cruzeirense, portanto não torço para unilever tampouco para sollys, minha simpatia é pelos times mineiros. Não dá para entender quem considera a Brait melhor que a Fabi. A estatística da recepção da Brait é melhor porque ela tem menos trabalho no Sollys, pois a Jaque e Fê são ótimas passadoras. Já a Fabizinha tem que se desdobrar para cobrir Natália, Gabi, Regis etc. Sem contar as defesas espetaculares que ela faz nos momentos decisivos. Alíás, nesses momentos é que se conhece um verdadeiro campeão. Abrs.

  • Cruzeiro diz: 7 de junho de 2013

    Caro Rodrigo,
    Não pretendia retornar ao assunto, mas assistindo os jogos do torneio de Montreux, mesmo com a máxima de boa vontade com a minha conterrânea, não dá para compará-la com a Fabi. Até o nível da recepção da camila (vide o jogo com as chinesas) estava baixo. É preocupante se a sucessora da fabizinha é a brait.
    Abraços.

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