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As três semanas que mudaram o rumo da Superliga

07 de abril de 2013 11

Não foi à toa que escrevi isso no título do post pré-jogo – que as três semanas de intervalo poderiam ter mudado o rumo da Superliga porque teriam dado tempo a Bernardinho de preparar seu time adequadamente.

Em entrevista ao Esporte Interativo, antes da final, Bernardo disse isso, que via o franco favoritismo do Sollys, que esperava não ser atropelado, queria prolongar o jogo e reclamou das três semanas. Mas sabia que usaria isso a seu favor.

Primeiro para colocar em forma duas jogadoras importantes: Natália e Fofão. Fofão quase não suportou. Natália entrou em forma, jogou o que não jogou a Superliga inteira – deu na bola.

Depois, Bernardo teve tempo para estudar a fundo o time de Luizomar. Sabendo de sua inferioridade técnica fica mais fácil de se superar as dificuldades.

Do lado paulista, a parada só foi prejudicial. O time voava há três semanas. Estava inteirinho, redondo.

Até o final do segundo set tudo como estava escrito, Sollys sacando certo, Unilever sofrendo na recepção e por conseguinte na virada de bola. Com o 2×0 a favor, quem sabe, o time do Sollys relaxou? Pode ser, pois o nível de saque caiu. Quando caiu o nível de saque cresceu o jogo de Fofão, Natália e até Sarah Pavan. A canadense jogava até o segundo set com o braço encolhido.

Trabalhei por quatro anos com um técnico carioca, Marcello Bencardino, que dizia que da auto-confiança para o desespero a distância é um milímetro (não era bem essa expressão de medida que usava, coisa de carioca).

E foi isso que aconteceu. Da auto-confiança, para um time desencontrado, foi rápido. O saque do Unilever começou a entrar, a marcação de block contra uma virada de bola oriunda de distribuição equivocada…deu para tirar pouco do time de Osasco nos três sets seguintes.

Por outro lado, basta ver a premiação individual para perceber a força do time do Sollys.

Todo o mérito do título do time do Unilever deve ser dado ao jogo coletivo. Fruto do trabalho da comissão técnica. Quando se vence um adversário superior, o coletivo foi maior. O trabalho foi melhor realizado.

Parabéns ao time do Unilever, oito vezes campeão da Superliga. E aqui uma ressalva. Na transmissão parece que o Rio é oito vezes campeão. Não. O projeto Rexona/Unilever que começou em Curitiba é que é oito vezes campeão.

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Comentários (11)

  • Tadeu diz: 7 de abril de 2013

    O jogo de hoje confirma meus arrepios quando falam em Luizomar na seleção. Demorou horrores a mexer no 4 set e tentar algo novo. Quando fez, era no meio do tie break. Medo.
    Garay foi pega por ma armadilha e faltou orientacao pra dar uma mãozinha pra ela. Ela errou, é jogadora de seleção, mas o “professor” tinha que dar uma clareada no jogo pra ela, ou mexer alguma coisa. As levantadoras do Sollys também não colaboraram. A quantidade de “noooooossa” qdo as jacas saíam, nos comentários da nossa turma foi alta. E, assim, os protetores de antebraço com o nome das jogadoras… Por favor, né…

  • Guga diz: 7 de abril de 2013

    Rodrigao, nao entendi pq vc fala como se só o Rio tivesse ganho esse tempo no intervalo para estudar o adversario, o Osasco por acaso nao teve o mesmo tempo?? acredito que seja isso q o amigo acima tenha falado q vc quis desmerecer..

  • Emanuella diz: 7 de abril de 2013

    gostei do Post, acho que isso que vimos hoje foi a verdadeira amarelada. o time do Sollys que pulava tanto, que gritava tanto e sorria tanto, simplesmente desapareceu. Fabi que você não gosta e sempre critica jogou muito e acho que foi muito importante no jogo de hoje.Ela é uma das responsáveis pela vitória hoje.
    Muito feliz pela Natalia, tão massacrada por todo mundo. Conseguiu voltar a jogar em alto nível. E a fofão vitima do deboche de um certo jogador na internet conseguiu levar o time ao titulo.
    Imagino o quanto amarga não foi a derrota para o Sollys. Morri de pena da Fabiola, triste demais o choro dela. Enquanto a Jaque pagava de Miss dando tchauzinho pós derrota, o choro da Fabiola deu nó na garganta.

  • Rubia Capretti diz: 8 de abril de 2013

    A Fabíola chorou pq sabia que boa parte da culpa da derrota era dela. Não entendo pq uma levantadora tão pouco criativa leva o prêmio de melhor. Jogou com os maravilhosos passes e defesas da Brait e com duas primorosas meios de rede e insiste em jogar para as pontas. No feminimo temos poucas levantadoras de talento e nenhuma com coragem de surpreender como no masculino (Sandro, Willian, Marcelinho, Bruno). Achei que a Fernandinha surpreenderia e se machucou na temporada. E a Juliana (Praia Clube) para mim, foi a melhor… paciência… não sei se a premiação é com base em números… mas ainda duvido que talento para destaque dependa de números…

  • Eduardo Araujo diz: 9 de abril de 2013

    Olá é muito fácil procurar um culpado na derrota, mas fato é que o Unilever foi mais competente e ganhou.
    O Sollys deixou o Unilever ressurgir das cinzas e pagou o preço por isso.
    Como disse a Brait, não da para explicar o jogo estava na mão, palavras dela, eu também achei que seria um atropelamento principalmente depois do final do segundo set, quando mostraram as caras das jogadoras do Unilever, era a cara da derrota.
    Falam que o bernadinho achou o ponto fraco da Garay, desculpa pra quem assistia os jogos dos Sollys não é novidade que ela era a pior passadora do Sollys, oq eu não entendi, o pq a Brait ou a Jaque não tiraram ela do passe como fizeram em outros jogos, não acho que fazendo aquela substituição de colocar a Gabi no lugar dela fosse ajudar, eu fiquei sem entender mesmo.
    Mérito do Bernado foi ajustar a defesa do Unilever, pra mim foi a defesa que ganhou o jogo, em um determinado momento do jogo o time do Unilever pegava todas as bolas, muitos reclamaram da Fabíola, o Sollys nem ficou em tantos bloqueios, o problema era que as atacantes não estavam conseguindo colocar a bola no chão.
    Uma das grandes responsáveis por isso foi a Fabi, eu acho a Brait melhor tanto que ganhou o troféu na posição, mas a Fabi tem estrela em finais, jogou como um tigre e pra mim foi a melhor jogadora.
    Embora o ataque do Sollys fosse melhor que o ataque da Unilever, a defesa do Sollys é inferior, uma vez que quando as jogadoras do Unilever defendiam a bola a mesma sobrava no meio da quadra, já o Sollys sempre que tocava na bola a mesma ia parar longe.
    Agora uma coisa que eu não entendo, oq vcs acham daquela eleição que teve no site voleibol.it ou algo assim? que elegeu o Bernardo o melhor técnico, sheilla a melhor oposto e o bruno o melhor levantador?
    Vcs concordam com essa eleição? pq nessa mesma eleição a fabiola ficou em 4 lugar nas levantadoras, em uma eleição italiana, e isso que eu acho sacanagem, o Sollys perde uma final e os tubarões de plantão já começam a criticar a jogadora.

  • Eduardo Araujo diz: 9 de abril de 2013

    segue os números da final.

    Público: 9.397

    Duração da final: 2h11

    Maiores pontuadoras: Sarah Pavan e Natália – 22 pontos

    Unilever: Fofão (1 ponto), Sarah (22), Natália (22), Gabi (7), Valeskinha (9) e Juciely (16).

    Sollys/Nestlé: Fabíola (5), Sheilla (17), Fernanda Garay (15), Jaqueline (13), Adenízia (12), Thaisa (14), Gabi (1), Ivna (1)

    Pontos de ataque: Unilever (60) / Sollys (57)

    Pontos de saque: Unilever (3) / Sollys (6)

    Pontos de bloqueio: Unilever (14) / Sollys (15)

    Pontos em erros do adversário: Unilever (29) / Sollys (16)

    Defesas perfeitas: Fabi (25) / Fofão (19) / Camila Brait (16) / Fabíola (15)

  • Paulo diz: 9 de abril de 2013

    Também acho que um campeonato como a nossa SL não pode ser decidido em jogo único. É realmente lastimável. Sobre o jogo em si acredito que o Sollys perdeu por três motivos: 1 – acharam que levariam fácil o jogo após o excelente 2º set, baixaram a guarda se desconcentraram, apagaram e amarelaram no restante do jogo. 2 – Bernadinho no banco do adversário. 3 – Luizomar não soube consertar o time. Não entendi a insistência na Garay no 4º set já que ela está visivelmente nocauteada.

    Enfim concordo que o Sollys tinha o melhor time, mas nem sempre o melhor vence. Acho que essa imprevisibilidade é o que dá tesão em esportes como o volei.

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