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CBV convidou Volta Redonda a não jogar a SL caso não pague o que deve

01 de julho de 2013 2

A entidade máxima do voleibol brasileiro percebendo a coesão dos atletas tem dado ouvidos às suas reivindicações.

Uma delas muito justa, e sobre a qual escrevi algumas vezes aqui, é o absurdo de o time de Volta Redonda estar devendo em torno de cinco meses para os jogadores, não pagar, não reconhecer a dívida e ainda querer montar uma nova equipe nessa temporada.

Pois, segundo informação obtida por esse blogueiro, a CBV enviou ao Volta Redonda uma carta solicitando que não se inscreva para próxima Superliga caso a dívida com os atletas permaneça.

O problema é que, segundo consta, o Clube insiste que não há dívidas e nem reclamações dos atletas. E respondeu isso à CBV.

Os jogadores estão revoltados. Alguns estão ingressando com ação trabalhista.

Para quem está por fora da situação, o time de Volta Redonda, encerrou a temporada passada devendo alguns meses para os jogadores e decidiu que, além disso, também não pagaria o último salário.

Se a Confederação realmente barrar a participação de um time inadimplente com os atletas será um avanço sem precedentes no voleibol mundial, pois a despeito do que muitos imaginam o fato é bastante corriqueiro.

E mais, jogadores e técnicos são coagidos por dirigentes a não ingressarem com ações trabalhistas sob pena de não mais trabalharem no voleibol brasileiro.

Essas ameaças são constantes e ouvidas até por esse blogueiro quando trabalhava no voleibol.

Acredito que haver um time a menos na Superliga é ruim e tem muita gente temendo isso. Mas, se pensarmos bem, de que adianta empregar mais 16 jogadores se eles no final da temporada não receberão salários?

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Comentários (2)

  • Joel diz: 1 de julho de 2013

    Quem conhece a história de bastidores do voleibol, sabe que esta situação é “normal” e a CBV está apenas fazendo jogo de cena. Estas situações já foram vivenciadas por atletas do Flamengo, Vasco, Maringá, Unisul, Unincor 3 corações, Suzano, Ulbra, e mais um monte. A CBV se exime, não quer que os contratos de atletas sejam registrados nas Federações ou na Confederação, pois assim podem “lavar as mãos”. E, por favor, não acredito que foi só o Volta Redonda. Outra coisa, o tipo de vínculo empregatício dos atletas de voleibol não respeita a Lei Pelé, o direito de imagem, o direito de arena, as leis trabalhistas, etc. Os contratos não tem nenhum amparo jurídico (na maior parte dos casos) e isto também é conveniente aos atletas, pois fogem do Leão do IR. E, a CBV se aproveita também deste fato. Gostaria de ver os atletas lutando por vínculo igual em todas as equipes (os valores é que são diferentes), com transparência e registro junto a CBV além do Ministério do Trabalho. Esta seria a situação ideal.

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