Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Seleção feminina venceu de novo no Grand Prix

10 de agosto de 2013 2

A vitória de ontem sobre a República Dominicana, por 3×1, exigiu um pouco no começo do time de José Roberto Guimarães, mas bastou o time manter uma certa constância no saque e na virada de bola que passou pelo time do treinador brasileiro Marcos Kwiek.

Com todo respeito ao trabalho de Kwiek, que notoriamente fez as dominicanas evoluírem, esse time é, numa analogia ruim, não mais do que um time médio cubano. Assim, para vencê-lo, basta que o adversário tenha um pouco de regularidade que resolve a maioria de seus problemas.

Durante essa semana, li alguns comentários aqui no blog a respeito da levantadora Dani Lins. Vou colocar da seguinte maneira minha opinião, se o querido leitor gostar de jaca pense em alguma outra levantadora. Com Dani Lins não tem jaca. Ela tem muita mão. Se distribui bem o jogo durante o tempo todo aí é outro problema. Mas, é a levantadora brasileira que tem mais mão para jogar na Seleção.

Gabriela fez uma grande partida. Principalmente a partir do final do segundo set.

Sheilla é uma jogadora espetacular, sempre falo isso. Não roda todas. Mas as bolas decisivas ela roda. O ponto do jogo, foi dela. Segundo set empatado (20×20), as dominicanas haviam vencido o primeiro set, contra-ataque para o Brasil, bola para Sheilla – bola no chão. Se o Brasil não tivesse feito aquele ponto e aberto vantagem naquele momento, um eventual 2×0 contra teria comprometido o jogo. Portanto, para mim, foi o ponto do jogo.

Brait vem soltando-se. Ainda não é o que joga em seu time, no qual mostra também liderança, mas já é um pouco a Brait que eu gosto de ver.

Porém, o nome do time hoje se chama Fernanda Garay. Desde Londres Garay tomou conta da ponta da Seleção e dali não vai sair. O quebra-cabeças de Zé Roberto vai ser a montagem do time quando tiver todas a disposição (Natália, Tandara, Jaqueline e Gabriela)…dá para mudar a regra e jogar com dez?

Depois do segundo set o Brasil estabilizou o jogo e passeou em quadra.

Nos demais jogos de ontem: Turquia 3×1 Argentina; Itália 1×3 Rússia; China 3×0 República Tcheca; Cuba 1×3 Tailândia; Sérvia 3×0 Holanda; Alemanha 2×3 Japão; Polônia 3×0 Kazaquistão; Algéria 0×3 Estados Unidos e Porto Rico 0×3 Bulgária.

Hoje, enfrentará a Bulgária, de Vasileva, às 18 horas.

Os demais jogos de hoje pelo Grand Prix:

- China 3×0 Argentina; Turquia 3×0 República Tcheca;

- Tailândia x Rússia (8:00)

- Cuba x Itália (10:30)

- Algéria x Sérvia (12:30)

- Japão x Kazaquistão (12:30)

- Polônia x Alemanha (15:00)

- Estados Unidos x Holanda (15:15)

- Dominicana x Porto Rico (21:00)

Para fechar, o Sportv resolveu transmitir o Sulamericano masculino. Hoje, portanto, transmitirá às 21:45 o jogo entre Brasil x Argentina. O único que vale mesmo nessa competição.

Bookmark and Share

Comentários (2)

  • Samantha diz: 10 de agosto de 2013

    Concordo contigo em gênero, número e grau, Só acho que a Garay demorou um pouco para entrar no jogo e o bloqueio no primeiro set foi decisivo para a Rep, Dominicana. em se tratando das ponteiras a Natalia vai ter que provar que voltou contudo pois a “menina” Gabi esta comendo pelas beiradas e tomando espaço. Acho que em algum jogo supostamente fraco, deve-se dar uma oportunidade pra Pri Daroit, não sou fã do seu vôlei mas se foi deve ser testada como as demais. Por último mas não menos importante, a Dani esta onde merece e pronto.

  • João Lucas diz: 10 de agosto de 2013

    Primeiramente vou falar que essas dominicanas maltratam a bola. De La Cruz e a grande líbero Brenda Castillo são as melhores do time. Essa seleção tem um bom jogo de rede e estão evoluindo no fundo de quadra, só que ainda está muito longe das principais seleções do mundo.
    Dani Lins é sem dúvida alguma a melhor levantadora brasileira da atualidade, é notória a qualidade no toque de bola da moça. Ficava um pouco irritado com a pouca variação na distribuição de Danielle, por vezes acreditava que Lins sobrecarregava Garay, entretanto, percebi que a levantadora não tinha reais opções, pois, quando o passe não saia ou ela jogava com a oposta Monique (que na verdade não exerce função de oposta, bola de segurança) e Gabriela (saltadora e que joga bem, sem muitos elogios exacerbados como fazem os comentaristas) e Garay que está em grande fase. A levantadora precisa ter inteligência e jogar com quem vira. Quando o passe sai na mão Danielle não tem a confiança necessária em Adenízia (que a meu ver agora é a quarta central da seleção) e Juciely (correu por fora e engoliu Adenízia) que são excelentes bloqueadoras, porém, atacantes medianas a nível internacional. No jogo contra a República Dominicana vi Dani Lins levantar umas bolas lindas pra Juciely que não definiu, definitivamente para ser central da seleção bicampeã olímpica uma central precisa mais do bloquear. Fabiana e Thaísa são absolutas e a comissão técnica que se encarregue de preparar outras centrais para pós Rio 2016. Incomoda-me o fato de Thaísa não ser nem relacionada, por que será?
    Sheilla é Sheilla e isso não se discute. Brait vem em uma crescente interessante se continuar assim e ser a Camila Brait que atua no Sollys/Nestlé (agora Molico/Nestlé) vai pressionar e muito a titularidade de Fabiana Alvim.

Envie seu Comentário