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A varrida brasileira sobre as americanas

28 de agosto de 2013 0

BraUSA1

Meus queridos leitores, chamem-me de louco, mas sim, acordei às 3:15 para acompanhar o jogo do Brasil contra os Estados Unidos pela rodada de abertura das finais do Grand Prix.

Minha primeira observação é: como pode a organização de uma competição como essa não prever possível atraso de um jogo para o outro e colocar tão pouco intervalo entre o jogo da Sérvia e China a ponto de atrasar o horário do jogo do Brasil?

Isso é desrespeito com quem compra o pacote de transmissão e desrespeito com quem vai assistir ao jogo com horário marcado. Acordei para assistir ao jogo do Brasil não para ver entrevista do Tande com o Oscar do basquete. Aí dormi e quase perco o jogo. Acordei na apresentação dos times.

Sobre a partida em si, foi uma escovada bem dada. O time americano não entrou em quadra e a Seleção brasileira muito bem. Principalmente no Saque.

Na transmissão do Sportv, Nalbert comentou que o Brasil estava jogando mais rápido que o time americano, claro, o Saque americano não estava incomodando a recepção brasileira e com o passe na mão, Dani Lins acelerou o jogo – mamão com açúcar para as atacantes de velocidade que o Brasil tem.

Para ilustrar, o Brasil de 38 passes colocou 20 na mão. As americanas de 71 colocaram 29, assim, o Saque do Brasil entrou muito bem, dificultando a ação da levantadora americana Alisha Glass, que na minha opinião já não é aquela coisa, então jogando com bolas altas contra um time de maior volume e um bloqueio bem postado (13 pontos), foi como roubar doce de criança – parciais: 25×19/25×12/25×10.

Maiores pontuadoras do Brasil: Thaisa e Garay  com treze pontos cada.

Nos outros jogos a China venceu a Sérvia por 3×1 e o Japão venceu a Itália por 3×0.

Amanhã, Estados Unidos e Sérvia (1:30); Itália e China (3:30) e Brasil e Japão (7:10) serão os jogos.

Agora, cabe um adendo quanto à postura durante a partida do técnico americano Karch Kiraly. Admiro treinadores que conseguem domar seu temperamento e/ou são calmos por natureza.

Eu nunca consegui, minhas ex-atletas podem testemunhar.

Porém, a expressão de Kiraly durante os tempos beira o descaso. Seu sorriso, seu jeito calmo demais…Nunca soube de algum líder de alguma corporação, de algum time, de algo assim, que tenha sido vencedor, o tenha conseguido sem nunca, nunca mesmo ter tentado dar uma chacoalhada nos seus comandados. Kiraly não tentou. Tomou uma bela pisoteada do Brasil e assistiu passivamente, até sorrindo.

Uma dose de Karpol para o rapaz, por favor.

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