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Premiação individual do Grand Prix, cadê Fernanda Garay na Seleção do campeonato?

02 de setembro de 2013 11

Fernanda1

Diferente do que muitos dos meus queridos leitores estão escrevendo, eu não acho que Gabriela Guimarães deveria estar na Seleção do campeonato.

Acho que ela foi bem, ajudou o Brasil demais, mas quem sustentou o time e carregou o piano a campanha toda, principalmente quando as duas melhores jogadoras do time estavam fora (Sheilla e Thaisa) foi Fernanda Garay. Essa merecia estar naquela Seleção tão politicamente escolhida por critérios de “estatística”.

Então meus queridos, estaticamente vou-lhes dar alguns dados para demonstrar a importância de Fernanda Garay para o time nesse Grand Prix:

- Brasil 3×1 Polônia, 20 pontos, maior pontuadora.

- Brasil 3×2 Rússia, 22 pontos, maior pontuadora.

- Brasil 3×1 Estados Unidos, 14 pontos, maior pontuadora do time junto com Gabriela.

- Brasil 3×0 Rep. Dominicana, 20 pontos, Gabriela foi a maior pontuadora com 25.

- Brasil 1×3 Bulgária, 18 pontos, maior pontuadora do Brasil.

- Brasil 3×0 Porto Rico, 12 pontos, segunda pontuadora do Brasil – Thaisa fez 17.

- Brasil 3×0 Cuba, 10 pontos, maior pontuadora com Gabriela.

- Brasil 3×0 Holanda, 17 pontos, maior pontuadora.

- Brasil 3×0 Kazaquistão, 8 pontos, Thaisa fez 17.

- Brasil 3×0 Estados Unidos, 13 pontos junto com Thaisa maior pontuadora.

- Brasil 3×0 Japão, 15 pontos, Gabriela fez 19.

- Brasil 3×0 Itália, 13 pontos, Thaisa fez 16.

- Brasil 3×0 Sérvia, 13 pontos, Sheilla fez 19.

- Brasil 3×0 China, 14 pontos, Sheilla fez 18.

Portanto, Fernanda Garay, sim foi regular demais e sustentou o time. Se o time foi campeão e varreu todo mundo na final, algum prêmio deveria ter sido dado à ela.

Mas,  a FIVB resolveu premiar Alisha Glass como melhor levantadora. Uma levantadora que quando esteve jogando a Superliga, no Vôlei Futuro, acabou sendo banco por não dar conta do time e ser muito ruim de mão e não deu conta de sua Seleção também – a seleção americana foi mal nessa fase final.

Dani Lins fez um campeonato impecável, na minha opinião. Não deu espaço para que as outras levantadoras da Seleção Brasileira tivessem, ao menos, oportunidades.

O Brasil, tinha sim senhor, que ter mais essas duas jogadoras na premiação individual. Foi pouco pela forma acachapante com a qual venceu a fase final – um insulto da FIVB em relação ao desempenho das outras.

Brakocevic sequer enfrentou o Brasil, Zhu também não – como podem ser consideradas as melhores se não enfrentaram o melhor time?

Para quem não viu:

Melhor levantadora: Glass; Oposta: Brakocevic (Sérvia); Centrais: Thaisa e Rasic (Sérvia); Ponteiras: Zhu (China) e Mihajlovic (Sérvia); Líbero: Fabiana.

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Comentários (11)

  • Joel diz: 2 de setembro de 2013

    Isto tem o dedo do todo-poderoso ex-presidente da CBV e atual presidente da FIVB. Para contentar aliados e “mostrar” que não houve privilégios para o Brasil. Todo mundo sabe que o título foi ganho em quadra, merecidamente e sem ajuda externa. Mas, o sr. Ary sempre faz graça (desculpe o trocadilho) com o chapéu alheio. Aqui, na Superliga, ele sempre interveio nas premiações dos melhores (nunca respeitou estatística) é só verificar nas edições da superliga. Ele faria diferente na FIVB, mas é lógico que não.

  • R.Tigre diz: 2 de setembro de 2013

    Acho que 2 premiações foram extremamente injustas:
    1. A da chinesa Zhu Ting como ponteira;
    2. A da yankee A.Glass como levantadora;
    A técnica chinesa LANG Ping não escalou a ponteira Zhu Ting para jogar contra o Brasil porque sabia de suas limitações e queria preservá-la psicologicamente. Claro que o Zé Roberto iria mandar todas as jogadoras caçarem a Zhu Ting no saque, em vez de ouvir “saca na MARI”, iriam ouvir no ginásio “SACA NA Zhu Ting”!!!
    Zhu Ting nasceu no ano de 1994, mesmo ano que a Gabi Guimarães, são da mesma geração e disputaram o último Mundial Juvenil, porém a Gabi Guimarães é uma jogadora muito mais completa e madura, tanto técnica qto. psicologicamente. Gabi já é uma jogadora pronta, uma realidade. Zhu Ting, por enquanto tem atacado muito bem, porém deixa muito a desejar no fundo de quadra defende mal e é muito insegura no passe, portanto ainda é uma promessa, pode ser que melhore? Sim ou, talvez, não… Só o tempo dirá. O fato é que como está agora, Zhu Ting não merecia ganhar a premiação de melhor ponteira, pois falha muito num fundamento crucial para uma ponteira: o passe.
    Se Lang Ping escalasse Zhu Ting contra o Brasil, ela poderia sair traumatizada da partida, pois o bombardeio de saques em cima da garota seria mortal e ela, com certeza, ainda não tem o mesmo cacife que a Gabi Guimarães para aguentar essa pressão.
    Garay assumiu a titularidade em plena olimpíada de Londres e não perdeu mais a posição, também é muito mais completa do que a Zhu Ting. Portanto, esse prêmio de melhor ponteira ficaria muito melhor nas mãos de Gabi Guimarães ou de Fernanda Garay do que nas de Zhu Ting.
    Quanto à Alisha Glass, o que dizer? Ousar é bom, mas ela exagera muito… Puxa umas bolas de meio com passe B ou ainda pior, que tá na cara que a Central vai errar ou será bloqueada. Alisha Glass queima muito suas atacantes, com seu excesso de ousadia, beirando a loucura. Às vezes, uma dose de Dani Lins(bolas mais conservadoras) surtem mais efeito. Prova disso foi a espetacular campanha brasileira na fase final e o vexame dos EUA, que foi saco de pancadas nessa última fase. Uma jogadora que sabe dosar bem o limite entre ousadia e conservadorismo chama-se FOFÃO. Fofão, pra mim, é a melhor da posição na atualidade, é difícil ter o “feeling” que ela tem. Dani Lins evoluiu muito e jogou muito mais concentrada e objetiva que A. Glass nessa fase final. Gostei também da atuação das novatas Haruka Miyashita e Noemi Signorile que estão substituindo as veteranas Takeshita e Lo Bianco. Ao meu ver o prêmio de melhor levantadora poderia ira para qualquer uma dessas 3 levantadoras: Dani Lins ou Haruka Miyashita ou Noemi Signorile, porém não para Alisha Glass.
    Por falar em levantamento, quero destacar a versatilidade e a qualidade técnica da nossa MVP Thaisa, que quando está na rede e a Dani Lins faz uma defesa e sobra pra nossa central levantar, ela faz isso com maestria. Thaisa tem um toque muito bom e preciso, levanta tanto de frente quanto de costas, bolas de entrada, saída e meio-fundo, com a mesma qualidade. Isso é um grande diferencial da nossa MVP Thaisa, pois ela ajuda muito a proporcionar um contra-ataque eficiente.
    Porém esse Grand Prix me surpreendeu por um fenômeno: o medo e a covardia que os técnicos adversários tinham de enfrentar o Brasil. Nunca tinha visto isso: os técnicos preferirem escalar seus times reservas para perder do que tentar lutar pela vitória. Ficou nítido um misto de respeito com uma grande dose de “covardia”!!!
    Nem quando Cuba estava no seu auge na década de 90 eu vi acontecer o que aconteceu agora contra o Brasil. Porém, a grande diferença entre Cuba de 90 e o Brasil de agora é que Cuba ganhava seus jogos baseada muito somente na potência de ataque e bloqueio para compensar o excesso de erros no passe e defesa. Já o Brasil é um time que erra pouco, tem uma líbero que intimida, as Torres Gêmeas, ponteiras ágeis e versáteis e uma levantadora mais conservadora, mas que tem se mostrado eficiente e objetiva e uma oposta técnica que varia muito seus golpes. Além de contar com um banco de reservas de altíssima qualidade. Enfim, é difícil para os técnicos adversários acharem um ponto fraco no Brasil. Mandaram sacar na juvenil Gabi Guimarães, mas a garota com postura de veterana, deu conta do recado. Fazer o que então? Perder com o time reserva talvez seja menos traumatizante…

  • jerry diz: 2 de setembro de 2013

    Ótimo comentário R. Tigre, concordo plenamente com vc, os técnicos ficaram com medo do Brasil, isso também eu nunca vi acontecer, acho que para o mundial o Brasil é favoritíssimo, agora pra olimpíada 2016, confesso que fico preocupado com dois aspectos, com as centrais pois se acontecer de uma das duas se contundir não vejo ninguem pra substituir, e com a pressão de jogar em casa, no feminino o psicológico é muito importante, acho que a seleção deveria jogar mais no Brasil pra acostumar com a pressão!.
    Qual a sua opnião?

  • Charles Sena diz: 2 de setembro de 2013

    Concordo com tudo que foi postado aqui, a FIVB não teve inteligência ou competência para usar suas próprias estatísticas. Se a Alisha Glass fosse tão boa teria garantido pelo menos o terceiro lugar para USA e não o último dos que estavam nas finais, o USA foi muito bloqueado por falta de visão dela. E Fe Garay vem sendo uma das melhores do mundo e não é a toa que é atualmente a atleta mais bem paga do volei feminino mundial, ela esteve entre a melhores em quase todos os fundamentos, além de ter sido uma das maiores pontuadoras na primeira e segunda fase, e em relação a Gabi, ela joga bem mais o Brasil sentiu muita falta da Jackeline na defesa o que aumentou o trabalho da Fai.

  • MBR diz: 2 de setembro de 2013

    Garay não é a atleta mais bem paga do mundo, Kim (+/-1.000.000,00 euros) e Gamova (+/-1.000.000,00 euros) ganham muito mais, porém do Brasil é a mais bem paga na atual temporada com rendimentos que beiram os R$2.500.000,00 bem superior ao segundo mais alto (conhecido) que é o da Natália R$1.500.000,00.

  • Ary diz: 2 de setembro de 2013

    Olha eu vou discordar sobre a Glass, nos jogos dos Estados Unidos que assisti ela distribuiu muito bem a bola, com uma precisão muito boa e imprimiu muita velocidade no jogo americano. Porém não se pode crucificar a levantadora pela fase tenebrosa das atacantes americanas,e pelo espírito quebrado que a derrota humilhante para o Brasil causou no time.Mas concordo quando se diz que a Dani merecia estar na seleção .Também achei que a Garay merecia estar na premiação, defendeu muito bem foi uma das maiores pontuadoras da competição, somadas as duas fazes, bloqueou e atacou com eficiência se mostrando uma ponteira completa! Acho que a Gabi tem um grandíssimo futuro na seleção, mas quando voltarem Naty e Jaque (desde que as duas voltem bem) ela deve virar a quarta opção, Tandara na seleção ou vira oposta novamente ou vai ficar de fora.

  • R.TIGRE diz: 2 de setembro de 2013

    Jerry concordo que o fator psicológico no feminino ganha e perde jogos com certeza!
    Prova disso foi o que aconteceu com a seleção em Londres, uma postura tensa e cheia de incertezas na fase de classificação e depois da conversa do Zé com a capitã Fabiana o clima mudou da água para o vinho.
    A capitã Fabiana Claudino ajudou a ganhar o Ouro ali, mostrou para o Zé que não adianta só ficar cobrando das jogadores e ter uma postura estressada e distante das atletas.
    No feminino é necessário também incentivo e elogios para levantar o a moral das jogadoras nos momentos decisivos, não só cobranças e reclamações que fazem com que elas fiquem perdidas em quadra.
    Acho que depois dessa conversa com a Fabiana em Londres o Zé aprendeu com seus próprios erros e não deve cometê-los novamente.
    Em relação às centrais, é certo que as Torres Gêmeas: Fabiana e Thaísa são um diferencial na seleção, impõem respeito e metem medo nos adversários, vide fase final do GP. Mas Adenísia e Juciely cumpriram bem o seu papel na fase de classificação.
    Não podemos esquecer também que temos centrais promissoras como a Angélica Malinverno, revelação da Superliga pelo Praia Clube e que foi contratada a pedido do Zé pelo Vôlei Amil Campinas, a Bia ex-SESI que agora está no Sollys e também a Letícia Hage. Acho que estamos muito bem servidos de centrais, e não só de centrais, temos muito boas opções em todas as posições.
    O Zé tem optado por jogadoras mais técnicas e versáteis em vez daquelas que são só porradeiras, e isso tem dado resultado, pois não adianta mais jogar no velho estilo cubano só com ataque e bloqueio, as jogadoras tem que ser versáteis, atuar bem na rede e no fundo de quadra, variar o ataque, ajudar no levantamento( caso em que a Thaisa se destaca). O Brasil alia técnica e bom preparo físico e, por isso, vem dominando o Vôlei mundial, e agora que o Zé está menos reclamão e entendo o lado humano e psicológico das jogadoras, aí que deslanchou de vez…
    Abraços!!!

  • João Lucas diz: 2 de setembro de 2013

    A FIVB errou em duas premiações, Fernanda Garay mereceu o prêmio de melhor pomteira da competiçao, como bem salientado foi Fernanda quem segurou o ataque do time na primeira fase. Salta aos olhos a evolução de Garay, justo ela que quando jogava prlo Minad era taxada de mediana e carregava o rótulo de “jogadora de cubes”.

    Alisha é ousada imprime velocidade, mas, é irregular. Nunca vi uma levantadora errar tantos toques. Dani Lins deu um banho de técnica e regularidade. Foi pura politicagem.

    Agora sem querer criar polêmica já criando, sou só ou tem mais alguém que continua achando Camila Brait melhor que Fabi? Estive conversando com algumas pessoas e elas quase me batemo quando afirmo que Brait é melhor, mesmo que não tenha correspondido como se esperava, aliás pra falar a verdade ela foi um step para Fabi descansar. Isso não é oportunidade. Não canso de dizer que Brait é grande passadora e não dá prejuízo na defesa. Fabi é espetacular na defesa, mas, rcepciona mal demais pra quem é constantemente aclamada como a melhor líbero do mundo – isto dito erroneamente já que a melhor entre todas é a japonesa Sano. Inclusive o passe da seleção brasileira esteve uma droga em várias partidas, ficou claro que uma seleção que tem Fabi de líbero precisa de uma ponteira PASSADORA como Jaqueline, ouviram, fãs clamorosos da “menina Gabriela” que é boa, mas, não é essa coca-cola toda.

  • Moura BR diz: 3 de setembro de 2013

    João Lucas, a Brait só vai conseguir jogar tranquila quando a Fubazinha (que jogou muito bem) se aposentar, como aconteceu com o Mario Jr.

  • Samantha diz: 3 de setembro de 2013

    Meio atrasada para comentar mas pois bem… Não podemos nos empolgar com essa vitória no Grand Prix pois não fizemos importantes experimentos que deveríamos ter feito e que outras seleções fizeram. Algumas observações, e isso e minha opinião e não sou dona da razão, então se alguém discorda e so comentar
    A Garay precisa melhorar seu fundo de quadra, não estou dizendo que ela e ruim no fundo so estou dizendo que e melhor na rede em seus ataques e continuara sendo caçada na hora do saque.
    Gabi precisa ter muito pe no chão pois estão exaltando como se estivesse anos na seleção mas estamos falando de uma jogadora ótima porem nova e que não pode de maneira nenhuma achar que já sabe tudo, que já esta completa. Espero que Bernadinho saiba orienta-la durante toda a superliga para não perdemos uma jovem promissora.
    Thaisa e isso tudo que estão dizendo, arrasou, jogou muito!!!
    Sheilla sempre joga quando precisamos dela
    Dani Lins esta indo por um caminho muito bom, precisa continuar regular no clube para não se perder quando voltar a representar na seleção
    Fabiana tem algo de errado nela durante todo essa competição, as vezes a achava distante, ótima central mas em alguns jogos ela simplesmente não estava em quadra
    Fabi jogadora da qual sou fa, porem acho que poderia ter descansado nessa competição e o Ze ter dado uma chance para a Brait, tem ser testada de verdade em um torneio internacional, com a equipe principal.
    Não entendi os outros times não entrarem com força total, e dizer que estão se guardando pro Europeu, ai me joga com o time completo contra equipes europeias (Servia X Itália) bobei agora. Pareceu ate que a nossa equipe ficou sem graça de ganhar uma competiçao contra times incompletos.
    Mais uma vez obrigada pelo blog

  • Araújo diz: 6 de setembro de 2013

    Eu jogo vôlei,e admiro muito o nosso vôlei feminino,principalmente a jogadora que tem garra,potencia e vibração,ótimas em todas as posições.O nome dela é Fernanda Garay,pra mim a melhor do mundo,sem comparação.Como pode ela ter ficado de fora da premiação individual !!!!!???? Além de melhor ponteira,foi a segunda melhor bloqueadora,e só não fez mais pontos ainda, porque a Dani Lins não levantava muita bola pra ela,parecia que a Dani Lins queria muito o destaque da Gabi,então a maioria das bolas levantava pra Gabi,que nem sempre pontuava !!! A Garay foi muito injustiçada tanto em quadra pela Dani Lins,bem como na premiação idiota da FIBV/CBV…Espero que o José Roberto possa dar um toque especial pra Dani Lins e/ou outra levantadora do Brasil,para que acione mais a Fernada Garay pro ataque,que é imbatível !!!! Deixo aqui minha insatisfação com o resultado da premiação,e com a injustiça com a melhor jogadora do mundo Fernanda Garay…” é bola pra ela, é Garay nelas”

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