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Superliga e a eterna discussão: a Seleção ajuda ou atrapalha?

15 de setembro de 2013 10

No dia 2 de abril escrevi um post tratando desse assunto. Mas, o post tratava especificamente do caso do Sesi e de uma polêmica levantada em relação ao que tinham dito sobre a dificuldade do time do Sesi na temporada passada.

Naquele post, eu posicionei-me de uma forma que não se pode centralizar o olhar num caso só. No caso do Sesi, havia alguma coisa errada ali. O calendário mal planejado certamente prejudica a todos – seleção e clubes.

Ontem, após a vitória do Kappesberg/Canoas sobre o Volta Redonda por 3×1, Gustavo Endres fez duras críticas à criação desse Mundial sub 23, que entre outras coisas, pode ter provocado um desgaste excessivo ao oposto Luan Weber (que vinha fazendo uma ótima partida ontem) e acabou tendo um entorse no joelho.

O coro contra esse Mundial é quase uníssono e concordo com Gustavo. O excesso de viagens, treinamentos e jogos pode levar o jogador a esse tipo de lesão – não é mero acidente.

Porém, ao analisarmos uma outra partida da rodada, o jogo entre RJX e Moda/Maringá, nesse caso a Seleção ajudou e muito o time do RJX. Simplesmente porque notoriamente os times ainda ressentem-se de ritmo e de um melhor condicionamento. Sob esse olhar, Vissotto e Maurício do RJX estavam em outra rotação do que os demais jogadores, ainda estão no ritmo da Seleção.

A vitória por 3×1 do RJX teve muito a ver com o desempenho desses dois jogadores, Vissotto marcou 20 pontos, Maurício 10. Maurício foi acompanhado de Ualas e Vinícius na pontuação. Mas, marcou 8 pontos de ataque confirmando a tendência dos times de Bruno.

O Moda/Maringá tem grandes jogadores, mas ainda não dá para chamar de Time. Meu querido Douglas Chiarotti vai ter um pouco de trabalho ainda; e fisicamente o time ainda está muito abaixo – normal para o início da temporada.

Tecnicamente não foi um ótimo jogo, mas dentro do esperado para início de temporada. Taticamente decidido pelo meio, na minha opinião. Bruno forçou corretamente o jogo com os centrais mesmo com passe B (Maurício ataca uma ótima negativa desde a última temporada com Marcelinho e continua fazendo no RJX), na hora certa acionava Leandro.

Foi também um jogo de péssima arbitragem, sem critérios e muito confusa. Assim como confusa é a ideia dos comentaristas do Sportv a cerca da regra dos 21 pontos – que necessidade de defender a mudança!

O comentarista Marco Freitas defendeu a tese que o “grande mito” havia caído quando o segundo set foi virado pelo Moda/Maringá após estar perdendo por 9×14 e empatar 14×14. Alô, Marco, desde quando 14 é final de set até 21? Para minha matemática a parte final do set é no terço final, a partir do 14. Até ali estamos no segundo terço.

Se por um acaso, o comentário inclui esse blogueiro, vamos lá, nunca coloquei as viradas como principal ponto, o principal ponto é a diminuição do espetáculo pura e simples.

Mas, depois sim, diminui a possibilidade de virada, porém na parte final do set, que já foi encurtado.

É só analisarmos quantas viradas vemos no quinto set depois do décimo ponto quando um time abre mais de três de vantagem. E a regra do ponto por rally no quinto set tem quantos anos, vinte e cinco?

Então, repito a pergunta, nesses vinte e cinco anos, quantas viradas assistimos no quinto set depois do décimo ponto quando um time abre mais de três de vantagem? Esse é meu ponto de vista.

Nos outros jogos de ontem o Vôlei Brasil Kirin venceu o São Bernardo no ABC por 3×0 e o Sesi fora de casa venceu o Funvic/Taubaté também por 3×0.

Para terminar o post quero dizer que da forma com a qual a CBV se propõe a disponibilizar os jogos pela internet nem por todo amor ao voleibol é possível assistir. Em alguns o narrador berrando como um alucinado, o pouco espaço para a câmera na lateral e a falta de qualidade nos fazem não acompanhar o jogo corretamente.

Mais uma vez faço um apelo: não tentem fazer uma produção de televisão. Coloquem uma câmera ao fundo da quadra e pronto – sem narração. Assim, quem entende e gosta de voleibol assiste ao jogo e a movimentação dos jogadores. Da forma como está é impossível: mal se vê a movimentação da bola.

E assim vamos nós, a Superliga continuará no final da próxima semana.

 

 

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Comentários (10)

  • Joel diz: 15 de setembro de 2013

    Concordo Rodrigo, foi impossível assistir ao jogo do Kappesberg/Canoas x o caloteiro Voltaço. Que , desculpe a palavra, kk de transmissão. Também o comentário do Marcos Freitas sobre o mito ter caído foi totalmente fora do contexto, mas até se entende – ele está defendendo a proposta de sua empresa e seu emprego e não o voleibol. Discordo de vc quanto a preparação do Moda/Maringá – está muito abaixo do que deveria e levará um bom tempo para entrar em forma. Gostei muito do líbero americano – muito corajoso, boa visão de jogo, bom passe, ótimas defesas e rápido. Com entrosamento e treinamento tático, vai dar um grande volume de jogo. Vejo o Maurício como o outro meio fazendo dupla com o Lucão e colocando o Sidão no Banco, na seleção.

  • João Lucas diz: 15 de setembro de 2013

    Enquanto isso a CBV continua fazendo o que quer com os jogadores e clubes. Gustavo está certo e agora são Sheilla e Thaisa que fazem duras críticas a entidade. Onde vamos parar com os mandos e desmandos dessa Confederação que é um samba de crioulo doido.

  • emanuella diz: 15 de setembro de 2013

    Não consigo aceitar esses 21 pontos. O pior, me acho uma otária vendo o Sportv tentando me convencer que foi uma excelente mudança. Que foi idea da federação internacional. Quando a própria CBV confirmou que foi imposição da TV Globo.
    Um set considerado acabado quando chega aos 14 pontos é o fim gente. Ta tudo errado e esta me dando um desespero ver o que estão fazendo com o volei.
    quanto ao jogo. Achei que o RJX esta com o bloqueio muito bom para quem esta começando a temporada. O passe é que sofreu muito. Caçaram o Sens. Alias, acho tão legal ver o Bruno e o Sens jogando juntos. Meninos aqui na Unisul.
    Acho que o time do Ricardo vai se dar muito bem nessa temporada. Gostei. Agora precisa de um libero gringo?? não tinha nenhum libero aqui no Brasil precisando de emprego. Não gostei.

  • jerry diz: 15 de setembro de 2013

    Rodrigo o que vc achou do campeonato europeu de volei feminino?, com a Rússia campeã, ja focando na copa dos campeões, vc acha que a Rússia tem chances de ganhar do Brasil , sem Gamova e Sokolova?, e a China?, abraços!!!

  • R.TIGRE diz: 15 de setembro de 2013

    Impressionante o descaso da CBV com o voleibol nacional… Corrupção impera.
    Enquanto isso desrespeito TOTAL aos atletas!
    Humanamente impossível atletas de mais 1,80m viajarem “apertadas como uma lata de sardinha”. Segundo as atletas, existia um acordo com a CBV para viajarem na classe executiva, local com mais espaço e conforto para quem tem esse tamanho todo.
    O grande problema não é somente o desconforto postural, dores musculares e na coluna, mas principalmente o risco da famigerada EMBOLIA PULMONAR!!!
    Em viagens desse tipo não é raro ver jogadores que ficam com as pernas e os pés inchados depois de passar horas sentados durante um vôo. Alguns não conseguem sequer calçar os sapatos ao fim da jornada. Esse inchaço, conhecido como edema, pode evoluir para um quadro mais sério de trombose e até levar à morte.
    Recentemente, foi notícia uma jovem de 28 anos que morreu durante uma longa viagem de avião, que deu mais visibilidade ao problema. A causa da morte foi uma embolia pulmonar, provocada por um coágulo que se soltou da trombose que havia atingido sua batata da perna.
    A falta de espaço entre as poltronas dos aviões é o principal responsável pela trombose venosa durante os vôos. É justamente por isso que esse tipo de problema ganhou o apelido de “Síndrome da Classe Econômica”.
    Nas pessoas sentadas, veias importantes ficam espremidas atrás dos joelhos e na virilha, dificultando o retorno do sangue venoso. Dessa forma, o sangue vai ficando represado nas veias, e isso se reflete em um aumento da pressão no território capilar. Em vez de haver reabsorção de líquidos para o capilar venoso, ocorre o inverso: maior extravasamento de líquidos para os tecidos e aparecimento de edema.
    A diminuição da velocidade do sangue dentro das veias também cria condições para a estagnação e coagulação do sangue dentro de pequenos vasos da panturrilha (batata da perna), que pode estender-se para veias maiores, agravando o processo de trombose. Se um fragmento desse trombo se solta na corrente sanguínea, ele pode se alojar no pulmão, provocando uma complicação, às vezes fatal, que é a embolia pulmonar.
    Para prevenir não se deve permanecer muito tempo na mesma posição. Mas sem espço como fazer isso?
    Agora como atletas do porte das jogadoras de vôlei vão conseguir lidar com isso?
    Mulheres com estatura muito acima da média andando pra lá e pra cá no avião?
    E o descanso?
    E o conforto?
    Deprimente CBV!!!

    Imagine se as girafas russas de mais de 1,90m passassem pela mesma situação. Será que a federação russa agiria da mesma forma que a CBV?

    Por falar nas russas, estou “PASMO”, realmente impressionado com o que vi pela Bandsports nesse Campeonato Europeu, a evolução da seleção russa é surpreendente, realmente de meter medo.
    Não tem pra CHINA, EUA, ITÁLIA, ALEMANHA, SÉRVIA etc… O maior rival do Brasil para o Mundial 2014 será mesmo essa incrível seleção russa.
    A Rússia foi o time que mais evoluiu do Grand Prix para o Campeonato Europeu, impressionante o salto de qualidade que elas deram fazendo um campeonato impecável, principalmente na semifinal contra a Sérvia e na final contra a Alemanha, as russas beiraram a perfeição.
    As alemãs, empurradas pela torcida em Berlim, lutaram heroicamente até quando puderam, mas não resistiram à grande pressão russa.
    A grande característica russa continua sendo o bloqueio pesadíssimo e sufocante que vai minando a força dos adversários, conjugado a um saque potente e fulminante. Todas as russas desse time são excelentes bloqueadoras,está no DNA delas,não tem pra onde correr, com exceção da líbero, claro.
    Porém, os contra-ataques não são mais aquelas bolas empinadas lá no teto para as ponteiras, ganharam muita inteligência e qualidade com a nova levantadora.
    Esse novo time russo é o melhor de todos os tempos, é o melhor time russo que eu já vi desde que comecei acompanhar voleibol.
    Sequer deu pra sentir falta de Sokolova e Gamova, as novatas superaram as expectativas.
    O grande diferencial desse time russo é que agora elas contam também com uma excelente levantadora,Ekaterina Pankova,e uma formidável líbero Svetlana Kryuchkova.
    A Rússia sempre foi carente na posição de levantadora, mas essa garota Pankova veio para fazer diferença nessa posição.
    Ekaterina Pankova teve uma ascensão meteórica em 2013, após uma atuação impecável na Universíade, jogando em casa na cidade de Kazan/Rússia, na qual foi a capitã do time que derrotou as brasileiras na final em 15 de JULHO de 2013, foi convocada pelo técnico Yury Marichev para disputar o Grand Prix em Agosto. Durante o Grand Prix tomou a vaga de titular de Anna Matienko. Veio com moral para o Campeonato Europeu e, por incrível que pareça, com apenas 23 anos já foi escolhida como a capitã do time russo adulto. Em seu primeiro Campeonato Europeu como titular e capitã da Rússia, conseguiu a façanha de quebrar um longo jejum de 12 anos sem título e foi eleita a melhor levantadora do torneio.
    O último Europeu conquistado pela Rússia havia sido em 2001, nesse campeonato, a levantadora era Tatyana Gracheva, época de Elena Godina e Elizaveta Tichtchenko, quando Nikolay Karpol ainda era o técnico.
    Durante esse longo jejum, a Rússia teve que amargar ver as Polonesas(2003 e 2005) e Italianas(2007 e 2009) ganharem 2 vezes cada, e as Sérvias(2011) uma vez, o Campeonato Europeu.
    Tudo que as excelentes atacantes russas precisavam para ser um super-time era uma levantadora do mesmo nível delas, e essa garota agora apareceu para o mundo em 2013, é de dar arrepios? Sim…
    Ainda mais porque esse novo time russo não tem como característica a frieza. É um time russo com sangue latino, elas provocam, afrontam, comemoram cada ponto, encaram as adversárias, intimidam, metem medo.
    Principalmente essa Nataliya Obmochaeva.
    Obmochaeva é uma versão muito melhorada da Gamova: mil vezes mais bonita, mais eficiente, mais provocante, mais barraqueira, mais intimidadora. Obmochaeva é o cão-chupando-manga, joga pilhada a partida inteira, provoca, afronta, põe muita pressão sobre as adversárias, tem o espírito provocativo de uma Regla Torres nos seus melhores tempos.
    Tatiana Kosheleva ganhou o prêmio de MVP Europeia, fez um excelente campeonato, porém esse prêmio cairia muito bem também se fosse dado para a levantadora Pankova, para a oposta Obmochaeva, para a líbero Kryuchkova ou para a central Anastasia Shlyakhovaya, que também fizeram um ótimo campeonato. Enfim foi difícil escolher a MVP nesse time russo.

  • R.TIGRE diz: 16 de setembro de 2013

    Realmente não dá para entender…
    Mais de 5h de viagem até o Peru e esse Sul-americano só vale uma vaga para o Mundial 2014?
    O Peru enfrenta Venezuela, Chile, Colômbia, Argentina e Brasil. Apenas o campeão continental garante vaga no Mundial da Itália-2014. As demais equipes disputam a outra vaga nas Eliminatórias Sul-americanas, entre 18 e 20 do próximo mês, na Argentina.
    Cara se tem um SUL-AMERICANO agora, pra que uma eliminatória sul-americana mês que vem?
    Não é à toa que as jogadoras ficam apertadas no avião, se contundem a toda hora, com esse excesso de eliminatórias ridículas.
    Se são 2 vagas para a América do Sul, porque não aproveitam esse Campeonato Sul-americano para classificar 2 seleções?
    Porque que tem que classificar uma agora no Peru e outra mês que vem na Argentina?
    Isso é ridículo!
    As jogadoras já ficam tempo demais longe dos clubes e das famílias para ficar servindo a seleção, viajando pra tudo qto é lado que nem sardinha em lata…
    E ainda ficam inventado eliminatórias e mais eliminatórias sem sentido!

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