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Brasil será Campeão de novo no Japão se vencer dois sets amanhã

16 de novembro de 2013 4
Foto: Divulgação - FIVB

Foto: Divulgação – FIVB

A rodada que deu essa condição de título ao Brasil, começou com o time americano suando sangue para vencer a equipe da Tailândia por 3×2.

Ao explicar o jogo na conferência de imprensa, o técnico americano Karch Kiraly saiu com uma do tipo Renato Portaluppi (o Renato Gaúcho para o resto do Brasil): Primeiro eu gostaria de parabenizar a Tailândia. Eles tem um estilo especial de voleibol…bla, bla, bla, jogam com alegria, jogam bonito, jogam sorrindo.

Kiraly esqueceu-se de explicar porque só ele perdeu ponto até agora para a Tailândia. Esquece-se também de que quando ele jogava, jogava muito bonito, mas não sorria. Até ao contrário, parecia que estava com raiva dos adversários. Essa determinação ele não passa para o time enquanto treinador.

Enfim, mais do mesmo do que eu venho falando.

O jogo do Brasil contra a Rússia mostrou muito.

Do lado russo, mostrou que o treinador não enxerga que o time não anda com Pankova; que com Startseva o time joga mais rápido e até china sai; que é só sacar um pouco mais que com Chaplina em quadra vira brincadeira de criança para os adversários (essa formação não passa nada); que Sokolova sairá do Japão com Sifose, porque está carregando o time nas costas e que as jogadoras que não estão lá fazem muita falta.

Do lado  brasileiro, o time começou sacando muito frouxo, por isso perdeu o primeiro set. Depois, foi sacando melhor e facilitou sua vida. Não entendi muito bem as trocas de Zé Roberto porque não vi onde Adenízia estava dando prejuízo e queria entender no que Tandara é melhor que Sheilla na rede para justificar uma troca simples por um rally.

Fabíola errou algumas bolas sim. Ainda assim é a segunda melhor levantadora que temos. Ela precisa voltar a ganhar confiança de estar ali no grupo. Imaginem-se no lugar dela. Imaginem-se titulares da Seleção num pré-olímpico e na volta de uma viagem para o Grand Prix, no desembarque, vocês são cortados do sonho de ir para os Jogos Olímpicos.

Passado aquele momento, agora ela está de volta e jogando. Precisa readquirir a confiança para jogar à vontade. E não acho que ainda esteja.

Natália tem melhorado, mas me passa a impressão que está fora de forma, ainda. E como não podia deixar de ser, Fernanda Garay continua destacando-se e sendo junto com Sheilla a segurança do time.

O Brasil perdeu um set, mas venceu bem o jogo por 3×1.

No terceiro jogo da rodada o Japão venceu a República Dominicana por 3×0. No primeiro set, praticamente um W.O. As dominicanas quase não acertaram nada. Depois aos poucos foram encontrando-se e teriam vencido o terceiro set não fosse uma decisão bastante duvidosa da árbitra brasileira Angela Grass, que pelo que entendi marcou rede da dominicana num block que fecharia o terceiro set a favor do time de Marcos Kwiek. Eu honestamente vi o replay e não encontrei o toque na rede – garfada?

A virada no placar deu ao Japão ainda a condição de vencer o Brasil por 3×0 e conquistar o título. Se o Japão vencer o Brasil por 3×1 provocará um empate em pontos ganhos (12 para cada time) em número de vitórias (4) e em sets average (13/5). Então a competição seria decidida nos pontos average (pontos vencidos divididos pelo pontos perdidos em cada set).

Se o Brasil vencer dois sets marcará um ponto na partida e irá a treze pontos, fazendo com que o Japão só possa atingir 11 pontos pela vitória por 3×2.

O jogo será às 7:10 de amanhã, que terá também Rep. Dominicana e Estados Unidos (1:10) e Rússia x Tailândia (4:10).

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Comentários (4)

  • Aline diz: 16 de novembro de 2013

    Péssima partida da Natália, foi a jogadora que mais errou ataques, mais errou passes e mais errou saques da seleção brasileira.
    Acho que com Tandara no lugar da Natália o jogo contra a Rússia seria um 3×0, até pq a Tandara tá bloqueando melhor.
    As japonesas tão jogando muito e praticamente não comete erros, ao contrário das russas, não esperem que as japonesas errarão tanto a favor do Brasil.
    Vai ser um final incrível entre as 2 melhores equipes do campeonato.
    E também não pensem que o Japão é só Saori Kimura, as outras atacantes estão afiadíssimas.
    Nakamichi parece um xerox da Takeshita, não só na altura (1,59m), mas na habilidade e visão de jogo. Nakamichi é, de longe, a melhor levantadora desse torneio.
    O Japão joga num esquema tático totalmente diferente das outras equipes, usa só uma central(Nana Iwasaka), nenhuma oposta e 4 ponteiras(Saori Kimura, Yuki Ishii, Saori Sakoda e Risa Shinnabe em constante revezamento com Akari Oumi). Ainda tem a ponteira canhota Miyu Nagaoka, que volta e meia entra também.
    A Sakoda é o bicho atacando de fundo pela saída, quase nunca foi bloqueada, ela está liderando as estatísticas de melhor atacante do campeonato.
    O Japão joga num esquema tático novo, com um time bastante renovado, com jogadoras muito técnicas, que erram pouco e não põem bola pra fora de graça. Sabem variar muito bem o ataque, explorar o bloqueio e têm paciência suficiente para defender quantas vezes for preciso e começar o contra-ataque novamente. 
    O Japão é um time que não desiste nunca e não se abala em jogar com o placar atrás, já virou sets incríveis, pq a outra equipe relaxou achando que já tinha vantagem suficiente, se bobear elas buscam o placar e viram o set.
    A final de amanhã Brasil x Japão será muito boa, são realmente as 2 melhores equipes do campeonato, as que estão jogando mais bonito.
    Só pra mostrar a determinação das japonesas, a levantadora Nakamishi de 1,59m, não se intimidou e conseguiu bloquear a dominicana Brayelin Martinez de 2,00m de altura. Assim como a Mari havia levado um bloqueio da Takeshita.

  • Paulo diz: 16 de novembro de 2013

    Totalmente compreensível a situação da Fabíola na seleção. É nítido que não joga totalmente à vontade. Também não entendi as trocas do Zé, optam pela Wal e pela Tandara. Outra coisa que não entendo é o protecionismo dele em cima da Natália, não fez nada durante o primeiro set, no restante do jogo apresentou-se bem apenas no segundo set, não jogou bem os dois últimos jogos e permanece intocável. Outro ponto a se falar é que linha de passe vem sentindo a falta de Jaqueline, Fabi nunca foi uma líbero que tem o passe como fundamento de excelência, a Natália passou quase um ano treinando no chão e não aprendeu a passar, dificilmente aprenderá.

  • João Lucas diz: 16 de novembro de 2013

    Adenízia não está dando prejuízo algum, acontece que Zé Roberto quer escalar Walewska a todo custo, chegou até a inventar um tal rodízio.

  • Samantha diz: 16 de novembro de 2013

    Natália só jogou bem no primeiro jogo, estava passando e atacando bem. Acredito que o Zé não tire ela de quadra pois a recepção da Tandara nunca foi das melhores e quando as duas jogaram juntas de ponteiras a Natália foi bombardeada e se saiu melhor e Michele só entra pra sacar e fundo de quadra e as vezes nem isso.
    Fabíola continua sendo irregular, e não acredito que seja pelo corte em si pois também esta com o mesmo estilo no Molico, Sheilla consertando bolas, portanto é superar.
    Também não entendi a saída da Adenízia, estava jogando bem e não estava prejudicando o jogo do Brasil, ainda ter que ouvir comentarista dizer que a entrada da Wal mudou a postura do Brasil ahh vá, gosto da Wal mas não é isso tudo não…
    Agora é torcer amanhã e esperar um bom jogo. Abraço

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