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A situação do Voleibol no Brasil é ruim, sim.

04 de janeiro de 2014 4
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Foto: divulgação/CBV

Durante o último ano, por aqui fiz inúmeros posts criticando a estrutura interna do voleibol brasileiro.

Mostrei aos amigos leitores a situação de diversas equipes, pontuei as falhas, elenquei fatores de mudança e até disse que estavam matando a Gansa dos Ovos de Ouro.

O impacto da saída de Bruno, anunciada ontem, do time do Rio de Janeiro, expôs mais uma vez o delicado estado da Superliga. Pois, o time carioca não vive isoladamente essa situação econômica.

Precisamos lembrar de como as coisas aconteceram na temporada passada para o Volta Redonda, para o time de Florianópolis, Pindamonhangaba; e no início dessa temporada o time de Goiânia que transferiu-se para Montes Claros. Mas, que até agora, não se tem notícias claras sobre o cumprimento dos contratos firmados com os jogadores anteriormente a ida deles para a cidade mineira.

A formação de uma Associação de Jogadores precisa sair do papel e das redes sociais – COM URGÊNCIA. Os jogadores tem mais força e voz do que pensam. Não podem ter medo e precisam estar unidos.

Contudo, a União pretensa por Gustavo Endres, Murilo Endres, Bruno Rezende e William Arjona e outros mostrou-se frágil no caso Volta Redonda, quando diversos jogadores roeram a corda e foram às portas da CBV pedirem para o VR ser aceito na Superliga, mesmo com o veto do Movimento.

A União deve ser por todos e para todos.

Duas grandes brigas precisam ser travadas por Equipes e Jogadores com Televisão e CBV: Falar o verdadeiro nome das equipes e o fim do ranking.

A TV não quer falar o verdadeiro nome dos times, isso afasta patrocinadores – é inegável, irrefutável e ponto final. Os times saem prejudicados.

O ranking nivela o campeonato por baixo e os times aceitam porque assim seguram o mercado. Os jogadores saem prejudicados.

Essas são as brigas fundamentais para que a Superliga volte a ser Super. O resto é perfumaria e é só voltar a cumprir com as Regras Internacionais.

Se o voleibol interno não for bom, não estará sendo fomentado o futuro. O amanhã depende do hoje.

#UnidosPorUmaSuperligaMelhor

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Comentários (4)

  • João Lucas diz: 4 de janeiro de 2014

    Que bom ver seu retorno Rodrigo, confesso que esperava ansiosamente. Assim como você eu como um amante do voleibol me encontro preocupado com os rumos que o esporte interno está tomando. A situação do RJ Vôlei tomou contornos dramáticos, pois, primeiro saiu Maurício Souza, agora Bruninho e daqui a pouco Thiago Alves, Thiago Sens e Lenadro Vissoto, ou seja, o time titular do atual campeão da melhor liga de vôlei do mundo (segundo Ary Graça). Como diria minha falecida vó “que o último apague a luz”. E não me espanta se todos debandarem e o time carioca nem continuar na competição.

    A situação pode ainda piorar, pois, pelo que li o jogador Wanderson de Montes Claros acabou de deixar a equipe e se transferiu para a França.

    Como muito bem salientado por você é necessário que os clubes e os jogadores se posicionem juntos contra os mandos e desmandos da CBV e da televisão.Porquê se não o voleibol interno rola escada abaixo. E isso pode prejudicar o processo de formação das novas gerações das seleções, o que é uma pena.

  • Nei diz: 5 de janeiro de 2014

    Rodrigo, suas colocações e análises são tão precisas que dá até medo de comentar pra não estragar. Mas vou me arriscar. Primeiro gostaria de saber qual é a natureza da CBV enquanto órgão gerenciador de esporte. É empresa pública, é estatal, não é empresa? De onde vem a grana e qual é a missão dela.
    Segundo, acho que com a Globo deve-se jogar baixo porque ela é uma emissora baixa. Os times devem mudar o nome a cada temporada e desassociar o da cidade. Na fórmula um eles chamam o nome da empresa: Williams, Ferrari, Red Bull, McLaren, etc., e não Grove, Maranello, Milton Keynes, Working, respectivamente, que são suas cidades sedes. Não se se rola uma grana, é bem possível, mas até nos quadros de colocação os nomes vão assim e as câmeras dão bastante visibilidade ás marcas. Teve outro dia na superliga que o câmera do sportv deu close no Renato do Moda maringá pra não pegar o painel de acrílico no fundo com o nome dos patrocinadores. Nos eventos da FIFA eles não fazem isso.

    E tem que tirar as transmissões da Globo e Sportv. Tem que distribuir o vôlei pelo SBT, Band, Record, Esporte Interativo, Internet, ESPN, Bandsports. Não sei como isso acontece ainda em 2014.

  • Joel diz: 6 de janeiro de 2014

    Rodrigo, perfeito os pontos:
    - As equipes sendo chamadas pelos nomes;
    - Fim do ranking;
    - Seguir regras internacionais (para testes que usem as categorias de base em torneios promovidos e pagos pela CBV).

    Mas, gostaria de acrescentar: a tabela de jogos pela TV que comprar os direitos de transmissão seja emitida e referendada antes do início da Superliga. Os jogos que não forem televisionados por esta TV estariam liberados para os clubes negociarem com tvs comunitárias, locais e regionais, desde que respeitassem a não coincidência de horário com os jogos dela. A negociação seria da equipe mandante do jogo. A equipe visitante também poderia negociar com as tvs de sua região. Importante: se houvesse renda seria assim dividida:
    - Quando só uma equipe negociar o televisionamento: 35% para o clube, 35% para os atletas deste clube, 15% para o outro clube e 15% para os atletas.
    - Quando as duas equipes negociarem : 25% para cada equipe e 25% para cada grupo de jogadores.

    A propósito: novamente a sujeira que é esta administração da CBV será jogada para baixo do tapete. Vou torcer para nao estar certo.

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