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Zaytsev é um monstro de jogar vôlei!

17 de julho de 2014 4
Foto: FIVB

Foto: FIVB

Para comentar corretamente a primeira rodada das finais da Liga Mundial é preciso inverter os jogos.

O primeiro jogo foi excelente em termos de emoção e equilíbrio. Mas, o segundo jogo provou que se coletivamente Rússia e Irã apresentaram-se melhor, hoje, a atuação individual de Ivan Zaytsev e o que ela representou para o resultado da partida ofuscou completamente o que os iranianos conseguiram na partida de abertura.

Os italianos dependem fundamentalmente e visceralmente de Zaytsev. Sem o seu oposto, a equipe de Mauro Berruto seria apenas mediana. Com outros bons jogadores, é verdade. Mas nenhum com a qualidade de Zaytsev.

É preciso, sim, pontuar que os americanos jogaram abaixo do que atuaram na fase de classificação, quando chegaram a vencer a Rússia com o time completo, fora de casa, por 3×2 e na primeira partida daquele final de semana o transcorrer do jogo sugeria um 3×0 para os americanos, mas os russos fizeram 3×2.

Percebi um saque americano fraco, além de estrategicamente mal direcionado, pois sacaram igualmente nos três passadores sendo que o Líbero italiano Salvatore Rossini teve um índice de aproveitamento de mais de 80% de perfeição na Recepção.

Mas o grande problema dos americanos não esteve no sistema defensivo e sim no seu ataque. A defesa e o bloqueio até funcionaram, contudo, o único atacante com atuação decente na partida foi Matt Anderson, com 45% de aproveitamento no ataque e 17 pontos no total durante a partida.

John Speraw, o treinador dos Estados Unidos, depois de estar perdendo por 2×0 (22×25 e 21×25) até mexeu na equipe. Deslocou Anderson para a ponta, tirando o ponteiro Taylor Sander da equipe e colocando no jogo o oposto Clark Carson. Além de ter trocado o levantador.

Estava dando certo. Os Estados Unidos pareciam ter achado o caminho e a marcação da Itália. Até pela saída prematura do jogo do ponteiro italiano Jiri Kovar, que sentiu uma lesão no joelho e será reavaliado amanhã para a real dimensão da lesão. Os americanos abriram quatro pontos desde o início e o set seguiu assim mais ou menos até o final quando, ao chegarem em 21×24 para os americanos fecharem o terceiro set e prorrogarem a partida, os italianos conseguiram rodar e quem foi para o saque foi exatamente Ivan Zaytsev, que pegou a bola para sacar em 22×24 e com espetaculares, sensacionais, incríveis quatro bombas, duas delas em cima do líbero americano, liquidou a partida ao virar o set para 26×24.

Antes disso, na partida de abertura todos esperavam uma Rússia avassaladora. Mas foi um time sonolento e preguiçoso que se apresentou no primeiro set e viu o Irã vencer por 25×18. Não que os iranianos não estivessem jogando bem, sim, estavam. Sacavam e conseguiam tirar Muserskiy do jogo. Mas, ao contrário, os russos sacaram muito mal e mostraram uma estratégia de bloqueio totalmente equivocada. Todos os bloqueadores indo mais alto do que deveriam, dando oportunidade de serem explorados, mexendo demais os braços e o posicionamento do bloqueio base, principalmente para o oposto Amir Ghafour abrindo a quadra. Gafhour abusou de atacar para diagonal, até porque já entrava meio que virado. Mas, tanto Savin e Ilinykh, os ponteiros que iniciaram o jogo, como nosso querido Alexey Spiridonov, que entrou depois, sempre marcaram a paralela dele, deixando os centrais vendidos e perdidos – Gafhour fez 30 pontos no jogo.

No segundo e terceiro sets, o saque russo funcionou melhor, Spirodonov colocou fogo no jogo e a Rússia fez 2×1 com 25×18 e 25×21.

Porém, no quarto set, os mesmos erros do começo do jogo apareceram para que a Rússia permitisse que o oposto iraniano sustentasse a virada de bola de sua equipe até que o Irã conseguisse fechar o set em estonteantes 37×35.

No começo do quinto set, o Irã abriu 5×1, mas o saque russo mais uma vez funcionou e os atuais campeões olímpicos venceram o set por 15×8 e a partida por 3×2.

Amanhã, a encrenca russa vem para cima do Brasil. O que os russos mostraram em termos de sistema de jogo, contra o Irã comprova que uma recepção bem estruturada pode ser um dos caminhos para o tão esperado triunfo brasileiro sobre os arquirrivais, que não precisa ser agora. Pode ser a tal história da vingança, prato frio… Lá no Mundial.

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Comentários (4)

  • hicham diz: 17 de julho de 2014

    rodrigo assisti os dois jogos da primeira rodada das finais.pelo que vi vi o irã jogar no primeiro set contra a rússia achei que eles venceriam por 3×0,mas a rússia reencontrou o seu melhor voleibol e acabou ganhando mais uma vez.quanto á itália xeua:achei que os eua atuaram abaixo do que vinham apresentando na primeira fase,pois senão teriasido 3×0 ou 3×1 à favor dos eua.quanto ao zaytsev realmente ele é o jogador diferenciado na itália.mas acho que uma marcação realmente eficiente do bloqueio adversário pode anulá-lo ou pelo menos não permitir que ele pontue tanto em cada partida.quanto ao embate entre brasil e rússia espero que o brasil entre bem concentrado e apresente um grande volume de jogo e assim possa vencer os russos.ah,e não entre nas provocações do spiridonov(acho ele um bom jogador,mas ao mesmo jeito jeito um tremendo de um paspalhão por jogar querendo sempre provocar os adversários).enfim boa sorte para o Brasil.

  • Aline diz: 17 de julho de 2014

    O MURILAO VOLTOU!!!
    O MVP MUNDIAL2010 e MVP OLIMPICO 2012, foi o maior bloqueador do confronto contra os gigantes russos, o MURALHA marcou CINCO pontos diretos e amorteceu varias bolas, facilitando a defesa.
    Quem e REI, nunca perde a MAJESTADE, o CAPITAO MURILO jogou como melhor do mundo e levou o resto do time com ele.
    Parabens Murilo!

  • MARC Santos diz: 18 de julho de 2014

    E aí ? Brasil vai dar 2 sets para os persas e eliminar os Russos? Ou Vai colocá-los no ringue contra a Itália que só vence a Rússia se tiver mais uns 5 Zaytsev? Responde aí para nós Rodrigo!?

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