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Treino é treino, jogo é jogo... e o Brasil sempre vence os EUA

11 de agosto de 2014 6
Foto: FIVB

Foto: FIVB

Há cerca de um mês o Brasil foi aos Estados Unidos jogar uma série de quatro amistosos e depois de perder os quatro, muita gente ficou descrente de ver a seleção feminina do Brasil campeã de novo tão cedo.

Após o 3-0 de hoje no Ibirapuera, acredito que a opinião das pessoas já esteja no seu devido lugar.

Apesar de ser uma partida ainda de fase de classificação, um jogo oficial, no Brasil e com casa cheia sempre será questão de honra para a seleção brasileira. Para a seleção americana seria a chance de vencer, pelo menos marcar dois pontos, aproximar-se da zona de classificação e na semana que vem contra Brasil, República Dominicana e Tailândia buscar a classificação para a fase final.

Foi, portanto, uma partida com muito mais pressão do que aquelas quatro partidas festivas, duas na Califórnia e duas no Hawaii. Nos momentos de pressão, já sabemos como respondem as brasileiras e as americanas.

O jogo em si foi até agora o que mais exigiu da seleção brasileira no GP, apesar de não ser o mais apertado em termos de placar, o Brasil perdeu um set para a China.

Após um início de jogo equilibrado, no qual a marcação de bloqueio para algumas jogadoras não estava sendo bem feita – como a marcação para Murphy, por exemplo, partindo da posição inicial mais fechada, para ajudar as centrais, as jogadoras de ponta acabavam atirando os braços para tentar acompanhar a bola chutada de Glass para sua oposta canhota, que acabou explorando o bloqueio brasileiro facilmente.

Quando o posicionamento foi corrigido, ainda no início, o Brasil foi abrindo no placar até que teve chance num rally de abrir 14-9 no placar. Mas, com três contra-ataques na mão para distribuir, Dani Lins foi afobada e acabou levantando com imperfeição todas as bolas permitindo que as americanas fizessem 13-10 e o jogo encostou logo em seguida para 13-11.

Quando a segunda parada técnica chegou, o Brasil estava liderando por 16-14. A responsável pelo equilíbrio no jogo foi exatamente Dani Lins que não fazia um set à altura de sua categoria até ali.

O primeiro set seguiu equilibrado dali em diante, com as americanas aproveitando a rede de duas do Brasil. Porém, bastou Dani Lins e depois Jaqueline irem para o saque e a famosa rede de três com Thaísa, Fernanda Garay e Sheilla resolveu o problema brasileiro. O Brasil abriu 21-17. Depois disso o foi só controlar a virada de bola e, com um ace de Fernanda Garay em cima de Kimberly Hill, o Brasil fechou o set em 25-20.

O segundo set foi bastante equilibrado, ponto a ponto, até quase o final. Em momentos de equilíbrio o que conta é o detalhe. O ponto determinante no segundo set foi o de bloqueio de Jaqueline, sozinha, em cima de Murphy, para fazer o 22-21 para o Brasil num momento em que as americanas estavam sempre com um ponto na frente. Aquele foi o ponto da inversão do placar. No final, Tandara, que entrou na inversão, matou o set ao receber o contra-ataque propiciado pela defesa de Natalia que havia entrado para sacar, Brasil 25-22.

Quando o terceiro set começou parecia que o jogo seria mais longo. O time americano abriu 4-1 e foi obrigando a seleção brasileira a mostrar mais vôlei para buscar. Aos poucos o Brasil encostou no placar que seguiu ponto a ponto até o final. A seleção brasileira teve contra-ataque para fechar o set e o jogo quando sacou em 24-23, mas não conseguiu colocar no chão e o set foi arrastando-se até o28-27, quando para marcar o vigésimo nono ponto Fabiana fechou a rede e matou o jogo num bloqueio.

Em termos de desempenho individual, além de Thaísa ter sido novamente a maior pontuadora do Brasil, quem jogou muita bola mesmo foi Camila Brait. Com índice de recepção acima dos 70% e mais uma vez aparecendo demais na defesa, foram 16, mostra que a responsabilidade de substituir a líbero bicampeã olímpica, Fabizinha, está finalmente saindo dos ombros.

Outro destaque na recepção foi Jaqueline, caçada pelas americanas como estratégia, recebeu 65% das bolas sacadas na quadra brasileira, dessas passou 2/3 na mão de Dani Lins – um desempenho excelente.

Sem fazer muitas contas, o Brasil jogará na Tailândia para marcar dois pontos apenas e garantir a vaga. Vencer novamente as americanas já na próxima sexta-feira garante o embarque para Tóquio.

Pelo lado americano, alguns novos valores ainda não dão ao time de Karch Kiraly a pegada suficiente para superar o Brasil nessas horas. Já José Roberto Guimarães segue a passos largos rumo ao grande título que lhe falta.

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Comentários (6)

  • hicham diz: 11 de agosto de 2014

    Rodrigo adorei o desempenho do Brasil.Foi uma bela vitória e o Brasil jogou muito bem mesmo(soube se superar quando esteve atrás no placar para reverter o placar) Estou ansioso pela fase final no Japão,espero que o Brasil continue nessa crescente e conquiste mais uma vez o Grand Prix.Abraços…

  • Edson Pelegrino diz: 11 de agosto de 2014

    Rodrigo esse Brasil de 2014 tem me lembrado muito a seleção de 2008.O esquema de jogo é diferente,mas digo pela maturidade das jogadoras e a forma de administrar o placar.Vale lembrar que atropelamos todos os adversários no Grand Prix e na Olimpíada em 2008 e que assim seja esse ano.

  • jerry diz: 11 de agosto de 2014

    Rodrigo com tudo que foi apresentado até o momento no Grand Prix, para o mundial com a volta das outras jogadoras da Russia e dos EUA, na sua opnião qual deverá ser o maior concorrente do Brasil para o título inédito?, abraços!!!

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