Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Itália e Estados Unidos estão piores do que na Liga Mundial

07 de setembro de 2014 1
Foto: FIVB

Foto: FIVB

As inesperadas irregulares campanhas de Itália e Estados Unidos no Mundial da Polônia, em relação ao que fizeram na Liga Mundial, surpreendem. Mas, numa análise mais aprofundada nem tanto.

Lá no início da Liga Mundial, quando a Itália veio ao Brasil e passou por cima da seleção brasileira, eu escrevi que as duas equipes estavam em momentos diferentes. O Brasil, naquela época estava visivelmente fora de forma, em início de preparação, enquanto os italianos estavam voando.

Depois de jogarem as primeiras rodadas com o time titular, os italianos abandonaram completamente a competição na primeira fase, pois como sede das finais não tinham necessidade de sobrecarregar os principais jogadores. Os titulares voltaram a atuar apenas contra o Brasil na última rodada da fase de classificação. Porém, não estavam com o mesmo ritmo e a mesma potência que no primeiro final de semana.

O Brasil superou os Italianos facilmente e nas finais, ainda que a Itália tenha conquistado a medalha de bronze, o fato de não ter chegado à final com a humilhante derrota para o Brasil na semifinal causou frustração aos italianos. Essa queda seria compreensível se os italianos tivessem chegado ao Mundial em outra condição.

A equipe americana também começou bem a Liga Mundial e terminou melhor ainda, foi campeã. Um jogador em especial espantou o mundo por sua capacidade atlética: Taylor Sander. Um novato, baixo para os padrões atuais do voleibol, mas que tem uma impulsão fenomenal.

O que liga essas duas equipes é exatamente o bom momento vivido há pouco mais de quatro semanas e estarem não só construindo campanha que beira a decepção no Campeonato Mundial, como estão jogando mal.

Os italianos que voavam, todos, hoje estão dependentes de seu principal jogador, Ivan Zaytsev. Os americanos que também viviam momento diferenciado, hoje praticamente sobrevivem pela qualidade acima da média de Matt Anderson. O jovem, de 22 anos, Taylor Sander não tem a mesma potência no ataque que há quatro semanas.

Naturalmente o pensamento é remetido às questões de planejamento e periodização. Será que a Itália priorizou a Liga Mundial por jogar em casa e agora não teve tempo de recuperar o desempenho da equipe? Será que a equipe americana também errou o planejamento.

Impossível Itália e Estados Unidos pensarem em entrar no Mundial da Polônia, com a chave complicada que têm, sem estarem próximos do ideal. Pois, contra equipes como Irã, Bélgica e França, de maneira nenhuma entrar em quadra em má forma seria provavelmente suficiente.

Neste sábado, ao final da partida entre França e Estados Unidos, na qual a França venceu o time americano até com certa tranquilidade por 3-1, o Falando de Vôlei conversou com o técnico americano John Speraw sobre isso. Ele, quem sabe até surpreendido pela pergunta pouco usual, chegou a admitir um questionamento sobre o planejamento e a preocupação por também enxergar que a equipe não está jogando tão bem quanto na Liga Mundial.

Vencer a Liga Mundial e competições que antecedem as grandes competições do ano é consequência do que se faz em quadra. O que as equipes precisam observar é como realizar o trabalho para que esse ápice não seja atingido precocemente.

A Itália e os Estados Unidos estão nas mãos da França neste domingo. Se a Bélgica vencer a França marcando os três pontos, um dos dois gigantes poderá ficar de fora da segunda fase, porque exatamente o último jogo da chave é entre eles.

A desclassificação na primeira fase seria um imenso desastre. É possível que uma das duas equipes ressurja das cinzas e consiga confirmar o favoritismo de atingir as semifinais. Porém, a pontuação de ambas sugere desclassificação.

Parece que, portanto, o planejamento foi mal feito. O técnico italiano Mauro Berruto e o americano John Speraw torcerão desesperadamente para que a França entre para valer e elimine a Bélgica logo no primeiro jogo do grupo, às 8h10 de Brasília. Caso contrário, o confronto das 15h25 entre Itália e Estados Unidos será de morte, no chamado grupo da morte.

Bookmark and Share

Comentários (1)

  • hicham diz: 7 de setembro de 2014

    Rodrigo,espero que eles continuem assim na próxima fase correndo o risco de serem eliminados.Até agora não estou achando nenhuma seleção com atuações muito convincentes,.nem mesmo o Brasil e a Rússia.Espero que na segunda fase o nível técnico dos jogos melhorem.Abraços.

Envie seu Comentário