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Brasil sai do buraco pelas mãos de Bruno e vence Cuba por 3-1

08 de setembro de 2014 1
Foto: FIVB

Foto: FIVB

 

O jogo de sábado era descartável. Pois, caso a Coreia do Sul, como se esperava, perdesse para a Alemanha no domingo, a seleção brasileira não levaria o 3-2 contra os coreanos para a segunda fase – o regulamento do campeonato mundial prevê que no agrupamento da segunda fase, as seleções carregam o resultado na primeira fase contra os adversários que também classificaram.

Por essa razão o jogo contra Cuba, no domingo, já poderia ser considerado da segunda fase. Ambos entraram em quadra classificados e com o resultado para ser levado, portanto, para a chave F, chave que vai agrupar além da chave do Brasil, a chave da Rússia.

Fica, portanto, incompreensível, aos olhos de quem está aqui de fora, a aparente complacência e falta de indignação com a qual o time brasileiro entrou em quadra. Perder o jogo seria começar a segunda fase com uma derrota para um adversário que não brigaria pela vaga à terceira fase. A seleção brasileira abusou dos erros, abusou da falta de concentração e abusou da sorte.

O problema é que, normalmente, do estado autoconfiante para o estado de desespero e afobação o passo é bem pequeno e a seleção brasileira apresentava todos esses sintomas.

O time cubano solto em quadra, jogando sem responsabilidade alguma, sacou, atacou, bloqueou, e é claro, errou como sempre erra. Mas o Brasil errou mais e Cuba levou o primeiro set com 25-22.

O segundo set ia pelo mesmo caminho. Erros impressionantes de marcação, como por exemplo os bloqueadores de extremidade saltarem junto com o central cubano, sendo que o central brasileiro estava jogando esperando, e por isso deixarem os atacantes cubanos sem bloqueio pelas pontas.

Na metade do segundo set o técnico brasileiro Bernardinho se cansou do time que estava em quadra e lançou Lipe no lugar de Lucarelli, Vissotto e Bruno na inversão, mesmo com Bruno ainda estando lesionado.

Deu certo, a mudança anímica provocada pelas trocas foi o que bastou para o Brasil virar o segundo set e fechar em 25-23 e depois vencer os sets seguintes por tranquilos 25-18 e 25-17.

É absolutamente louvável, respeitável e digna de toda a reverência a atuação de Bruno na sua volta. Não por qualquer mudança técnica ou tática. Mas, simplesmente por uma questão de imposição de sua personalidade. Bruno mostrou liderança e todos os jogadores que estavam em quadra com ele cresceram.

Infelizmente, Raphael não soube dar essa pitada de liderança que faltava ao time e ao levantador reserva brasileiro esta noite pode ser interpretada como aquela na qual o cavalo passou encilhado e ele não montou.

Lipe teve atuação madura e consistente, coisa que Lucarelli, nesta partida, não conseguiu, o que também serve para segurar a onda dos mais afoitos que já o estavam comparando com Giba e até Neymar(?).

O Brasil passa para a próxima fase na liderança do grupo F, pois, a Rússia perdeu dois sets para a Bulgária e já deixa um ponto pelo caminho.

O Mundial terá uma pausa nesta segunda e terça-feira. Na quarta-feira todos os times voltarão à quadra.

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Comentários (1)

  • hicham diz: 8 de setembro de 2014

    Rodrigo na minha opinião quem estava ruim mesmo no primeiro set era o Murilo com aqueles saques fracos e largadas prevísiveis.Se tivessem levado o Dante no lugar daquele Maurício Borges teria sido melhor -eu acho.E Cuba estava forçando muito o saque com preçisão.Concorda?

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