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Brasil sofreu em quadra, por isso perdeu para a Polônia

18 de setembro de 2014 0
Foto: Fivb

Foto: Fivb

O sonho de todo jogador de vôlei é, um dia, atingir o nível de estar apresentando-se para um ginásio lotado, com mais de 10 mil pessoas. Poucos são os privilegiados, representando seu País então…

A Polônia, a cada rodada que passa neste campeonato mundial mostra o quão apaixonado por voleibol seu povo é. Além de torcer desvairadamente por sua seleção, lota os ginásios para jogos de outras equipes. Brasil e Rússia, por exemplo, jogaram com casa cheia no domingo. Aqui no Brasil veríamos um Estados Unidos e Rússia para mais de 4 mil de público? Não. Com certeza, não.

Na partida de hoje contra a seleção polonesa, o mínimo que eu esperava do Brasil era ver o time solto em quadra, divertindo-se, curtindo a atmosfera de pura festa do Vôlei celebrada pela torcida polaca. Mas, ao contrário, desde o começo o que se percebeu foi um time tenso, preso e sem se divertir. Mas, não falo da diversão irresponsável e debochada e sim do imenso prazer que deve ser jogar ali. Ser vaiado, ser aplaudido, calar a torcida, vê-la incendiar-se… Isso tudo que quem já esteve em quadra conhece.

Na bola a Polônia não pode ser comparada com o Brasil. Individualmente, posição por posição, o Brasil é muito melhor. Mesmo sem Murilo, que fez falta, sim, na composição tática, na recepção, no bloqueio e na moral de bicampeão do mundo em quadra.

A única forma de a Polônia vencer seria o Brasil não jogar bola, entrar na pilha da torcida, apressar o jogo, jogar desconcentrado e esquecer o que fazer para vencer. Pois o Brasil fez tudo isso e perdeu por 3-2 (22-25, 25-22, 25-14, 18-25, 15-17).

No primeiro set, o Brasil começou melhor, impondo sua maior qualidade, mas saiu do ar no meio do set e não soube jogar sem o passe na mão, principalmente porque Leandro Vissotto não jogou bem o set. Outro que não esteve bem, não só o set, mas o a maior parte do jogo foi Bruno. Sua mão não foi firme como nos últimos jogos e parecia desconcentrado, estranho e desconfortável. Não distribuiu bem o jogo e não foi nem a sombra do jogador que, mesmo recuperando-se da lesão no polegar da mão direita, virou algumas situações até agora neste mundial.

No segundo e terceiro sets, a seleção brasileira soube lidar melhor com o passe, que continuou sem estar na mão, e a melhor qualidade do time foi preponderante para que no terceiro set o jogo ficasse tão fácil que parecia ter acabado.

Mas, no quarto set, o jogo fugiu da mão simplesmente porque o Brasil não soube pensar a partida. O oposto polonês Mariusz Wlazly jogou muito e a marcação de bloqueio não foi capaz de enxergá-lo como prioridade. Muitas vezes Wlazly atacou com simples numa rede com Marcin Mozdzonek e Michal Kubiak. O Brasil não entendeu o jogo e recolocou o adversário na partida.

O tie-brake foi a continuidade do quarto set, igualado somente com o cartão vermelho dado a Kubiak no enrosco com Wallace.

A vitória polonesa por 3-2 deixa os dois times em situação interessante: o Brasil, até agora invicto e favorito, jogará sua vida contra o seu maior adversário. Dizer que basta uma vitória por 3-0 ou 3-1 é diminuir o time russo. Se arrancar a vitória por três pontos, o Brasil garantirá sua classificação, pois, a Rússia vencendo a Polônia na quinta-feira, poderá então, no máximo chegar a 3 pontos e o Brasil já teria quatro.

A questão toda é: o Brasil de amanhã será o time que soube impor-se diante da Rússia no domingo ou o que sucumbiu ao caldeirão polonês na terça-feira?

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