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Chegamos às semifinais do Mundial, um grande favorito sobreviveu

20 de setembro de 2014 2
Foto: FIVB

Foto: FIVB

Antes de o campeonato mundial começar, era fácil apontar Brasil, Rússia, Itália e Estados Unidos como favoritos às semifinais. Apostar em Alemanha e França entre as quatro beirava a loteria. A Polônia, por sediar o torneio era, antes, das equipes do segundo escalão a que mais se falava ter possibilidades.

Os alemães, beneficiados pelo chaveamento e pela falta de poder de decisão dos iranianos, chegaram lá. Os poloneses, empurrados por sua torcida também. Essas duas equipes farão uma das semifinais. Não vou aqui situar o leitor quanto ao contexto histórico do confronto, o sentimento dos poloneses pelos alemães após a invasão de seu território, que deu início à segunda guerra mundial. Vou falar de vôlei. Na bola, o time polonês parece ser mais time, é mais homogêneo, mais rodado, acostumado a decidir competições de nível mundial e a Spodek Arena será pequena para o público embalar o time a alcançar a sonhada final em casa. Porém, os donos da casa não tem um jogador sequer com o potencial do oposto alemão Georgi Grozer – um Panzer.

Na outra semifinal o confronto dos dois times que, no meu entender, jogaram o melhor voleibol do mundial: Brasil e França.

Os franceses comandados pelo ex-jogador Laurent Tilie mostraram tremenda evolução nos últimos meses. Quatro jogadores, em especial, fazem um campeonato espetacular: o oposto Antonin Rouzier (finalmente recuperado de uma contusão no ombro que o atormentou por temporadas), o ponta Earvin Ngapeth, o líbero Jenia Grebennikov e o também ponta, filho do treinador, Kevin Tillie. O volume de defesa, a eficiência no contra-ataque e na virada de bola são as características marcantes desta equipe que perdeu apenas duas partidas neste mundial: para a Itália por 3-2, depois de estar vencendo por 2-0; e para Polônia, também por 3-2 na última partida da 2ª fase quando ambas as equipes já classificadas pouparam seus jogadores.

Na comparação direta com a equipe brasileira, vejo os centrais brasileiros muito acima dos centrais franceses Nicolas Le Goff e Kevin Le Roux. Lucarelli em um dia bom joga mais que os ponteiros franceses, mas até agora alternou partidas maravilhosas com algumas não tão boas. A questão toda recai sobre a condição de Murilo que, contra a Rússia na quarta-feira jogou na moral, sem saltar quase. Wallace em forma, atuando bem, transforma o duelo com Rouzier em algo bastante interessante, inclusive porque o bloqueio brasileiro é melhor do que o francês. Em relação ao líbero, Grebbenikov é um jogador muito melhor e mais completo do que Mário Jr., mas o líbero brasileiro é mais experiente.

Na mão, Bruno é melhor levantador do que o pequeno Benjamin Toniutti. Bruno Resende faz um excelente campeonato mundial, liderou a equipe de forma equilibrada e a pequena queda contra a Polônia não macula a imagem deixada até agora.

Taticamente, o Brasil precisará recepcionar melhor o saque francês, em relação ao que fez contra Polônia e Rússia na 3ª fase – 32% de passes na mão contra a Polônia e 47% contra a Rússia. Com uma recepção melhor, Bruno poderá acionar mais os centrais que receberam, ambos, apenas 21% das bolas nas duas últimas partidas. Jogando pelo meio, o Brasil terá mais chance de superar o qualificado sistema defensivo francês.

Outro ponto chave para o Brasil será sacar melhor para quebrar a virada de bola francesa. O levantador Toniutti é constante na distribuição e os atacantes franceses muito regulares.

Brasil e França promete ser um jogaço. Tudo aponta para uma final apoteótica entre Brasil e Polônia no domingo. Esses são os favoritos e deverão vencer.

A primeira semifinal acontece hoje às 11h30, entre Brasil e França. A segunda, entre Polônia e Alemanha às 15h15, sempre pelo horário de Brasília. Os dois jogos serão na Spodek Arena em Katowice.

 

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Comentários (2)

  • Maria Oneide Moreira diz: 20 de setembro de 2014

    Como é maravilhoso assistir aos jogos das seleções brasileiras de vôlei, a masculina e a feminina, são tantas as vitórias, os títulos, as conquistas que quando perdem algumas vezes a gente compreende e apoia. Afinal ninguém ganha sempre. Vocês merecem todos os elogios do mundo! Amei vê-los derrotar a Rússia, lavei a alma, me vinguei daqueles provocadores e hoje também! Aquela vitória suada contra a França! Como valeu! Agora fico na torcida pela vitória na final. Que Deus os ajude! Vamos lá ,meninos só falta uma agora!

  • MaRe diz: 21 de setembro de 2014

    Viva a Polónia!

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