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Fragilidade técnica do Canadá ajudou na vitória brasileira

25 de setembro de 2014 0
Foto: FIVB

Foto: FIVB

Uma das situações mais difíceis no voleibol é entrar em quadra para uma partida na qual um time sabe que vai vencer e o outro sabe que vai perder. Porém, no meio do caminho existem três sets, pelo menos, a serem jogados para se confirmar a expectativa do resultado.

Nessa estrada muita coisa pode acontecer de errado. O time inferior pode estar num dia inspirado e jogar acima do normal, o time mais forte pode estar num dia ruim, tudo dar errado e a conjunção dessas duas situações pode ser catastrófica.

Bom para o Brasil que não foi esse o caso diante do Canadá, na manhã de hoje. Não foi, pela imensa diferença técnica entre as duas seleções, porque na atuação do Brasil cabem muitas ressalvas.

O placar de 3-0 (25-14, 25-8, 25-18) não pode ser considerado por ele próprio como a realidade do jogo. O Brasil começou o jogo errando bastante e com dificuldades para encontrar o tempo do ataque das canadenses. Somente quando Thaísa foi para o saque, no meio do set, a seleção brasileira conseguiu abrir no placar, pois o saque da central brasileira desestruturou a recepção canadense.

O segundo set não existiu, o Canadá não conseguiu jogar, e no terceiro set, mais uma vez o Brasil permitiu que as canadenses jogassem um pouco mais e a seleção brasileira impôs-se pela qualidade técnica.

Individualmente, quem tem destoado um pouco é a levantadora Dani Lins. Seus levantamentos não estão regulares e a velocidade das bolas de ponta e de meio não estão ajustadas com as atacantes. Diversas vezes houve problemas de tempo de bola, que não geraram pontos diretos, mas que obrigaram as atacantes a largarem a bola.

Taticamente também não foi uma partida perfeita de Dani Lins. É compreensível que numa partida de nível técnico mais fraco, com pouco tempo para treinar durante a competição, as jogadoras aproveitem para ajustarem os tempos das jogadas. Mas, a leitura da rede adversária também se treina. Como por exemplo, a insistência com a china contra a rede de duas do Canadá, com a levantadora Jennifer Lundquist de 1m78, a central Lucille Charuk de 1m88 e a ponta Tabitha Love de 1m96. O certo seria até chamar a china, mas soltar a bola para a ponta contra a levantadora mais baixa. Ou então, trazer o jogo do meio para a ponta deixando a ponta canadense sem participação no bloqueio. Mas, ao contrário, Dani Lins distribuiu mais o jogo em cima do bloqueio mais alto.

Há, também, um momentâneo desacerto de tempo de bola com Thaísa. As bolas de Dani Lins estão lentas para ela e Thaísa está sendo bloqueada ou amortecida. Quando Fabíola entrou, Thaísa rodou bola com mais facilidade devido ao seu melhor entrosamento com a ex-levantadora do Molico.

Jaqueline foi o destaque individual marcando 14 pontos de ataque em 18 bolas recebidas (quase 78% de aproveitamento), foi a maior pontuadora do jogo com 16 pontos e conseguiu 75% de perfeição na recepção do saque.

O Brasil resolveu a partida no saque com 6 pontos diretos e fez com que o Canadá tivesse um índice de aproveitamento no passe de apenas 32%.

Ao final da partida, o treinador brasileiro José Roberto Guimarães admitiu que o time talvez precise melhorar em alguns aspectos e que as duas partidas do final de semana serão importantíssimas para o futuro da seleção brasileira na competição.

Amanhã haverá folga geral da companhia no campeonato mundial e os jogos retornarão no sábado. O Brasil jogará contra a Turquia, depois de amanhã, às 15h pelo horário de Brasília.

 

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