A temporada 2012/2013 começou turbulenta para o voleibol masculino brasileiro. Para quem não se lembra, uma participação na Liga Mundial cheia de altos e baixos e uma eliminação na fase final diante de cubanos e poloneses. Depois, numa incrível recuperação, a Seleção cresceu dentro dos Jogos Olímpicos foi à final e esteve à beira do Ouro.
De volta para a temporada dos clubes, durante grande parte da Superliga quem roubava a cena era o Móveis Kappesberg/Canoas, com seu time cheio de veteranos. O RJX, desde o começo fez uma campanha sólida e liderou quase o tempo todo. O Sada/Cruzeiro, campeão do ano passado, mesmo mantendo-se na parte de cima da tabela, demorou a mostrar seu jogo e só no returno entrou firme na disputa pela liderança.
Os dois melhores chegaram na final, que foi vencida por quem durante a temporada toda foi melhor - o RJX.
Mas aí surge o Sulamericano de clubes depois do encerramento da Superliga. Lembro que numa conversa com Horacio Dileo, antes da Superliga terminar quando o Vivo/Minas já tinha a vaga para a competição (e antes de haver a divulgação da Sede) que ele achava muito difícil a situação: jogadores em fim de temporada, alguns já apalavrados com outras equipes, muita fofoca e falatório, cansaço...e até a comissão técnica muito cansada de uma temporada que para o Minas começou em julho com o Campeonato Mineiro.
Com o time carioca não poderia ser diferente, jogadores vindos de uma longa temporada e da Seleção com contusões sérias como a de Dante.
Para os argentinos tudo era motivação. Quem dos dois times argentinos esteve em Londres? A Liga argentina é tão dura quanto à nossa?
O resultado tinha tudo para ser o que se viu, sem menosprezar os argentinos. Mas, em condições normais de temperatura e pressão, os cinco primeiros de nossa Liga facilmente batem esses times. Não bateram agora porque a temporada acabou e só não contaram para a Confederação Sulamericana.
A imagem que deve ficar nas nossas mentes não é do Vivo/Minas e do RJX desse torneio e sim da Superliga. Essa é a que vale para a análise do trabalho realizado pelas equipes e comissões técnicas. Brilhante trabalho.
O UPCN vem ao Mundial em outubro, e enfrentará o Lokomotiv Novosibirsk e o Bre Banca Lannutti Cuneo, respectivamente campeões e vice da Europa, assim como os outros participantes. Mas, todos estarão em início da próxima temporada, vindos da temporada de Seleções.
A conclusão que chego é que mesmo que na comparação com o feminino que ganhou tudo, menos o Grand Prix, a temporada do voleibol masculino foi boa. Houve melhores trabalhos que na temporada anterior e promessa de uma próxima Superliga melhor planejada, coisa que partiu dos jogadores do masculino. Só não precisava terminar assim.
Podia ter terminado na Superliga.