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Posts na categoria "Brasil"

Tremei levantadores mais jovens: vocês não terão espaço na Seleção ainda!

26 de abril de 2013 10

A justa, reconhecidamente merecida, porém tardia convocação de William Arjona à Seleção e a possiblidade de ser convocado Raphael Oliveira, do Trentino, que não foi ainda definida, por estar envolvido nas finais da Liga Italiana, sugere que com Bruno, William e Raphael os levantadores mais jovens não terão espaço na Seleção.

Culpa deles? Não necessariamente.

A formação de uma nova geração é reponsabilidade de quem está na base e de quem os dirige no adulto pois precisam de espaço para mostrarem seu jogo. Ninguém ganha experiência no banco e precisam estar na Seleção adulta - PRINCIPAL - não a que vai jogar a Copa Panamericana e torneios menores.

Murilo Radke, levantador campeão mundial juvenil tem potencial e poderia ser melhor trabalhado. E assim como Luizinho, levantador titular da seleção juvenil em 2005 pode sumir se não tiver espaço e gerenciar bem sua carreira.

Diferente do que muitos pensam, Luizinho era o titular da Seleção juvenil que tinha Thiago Alves e Lucão, por exemplo. Bruno era reserva. Mas, Bruno foi trabalhado e teve oportunidades. Luizinho, Daniel, e outros tantos não.

Agora, seria o momento do espaço aos mais jovens. Eu sei, vão pensar que sou do contra. Mas, William e Raphael são 79. Estão hoje em forma. Mas estarão em 2016 com 37 anos?

Ao meu ver o planejamento está sendo feito como foi para Marlon e Ricardinho, que foram para a seleção ultimamente para serem claramente reservas e usados caso Bruno se machucasse. William e Raphael serão usados da mesma forma.

E os mais jovens terão que esperar até 2017!

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Convocação estranha, com gente esquisita...

24 de abril de 2013 11

O título é sim uma paródia à letra da música do Legião, Eduardo e Mônica.

O comentário cabe quando não se faz mais aquela convocação única, com técnico dando entrevista. É de propósito?

No caso do feminino, por que José Roberto Guimarães passou a ter aversão aos microfones? Brigou com a imprensa? Magoou...?

O fato é que essa convocação pingada e meio na surdina esconde certas aberrações. Claro, esse é o ano de se fazer testes. Não tem mundial nem olimpíada. Ano de descansar as estrelas. E no feminino, de apagar certos incêndios.

Porém, algumas declarações e convocações me deixaram assustado.

Declaração: Mari Paraíba jogadora com nível de Seleção? Zé só podia estar brincando.

Convocações estranhas: Irmãs Pavão e Suelen.  Está certo, Suelen fez uma boa Superliga. Mas só isso. Não é líbero de Seleção Brasileira Bicampeã Olímpica!

E Monique e Michelle Pavão, são jogadoras médias e de clube. Se fossem de Seleção o Praia teria eliminado o Sesi. Por que essa convocação?

Para descansar as estrelas? Então, meu caro Zé, dê espaço para as mais novas. Não para jogadoras de 27 anos. Gabriela Guimarães, Elen, Pri Daroit, Natália (que descansou bastante nos últimos tempos) e Tandara são atacantes suficientes para não se perder tempo com convocações como essa.

E sobre a Líbero, quero crer que não tenha nada a ver com prêmio pela temporada. Se não for Fabizinha a preferida dele e de toda a imprensa carioca, Camila Brait é a líbero da vez. Para a reserva dela, deve ser usada outra mais nova. Não Suelen.

No masculino a confusão é maior ainda. O pingado na convocação e a quantidade de torneios que serão disputados confundem um pouco. Na Copa Panamenricana será Rubinho o treinador. Nas, outras Bernardo. Quem será aproveitado na Liga Mundial?

Mais uma vez pergunto; é de propósito? É para confundir?

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A manutenção dos treinadores da seleção precisa de uma reflexão maior

18 de agosto de 2012 2

A notícia sobre a manutenção de Bernardinho e José Roberto Guimarães a frente das seleções brasileiras ao mesmo tempo que soam como a permanência de trabalhos vencedores e que estão dando certo, suscitam uma reflexão maior sobre o que isso vai provocar no voleibol brasileiro.

Meu primeiro pensamento é de concordar com o Dr. Ary, nessa questão.

Mas, prefiro tentar ver a coisa pelo ângulo dos treinadores. E tendo a crer que ambos sairão perdendo, de certa forma.

O que se espera de um time bicampeão olímpico e que vai jogar em casa a próxima edição dos Jogos?

E o que se espera de um time que nas últimas três edições chegou na final ao jogar em casa a próxima?

Ou seja, qualquer resultado diferente do que foi conquistado nos últimos anos será uma gigantesca derrota e mancha na carreira brilhante de ambos treinadores - dos mais vencedores da história do voleibol mundial.

Então, eu me pergunto, para quê?

Pela vaidade de dirigir o Brasil nos Jogos do Rio?

Comparo, nesse momento, com a pressão sobre os ombros do técnico da seleção de futebol que um vice-campeonato é uma frustração sem tamanho. É nesse patamar que o voleibol brasileiro está.

Por outro lado, no caso de não permanecerem, que pressão em cima de seus sucessores não haveria?

Quem sabe por entenderem a complexidade de suas decisões é que ambos, mesmo que a CBV tenha anunciado a continuidade, estejam reticentes para confirmarem.

Honestamente, eu também estaria.

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Os erros e acertos de um vice-campeão olímpico

15 de agosto de 2012 3

Dar a minha opinião sobre o trabalho de Bernardinho sempre é muito complexo.

A soma de medalhas que ele alcançou é algo assustador para quem pratica modalidades que dão apenas uma medalha por edição dos Jogos - são seis, uma como jogador, duas dirigindo o feminino e três com o masculino. Sem contar que disputou os Jogos de Moscou como jogador e em Seul como assistente de Bebeto. Portanto, desde 1980, só não esteve nos Jogos de Barcelona.

É uma marca incrível. Não fosse pelas conquistas de seu colega(?) treinador do feminino, estaria isolado no Olimpo do voleibol brasileiro.

Entretanto, sempre tenho escrito isso, nenhum trabalho está tão acima do bem e do mal que não mereça ponderações a respeito.

Tenho lido e ouvido muitas pessoas atacando Bernardinho, dizendo que ele foi paneleiro, esse tipo de coisas.

Apesar de ele estar num patamar como treinador que o permite fazer o que quiser a frente da Seleção, Bernardinho ficou refém de um grupo de jogadores mais velhos e daria muito pano para manga cortá-los em nome de dar lugar a outros pensando em forma física e desempenho.

Quando resolveu cortar Ricardinho, em 2007, foi aquele auê. Independente de estar certo ou errado.

Imaginem se, às vésperas de Londres tivesse decidido cortar Giba, Dante e Rodrigão e não levar Ricardinho?

Esses jogadores, principalmente os atacantes, se mostraram durante os Jogos estarem muito aquém da forma física mínima exigida para a disputa de um torneio dessa magnitude.

Sobre Ricardinho não dá para falar porque não vimos ele jogar. Uma inversão por jogo é pouco para avaliar a forma e o desempenho.

Apesar de Giba encerrar a carreira na Seleção, ao meu ver, de forma honrosa com a medalha de prata, a cena de ser substituído na final depois de uma atuação deprimente quando se esperava dele a mágica que sempre mostrou poderia ser apagada de nossas memórias.

Rodrigão, em todas as grandes conquistas do Brasil, à exceção do Mundial em 2002, nunca esteve em forma. Sempre esteve recuperando-se de contusão. Como confiar num jogador que sempre se contundiu?

E Dante, estava tão no limite físico que na hora em que mais se precisou dele, sucumbiu a uma lesão no joelho.

Por isso tudo, não acho que o banco de reservas tenha sido mal pensado. O que houve foi a decisão de Bernardinho em manter os jogadores mais velhos, mesmo sem estarem em forma.

Esse foi um erro? Será? Acerto não foi, mas não vejo que houvesse outra saída.

As grandes atuações diante da Rússia (na primeira fase), Alemanha, Itália, e até na final mostraram que o time evoluiu. Mérito do trabalho de toda equipe técnica comandada por Bernardinho.

O jogo contra a Argentina não dá para considerar. Os garotos dirigidos por Weber sentiram muito a responsabilidade.

Então, no geral, o segundo lugar foi uma grande conquista. Mesmo que o ouro tenha ficado tão perto.

Com a divulgação que o Bernardinho está apalavrado com a CBV para mais um ciclo, a esperança, agora, é que ele renove o time. Que aproveite o momento para seguir em frente. Caso contrário, aí sim, poderemos todos o chamar de paneleiro.

Sobre a pressão imposta a ele e o levantador Bruno pela consaguinidade, agora isso acaba. Pois, não vejo outro levantador ao menos próximo do titular da Seleção para chegar em 2016 em condições.

Então, é o que temos de melhor e por isso os argumentos dos críticos, eu me incluo aí, caem por terra.

Tomara que a partir de agora, Eder, Luccarelli, Maurício, Renan e outros tantos garotos talentosos tenham oportunidades.

Ainda vejo o Brasil muito bem no cenário Mundial. É renovar  e deixar a garotada jogar bola.

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Os erros e acertos de um tricampeão olímpico

14 de agosto de 2012 8

Agora que aquela loucura de seis jogos por dia acabou, posso postar pensamentos mais aprofundados sobre tudo o que aconteceu nessas últimas duas semanas.

E para começar, quero falar de seleção brasileira feminina. Porque o feito do time treinado por José Roberto Guimarães coloca o Brasil como o maior vencedor do voleibol nos Jogos Olímpicos atrás apenas da extinta União Soviética. Pois, nenhum outro país tem, somadas as medalhas do masculino e feminino quatro medalhas de ouro.

As pessoas podem pensar: o que se pode falar de um time que foi para Londres com problemas, para enfrentar um time tão falado como superior e volta com o ouro no peito?

Um pouco antes dos jogos eu escrevi um post refletindo sobre como o ambiente interfere num time campeão. E nessa reflexão, eu coloquei que quando se ganha os problemas ficam esquecidos, dá impressão que estava tudo certo. Mas não é bem assim.

As vitórias podem esconder um pouco os erros, mas quem dirige um trabalho não pode ignorá-los em nome da manutenção do nível de rendimento após a conquista. Já que as cobranças em cima do vencedor só aumentam.

Na minha opinião, o primeiro grande erro de Zé Roberto foi achar que Fernandinha seria a solução para o time. Quem é leitor do meu blog sabe, eu sempre escrevi que nunca achei Fernandinha jogadora de seleção.

Suas atuações, até nas inversões, comprovaram isso. Tanto que nas últimas vezes Zé só a colocou em quadra nos momentos em que o Brasil sacava. Zé não deixou mais ela ficar responsável pela virada de bola.

Os reais motivos que fizeram Zé Roberto optar por cortar Fabíola, para mim, ainda continuam obscuros.

O segundo erro do treinador brasileiro foi decidir arriscar e levar Natália. Na prática, o Brasil só tinha quatro jogadoras no banco. Apesar do equívoco, isso não fez diferença. Pois na hora mais crítica na fase eliminatória, Fernanda Garay engoliu Paula e o Brasil não sentiu falta de outra atacante. Principalmente na final.

E ao meu ver, os grandes erros param aí. Mesmo com a minha discordância sobre a líbero.

O enorme acerto de Zé Roberto foi uma decisão que acabou sendo um corte na própria carne e que deve ter sido a decisão mais difícil de sua carreira: o corte de Marianne.

Esse corte acabou resolvendo uma parte do problema de grupo que havia. Poderia ser contornado se ela estivesse jogando muita bola, não era o caso. E mais sobre isso não vou falar e tendo a não publicar comentários que envolvam fofocas a respeito. Quem quiser fofocar sobre isso, é só procurar no google que vai achar bastante coisa inclusive as respostas.

O segundo acerto foi sacar Paula Pequeno. Que por não estar tão em forma ou insatisfeita, sei lá, não conseguiu render. Tirar Paula do time e colocar Fernanda Garay para jogar, na reta final se mostrou uma grande solução - Garay deu na bola.

O terceiro grande acerto de Zé Roberto foi corrigir o erro de escalar Fernandinha como titular a tempo de Dani Lins conseguir soltar-se e render o que dela sempre se esperou.

Convém lembrar que até aquele episódio da acetona, Dani Lins vinha como titular e capitã da seleção brasileira. Mas, como mandou a dupla Mari e Sheilla passar acetona nas unhas pintadas que estavam dando sorte na Superliga até serem eliminadas pelo seu time (o Rio), perdeu a tarja de capitã e quase o lugar no time.

Vejam vocês o que é o voleibol feminino. Um simples comentário debochado pode interferir diretamente na disputa da medalha de ouro três anos depois.

Entranto, se não fosse a entrada de Dani Lins a maior arma do time brasileiro, o ataque pelo meio, não teria sido efetiva, apesar do passe estar na mão - Fernanda Garay foi a melhor passadora dos Jogos Olímpicos com incríveis 82% de perfeição; Jaqueline foi a décima primeira melhor passadora.

De tudo isso, dá para concluir que efetivamente, apesar dos pesares, fazemos um voleibol acima dos demais.

E, mesmo que Zé Roberto continue a frente da seleção, a renovação se faz imperativa.

Dani Lins, Sheilla, Fabiana, Thaísa, Garay, Jaqueline e Natália são esperança de um time muito forte para o mundial em 2014.

Sou a favor da continuidade do trabalho. A renovação natural do grupo fará os ranços de dois ciclos se dissiparem.

E no fim, o maior número de acertos de um técnico o fizeram ser o único brasileiro em toda história a conquistar três Jogos Olímpicos.

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A vitoriosa prata do masculino

13 de agosto de 2012 3

foto: divulgação / FIVB

Pode parecer engraçado, mas fiquei mais triste com a derrota na final de ontem do que em 2008.

De um modo geral, mesmo o Brasil tendo chegado tão perto da vitória, discordo totalmente de Bruno quando ele declarou que o Brasil perdeu o ouro. O Brasil ganhou a prata.

E ganhou a prata porque simplesmente tinha menos time que a Rússia. Isso ficou claro na hora de precisar mexer. O técnico russo, Vlad Alekno, mexeu no time desde o primeiro set. Tentou todas as alternativas que tinha no banco.

Quando viu que não tinha outra saída, trocou dois jogadores de função. E o resultado foi o que se viu.

Aqui, um adendo, Muserskiy era oposto, reserva de Poltavski e Mikhaylov. Se não me engano na Liga Mundial em 2010, jogada em Córdoba, enfrentou o Brasil como oposto.

Voltando para o jogo, já o Brasil quando precisou mexer, não tinha banco e não tinha alternativas.

Claro que fica um gostinho amargo porque além de liderar até o 21x18, e sacar duas vezes para fechar, no final do terceiro set, Wallace ainda atacou uma bola incrível da 2 para a 2, para ficar novamente com a bola do jogo, e a bola deu no pé do russo e subiu.

Fora isso, o Brasil não teve a bola para matar o jogo. Nos dois saques para fechar os russos não deram chances.

Nesse momento, o sentimento que me vem é que o Brasil foi longe demais,  diante do quadro de ter Murilo e Dante atuando no sacrifício (já se sabia antes dos jogos que Murilo vai fazer uma cirurgia); E outros jogadores sem estar totalmente em forma.

Por isso tudo e mais tudo que o foi falado e criticado antes e durante os Jogos, a superação foi grande e tudo que resta é dar os parabéns à seleção masculina. E ao voleibol brasileiro que, pela segunda vez consecutiva coloca masculino e feminino na final; e faz o que nenhum outro País jamais fez, colocar em oito edições consecutivas (desde 1984) pelo menos um (masculino ou feminino) entre os quatro primeiros.

Isso é muita coisa. Quer dizer que estamos na frente dos outros em muitos aspectos.

Então, é só trabalho ser feito certinho que, mesmo com toda pressão em casa, no Rio estaremos prontos para repetir o feito.

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O terceiro lugar do masculino e o que esperar da final de logo mais

12 de agosto de 2012 0

foto: divulgação / FIVB

Quando escrevi sobre a preparação italiana para Londres, escrevi que seria surpreendente a Itália conquistar uma medalha no masculino.

Não acho esse time italiano fora do normal, bem pelo contrário. Mas, diante do quadro que se apresentou, o terceiro lugar fica em boas mãos.

Pior seria se ficasse com os búlgaros. Aquela já por demais falada derrota da Polônia para a Austrália mudou o emparceiramento. Se tivessem vencido, os poloneses teriam enfrentado a Alemanha. Os búlgaros teriam enfrentado a Rússia nas quartas e não estariam mais em Londres. Assim, a semifinal teria sido Rússia e Polônia.

Uma medalha seria demais para os confusos e desorganizados búlgaros.

Voltando para a Itália, que conquistou o terceiro lugar após vencer a Bulgária por 3x1, Mastrangelo e Fei, respectivamente com 37 e 34 anos, encerram (?) suas carreiras na seleção com mais uma medalha olímpica.

Prêmio para o jovem talentosíssimo Ivan Zaytsev. Que jogou muita bola e já foi merecedor de post só para ele.

A festa italiana ao final da partida mostrou o quanto para eles foi uma conquista esse lugar no pódio.

O que esperar de uma final Brasil x Rússia?

Primeiro que o saque dos russos não entre; E se entrar que nossos passadores estejam inspirados.

Que Wallace jogue o que jogou contra a Itália.

Que Bruno acerte as bolas de ponta.

Que Murilo e Dante parem Mikhaylov.

Que Sidão e Lucão toquem nas bolas de Muserskiy e Volkov.

Que Dante queira muito essa medalha de ouro e jogue para isso.

E finalmente, que Giba entre com seu famoso bigode e deixe claro para os russos que com "el bigodon" em quadra, não tem para ninguém.

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Que mais pode conquistar esse homem?

11 de agosto de 2012 0

Foto: divulgação / FIVB

No meio de uma atuação impactante, principalmente depois de perder o primeiro set daquela forma, seria muito fácil nominar uma por uma as jogadoras e suas fantásticas atuações.

Mas, nesse post pós o bicampeonato olímpico, quero exaltar a categoria, a capacidade, o trabalho e a habilidade de José Roberto Guimarães no comando de três campanhas olímpicas vitoriosas.

E nessa vez, sejamos honestos, não foi fácil. Nas outras duas, apenas três sets perdidos em cada. Desta feita, um sofrimento.

E o caminho foi pedregoso. Zé teve a capacidade de gerir um grupo dividido, não podemos esquecer. Um grupo desconfiado, que beirava o abismo, o próprio fim.

Mas, esse homem além de sua competência tem uma estrela absurdamente gigante.

Não se pode falar coisa diferente.

Zé Roberto não está sozinho. Tem ao seu lado um preparador físico fantástico, José Elias de Proença. Um assistente-técnico, Paulo Cocco,  que apesar de até questionado, teve uma atuação, nessa final, espetacular. Zé não dirigiu o time sozinho.

Como técnico de voleibol, não mais na ativa, eu me sinto privilegiado de poder assistir a uma atuação de tão alto nível como a da comissão técnica brasileira nesse jogo e de ter sido parte integrante do voleibol brasileiro mesmo que humildemente.

A comissão técnica brasileira deu uma lição de respeito ao adversário e de conhecimento no que deveria ser feito para vencer a empáfia e arrogância do time americano que não foi capaz de reverter um quadro desfavorável.

Depois do primeiro set, o time americano como um todo ficou atônito e sem saída. Mesmo seu treinador o tão respeitado McCutcheon que pouco falou de vôlei com seu time. Parecia não estar preparado para o jogo que se apresentou. Achava que iria entrar e vencer o Brasil.

Não meu caro Hugh. Do outro lado da quadra enfrentaste o único técnico campeão olímpico no masculino e feminino.

Assim, José Roberto Guimarães sai consagrado e firme diante de suas convicções e decisões.

O que será que esse homem pode querer mais de sua vitoriosa carreira? Conquistar o mundial ainda inédito?

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Como se joga uma final

11 de agosto de 2012 2

Uma final, obviamente é um jogo diferente dos demais.

É o decisivo. É o que coroa um trabalho.

Uma final deve ser saboreada, antes de qualquer coisa.

Disputei, como medíocre jogador e razoável técnico, inúmeras finais. Em nível estadual e até nacional.

Em todas procurei encontrar uma forma de me divertir, de curtir aquele momento. A preparação, a ida e a chegada ao ginásio, o aquecimento, para enfim, focar-me no jogo.

E isso me relaxava. Fazia com que eu produzisse melhor. Ganhei muito mais do que perdi. E o segredo na final, além de ter um time forte e preparado, era esse: encarar o jogo de forma especial mesmo. Não é mais um jogo. Todos gostariam de estar ali.

Quando técnico, sempre procurei fazer com que minhas jogadoras sentissem isso e na maioria das vezes deu certo.

Hoje no feminino e amanhã no masculino, espero de verdade que jogadores e comissões técnicas percebam o momento, o ineditismo até de repetirem o estar numa final olímpica e deixem-se levar por essas sensações.

Na hora do jogo, foco no que deve ser feito.

Se no nível em que competi já era maravilhoso adentrar um ginásio para disputar uma final e perceber os olhares de todos para meu time, deve ser um prazer inenarrável numa final olímpica.

Mas, essa curtição tem que acabar na hora da bola subir. Na hora do jogo é pressão para cima do adversário. Naquele momento de iniciar o jogo, o adversário tem que sentir que você não vai fraquejar. E jogar bola.

Uma final é para ser jogada sem medo. O máximo que vai acontecer é você perder e ficar com o que já garantiu - a prata. Então, por que não pintar a medalha de dourado?

Que o favoristismo conspire contra as americanas; e que os russos mantenham a tradição recente de perder para o Brasil.

Acostumamo-nos a ver o Brasil vencer e espero ver nesse final de semana outra vez.

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Definitivamente o campeão voltou

10 de agosto de 2012 6

foto:divulgação / FIVB

Hoje, só pude assistir ao vivo o primeiro set. E do que vi, finalmente Dante parecia ser o Dante que nos acostumamos a ver.

Um craque, com vontade, passando, bloqueando, sacando...

Sempre tive em Dante um termômetro do time. Porque se ele está a fim, fica difícil de segurar a seleção brasileira. E isso porque Bernardinho uma vez declarou que quase desistiu dele pela falta de interesse que demonstrava. Então repito, quando um cara com a capacidade dele está com a vontade que vi não tem para ninguém.

Chato é ficar ouvindo, toda vez que o Brasil vence, jogadores e ex-jogadores parecendo o Zagalo naquela Copa América.

A verdade é que o Brasil não estava jogando bola. Para quem não lembra, perdeu pro Canadá. O juvenil tem que ganhar do Canadá.

Porém, nunca, mesmo os comentaristas que criticaram e eu me incluo, torceram contra. Muito pelo contrário.

Elogios e críticas fazem parte. Quem não quiser ouvir crítica que fique em casa fazendo tricô.

E a hora é de elogiar. De louvar o voleibol jogado. A reconstrução do time. O reaparecimento de um time multicampeão.

Parabéns ao Brasil.

Estamos, sim, torcendo e chorando muito com cada ponto conquistado.

Que venha Mikhaylov.

Agora, para mim, o favorito é o Brasil. Deixaram chegar...

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