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Posts com a tag "Bruno"

Tremei levantadores mais jovens: vocês não terão espaço na Seleção ainda!

26 de abril de 2013 10

A justa, reconhecidamente merecida, porém tardia convocação de William Arjona à Seleção e a possiblidade de ser convocado Raphael Oliveira, do Trentino, que não foi ainda definida, por estar envolvido nas finais da Liga Italiana, sugere que com Bruno, William e Raphael os levantadores mais jovens não terão espaço na Seleção.

Culpa deles? Não necessariamente.

A formação de uma nova geração é reponsabilidade de quem está na base e de quem os dirige no adulto pois precisam de espaço para mostrarem seu jogo. Ninguém ganha experiência no banco e precisam estar na Seleção adulta - PRINCIPAL - não a que vai jogar a Copa Panamericana e torneios menores.

Murilo Radke, levantador campeão mundial juvenil tem potencial e poderia ser melhor trabalhado. E assim como Luizinho, levantador titular da seleção juvenil em 2005 pode sumir se não tiver espaço e gerenciar bem sua carreira.

Diferente do que muitos pensam, Luizinho era o titular da Seleção juvenil que tinha Thiago Alves e Lucão, por exemplo. Bruno era reserva. Mas, Bruno foi trabalhado e teve oportunidades. Luizinho, Daniel, e outros tantos não.

Agora, seria o momento do espaço aos mais jovens. Eu sei, vão pensar que sou do contra. Mas, William e Raphael são 79. Estão hoje em forma. Mas estarão em 2016 com 37 anos?

Ao meu ver o planejamento está sendo feito como foi para Marlon e Ricardinho, que foram para a seleção ultimamente para serem claramente reservas e usados caso Bruno se machucasse. William e Raphael serão usados da mesma forma.

E os mais jovens terão que esperar até 2017!

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RJX saca, tira a bola da mão de Marcelinho e vai à Final

06 de abril de 2013 10

Antes que os queridos internautas atentos aos meus palpites, e que esperam meus erros para cobrar surjam, vai aqui minha penitência:

Apostei alto e perdi a aposta.

Entretanto, escrevi na quinta-feira que a estratégia usada pelo RJX seria sacar muito forte para tirar o passe da mão de Marcelinho e tentar quebrar a virada de bola consistente do Vivo/Minas.

Além disso acontecer, o saque do RJX entrar, pelo lado mineiro seu saque também não entrou. Assim, permitindo que Lucão jogasse, todo o time carioca cresceu. E quanto mais cresceu, mais sacou.

Agumas questões importantes vou pontuar abaixo:

- Não concordo com o que li logo depois do jogo que Lucarelli tenha pipocado, o garoto deu na bola o jogo inteiro, errou um saque no final, mas deu na bola. Aprendam uma coisa: Lucarelli não pipoca.

- Bruno jogou muita bola ontem, forçou até demais o jogo pelo meio. É como escrevi, seu forte é o jogo pelo meio. Com o passe saindo, joga pelo meio.

- Não concordo quando Marcelo Fronckowiak disse que o RJX é muito mais do que Lucão. Sem Lucão esse time não estaria jogando nem o terceiro jogo. A série contra o Minas teria acabado antes a favor dos mineiros. Em determinados momentos o time é Lucão Voleibol Clube ou se preferirem LucãoX.

- Até quando vamos ter Rogério Espicalsky apitando jogos decisivos? A comissão de arbitragem acha mesmo que ele é bom? No primeiro set um lance que poderia ter decidido o jogo de forma diferente, não deu condução de Lucão num lance de fundamento de Basquete; depois, no terceiro set errou a favor do Minas numa bola tocada no block que foi na antena. Sem falar outras bolas menos importantes em momentos menos importantes. Ou seja, não é questão de intenção e sim de ser fraco. De não estar ao nível de ser árbitro internacional e apitar a quantidade de jogos que ele apita.

- Dante andou em quadra. Jogou algumas bolas com categoria, saltava de vez em quando, mas via de regra andou. Não está em forma?

- Thiago Alves ao final do jogo fez as vezes de Fabizinha. Só não fez o gesto. É deselegante. Semana passada Lorena entrou no Twitter para reclamar que tinha muita gente xingando ele sem conhecê-lo. A questão é: quanto mais público se tornam, quanto maior é o esporte, maior a crítica e a cobrança. Se não estiverem preparados vão fazer tricô. Até o padeiro da esquina está sujeito à críticas.

De todo modo, parabéns ao RJX, time de melhor campanha na fase classificatória. Marcelo Fronckowiak é um grande e vencedor técnico. Ninguém chega à final sem merecer.

Ao time do Vivo/Minas e ao seu técnico Horacio Dileo um grande reconhecimento pelo trabalho realizado. Quase eliminar esse timaço carioca é um grande feito.

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O que levará o Vivo/Minas à Final

04 de abril de 2013 2

Eu sei que a aposta é grande.

Mas, minha aposta não é de agora. Antes das quartas de final, apostei na classificação do Vivo/Minas sobre o Medley e apostei na vitória do time mineiro sobre o RJX antes.

Fui corajoso, é verdade. Posso errar agora? Posso.

Confesso que antes, junto com a análise crítica do momento técnico, tático e físico, acrescentei um feeling...um sentimento que o time mineiro faria o que poucos conseguiram nessa competição.

Logicamente que para vencer o RJX mais do que uma vez, é preciso muito além de concentração. Entretanto, o time do meu querido e competentíssimo Marcelo Fronckowiak está longe de ser imbatível, como de certa forma ficou-se com a impressão durante a temporada.

Foram apenas quatro derrotas:

- 3x2 para o Medley em Campinas no dia 15 de dezembro.

- 3x0 para o Móveis Kappesberg/Canoas no dia 10 de janeiro.

- 3x2 para o Sesi no dia 26 de janeiro.

- 3x2 para o Sada/Cruzeiro no dia 23 de fevereiro.

Além dessas, claro, a derrota para o Vivo/Minas, no último sábado.

Porém, o time carioca escapou diversas vezes de perder. Poderia e deveria ter perdido para o Sada no dia 22 de dezembro, quando o time mineiro fez uma péssima partida de saque. Outra partida que o RJX deveria ter perdido foi aqui em Florianópolis contra o Super Imperatriz que fez, quem sabe sua melhor partida na temporada,  e na bacia das almas, os cariocas venceram.

Porém, a mais marcante vitória que deveria ser derrota, foi a primeira partida da semifinal quando, por um descuido do Vivo/Minas que liderava o primeiro set permitiu não só que Lucão encaixasse uma sequência de saques, como Filip saísse do ar por alguns instantes e o set escorresse pelas mãos fazendo com que um 3x0 para o Minas virasse um 3x2 contra.

O momento é mineiro. O momento técnico e físico.

Psicologicamente, se Horacio Dileo conseguir fazer com que seus jogadores entendam que a responsabilidade continua do lado carioca e que eles consigam divertir-se com o jogo tático aplicado até agora que neutralizou tão bem o forte do time de Fronckowiak, não vejo como haver mais de quatro sets amanhã.

Taticamente, para o time de Marcelo Fronckowiak, pelo que ele tem na mão, a única saída é forçar o saque, e muito. Se não tirar o passe da mão de Marcelinho e a virada de bola do Minas continuar funcionando, vai permitir que ao contrário, o saque do Minas incomode, mesmo com os sacadores que não forçam e o melhor volume de jogo do time de Dileo proporcione os contra-ataques que lhe darão a vitória.

Gostaria de ressaltar aos extremistas que, quem sabe seja um erro meu, pois escrevo sempre da mesma forma, por isso provoco reações iguais:

Eu nunca escrevi que considero Bruno um péssimo levantador. Até porque, nenhum time se torna quatro vezes campeão da Superliga com um péssimo levantador.

Vou escrever de forma diferente para ver se finalmente serei entendido.

Bruno é um fantástico levantador de bolas de velocidade pelo meio. Mas que sente dificuldades nas bolas longas. Por isso, quando o passe não sai, o rendimento de seus times cai.

Porém, já vi grandes atuações dele e já escrevi sobre isso na Liga Mundial do ano passado, quando joga concentrado consegue acertar as bolas.

O time do RJX é muito forte. Pode vencer sim. Dante, Lucão, Thiago Alves, Riad e Bruno tem bola e experiência para decidirem a parada. Mas o viés do time carioca é de baixa; o do mineiro é de alta.

Assim, minha aposta está mantida. Final mineira no Maracanãzinho.

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A seleção atrapalha os times ou é o contrário?

02 de abril de 2013 5

O colunista do Uol, Bruno Voloch, no final de semana que passou publicou post falando a respeito de que a Seleção prejudicou o Sesi quanto a ter esgotado fisicamente e devolvido seus jogadores lesionados.

É uma ótima questão a ser discutida, mas de antemão afirmo que discordo no todo com a tese de Voloch (como normalmente não concordo com nada do que ele escreve).

O prezado colunista, deveria ter discutido algumas questões mais profundas e ter levantado os olhos para além do Sesi - que não foi o único time a ter jogadores convocados.

Porém, ressalto, também não estou defendendo o trabalho realizado na Seleção.

O problema todo não é a Seleção prejudicando times ou times prejudicando a Seleção. É o calendário apertado, ano após ano emendado, dando aos jogadores no máximo uma ou duas semanas de descanso fazendo com que os jogadores no somatório de um ciclo sofram as consequências.

Então, voltamos à questão do calendário não planejado e não pensado naqueles que estão dentro de quadra.

Outro ponto importante e não levantado pelo ilustre articulista, é a competência dos preparadores físicos. Quem sofreu mais e quem sofreu menos nesses dois últimos anos com contusões?

Quem soube planejar mais e quem soube planejar menos?

Apontar o dedo para a Seleção é fácil. Porém, o planejamento da Seleção sofreu também com o calendário. Não foi coincidência apenas que os três principais ponteiros do Brasil tenham chegado à Londres em precárias condições, resultando, quem sabe, na perda do Ouro.

Minha memória falha ou Murilo, Dante e Giba já chegaram à Seleção lesionados e foram poupados das primeiras partidas da Liga Mundial?

Portanto volto a pergunta, a Seleção prejudicou ou foi prejudicada?

Poderiam ter sido levados outros ponteiros? Maurício, Bravo, Filipe Ferraz...poderiam.

O comandante confiaria em tão pouco tempo em outro?

Quem prejudicou quem?

O fato é que o calendário como está é um pesadelo para os Preparadores Físicos e trabalho dobrado para Fisioterapeutas e Médicos.

Se o Sesi foi prejudicado, como afirmou Voloch, quanto tempo o Sada/Cruzeiro levou para colocar Wallace em forma? Lucão não disputou a Olimpíada? Dante não parece estar bastante recuperado? Bruno, Thiago Alves e Lucarelli estiveram em Londres. Lucarelli não jogou, mas esteve com a Seleção o tempo todo.

Quiroga, que além de ter jogado a Liga Mundial, os Jogos Olímpicos e ter contundido-se gravemente, voltou a jogar em janeiro e está jogando o fino da bola.

Agora, Voloch não posicionou-se quanto a Eder não ter histórico algum de lesão anterior, ter realizado a temporada com a Seleção e não ter conseguido jogar toda a Superliga.

Outro jogador esquecido pelo colunista foi Léozão que pelo segundo ano consecutivo não jogou e deixou o time sem oposto quando o titular não pode jogar. Ou então, esqueceu de mencionar que o Sesi não conseguiu recuperar Tiago Barth e Léo Mineiro, ambos também jogadores fora da Seleção.

Assim, parece-me que muito antes da Seleção ter prejudicado o Sesi, a Comissão Técnica do time paulista não conseguiu recuperar os jogadores da Seleção e nem sequer colocar em forma os que não são da Seleção, além de lesionar diversos jogadores pela segunda temporada consecutiva.

Então, para concluir, minha opinião é que há dois problemas aí:

1- O calendário que realmente sobrecarrega os jogadores e em algum momento há lesões em decorrência disso.

2- A competência dos Preparadores Físicos em ajustar o planejamento das equipes para que haja a recuperação correta e o retorno à ótima performance no período necessário.

P.S.: Escrevi e publiquei o post antes de saber da demissão de Giovane Gávio. Até porque, como Giovane levou o projeto que era da Unisul e estava em Joinville para o Sesi-SP, não era possível imaginar que ele próprio fosse demitido. No máximo que fossem acontecer mudanças na comissão técnica. A nota oficial da FIESP fala em comum acordo. Porém, Giovane deu declarações sobre ter sido pego de surpresa assim como todo o mundo do voleibol, de certa forma.

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Vivo/Minas venceu ou RJX perdeu?

31 de março de 2013 6

De certa forma, o sotaque da transmissão do jogo ontem deixou a impressão aos incautos que o resultado da partida, 3x0 para o Vivo/Minas, passou por uma péssima atuação do time carioca. Será...?

Antes de qualquer análise mais aprofundada, o blogueiro que vos escreve há muito canta a pedra de que o time do Minas vem realizando grande trabalho e está em crescimento.

Pois, vamos analisar a questão: no primeiro set, desde o início, o saque do time mineiro estava muito bem colocado, nem todos forçando, tirando o passe da mão de Bruno e forçando-o a jogar longo.

O que acontece com o time do RJX quando não conseque jogar pelo meio?

Simples, nessa temporada pelo menos, nenhum de seus atacantes de extremidade teve desempenho como de Wallace ontem contra o Sesi, por exemplo, de colocar no chão 18 bolas de 23. O normal é Theo, Dante e Thiago Alves terem no máximo desempenho em torno de 50%. O que não é ruim. Lucarelli ontem teve esse desempenho.

Mas, se um dos três atingir esse desempenho e o adversário controlar os outros e contra-atacar com eficácia, ainda mais mantendo o jogo longe de Lucão, o resultado poderá ser um 3x0 diante do RJX.

E foi isso que Horacio Dileo conseguiu que seus comandados realizassem com perfeição ontem. A partir de saques taticamente muito bem colocados, além de Lucarelli, Filip e Henrique poderem forçar e seus saques entrarem na hora certa, o time mineiro neutralizou o forte do jogo do RJX.

Mais uma vez vou escrever sobre Bruno, é um fenomenal levantador de bolas de velocidade pelo meio, mas que não tem tanta mão para bolas longas. Ontem cometeu diversos erros quando forçado a jogar longo. Bruno confia demais na sua visão periférica e acelera muito bem pelo meio. Mas, para jogar longo, com distância, precisa ter mais mão e suas bolas perdem qualidade, até por isso cai o desempenho dos atacantes de extremidades, porque as bolas sem o passe na mão não tem a mesma precisão.

Ainda considero Lucão o melhor jogador do campeonato, mas, "O" grande jogador também precisa saber superar momentos ruins durante a partida. Se não está atacando, precisa bloquear e sacar.

Individualmente, do lado do Vivo/Minas, Lucarelli foi brilhante, sempre decisivo nos momentos decisivos.

Além disso, no segundo set salvou a pele de Filip que ao errar quatro ataques consecutivos permitiu uma virada no placar do time carioca na parte final do set. Mas então, o garoto foi para o saque e numa grande sequência recolocou os mineiros à frente.

Outro com grande atuação e que destaquei no post feito essa semana sobre os veteranos foi Henrique. Com dois pontos de saque e três de bloqueio além de sempre contagiar o time com sua garra e seu notório amor pela camisa do Minas, como escrevi naquele post Henrique parece um garoto.

Outro que apareceu muito bem foi Rodrigo Quiroga. Tecnicamente um jogador espetacular. Num determinado rally, atacou três bolas, a primeira, com o corpo virado para diagonal atacou meia força para paralela - a bola voltou de graça; a segunda bola trabalhou com categoria também e a bola voltou de novo; na terceira uma maravilhosa meia-força para pequena diagonal vazia.

Escrevi há pouco tempo sobre isso e Dileo concordou comigo, Quiroga ainda precisa limpar seu jogo, é capaz de bolas como essa supracitada e bolas como aquele contra-ataque para fechar o segundo set com a paralela aberta colocar uns dois metros para fora da quadra.

Mesmo assim, a dupla Quiroga/Lucarelli é uma baita dupla de ponteiros.

Sobre Marcelinho, parece incrível que depois da grande atuação de sábado passado, ele não tenha treinado nenhum dia durante toda a semana com dores no joelho e mesmo assim tenha encontrado forças para jogar como jogou ontem.

Numa visão do todo, parece-me que o time mineiro está em viés de alta e o carioca de baixa. Não vejo muito favoritismo para essa terceira partida, mas mantenho meu palpite lá de antes da semifinal e que na época fui, quem sabe, o único com coragem de fazê-lo: Vivo/Minas na final.

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E o Sollys/Nestlé vai para cima do Unilever

20 de fevereiro de 2013 2

Ontem, quem esperava que o Usiminas fizesse uma graça para cima do Sollys/Nestlé perdeu as esperanças depois que o time de Luizomar começou a sacar. E como tem sacado o time de Osasco.

Um saque agressivo, alternando curtos e longos. Lembro que contra o Praia, em Osasco, o time de Spencer Lee vencia bem o primeiro set até Jaqueline ir para o saque e demolir a recepção com uma sequência alternada de longos e curtos.

Isso tem surtido efeito e diversas jogadoras tem adquirido a habilidade de alternar a direção e potência do saque - méritos para Luizomar e sua comissão técnica.

Não dava para querer muito de um time que tem apenas em Lia o seu desafogo.

Gosto muito do jogo de Claudinha, acho que fez uma ótima temporada no ano passado, apesar que tinha as duas cubanas e isso facilitava horrores (eu ia escrever Herreres mas o trocadilho ficaria horrível). Porém, não sei se teve propostas de sair ou se preferiu ficar no Minas. Se é o segundo caso, foi uma péssima escolha. Para mim, seu jogo ficou escondido por uma montagem de elenco modesta provavelmente em decorrência de orçamento reduzido.

Ontem ainda houve como complemento dessa penúltima rodada a vitória do São Bernardo sobre o São Cristóvão Saúde/São Caetano por 3x0. Ehhhhh, São Caetano, foi jogo de comadres isso aí para o São Bernardo não sair zerado da Superliga?

Agora, só nos resta esperar pela rodada de sexta e o confronto mais importante do mundo: Sollys e Unilever.

Para fechar o post não poderia deixar passar batido o prêmio recebido pelo levantador Bruno como melhor levantador do mundo em 2012.

Todos os que me lêem sabem minha opinião sobre ele, mas é muito significativo o reconhecimento internacional adquirido por Bruno. Meus sinceros parabéns não só pelo prêmio mas por sua sinceridade e humildade no twitter ao escrever que estava muito feliz mas que não tinha 100% de certeza de ser merecedor.

Parabéns mesmo!

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Rodada do masculino reconduziu o Sada à liderança

27 de janeiro de 2013 1

O jogo que abriu a quarta rodada do returno da Superliga Masculina, entre RJX e Sesi, permitiu que o Sada/Cruzeiro jogasse em casa contra o Funvic/Midiafone para vencer e tomar a liderança em função da grande vitória do Sesi no Maracanãzinho.

Para ser honesto, há muito que venho refletindo sobre o mérito do RJX estar na liderança. Além de diversos jogadores estarem jogando abaixo do que podem (Theo, Dante e Thiago) e de Mário Jr ter ficado algum tempo fora por contusão, ao meu ver o time de Marcelo Fronckowiak tem vivido do ótimo desempenho e entrosamento de Lucão e Bruno. Lucão, inclusive já escrevi lá na metade do primeiro turno, é o melhor jogador do Brasil. Disparado.

Não vejo ninguém com desempenho nem sequer perto.

Na partida de ontem, bastou ao Sesi de Giovane colocar um levantador que acertasse as bolas para o jogo do time fluir e equilibrar as ações e assim virar a partida.

Discordo de quem disser que foi um jogo decidido nos detalhes. Não foi.

Até o segundo set, quando Thiaguinho era o levantador do Sesi, os atacantes de extremidade estavam marcados porque o garoto não acertava as bolas de meio. A partir da entrada do levantador Everaldo as coisas mudaram. Com o melhor acerto das bolas de Sidão e Eder, os ponteiros e principalmente Lorena (que foi decisivo) estiveram mais a vontade para jogar.

E essa foi a principal diferença do jogo.

O único set que esteve a perigo para o Sesi com a entrada de Everaldo foi o quarto set, mas em função do incrível erro de arbiragem que deu como fora um ataque de Lorena que claramente tocou no bloqueio de Thiago Alves. O placar teria ido para 24x21. Ao invés disso, foi a 23x22 e o RJX na bola seguinte empatou.

Ou seja, a arbitragem poderia, sim, ter mudado o resultado do jogo. Mas, sobre isso amanhã farei um post especial de arbitragem que há muito estou para fazer.

Sobre o RJX, achei correta a percepção de Fronckowiak ao colocar Da Silva como titular no lugar de Theo e não concordei com a volta de Theo durante o jogo. Da Silva não terá tranquilidade para firmar-se caso não tenha uma sequência em quadra. A mesma tolerância que houve com Theo precisa ser dada ao novo titular.

Em Contagem, o Sada sabendo o que precisava fazer para retomar a liderança poupou Filipe e Wallace. Com Sanchez de oposto e Maurício com Leal na ponta e sem fazer uma substituição sequer durante a partida, Marcelo Mendez lascou um 3x0 para cima do time de Pindamonhangaba e agora foi a 36 pontos contra os 35 do RJX.

Umas coisa que não posso deixar passar foi a entrevista do treinador de Pinda, o João Conceição. Ex-auxiliar de Ricardo Navajas em Suzano, Conceição era tido e havido como o cara que entendia de voleibol em Suzano. Mas, como levar a sério um cara que dá uma entrevista como aquela antes do jogo?

Houve mistura de medicamentos? Falta de prática em dar entrevistas? Vamos Atlético????????? Qual é, João? As coisas esquisitas que vocês faziam em Suzano eram tuas ou do Ricardo?

Nos outros jogos, o Medley retomou a quarta posição ao vencer o Super Imperatriz Vôlei por 3x2 em Campinas. E o Móveis Kappesberg/Canoas perdeu sua posição entre os quatro em Araçatuba ao perder para o Vôlei Futuro por 3x1.

Agora as coisas estão praticamente definidas em relação a quem vai classificar-se. Pois com essa vitória, o time de Araçatuba abriu seis pontos para o nono colocado que é a UFJF.

E só são seis pontos de diferença porque o time de Juiz de Fora roubou um ponto de São Bernardo ao fazer um 3x2 com o time do ABC em Minas.

Hoje às 14 horas tem o complemento da rodada com o jogo entre Vivo/Minas e Volta Redonda com transmissão do Sportv. Vivo/Minas que perdeu o garoto Lucas Loh com grave contusão no tornozelo no jogo passado, no penúltimo lance do jogo, e que ainda não há previsão de volta.

Definitivamente, não é um bom momento de garoto, na virada do ano teve um acidente doméstico que o obrigou a uma pequena intervenção cirúrgica para reconstituição dentária e o afastou dos primeiros jogos e agora essa lesão.

Sorte e pronta recuperação é o que esse blogueiro deseja ao jovem e promissor ponteiro.

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Super Imperatriz roubou a cena e um ponto do líder

14 de janeiro de 2013 1

Foto: divulgação Super Imperatriz

Para fechar o primeiro turno da Superliga masculina, aconteceu ontem em Florianópolis o jogo entre o time do Super Imperatriz e o líder da competição o RJX, do Rio de Janeiro.

O que se esperava era uma vitória fácil do time carioca, apesar de vir de uma surpreendente derrota por 3x0 para o Móveis Kappesberg/Canoas.

Entretanto, não foi o que se viu.

Ainda sem contar com seu líbero titular, Mário Jr, Marcelo Fronckwiak teve o restante de seu grupo à disposição. Mesmo assim, o RJX sofreu e muito para conquistar os dois pontos que lhe deram o título simbólico do turno.

Mesmo com o Saque do Super Imperatriz não sendo agressivo ou não incomodando a recepção do time carioca, que teve 79% dos passes executados na mão de Bruno, ainda assim o ataque não foi tão produtivo pois teve um aproveitamento de 46%.

Ou seja, o sistema ofensivo do RJX está fraco. Culpa de quem?

Bem, há muito venho escrevendo sobre as qualidades do levantador Bruno. A explicação para que Lucão seja o melhor atacante da equipe carioca e que o central esteja a frente do oposto titular Theo na tábua de maiores pontuadores da competição está além da competência dos atacantes. Está tembém na notória maior habilidade do levantador titular da Seleção em jogar com bolas curtas e de velocidade. Nisso ele é mestre. Porém, sempre escrevi que nas bolas longas sua qualidade cai e o rendimento dos atacantes fica comprometido.

Por outro lado, para mim fica evidente a falta de condicionamento físico de Theo que no começo da partida tem um vigor e conforme o jogo vai desenrolando-se vai perdendo força e via de regra acaba sendo substituído por Paulo Victor.

Juntando peças, lembro-me que Marlon, em sua entrevista para o Blog deixou no ar uma falta de comprometimento do grupo de jogadores do RJX na temporada passada. Será que o mesmo comportamento ainda se repete?

Outra coisa que me incomoda por demais é o comportamento dos jogadores durante os tempos. Pelo que percebi, a forma insolente como o grupo recebia as informações no ano passado, do técnico Marcos Miranda, continua a mesma com Marcelo Fronckowiak, ainda que a forma de trabalhar dos dois treinadores seja distinta.

Eu compreendo que o treinador deva moldar-se um pouco conforme a característica do grupo. Mas, não consigo entender e nem aceitar que um técnico tenha que ficar aos berros chamando determinado jogador para ouvir instruções. Parece-me que alguns mais experientes estão considerando-se acima da hierarquia.

Já contei isso, em minha passagem pela Superliga Masculina, tive a oportunidade de fazer um curso de treinadores com Fronckowiak hoje no RJX, que na época era auxiliar da Ulbra e eu da Unisul. E por isso, na época tivemos algum contato e acabei por observar as boas qualidades de Fronckowiak. Assim, estou estanhando a forma dele agir perante os seus comandados.

Essa forma negligente de agir dos jogadores mais experientes, acaba por contaminar os mais jovens e finda por nortear as atuações do time carioca. Quem sabe seja essa a explicação para os quatro pontos perdidos aqui no sul e a consequente aproximação dos demais na tabela de classificação, apesar da manutenção do primeiro lugar.

Por outro lado, a capacidade técnica dos jogadores acaba por ser o diferencial em momentos cruciais da partida. Como no quinto set, ontem, quando o Super Imperatriz conseguiu a duras penas empatar o set em 11x11 e Dante fez um passe espetacular para Bruno jogar em velocidade e no ponto seguinte um bloqueio para matar de vez as esperanças do time catarinense que morreu nos 11 pontos.

Do lado do Super Imperatriz, preciso tecer alguns elogios ao treinador Douglas Chiarotti.

Ao perceber que alguns jogadores seus mais experientes não estavam rendendo, resolveu lançar mão dos mais jovens e se viu recompensado pela ousadia.

O oposto Rafael de 2,07 e 21 anos deu na bola, complicou a marcação de bloqueio do RJX e saiu de quadra com 24 pontos marcados.

Outro destaque do time catarinense foi o ponteiro Léo. Porém, o único dos mais experientes a continuar como titular, ontem, o central Renato Felizardo foi muito importante para o rendimento do time. Mesmo sem aparecer muito, Felizardo com seu jeito tranquilo ajudou também para que a garotada, principalmente o levantador Felipe Quaresma pudesse distribuir bem o jogo e assim levar o time catarinense a conquistar um ponto contra o líder e recuperar um pouco do terreno perdido com a derrota para a UFJF.

Ainda sobre Douglas Chiarotti, gostei muito do seu desempenho durante os tempos dando instruções e falando com o time, bem melhor do que na temporada passada quando parecia assustado e perdido. Normal para quem havia sido apenas auxiliar desde o encerramento de sua carreira de jogador.

O returno começará na quarta-feira com o importante confronto entre Sesi e Medley na Vila Leopoldina. Jogo importante para ambos, principalmente para o time de Campinas que se vencer pode recuperar a quarta posição já que o time de Canoas enfrentará o Sada na quinta-feira. Será uma rodada de muitas emoções.

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Sada/Cruzeiro tomou a virada por tropeçar em seus próprios erros

23 de dezembro de 2012 0

O estilo de jogo de Bruno e seu entrosamento com Lucão, que vive fase maravilhosa, suscitou uma mudança de comportamento nos jogadores do Sada/Cruzeiro e isso fez a diferença na partida a partir do quarto set, quando o time mineiro liderava o jogo por 2x1.

Compreendi completamente a estratégia de ontem do time dirigido por Marcelo Mendez: forçar o saque, tirar o passe da mão de Bruno para que ele não acionasse Lucão, e apostar na imprecisão de Bruno para as bolas longas contando com a irregularidade de Theo somada com a não tão boa fase de Thiago Alves e Dante.

Assim, o sistema Bloqueio/Defesa do Sada trabalharia e as coisas funcionariam como sempre. Afinal, o time cruzeirense conta com ótimo jogo de campo e portanto um volume de jogo acima dos demais.

Até aí tudo certo. Entretanto, no começo do jogo o saque não entrava e a marcação do ataque do RJX estava totalmente desconcentrada, principalmente com Douglas Cordeiro casado na rede com Riad. Douglas queimava com o central do RJX deixando diversas vezes William e Filipe sozinhos.

Apesar disso, uma fraca atuação dos ponteiros do RJX no começo do jogo permitiu que o set seguisse equilibrado até o final quando o saque mineiro entrou e a tradicional regularidade da equipe apareceu, com destaque para o ponteiro Filipe, fazendo com que o Sada desse um salto de qualidade e vencesse o set por 25x22.

O segundo set foi parecido mas no final o RJX apresentou melhor rendimento no saque e no bloqueio obrigando Marcelo Mendez a tirar Leal do jogo para colocar Maurício e melhorar sua recepção. Não deu muito certo e o RJX empatou o jogo.

Para desempatar a partida, o Sada contou com ótima atuação do oposto Wallace e do central Acácio para seguir brigando no set até o final mesmo com seu saque não entrando muito. No final Wallace acertou um ace em cima de Dante para fechar o set em 29x27.

A partir do quarto set só deu RJX, em mais nenhum momento o Sada/Cruzeiro ameaçou o time carioca. Apesar do treinador argentino pedir o tempo todo para os jogadores trocarem a estratégia de saque, que sacassem em Rafael (que substituiu Mário Jr - machucado) porque estava quebrando o passe quando recebia saque flutuado, os jogadores não obedeceram Marcelo Mendez e quando tentaram já era tarde demais.

Apesar da boa atuação de Thiago e Theo e a gigantesca apresentação de Lucão, o melhor jogador da Superliga até o momento - disparado, acredito que a vitória do RJX foi mais pela má partida feita pelo time mineiro ontem.

Houve erros de arbitragem, sim, que poderiam ter mudado o resultado do quarto set. Mas, isso não apaga  os erros que fizeram o Sada perder e também não tira o mérito do RJX em aproveitar-se disso.

Nos outros jogos da rodada, o Vôlei Futuro venceu o Volta Redonda por 3x1 e voltou a figurar entre os oito primeiros, pelo menos temporariamente.

O Vivo/Minas aproveitou-se da derrota do Volta Redonda, venceu a UFJF e pulou para o sexto lugar na tabela.

Para competar a rodada, hoje jogam Medley/Campinas e Funvic/Midiafone e no dia 29 jogarão Super Imperatriz e Sesi; e São Bernardo contra o Móveis Kappesberg/Canoas.

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RJX superou o Minas que tem muito a crescer

21 de dezembro de 2012 0

O RJX confirmou ontem sua liderança, pelo menos até o sábado, quando enfrentará o Sada/Cruzeiro no confronto direto pela ponta da competição.

O time do Vivo/Minas foi valente, tentou até o final mas não conseguiu superar o RJX no Rio de Janeiro. Entretanto, a entrada do tcheco Filip já dá mostras de que o time mineiro será um grande candidato a figurar entre as quatro primeiras equipes da competição já que ainda falta Rodrigo Quiroga entrar nesse time.

E isso fará diferença porque com dois ponteiros muito novos, ao final dos sets a falta de experiência aparece, como no primeiro set quando Lucas Loh errou um saque depois de um tempo pedido por Marcelo Fronckowiak e logo em seguida Lucarelli isolou um passe de saque flutuado do Dante.

Lucão estava em noite inspirada.E Bruno abusou disso, obrigando a Horacio Dileo comandar que seu bloqueio jogasse um contra um com o passe na mão e Lucão na rede.

O time do RJX está ficando azeitado. E no sábado será um grande jogo e um enorme teste para ambos.

Nos outros jogos da rodada, o Super Impetratriz venceu em casa por 3x2 o São Bernardo. Como eu escrevi, aproveitando ainda a ausência do oposto Renan.

O Sada venceu a UFJF por 3x0; O SESI venceu o Móveis Kappesberg/Canoas por 3x0; O Vôlei Futuro venceu o Funvic/Midiafone por 3x1 e na terça feira, o Medley venceu o Volta Redonda por 3x2.

A classificação está assim:

1- RJX - 21 pontos.

2- Sada/Cruzeiro - 20 pontos.

3- Sesi - 15 pontos.

4- Medley - 14 pontos.

5- Móveis Kappesberg/Canoas - 14 pontos.

6- Volta Redonda 11 pontos.

7- Vivo/Minas - 10 pontos.

8- São Bernardo - 10 pontos.

9- Super Imperatriz - 9 pontos.

10- Vôlei Futuro - 8 pontos.

11- Funvic/Midiafone - 7 pontos.

12- UFJF - 5 pontos.

Hoje tem feminino no Sportv com Unilever e Sesi.

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