
foto: Alexandre Arruda / CBV
Para quem ainda não tomou conhecimento, o regulamento do Grand Prix é bem diferente em relação ao da Liga Mundial. Além das seleções não estarem dividas sempre nos mesmos grupos (as chaves mudam a cada etapa), as seleções jogam apenas três etapas e não quatro como na Liga Mundial.
Ao meu ver, essas diferenças dão muita margem a desequilibrios e favorecimentos.
A China por exemplo, até agora enfrentou Porto Rico, Tailândia, Argentina, Polônia. Taipei e Coreia. E só agora vai enfrentar uma chave mais difícil com Brasil e Cuba. Mas ainda tem uma babinha que é Porto Rico. A China nem precisaria ser beneficiada para classificar-se, já que sediará a fase final. Mas, em termos de preparação para os Jogos Olímpicos, é interessante ir crescendo o nível dos adversários aos poucos.
No que diz respeito ao Brasil e sua classificação às finais em relação aos times que estão na sua frente, fazendo uma projeção bem razoável, não acredito que o time de Zé Roberto consiga ultrapassar a Turquia, a Tailândia e Cuba mesmo vencendo as cubanas.
Então, a preocupação primeira será de manter-se em sexto lugar, conseguindo assim a vaga para as finais, de olho apenas no Japão. Só que para isso, o Brasil deverá marcar pelo menos sete pontos - contando com os três do jogo contra Porto Rico e quatro nos dois jogos contra China e Cuba.
Já o Japão que tem dez pontos, enfrentará Alemanha, Coreia e Turquia. Não é um grupo fácil para as japonesas. Porém, se conseguirem seis pontos contra Alemanha e Turquia, entrará na última partida contra a Coreia para carimbar a vaga. Porque não acredito que o Brasil consiga os nove pontos da etapa.
Os que estão abaixo de Brasil e Japão, na minha opinião, já estão fora em função das chaves que vão enfrentar.
Minha previsão de pontuação final da fase de classificação é: 1 - Estados Unidos 27 pontos (SER, TAI, ARG); 2- China 24 pontos (BRA, CUB, PUR); 3- Turquia 21 pontos (JAP, ALE, KOR); 4- Tailândia 19 pontos (USA, SER, ARG); 5- Cuba 19 pontos (CHI, BRA, PUR) e 6- Brasil 18 pontos.