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Posts com a tag "classificação"

Brasil está quase classificado para as finais da Liga Mundial

24 de junho de 2012 0

Com os resultados desse final de semana, a única seleção que pode ameaçar a classificação brasileira é a da França. Que pode chegar aos mesmos 26 pontos do Brasil e superá-lo no número de vitórias. Portanto, basta que a França perca um ponto na semana que vem que o escrete canarinho vai à Bulgária disputar as finais desde que os americanos terminem em primeiro da chave.

Pode haver algum esquema para classificar a França? Pode, os americanos que lideram o grupo C, precisam de 6 pontos para ultrapassarem o Brasil, também no número de vitórias, com os mesmos 26 pontos; e vencendo Itália e Coreia, poderiam entregar aos Franceses que ambos se classificarão. Desde que a França conquiste os seis pontos frente aos italianos e coreanos.

Será que tirarão o Brasil na cara dura?

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O vôlei feminino do Brasil também corre riscos no Grand Prix

19 de junho de 2012 0

foto: Alexandre Arruda / CBV

Para quem ainda não tomou conhecimento, o regulamento do Grand Prix é bem diferente em relação ao da Liga Mundial. Além das seleções não estarem dividas sempre nos mesmos grupos (as chaves mudam a cada etapa), as seleções jogam apenas três etapas e não quatro como na Liga Mundial.

Ao meu ver, essas diferenças dão muita margem a desequilibrios e favorecimentos.

A China por exemplo, até agora enfrentou Porto Rico, Tailândia, Argentina, Polônia. Taipei e Coreia. E só agora vai enfrentar uma chave mais difícil com Brasil e Cuba. Mas ainda tem uma babinha que é Porto Rico. A China nem precisaria ser beneficiada para classificar-se, já que sediará a fase final. Mas, em termos de preparação para os Jogos Olímpicos, é interessante ir crescendo o nível dos adversários aos poucos.

No que diz respeito ao Brasil e sua classificação às finais em relação aos times que estão na sua frente, fazendo uma projeção bem razoável, não acredito que o time de Zé Roberto consiga ultrapassar a Turquia, a Tailândia e Cuba mesmo vencendo as cubanas.

Então, a preocupação primeira será de manter-se em sexto lugar, conseguindo assim a vaga para as finais, de olho apenas no Japão. Só que para isso, o Brasil deverá marcar pelo menos sete pontos - contando com os três do jogo contra Porto Rico e quatro nos dois jogos contra China e Cuba.

Já o Japão que tem dez pontos, enfrentará Alemanha, Coreia e Turquia. Não é um grupo fácil para as japonesas. Porém, se conseguirem seis pontos contra Alemanha e Turquia, entrará na última partida contra a Coreia para carimbar a vaga. Porque não acredito que o Brasil consiga os nove pontos da etapa.

Os que estão abaixo de Brasil e Japão, na minha opinião, já estão fora em função das chaves que vão enfrentar.

Minha previsão de pontuação final da fase de classificação é: 1 - Estados Unidos 27 pontos (SER, TAI, ARG); 2- China 24 pontos (BRA, CUB, PUR); 3- Turquia 21 pontos (JAP, ALE, KOR); 4- Tailândia 19 pontos (USA, SER, ARG); 5- Cuba 19 pontos (CHI, BRA, PUR) e 6- Brasil 18 pontos.

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Australianos garantem a vaga para Londres

10 de junho de 2012 2

foto: divulgação / FIVB

Na madrugada desse domingo, a Austrália bateu a China por 3x0 e garantiu a vaga aos Jogos Olímpicos. Assim, transformou o jogo de encerramento entre Japão x Irã num melancólico amistoso.

Então, se não acontecer nenhum desastre nos jogos Alemanha x Rep. Tcheca e Bulgária x Egito os doze países classificados para Londres são:

Rússia, Polônia, Brasil, Estados Unidos, Argentina, Tunísia, Itália, Grã-bretanha, Austrália, Sérvia, Bulgária e Alemanha.

A Austrália no voleibol pertence à Federação Asiática. Mas, o grande detalhe é que nenhum país verdadeiramente asiático está classificado, o que mostra a franca decadência do voleibol masculino de Japão, Coreia e China.

Agora só teremos que esperar aquele sorteio (com bolas lixadas) que nunca divide equilibradamente os times.

Anotem aí: numa chave vai ter Tunísia, Grã-bretanha, Itália, Alemanha, Austrália e Argentina. Os restantes vão ficar matando-se na outra chave. Qualquer coisa diferente que equilibre as coisas não é da política da FIVB.

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Alemanha e Bulgária estão quase classificadas para Londres

09 de junho de 2012 0

Mesmo que a Alemanha ainda tenha que jogar amanhã contra a República Tcheca e a Bulgária vá enfrentar o Egito será apenas uma questão de cumprir tabela e carimbar a vaga.

Foram dois jogaços. Confesso que não vi inteiros até porque foram quase simultâneos.

Os cubanos, contra a Alemanha até tiveram chance de vencer. Mas, a juventude de seus jogadores pesou no quinto set e até pode-se dizer que houve certa pipocada de alguns. Bell, por exemplo, foi para o saque quando estava 13x13, acertou o primeiro, Cuba fez o ponto e na sequência, sacou lá nas placas, desencaixado...um horror. E o garoto Leon, também, virou muita bola. Mas no final do jogo foi bloqueado. Assim, a Alemanha, do levantador Tischer, confirma sua ascenção.

Já a Bulgária contra a França teve um jogo disputadíssimo, mas a França não chegou a ter o jogo na mão. Legal foi ver a comemoração do primeiro ministro que ordenou a volta de Stoychev ao comando do time.

Agora, só uma vaga resta. Aquela vaguinha asiática que citei em post anterior e que está na mão da Austrália.

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O voleibol e a marmelada

31 de maio de 2012 0

foto: divulgação / FIVB

Ainda repercute o resultado entre Sérvia e Japão, no último final de semana, que classificou ambos para os Jogos Olímpicos. Há muita gente dizendo que foi armado.

É possível?

É claro que é. Era um jogo no qual a Sérvia entrou quase classificada, estava em terceiro lugar, tinha um average melhor que o da Tailândia e só não classificaria se tomasse um capotão e seu average caísse.

Ao Japão bastava vencer dois sets, marcar um ponto e ultrapassar a Tailândia no average. A Sérvia com um ponto ficaria com um  mais do que a Tailândia.

Existe, sim, a possibilidade de os dois terem combinado de ir ao quinto set e assim ambos classificarem, difícil é fazer. Se bem que, combinar também deve ser complicado quando um fala japonês e o outro sérvio.

Quem permite a possibilidade é a mesma entidade que coloca os times do masculino para jogarem pré-olímpico a partir do próximo final de semana (a menos de 60 dias dos Jogos); É a mesma entidade que define que nas semifinais da Liga Mundial a Bulgária por ser dona da casa vai pegar o grupo mais fácil; É a mesma que fez aquele regulamento esdrúxulo do mundial da Itália em 2010 e do mundial feminino em 2002;  E é a mesma que dividiu tendenciosamente os grupos para o pré-olímpico masculino e que criou fórmulas direfentes para masculino e feminino classificarem-se para Londres.

Para ser honesto, sobre o jogo entre Japão e Sérvia, esportivamente falando é horrível haver a possibilidade de marmelada. Porém, coloque-se no lugar de um dos dois envolvidos e admita que ao menos passaria pela sua cabeça a ideia e pense que uma vaga olímpica estaria em jogo.

Eu, em quadra jogando ou dirigindo um time, não saberia como e nem o que fazer - não daria certo. Mas tem gente que consegue.

Certa vez, num sulamericano de vôlei de praia, assisti Esteban Martínez entregar um jogo para pegar um cruzamento fácil mais adiante. Sabem o que ele fez? Atacava as bolas importantes no bloqueio. Aos leigos, o bloqueador estava jogando muito. Quem entende do negócio e conhecia a forma como Martínez jogava percebeu o que acontecia. Resultado? Foi campeão da etapa. 

E o resto é apenas história para blogueiro contar.

 

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O porquê de criticar a data dos pré-olímpicos

27 de maio de 2012 0

Preciso defender meu ponto de vista em relação a fórmula encontrada pela Federação Internacional de classificar as seleções para os Jogos Olímpicos.

A primeira coisa que não concordo é a não classificação do campeão olímpico anterior e o atual campeão mundial.

A segunda e mais importante coisa que não concordo é a respeito da data dos pré-olímpicos.

E explico: No Treinamento Desportivo, existe uma coisa chamada Periodização, que é a forma de levar-se o atleta ao seu máximo rendimento técnico, tático, físico e psicológico em um determinado período - que não é muito longo. Após esse "pico" de rendimento, naturalmente o nível de performance cai. E demora um pouco para se recuperar esse ápice.

É um pesadelo para os preparadores físicos ter que colocar uma seleção em forma, inclusive com atletas vindas de diversas equipes em diferentes condições físicas, e ter que elevar o rendimento a menos de dois meses de uma competição mais importante.

A Rússia foi vítima disso no pré europeu e duas semanas depois, no Japão, já apresentou um rendimento melhor mesmo sem Sokolova. Mas, naquele período, estava muito mal.

Por isso tudo, acho que o sistema de classificação devia ser feito até o final do ano anterior. Assim, as classificadas teriam três a quatro meses de preparação com apenas o Grand Prix para o feminino e a Liga Mundial para o masculino.

Não sei porque inventam esses torneios mirabolantes com fórmulas mais mirabolantes ainda. Se os dirigentes pensassem um pouco menos no dinheiro e mais no rendimento atlético, certamente iriam rever seus conceitos.

Se os continentais disputados antes da Copa do Japão já tivessem sido classificatórios Cuba e Sérvia já estariam no masculino, por exemplo.

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