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Posts com a tag "Thaísa"

As três semanas que podem ter mudado o rumo da Superliga Feminina 2012/2013

05 de abril de 2013 8

Quando fiquei sabendo que entre as semifinais e a grande final da Superliga haveria três semanas de intervalo, meu primeiro pensamento foi de empobrecimento da competição, pois, os times que enfim vinham adquirindo ritmo de jogo e polindo sua preparação para atingirem o ápice para o confronto final...tiveram que encarar o anticlímax.

E o maior beneficiado, nesse caso, Bernardinho, acabou declarando que não concorda com tamanho intervalo.

Se a competição não tivesse parado, pela forma com a qual o time do Sollys/Osasco vinha crescendo seria um massacre. O que o intervalo deu foi a chance de não só o time de Luizomar perder o ritmo e o foco, como o time de Bernardinho ter tempo para estudar formas de neutralizar a superioridade incontestável do time paulista.

E o próprio Bernardo concorda com isso quando declarou que espera não ser atropelado, prolongar o jogo ao máximo e enxerga aí a sua chance.

Time por time, individualmente não dá para comparar.

Fofão, é claro, já foi muito melhor do que Fabíola. E o verbo usado está no tempo correto: foi, não é mais.

As ponteiras, Jaqueline e Fernanda Garay são hoje muito mais consistentes que Gabriela Guimarães e Natália, mesmo que Gabriela esteja muito bem. Se Natália jogasse o que já jogou equilibraria um pouco as coisas, como está abaixo, Jaqueline e Garay são uma dupla de ponteiras muito acima.

Sobre as centrais, Juciely vem jogando bem e Valeskinha ainda dá conta do recado. Mas, quem no mundo hoje é melhor central do que Thaísa? E Adenízia compõe com Thaísa a melhor dupla de centrais de todos os times da Superliga.

Sempre afirmei que prefiro Camila Brait do que Fabizinha. A jogadora carioca é grande defensora e de bolas espetaculares. Camila é excepcional passadora e defende também muito bem - é mais completa.

Deixei por último Sheilla e Sarah Pavan porque também não há comparação entre as duas. Para começar a experiência, a técnica, a categoria: coloque ambas na posição um, jogue uma bola meio torta para fazerem um passe de machete e vejam o que acontecerá. A bola da canadense irá para a arquibancada, a bola de Sheilla será passada na mão. E não estou nem falando de ataque. Sheila decide nas horas certas. Sarah ainda não vi decidir jogos finais.

O fato da dona CBV ter feito uma Superliga Feminina toda sabendo que na verdade o campeonato seria de duas equipes, e é isso mesmo: no feminino todos sabíamos que o campeonato seria de duas equipes e dessa forma o ideal não seria uma final de jogo único.

Num campeonato no qual duas equipes são notoriamente superiores o ideal teria sido uma final em melhor de três jogos, pelo menos. Pois assim o público, patrocinadores e os próprios times estariam mais tempo envolvidos com esse grande confronto.

De todo modo, com a superioridade supracitada um confronto realizado há duas semanas ou uma série de jogos teriam feito do Sollys campeão de forma arrasadora.

Mesmo que eu ainda aposte no Sollys como favorito, esse intervalo e o jogo único dão abertura ao Unilever.

Ainda assim, minha aposta é um jogo não maior do que quatro sets a favor do Sollys.

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Quando Fabíola joga bola não tem para ninguém

06 de fevereiro de 2013 6

Foto: divulgação/CBV

Tirando o apagão no início do segundo set, quando nada deu certo e fez com que perdesse a parcial mesmo que equilibrasse as ações no meio do set, o Sollys fez uma partida sólida diante do Sesi, na Vila Leopoldina, para fazer 3x1 e marcar os três pontos.

Aquela derrota para o Unilever, na volta do recesso das festas, além de evidenciar uma "fora de forma" das jogadoras teve um fator decisivo maior: a fraca atuação de Fabíola.

Desde então ela tem melhorado seu rendimento e com isso o time vem crescendo, a derrota para o Pinheiros não deve ser computada. Dias ruins acontecem.

Ontem, ficou evidente para mim, que quando Fabìola está bem fica difícil encarar o time de Luizomar. Com uma linha de recepção excelente, uma oposta que dispensa comentários, e Fernanda Garay que a cada dia consolida mais seu jogo, sem contar as duas centrais, a melhor dupla de centrais dentre as equipes. Atenção, não escrevi que são as melhores, apesar de achar Thaísa a melhor. Mas, a composição Thaísa/Adenízia é melhor que Valeskinha/Juciely, por exemplo.

Os leitores que me acompanham há algum tempo são testemunhas de quanto gosto do jogo de Camila Brait e de como defendi sua ida à Londres. Mesmo que esteja longe de viver um péssimo momento, não é um grande momento da carreira de Camila. Não me lembro outras vezes que Luizomar tenha corrigido tanto Brait.

Do lado do Sesi, não quero ser repetitivo, o saque do Sollys machucou de verdade a fraca linha de recepção do time paulistano. Tandara fez o que pode no ataque mas o time do Sesi é isso aí.

É notória a falta de credibilidade de Talmo perante às jogadoras mais experientes. Basta ver a expressão facial das jogadoras durante as instruções e até nas soluções encontradas por Talmo.

Quando resolveu dar na mesa durante um tempo Talmo escolheu Tandara para levar a bronca e a revirada de olhos denunciou um pouco o desconforto.

Para ser honesto, não acho que Talmo seja fraco, fraco é o elenco, é a quantidade de jogadoras de qualidade disponíveis. Chega um momento do jogo que fica difícil para o treinador encontrar soluções com as mesmas jogadoras diante de um adversário qualificado. A solução seria trocar, mas o cara olha para banco e vê nada.

Nos outros jogos de ontem, o Unilever venceu o São Bernardo por 3x0 e o Amil teve grandes dificuldades para superar o Pinheiros por 3x2. Porém, o time de Zé Roberto assume a terceira posição e terá um confronto direto com o Banana Boat/Praia Clube na próxima e penúltima rodada para definir essa colocação.

É uma colocação importante porque quem ficar em terceiro fugirá do Sesi, e vai encarar o Pinheiros. Um adversário também difícil mas menos complicado.

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Sollys recuperou-se ao vencer Amil em Campinas

16 de janeiro de 2013 0

Foto: divulgação/CBV

Numa partida de voleibol, a vitória muitas vezes passa pela mão dos levantadores. Raras são as vezes em que, entre times mais ou menos nivelados, o time com levantador menos inspirado ou menos qualificado vence.

Até ao contrário, times com atacantes inferiores por vezes vencem pela qualidade dos levantadores.

Na semana passada, imputei à Fabíola grande parte da responsabilidade pela derrota para o Unilever. Poucas vezes tinha visto a levantadora do Sollys atuar de forma tão desequilibrada quanto na sexta-feira que passou.

Ontem, porém, voltou ao seu normal e com boa atuação, apesar da recepção do time não ter sido lá essas coisas, contribuiu e muito para que a virada de bola (side out ou k1 como queiram) aparecesse e fosse determinante para a vitória distribuindo corretamente o jogo e colocando as atacantes de extremidades para jogarem.

No primeiro set isso ficou evidente e foi a razão para que no meio do set o Sollys abrisse vantagem e a sustentasse até o final vencendo o set em 25x20.

No segundo set, o time do Amil/Campinas foi melhor até a parte final quando a rede de duas com Andressa e Pri Daroit empacou e permitiu que o Sollys recuperasse o set e abrisse vantagem.

No final, essa rede de duas foi mais decisiva ainda com Pri Daroit que perdeu dois contra-ataques (um bloqueado e um atacado para fora) e a distribuição equivocada de Fernandinha sempre tendo como primeira escolha, nessa rede de duas, a central de 23 anos.

E até mesmo na primeira rede de três seguinte a essa malfadada rede duas, com Ramirez na 4 e Daroit na 2, ela teve como primeira opção Andressa pelo meio. Que foi engolida pelo bloqueio de Thaísa.

O segundo set foi realmente decisivo para o resultado da partida, tivesse o Amil vencido teria encontrado forças para buscar o jogo.

Mas, no meio de tantas alternâncias no final desse set, apareceu ainda a estrela de Luizomar de Moura que fez uma inversão colocando Ivna para arrancar um ponto de bloqueio importantíssimo em cima da búlgara Vasileva num contra-ataque que teria feito o time campineiro sacar para fechar o set.

No terceiro set, que começou como o segundo: com o Amil melhor, a rede de duas com Pri Daroit e Walewska permitiu uma virada de 5x8 para 9x8 do time de Osasco.

Naquele momento o time de Zé Roberto se perdeu em quadra e o jogo poderia ter sido mais rápido se contra a supracitada rede de duas com Pri e Andressa , Fabíola tivesse escolhido um contra-ataque aberto com Jaque em cima de Fernandinha ao invés de escolher Fernanda Garay pelo meio-fundo, que acabou sendo bloqueada e permitiu ao time de Campinas a manutenção do equilibrio do placar até o final quando a ponteira campeã olímpica virou uma bola importantíssima no 23x23 para obter a bola do jogo.

A definição da partida aconteceu numa previsível china para Walewska que foi muito bem marcada e deu números finais em 3x0 para o Sollys.

Fiz uma comparação de rede com rede do time do Amil invertendo as ponteiras, colocando Vasileva para jogar na rede de duas e Daroit na rede de três.

Na recepção mudaria pouca coisa, mas a rede de duas teria grandes diferanças. Daroit estaria acompanhada de Walewska e Andressa de Vasileva. Eu até entenderia a opção de Vasileva ao lado de Ramirez se houvesse a opção de alterná-las jogando na saída e na ponta. Mas como a cubana só ataca pela ponta quando está na 4 não entendo a opção de Daroit ser a ponteira da rede de duas.

Nos outros jogos da rodada, o Unilever manteve a ponta vencendo o São Cristóvão Saúde/São Caetano, no ABC, por 3x0.

O Banana Boat/Praia Clube venceu o o São Bernardo, também no ABC, por 3x1.

O Sesi venceu o Pinheiros por 3x0. E o Usiminas/Minas foi à Rio do Sul e perdeu para o time catarinense por 3x2.

Agora, a competição tem cinco grupos distintos:

1- Unilever (25 pontos), Banana Boat/Praia Clube (25 pontos) e Sollys/Nestlé (24 pontos) brigam pela ponta.

2- Amil/Campinas (20 pontos) e Sesi (19 pontos) brigam para ver quem terá vantagem nas quartas-de-final e o confronto provavelmente será entre eles.

3- Pinheiros e Usiminas/Minas, com 11 pontos cada, brigam pela sexta posição.

4- Rio do Sul (8 pontos) e São Crisóvão Saúde/São Caetano (6 pontos) lutam pela última vaga nos play-offs.

5- São Bernardo com 1 ponto cumprirá tabela até o final sem maiores pretensões. Se o time ainda não venceu sua tarefa será de tentar conquistar ao menos uma vitória para não sair da Superliga liso.

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Um título mais que esperado

08 de novembro de 2012 1

Na noite de ontem o Sollys/Osasco venceu de forma incontestável o Campinas do técnico José Roberto Guimarães e faturou mais um título na temporada.

Apesar de ser o décimo título paulista do projeto em Osasco, com o nome de Sollys é o primeiro.

A superioridade foi tamanha que em determinado momento o treinador campineiro poderia ter jogado a toalha, se essa regra fosse introduzida no voleibol.

E as diferanças começam por quem distribui o jogo.

Fabíola demonstrou segurança ao jogar com muita raça contra o treinador que a tirou do sonho dourado. E isso não é para fracos. Nem todo mundo consegue tranformar essa frustração em grandes atuações para mostrar quem é melhor. E Fernandinha também mostrou o porquê de muitos, eu inclusive, ainda não entender a sua ida à Londres.

Ou melhor, eu até entendo. Mas não consigo conceber a ideia.

Thaísa é gigante. Mesmo. Continua em grande forma. E as ponteiras também jogaram de forma muito consistente.

É preciso falar alguma coisa de Camila Brait?

Assim, o time nem sentiu a falta de Sheilla, nesse momento.

Mesmo sendo muito cedo e de eu ainda postar antes da Superliga uma análise completa sobre o que espero, dá para afirmar desde já que será difícil alguém bater o Osasco nessa temporada.

É um time equilibrado e que sabe onde quer chegar. O melhor até o momento.

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A vitória brasileira contra a Turquia

01 de julho de 2012 0

foto: divulgação FIVB

No domingo passado, quando o Brasil venceu a China e garantiu a vaga para jogar as finais do Grand Prix, fiz um post mais exaltando a atuação do treinador brasileiro do que a atuação das jogadoras.

Mas nessa vitória de hoje, há mais méritos das jogadoras do que de seu técnico, que algumas vezes atrapalhou. Como no segundo set, na confusão das trocas quando o time perdia: trocando as duas ponteiras, fazendo a inversão com Fabiana...E não achei que perdia por causa das ponteiras a ponto de trocar as duas.

E mais, Mari quando entra na ponta em nada acrescenta. O Brasil não melhorou pelas trocas, mas porque parou de errar no momento no qual a Turquia sentiu a pressão de fechar o set. E no set seguinte, por que voltou apenas Garay e não voltou Paula? Não tinha tirado as duas?

O time brasileiro foi muito agressivo desde o começo. As turcas, ao contrário, sentiram o peso de decidirem a competição.

Individualmente, nesse jogo, ficou ainda mais evidente que mesmo tornando-se a levantadora titular Fernandinha não tem a mesma mão que Fabíola e Dani Lins. Mas não tem mesmo. É uma jaca atrás da outra. Porém, ganha no que concerne à personalidade.

E aí cabe uma perguntinha: o time está rendendo melhor com Fernandinha ou está rendendo melhor porque vai entrando em forma? Pois, começa a aparecer o trabalho do competentíssimo preparador físico José Elias. Sheilla é uma das quais está evidente o crescimento físico.

Thaísa continua sendo, para mim, o principal nome do time. Mas as centrais, especialmente Fabiana, sentem o desentrosamento com a nova levantadora titular. E isso apareceu ainda mais quando entrou Fabíola na inversão acertando com facilidade as bolas de meio.

Para resumir, foi uma importante vitória contra um time emergente e para mostrar que nessas horas a camisa também pesa ao adversário da estreia em Londres.

Agora, só resta esperar o jogo entre a China e os Estados Unidos para a definição do título que, nesse momento é do Brasil.

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Brasil massacrou as cubanas

29 de junho de 2012 0

Foto: divulgação / FIVB

Se é que houve, não me lembro da última vez que o time feminino do Brasil venceu tão fácil a seleção cubana. E foi fácil mesmo, foi 25x17/ 25x12/ 25x14.

As facilidades aconteceram por três motivos. O primeiro e mais importante foi a boa e firme atuação brasileira. Nem quando Zé Roberto mexeu no time a coisa desandou. E mexeu mesmo. A foto acima descreve como o Brasil iniciou o terceiro set.

E na hora que vi a escalação que começaria o set depois de um 25x12, pensei: ai, ai, ai, Zé Roberto! Estás dando mole pro azar.

Explicando melhor: o Brasil começou o jogo com Fernandinha (provavelmente titular a partir de agora), Sheilla, Thaísa, Adenízia, Paula e Fernanda Garay; com Fabi como única líbero dessa vez. E Brait nem no banco ficou.

Zé Roberto manteve a formação para o segundo set. Quando o set estava definido (uns 18x10) trocou Thaísa por Juciely, Fernandinha por Dani Lins e Sheilla por Mari. E manteve as trocas para o terceiro set, só retirando Paula e colocando Jaqueline quando o terceiro já estava uns 22x12.

O segundo motivo da fácil vitória brasileira foi a recepção cubana. O Brasil, que nem tem um saque tão poderoso, fez 12 pontos de saque.

Sim, dos 75 pontos brasileiros 12 foram de saque. Cuba nunca foi uma escola de recepção. Mas esse time é analfabeto de pai e mãe na manchete.

O terceiro motivo foi aquele que coloquei no final do post anterior. Essas cubanas se entregam facilmente. Foi assim no pré-olímpico quando desistiu e está sendo agora.

Individualmente, as brasileiras tiveram ótima atuação, Paula e Thaísa mais uma vez foram os destaques.

Foi um jogo no qual pouco há o que se acrescentar. Foi um capotão.

E nós que acordamos no meio da noite para assistir, pudemos agradecer, penhoradamente, por voltarmos a dormir às 3:30.

Agora, o Brasil volta a jogar novamente amanhã no mesmo horário (2:00) contra a Tailândia.

Acabou agora o jogo Estados Unidos 3x1 Turquia, colocando as americanas na liderança com um ponto a mais que o Brasil.

Para finalizar, hoje às 19:00 horas acontecerá um jogo que poderá classificar o Brasil para as finais da Liga Mundial: França x Itália. Se os italianos vencerem dois sets, classficarão o Brasil.

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Comidas de bola e correções

28 de junho de 2012 0

Foto: divulgação FIVB

Na pressa de fazer um post a respeito do jogo de hoje de manhã, contra a China, cometi diversos erros. E peço desculpas aos leitores por isso. Entre o almoço, arrumar o filho para a escola e escrever sobre o jogo saiu tudo embolado.

Onde leu-se que Zé Roberto começou com Fernandinha, leia-se começou com Fabíola e a substituiu por Fernandinha. Mas pensando bem, quem está fazendo as confusões? Será que Fernandinha chegou para tomar a posição?

O fato de escalar uma líbero só, hoje, também deixa a impressão de que o time não está definido. Há o lado bom e o lado ruim disso. O lado bom é que o time pode crescer na hora certa. O ruim, é a falta de confiança que pode gerar. Mas, vou continuar batendo nessa tecla, Fabi passou de 20 bolas apenas 10 perfeitas; e foram 3 erros diretos. Mais uma vez é pouco para o que se pretende.

Ao assistir o tape do jogo, minhas impressões continuam. Thaísa tem jogado muita bola. É a jogadora mais significativa no momento. Também vejo crescimento nas atuações de Paula. E do terceiro set em diante, Sheilla estabilizou sua atuação e parou de dar peteleco.

Acho também que o fundamento que mais cresceu foi o bloqueio - hoje foram 17 pontos. E é um fundamento que será testado também no próximo jogo contra Cuba, daqui a pouco.

Será que as cubanas vão superar o 25x9 que levaram da Turquia e enfrentar o Brasil? Ou vão desanimar como aconteceu no pré-olímpico?

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Uma derrota para colocar o Brasil no seu lugar

27 de junho de 2012 2

Foto: divulgação FIVB

Nessa madrugada, a seleção brasileira feminina decretou sua não candidatura ao ouro em Londres por perder a partida inaugural das finais do Grand Prix para os Estados Unidos.

A derrota, por 3x2 e num quinto set disputadíssimo, seria normal se as americanas estivessem jogando com as titulares. Mas, não, jogaram com o time reserva - completamente reserva.

Na semana passada, quando as americanas jogaram com a formação reserva, pensei que tinham poupado o time titular para as finais. Porém, o técnico Hugh McCutcheon surpreendeu e manteve as reservas jogando nessa semana.

Para os que não viram a partida entenderem melhor, as americanas jogaram sem Lindsay Berg, Destiny Hooker, Foluke Akinradewo, Logan Tom e Jordan Larson. Que devem estar treinando com Karch Kiraly, que também não estava no banco nessa madrugada.

Sobre o Brasil, os mesmos problemas de sempre apareceram.

Individualmente, achei que Paula não merecia ter sido substituída no primeiro set e muito menos ter começado o segundo set no banco. Após sua volta, o time cresceu e igualou a partida. É bom dizer que as americanas abriram 2x0. Depois disso, mesmo Sheilla tendo sido a maior pontuadora, Paula terminou o jogo como a melhor atacante brasileira, com 41% de aproveitamento. Enquanto Sheilla terminou com 34%.

Sobre as levantadoras, continua o martírio de Zé Roberto. Apesar de estar evidente que Dani Lins está fora, Fernandinha também não mostra desempenho regular e provoca no treinador o mesmo comportamento de antes: o de trocar constantemente a levantadora em quadra.

Específicamente nessa partida, Fernandinha jogou de forma bem distinta de Fabíola. A levantadora titular tentou jogar com mais velocidade, já que naturalmente acelera mais as bolas. Fernandinha teve um jogo mais cadenciado com bolas mais arredondadas.

São estilos diferentes, que evidentemente não convencem Zé Roberto.

Sobre as líberos, cada vez estou mais convencido que as funções estão invertidas. Fabizinha de 20 passes acertou 13 na mão. O que é, na minha opinião, um desempenho fraco para uma líbero do nível da seleção brasileira.

Para finalizar a análise, Thaísa teve mais uma vez boa atuação, mas Fabiana pegou mais bloqueios. Não é no meio de rede que o Brasil perde - é na mão e na ponta.

Amanhã, outro jogaço, dessa vez contra as chinesas às 8:30.

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Brasil fez apenas o dever de casa no Grand Prix

16 de junho de 2012 0

Foto: divulgação / FIVB

Eu esperava fazer diversos posts sobre todos os jogos que consegui assistir alguma coisa no dia de ontem, mas problemas técnicos impediram que os fizesse, então, vou falar nesse apenas do jogo do Brasil no feminino, do qual muitas observações puderam ser feitas.

Antes de qualquer observação técnica ou tática, quero afirmar que foi muito bom o time se encontrar em quadra e vencer, pois, na maioria do tempo o Brasil teve em quadra apenas uma jogadora que não foi campeã olímpica: a levantadora Fabíola.

Então, o atual campeão olímpico jogando contra uma seleção que nem classificada está para Londres não pode perder de jeito nenhum. Nem com aquela desculpa esfarrapada da falta de ritmo. Não pode perder e não perdeu.

Antes das pauladas, vamos aos elogios. Como é bonito ver uma craque como a Paula jogar. São determinados detalhes que a diferenciam de jogadoras comuns. Por exemplo, com calma, percebeu que num contra-ataque a levantadora demorou a infiltrar e subiu a altura do passe, mesmo com a bola de graça, e fez esse passe mais alto no vazio - sem a levantadora lá como referência e a bola caiu na mão da Fabíola.

Outra jogadora que justificou sua titularidade foi Thaísa. Ela que vinha sendo contestada e fritada por alguns comentaristas de ocasião que pedem sua substituição por Adenízia. E essa, para mim, é uma posição na qual estando em forma Thaísa e Fabiana não tem discussão.

E explico meu ponto de vista: Mesmo Adenízia sendo uma jogadora muito boa, com explosão muscular, velocidade de reação e de deslocamento para chegar nas bolas de ponta, e por isso bolqueia muito, é mais baixa que as titulares. E isso, em determinados momentos é fundamental. Pois, não é uma questão de alcance final no bloqueio e sim da velocidade na qual se atinge aquele alcance, o que em teoria são favorecidas Thaísa e Fabiana que por serem mais altas atingem antes o ponto máximo do salto.

Paula vinha jogando bem e muito melhor que Jaqueline. Então, não consegui entender aquela substituição no meio do terceiro set de Paula por Mari, num momento no qual o Brasil tinha estabilizado sua atuação. Só se Paula sentiu alguma coisa. Ou Zé Roberto achou que Paula estava comprometendo? Ou quis dar chance para Mari jogar na ponta e substituiu Paula porque Jaqueline passa melhor?

Sobre Jaqueline, ao meu ver só jogou bem na recepção. No Bloqueio foram apenas dois pontos em apenas cinco bolas tocadas por ela, segundo a estatística da FIVB. Paula, por exemplo tocou em nove bolas.

Entretanto, mesmo passando melhor do que seus outros fundamentos, Jaqueline assim como Fabizinha só passaram bem quando o jogo estava tranquilo, quando estava equilibrado e nos finais de set era só passe B. Principalmente no final do quarto set - na hora de decidir. Fica chato dizer mais uma vez que Camila Brait passa muito mais que Fabi e que jogar com a Mari requer colegas que passem melhor?

Até o terceiro set, Zé Roberto só havia feito uma única alteração e no primeiro set quando fez uma inversão. No momento em que pensei isso, ele mexeu no time de uma forma confusa. Primeiro com aquela troca de Mari por Paula. E depois uma inversão com Adenízia. O detalhe é com duas centrais na rede, ele deu preferência para a reserva ficar no meio. E isso eu não entendi, porque se Adenízia é reserva, significa que as outras duas são centrais melhores. E se são centrais melhores o time ficou sem suas melhores centrais jogando no meio por três passagens. A única explicação para isso é o ataque pela saída de Thaísa e Fabiana ser melhor do que o de sua reserva. Senão, foi um equívoco que, ainda bem, não causou prejuízo.

Já no quarto set, a substituição de Adenízia por Fabiana deu um novo ritmo num momento complicado. Só que, o narrador e comentaristas do Sportv deviam pensar mais antes de falar. Eu não considero que a troca tenha sido para animar mais o time, como eles falaram. Foi uma troca técnica - Fabiana vinha num momento instável. Porque se eu precisar tirar minha capitã para animar o time, esse seria um dos fatores que não fariam dela a minha capitã.

E para terminar, aquela alfinetada no narrador: alguém pode explicar-me o que toma o narrador do Sportv antes dos jogos? Porque o cara simplesmente narrou como "um ataque espetacular" uma bola atacada que foi mal levantada e foi tocada pelo bloqueio e que só caiu por descuido das alemãs.

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