Quando fiquei sabendo que entre as semifinais e a grande final da Superliga haveria três semanas de intervalo, meu primeiro pensamento foi de empobrecimento da competição, pois, os times que enfim vinham adquirindo ritmo de jogo e polindo sua preparação para atingirem o ápice para o confronto final...tiveram que encarar o anticlímax.
E o maior beneficiado, nesse caso, Bernardinho, acabou declarando que não concorda com tamanho intervalo.
Se a competição não tivesse parado, pela forma com a qual o time do Sollys/Osasco vinha crescendo seria um massacre. O que o intervalo deu foi a chance de não só o time de Luizomar perder o ritmo e o foco, como o time de Bernardinho ter tempo para estudar formas de neutralizar a superioridade incontestável do time paulista.
E o próprio Bernardo concorda com isso quando declarou que espera não ser atropelado, prolongar o jogo ao máximo e enxerga aí a sua chance.
Time por time, individualmente não dá para comparar.
Fofão, é claro, já foi muito melhor do que Fabíola. E o verbo usado está no tempo correto: foi, não é mais.
As ponteiras, Jaqueline e Fernanda Garay são hoje muito mais consistentes que Gabriela Guimarães e Natália, mesmo que Gabriela esteja muito bem. Se Natália jogasse o que já jogou equilibraria um pouco as coisas, como está abaixo, Jaqueline e Garay são uma dupla de ponteiras muito acima.
Sobre as centrais, Juciely vem jogando bem e Valeskinha ainda dá conta do recado. Mas, quem no mundo hoje é melhor central do que Thaísa? E Adenízia compõe com Thaísa a melhor dupla de centrais de todos os times da Superliga.
Sempre afirmei que prefiro Camila Brait do que Fabizinha. A jogadora carioca é grande defensora e de bolas espetaculares. Camila é excepcional passadora e defende também muito bem - é mais completa.
Deixei por último Sheilla e Sarah Pavan porque também não há comparação entre as duas. Para começar a experiência, a técnica, a categoria: coloque ambas na posição um, jogue uma bola meio torta para fazerem um passe de machete e vejam o que acontecerá. A bola da canadense irá para a arquibancada, a bola de Sheilla será passada na mão. E não estou nem falando de ataque. Sheila decide nas horas certas. Sarah ainda não vi decidir jogos finais.
O fato da dona CBV ter feito uma Superliga Feminina toda sabendo que na verdade o campeonato seria de duas equipes, e é isso mesmo: no feminino todos sabíamos que o campeonato seria de duas equipes e dessa forma o ideal não seria uma final de jogo único.
Num campeonato no qual duas equipes são notoriamente superiores o ideal teria sido uma final em melhor de três jogos, pelo menos. Pois assim o público, patrocinadores e os próprios times estariam mais tempo envolvidos com esse grande confronto.
De todo modo, com a superioridade supracitada um confronto realizado há duas semanas ou uma série de jogos teriam feito do Sollys campeão de forma arrasadora.
Mesmo que eu ainda aposte no Sollys como favorito, esse intervalo e o jogo único dão abertura ao Unilever.
Ainda assim, minha aposta é um jogo não maior do que quatro sets a favor do Sollys.







