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Coluna - 27/09 - DC

27 de setembro de 2012 0

O contrato escancarado

Venho falando destes contratos entre Figueirense e Alliance Sports desde o dia de estreia desta coluna aqui no DC. Publiquei o trecho do contrato inicial que tratava da rescisão. O segundo aditivo vazado na internet escancara outras questões que suscitam novas discussões. Principalmente no que diz respeito ao balanço entre o que a empresa parceira tem de obrigações e o que ela vai receber de remuneração por essas obrigações. Há um desequilíbrio nítido entre as partes. O que, sem a menor sombra de dúvida, fere o conceito de parceria.

E agora?

A pergunta agora recaí sobre o que está sendo feito, o novo contrato. E sobre a repercussão que a publicidade desse contrato gera. O Figueirense vai continuar apostando na Alliance como parceira? Vai insistir no erro? E se insistir, vai haver clima pra isso? Aceitação pública e da torcida em relação a isso? A Alliance vai querer permanecer em meio a este furacão de cobranças e até acusações?
Não há como ter respostas neste momento. A resposta estaria clara _ e está, pra muitos _, mas não neste mundo do futebol, em que muito acontece. Mas uma coisa é certa: as pessoas envolvidas precisam ser ouvidas e devem explicações.

As redes sociais

Não é de hoje que os movimentos chamados de redes sociais têm mostrado sua importância no processo de democratização da informação. Em Florianópolis, há movimentos intensos em torno de Figueirense e Avaí. São torcedores dos mais altos níveis de formação que manifestam opiniões, divulgam informações e tentam, de certa forma, até mesmo fiscalizar o que está sendo feito no futebol da Capital. O furo do blog Meu Figueira, com a publicação do contrato, é um marco. Essa é a torcida moderna e que se manifesta de forma inteligente quando quer protestar.

O melhor cenário

Vamos pensar juntos aqui: qual seria o melhor cenário para se fazer um acerto entre clube e um investidor ou parceiro? Um cenário em que o time permanece na Série A e tem maiores receitas _ em torno de R$ 60 milhões anuais? Um cenário em que o clube enxergue um horizonte que mostre uma saída rápida do caos financeiro e administrativo atual? Ou um cenário de destruição, com time na B e receitas reduzidas, que poderiam aprofundar as dívidas e o caos administrativo? O que seria melhor: necessitar de um parceiro ou de um salvador?
Quando se está desesperado, geralmente se faz os piores negócios. Quando se tem saída e um horizonte, se pode negociar melhor, não é mesmo? Tudo depende do ponto do vista _ se for o ponto de vista do clube, a análise é uma; se for do parceiro, é outra.

O time de Argel

Argel está indo de forma direta nos problemas que o Avaí tem. Os treinamentos têm mostrado. Primeiro a zaga, que precisa ter uma nova formação. Está entre Cássio, Rafael e Fred. Depois a lateral esquerda. Até Aelson voltou a ser testado. No meio, Argel não vai abrir mão da linha de três marcadores, com Bruno, Pirão e Mika. O camisa 10 deve ser Camilo. Falta definir o ataque. O importante mesmo é que Argel está vendo o que precisa ser visto.

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