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Coluna - DC - 19/11

19 de novembro de 2012 0

Série A

Enfim, o Criciúma garantiu matematicamente o acesso à Série A. Uma conquista merecida para uma equipe que frequentou o G-4 durante a competição inteira. Poderia ter sido mais fácil, mas o esporte é assim mesmo, é sempre um desafio a ser vencido. E o Tigre estava sendo cobrado por seus próprios méritos. Fez um turno tão espetacular que se exigiu um returno igualmente espetacular. O returno foi ótimo também. A pontuação foi fantástica. É que a briga estava muito intensa lá em cima. Foi uma supercampanha, com um acesso seguro e sólido. Seja bem-vindo de volta, a Série A te aguardava ansiosamente!

O jogo sábado

Vi erros e vi acertos. Primeiro os erros, e foram dois: tirar Giovanni Augusto foi o primeiro e punir o atleta antes do jogo foi o outro, levando-se em consideração que a indisciplina dele veio quando foi barrado _ na minha visão, uma decisão equivocada. O acerto foi saber jogar com o jogo e os resultados. O Criciúma mandou no primeiro tempo, sofreu boa parte do segundo tempo, mas soube controlar quando o resultado de São Caetano e Goiás favorecia. Na verdade, o que mais encantou no sábado foi a vibração da torcida com o gol do Goiás, com o pênalti perdido do time do ABC e, depois, com o grito de acesso que estava abafado há algum tempo.

Seis nomes

O acesso do Criciúma envolve muita gente e muito trabalho, mas é preciso ressaltar seis profissionais. O pessoal de campo: o desempenho fantástico de Zé Carlos e seus 27 gols na competição; Paulo Comelli, com a forma de jogar imposta desde a primeira rodada, e Lucca, o garoto sensação, que fez gols e formou uma dupla irresistível com Zé Carlos.

E o pessoal fora de campo: Waldeci Rampinelli e a estrela que tem, acumulando mais um acesso; e Rodrigo Pastana, despontando como mais um executivo do futebol após o trabalho de construção desse time.

Faltou um? Imaginem quem é! É o presidente Antenor Angeloni, que resgatou esse clube das profundezas de um quase rebaixamento para a Série D e devolveu a dignidade, o orgulho e o sorriso a toda uma cidade.

Refazendo as análises

Outro dia escrevi aqui que 2012 não estava sendo um ano positivo para o futebol catarinense. Na época, havia apenas o acesso encaminhado do Criciúma, uma Chapecoense irregular na Série C, Figueirense e Avaí decepcionando no Brasileiro e o Joinville morno no returno da Série B. Agora a visão tem que ser outra. Na verdade, o ano só não foi nada positivo para o Figueirense, que perdeu o Catarinense na final para o Leão e caiu na Série A.

O Avaí comemorou um título e a hegemonia no Estado. O JEC termina muito bem uma primeira campanha na volta que fez à Série B. A Chapecoense se recuperou e garantiu o acesso na C. E o Criciúma confirmou o que estava desenhado a temporada inteira. Ou seja: não posso manter a avaliação anterior. Era uma visão pela metade e errada. O ano fica para a história no nosso futebol.

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Volpi

Foi o fator positivo da derrota do Figueirense na Vila Belmiro, no sábado. O goleiro Volpi mostrou qualidade e com isso é o primeiro candidato à vaga deixada em aberto com a liberação de Wilson. Presença, postura e boas saídas e defesas.

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