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Modelos de estruturação e organização no futebol

28 de julho de 2013 2

Internacional, Santos, Corinthians e Atlético-MG. O que estes quatro clubes têm em comum, além da conquista das últimas quatro edições da Taça Libertadores da América? Têm em comum uma virada administrativa. Todos eles passaram por um processo duro de reestruturação interna. O Inter puxou a fila e mudou a partir de 2004. Hoje é exemplo no modelo de gestão e já levou duas Libertadores e um mundial. O Santos viveu um processo recente, com executivos de grandes empresas tomando linha de frente no comando do clube. O Corinthians se transformou depois do rebaixamento e hoje exercita a potencia que era em tese anteriormente. E o Atlético também caiu, jogou segunda divisão, e voltou mais forte a partir de 2006, mas a virada veio em de 2008 para 2009, com o atual presidente. Servem de exemplo para os outros clubes do país. Quem não se der conta, vai ficar muito mais para trás.

Processo inverso

O maior exemplo do processo de deterioração de uma estrutura sólida é o São Paulo. Era o modelo, não é mais. O São Paulo hoje vive da vaidade de um presidente que parece ter um único projeto – o projeto de permanecer no poder. E não falo isso pela atual fase e da sequência de derrotas. Falo porque o processo vem de algum tempo, desde a demissão do técnico Muricy Ramalho. Outro clube grande e vitorioso corre sérios riscos. O Fluminense tem um modelo de administração que é muito dependente do parceiro Unimed, como o Palmeiras era da Parmalat. Se o parceiro sair, não fica nada.

Nosso modelo

O que preocupa por aqui, em Santa Catarina, é que não há um modelo de estruturação e organização que projete longo prazo. De todos os grande catarinenses, apenas um parece não viver a dependência de um “pagador de contas”, que acaba virando o dono do clube. O que parece é a Chapecoense, porque Avaí, Figueirense, Joinville e Criciúma têm um garantidor, um “pagador de contas”. Ouço as palavras profissionalismo e gestão, que são ditas com muita facilidade, mas a prática não mostra isso. Enquanto nossos clubes não tiverem um projeto sério e amplo para crescimento sustentável, a dança das divisões vai continuar. O futebol catarinense precisa de mais gestores e menos “pagadores”.

Comentários (2)

  • mauricio diz: 28 de julho de 2013

    Boa análise!

  • Douglas Fernandes diz: 29 de julho de 2013

    Um projeto de 10 anos do criciúma não é de longo prazo então??? Hoje não existe um pagador de contas, primeiro saiba o que ocorre no criciúma, faz algum tempo que o clube está se pagando.

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