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Reflexões sobre a Chapecoense

31 de janeiro de 2014 9

A primeira pergunta do Catarinense
O que estaria acontecendo com a Chapecoense? Pela primeira vez, a equipe entrou, sem que ninguém contestasse, como uma das favoritas ao título estadual. E com todo o “merecimento”, se é que vocês me entendem. Acontecem que os dois primeiros resultados espantam todo mundo, justamente pelo que a equipe comandada pelo técnico Gilmar Dal Pozzo deixou de fazer. Lembro que no ano passado, nas quatro primeiras rodadas, o Verdão largou encarando os outro quatro grandes _ teve três vitória e um empate. Este ano, como favorita, a Chapecoense jogou contra dois pequenos e marcou apenas um pontinho. É de bate-pronto a maior decepção até aqui.

Algumas razões
Olhando mais atentamente, a Chapecoense está em campo com um time que é bem diferente daquele que jogou junto nas últimas duas temporadas. Sem Athos, Diego Filipe, Paulinho Dias e Bruno Rangel. No time que enfrentou o Marcílio Dias quarta-feira, apenas Nivaldo, Rafael Lima, André Paulino, Fabinho Gaúcho e Wanderson estavam entre os titulares da Série B. São cinco atletas _ o que dá menos de meio time. Além disso, do meio para frente está praticamente tudo mudado. Outra questão é o fato de que agora a Chapecoense está com o mesmo calendário dos outros grandes. Portanto, não pode mais largar na frente na preparação da equipe.

Sem se perder
O que não pode acontecer é se imaginar que nada mais presta, que não há mais competência no futebol de Chapecó e, a partir daí, começar um trabalho de desconstrução. É muito difícil construir no futebol. É difícil montar um trabalho sólido, com raízes, comprometimento e competência. E é muito fácil destruir _ dois ou três resultados fazem isso. Há competência nos profissionais que trabalham em Chapecó e que determinaram o sucesso dos últimos dois anos. Tem que haver calma. Confio na recuperação da equipe. O acerto tem que vir de onde sempre veio – e que é a característica de Dal Pozzo. O acerto tem que vir de trás para frente. A primeira correção tem ser devolver a solidez do sistema defensivo para voltar a ser competitivo. O restante é acréscimo de qualidade, que vai levar tempo mesmo.

Pernas presas
É normal que ocorram muitos erros de passes nas primeiras partidas de qualquer temporada. A pré-temporada costuma carregar na musculatura que tem que ser preparada para suportar um ano inteiro. Então os jogadores ficam com o que chamei de “pernas presas”. Portanto, tem que haver muita calma nas análises, que costumam ser precipitadas, sobre a qualidade de qualquer jogador neste início de campeonato. Vou citar um exemplo. O meia Giovanni Augusto, do Figueirense, já começa a ser contestado pelo que não apresentou em dois jogos. Pelo que acompanho do atleta sei que é um ótimo jogador. Seus problemas sempre foram fora de campo. Um pouco de paciência e persistência com ele pode dar muitas alegrias no futuro.

Comentários (9)

  • FISHOW diz: 31 de janeiro de 2014

    A explicação é muito simples, a chapecoense agora fez 18 anos, agora é de maior, começa as responsabilidades de ser grande, não é mais considerado pequeno, ai toma na cabeça, não te preocupa, que logo vcs voltam para a serie B.
    ahahahahahhahaha

  • héliosd diz: 31 de janeiro de 2014

    Olha Rodrigo, o que eu penso deste começo desastroso da Chapecoense, é o seguinte: o ano passado na serie B, estava uma verdadeira baba para se conseguir o obijetivo de acesso, pois os outros times a maioria estavam caindo aos pedaços, veja que o Avaí estava em quarto lugar bem a frente do Figueira não quíz sei lá o que houve, nós fomos lá e pimpa, veja os resultados loucos que jamais se imaginaria que aconteceria e aconteceram, se nós perdecemos conseguiriamos o acesso, Portanto Rodrigo a Chapecoense com o entrosamento que tinha da campanha para serie B veio afiada e com as deficiências dos demais ela se destacou. Por outro lado os principais jogadores sairam e outros não estão jogando ainda. Ou será que é salto alto mesmo?

  • Tricolor Predestinado diz: 31 de janeiro de 2014

    Em relação a chapecoense, é questão de tempo para se ajeitar, mas não pode demorar muito, pois o campeonato é curto.

    Giovani augusto é aquilo ali mesmo, no tigre foram poucos momentos de bom futebol. então não esperem muito dele

  • inezita maria cabral diz: 31 de janeiro de 2014

    Aconteceu que usaram saltos 15!

  • Alecsandro diz: 31 de janeiro de 2014

    FISHOW, o pior é o teu time, que deve ter quase 100 anos e nunca conseguiu ser grande, e mal conseguem se manter na B. A Chape pelo menos é nova, tem tempo para apreender. Pelo teu comentário é fácil deduzir qual é o teu time.

  • Silvio diz: 1 de fevereiro de 2014

    Muita gente comenta mas não diz nada.
    O time não tem as mesmas pernas (preparo) do início do ano passado e ainda não tem o mesmo entrosamento (meio e ataque todo mudado).
    O que no ano passado foi colírio, agora é pimenta … estava voando no início do ano passado.
    Precisa de mais umas três a quatro rodadas para ajustar o time e o preparo físico.
    O problema é que é tiro curto e dificilmente estará no quadrangular … paciência …
    Tudo bem, pois no hexagonal estará bem entrosado e pode ficar com a vaga da Copa do Brasil.
    E daí sim ter pernas e entrosamento para o Brasileirão, no qual, ninguém esconde, o objetivo e não ser rebaixado (objetivo do ano).

  • CARLAO diz: 2 de fevereiro de 2014

    SEU FISHOW, Vce é daqueles torcedores recalcados (só pode ser do Abaí)),qe está caindo aos pedaços, morrendo de inveja DO FURACÃO DO OESTE.Vai cuidar do teu time e para de secar os outros seu zé roela…..

  • Vinicius Peixer diz: 12 de fevereiro de 2014

    Rodrigon

    O blog esta desativado?
    notei que vc ja voltou de ferias faz tempo e parou de atualiza-lo, o que houve?

    abraço
    Vinicius Peixer

  • Geraldo Rodrigues diz: 17 de fevereiro de 2014

    SOBRE FIGUEIRENSE 1 X 2 AVAÍ

    Para não ferir suscetibilidades

    No dia de ontem tive a nítida noção da diferença entre a crônica esportiva do eixo Rio – São Paulo, e a da nossa querida Capital. Refiro-me aqui as Rádios CBNDiário e Guarujá.
    Nas vezes que escuto grandes clássicos em São Paulo ou no Rio, nas Rádios Globo e CBN, fica nítida e clara a intenção do narrador e dos comentaristas em traduzir os fatos ocorridos dentro do gramado.
    Se o zagueiro do Flamengo entrar por baixo na bola e receber uma cotovelada de um jogador do Vasco, o comentarista dirá: “O Felipe Bastos conduzia a bola em direção a área, foi desarmado por baixo e na bola, pelo Zagueiro Wallace do Flamengo, porém não gostou da entrada e na queda deixou o cotovelo no rosto de Wallace. O Felipe Bastos do Vasco está sendo expulso de forma correta pelo árbitro”. Como se vê, se dá nome aos bois e não existe a média, a tentativa de ficar bem com determinado jogador, com o árbitro ou com as torcidas. Não existe como aqui a deprimente tentativa de não se posicionar quando se deve, para que não haja descontentamentos, para não ferir suscetibilidades.
    No clássico deste domingo, Figueirense 1 X 2 Avaí, se percebeu pela televisão que o Avaí utilizou o componente da catimba e da deslealdade para tentar conseguir seu intento. E numa falha clamorosa do Goleiro Volpi do Figueirense, que também não foi mencionada, pois a crônica poderia se indispor com ele ou com a torcida do Figueirense, conseguiu fazer o segundo gol e ganhar a partida.
    Como diz o mané, o Avaí amorcegou o jogo o tempo todo. Fez um belo gol em uma jogada ensaiada e depois abdicou de jogar futebol. O Figueirense empatou no segundo tempo, também num belo gol. Um jogador chamado Eduardo Costa, que é da terra e já jogou no Grêmio, no exterior e na Seleção Brasileira, utilizou-se da deslealdade durante todo o tempo em que esteve em campo. Deu a primeira pisada na perna de um jogador do Figueirense caído, mas o árbitro e os auxiliares não viram. Nem o narrador no Premier André Lino conseguiu visualizar, mesmo o lance sendo repetido. Seu comentário foi de que o Eduardo Costa estava usando toda a sua “experiência”. No lance da grande confusão, que resultou numa lamentável briga, novamente o Sr. Eduardo Costa pisa, ou melhor, sapateia sobre o atleta Everton Santos do Figueirense, que revida esticando a perna. Os narradores e comentaristas informavam ser lamentável a briga e a confusão, mas sem nominar as pessoas e principalmente sem nominar Eduardo Costa e sua deslealdade, que ocasionou todo o tumulto. O jogador teve que ser substituído e André Lino informava que o Eduardo Costa não precisava agir daquela forma, um jogador com todo o seu currículo.
    Um comentarista da Guarujá disse que Eduardo Costa agiu com infantilidade. Infantilidade é sair jogando dentro da sua própria área aos 45 do segundo tempo, perder a bola e tomar um gol, perdendo uma partida. Pisotear um jogador ainda jovem, para intimidá-lo e tumultuar o jogo é deslealdade.. Infantilidade tem a ver com inocência, deslealdade, pelo contrário, tem a ver com má fé e falta de caráter. Mas usar o termo feriria muitas suscetibilidades, a torcida do Avaí não concordaria, o Miguel discordaria, afinal, como ele diz, a desculpa de quem vence é uma e a de quem perde é outra.
    O árbitro do jogo permitiu que tudo de ruim acontecesse. Não aplicava a regra com isenção, mas sempre buscando a compensação, afinal num clássico ele deve agradar as duas torcidas. Sem pulso, no primeiro tempo permitiu que a barreira do Avaí avançasse sobre a bola inúmeras vezes, sendo que dois minutos foram necessários para que a falta fosse batida na barreira. Nas expulsões, sempre compensando, expulsou jogador errado do Figueirense. Apesar da sua atuação pífia, não foi censurado ou criticado pela crônica esportiva da Capital, sendo que um dos maiores comentaristas da CBN Diário afirmou que se não fosse ele (o árbitro) o jogo não teria chegado ao final, pois quando os jogadores não querem jogar, não há jogo. Não é engraçado?
    Diante desta triste realidade, creio que o melhor para o espectador é assistir o jogo no estádio, ou na TV, sem qualquer tipo de áudio. O torcedor poderá então tirar as suas próprias conclusões sobre os fatos ocorridos nas partidas. Não será iludido pelo mundo esportivo cor-de-rosa pintado pela crônica da Capital, onde não interessam os fatos, mas fundamentalmente, não ferir suscetibilidades. É o mundo chapa branca do zero a zero, onde tudo deve ser equilibrado, todos devem ser contentados. Um mundo meio azul e branco, meio preto e branco, entende?

    Geraldo Rodrigues
    Florianópolis

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