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Dunga inicia trabalho do zero

22 de julho de 2014 0

O novo técnico da Seleção vai ter, desta vez, muito mais trabalho do que teve entre 2006 e 2010. Saindo praticamente do zero, Dunga vai ter que construir uma Seleção quase toda nova. Os pilares devem ser Neymar, David Luiz e Thiago Silva.

.: Confira a cobertura especial da apresentação de Dunga na Seleção pelo DC Esportes

Em 2006, Dunga tinha campeões mundiais para calçar o time _ eram Kaká, Gilberto Silva e Lúcio. Tinha ainda jogadores com boa experiência internacional e de Copa do Mundo, como Juan e Robinho. Convenhamos que o trabalho já tinha uma base. Agora não há base campeã. O que restou tem a experiência desta Copa do Mundo de 2014, que, cá entre nós, pode ter deixado marcas difíceis de cicatrizar.

Dunga volta mais rodado? A resposta é não. Teve nove meses de Internacional. Não fez intercâmbio, não girou o mundo, não se atualizou com práticas e com a vivência da profissão. É um cenário bem complicado e desafiador. Até por isso, o capitão do tetra não era o mais indicado agora.

O ídolo frágil
A entrevista do atacante Neymar ao programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo, mostra um ídolo frágil, que não tem posicionamento e que idolatra um companheiro de profissão, com quem, na verdade, ele deveria competir - que é Messi. Com este perfil, fica difícil confiar que Neymar seja “o cara” para liderar o novo ciclo do futebol brasileiro.

Preferia que tivesse posição, ou que não tivesse vergonha ou medo de expor as opiniões dele. Mesmo aos 22 anos, um líder se posiciona. Neymar ficou sempre no meio do caminho entre falar o que pensa e não se expor. Sempre usou respostas muito pensadas, como se devesse algo a alguém.

Se ele, tendo a representatividade que tem, não tem coragem de se posicionar, quem vai ter? O cargo está vago. Por enquanto Neymar é só o craque, o cara da bola, mas para expoente e referência de uma geração ainda está longe.

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