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O contraste do Avaí

06 de setembro de 2014 4

O ambiente era dos melhores até quinta-feira, mas o jogo diante do América-RN ganhou um contorno de tensão. O problema recorrente de atraso de salários trouxe de novo a desconfiança à Ressacada e, mais uma vez, coloca em risco o futuro do Avaí na Série B. Avalio que a atitude dos atletas é a mais honesta possível. Os jogadores têm feito a parte deles dentro de campo e acharam a forma menos dolorida de manifestar o descontentamento com as pendências financeiras. Mas é claro que assumem com essa posição uma pressão a mais para o jogo de hoje. Se vencerem serão os heróis do momento, aqueles que têm honra e que vestem a camisa azurra. Se perderem serão julgados e criticados. Mas não vejo assim. A minha leitura é que este grupo avaiano já mostrou o compromisso que tem com o clube e com o resultado do ano.

A história do terreno

O Avaí conta com um trunfo para resolver a questão financeira da temporada. O dinheiro que pode “salvar o ano” deve vir de uma indenização por desapropriação do terreno que fica perto da entrada para a Ressacada e que vai ser utilizado para a obra de reforma do aeroporto. A desapropriação já está em curso. O que o Avaí está fazendo agora é tentar antecipar com agentes financeiros – bancos ou agências de crédito – o que tem a receber do governo como indenização. Quem está à frente do processo é o desembargador Rodrigo Colaço, um avaiano que não faz parte da diretoria formal do clube, mas que está envolvido em muitas ações da diretoria. A ideia é pegar o dinheiro antecipado com um desses agentes oferecendo como garantia o dinheiro que o Avaí vai receber como indenização. Colaço explicou isso aos jogadores ontem.

Marrone, o espelho do Avaí

Ele vai torto, mas vai. Marrone está improvisado, torto pela esquerda, tem dificuldades na posição, mas continua se firmando. E olha que começou a temporada treinando afastado do grupo e sem ter noção do que poderia ser 2014. Assim está o clube e o time. Vai torto, difícil, sem dinheiro, mas vai. Como já escrevi é um milagre futebolístico, apesar de tudo que acontece atualmente, que o Avaí esteja na condição em que está na Série B.

Comentários (4)

  • Floripa diz: 6 de setembro de 2014

    Caro Faraco. Como assim? Voce faz uma analise (boa) da situação criada como protesto pelos jogadores do Avai cravando que “Se vencerem serão os heróis…. Se perderem serão julgados e criticados”. Ótima análise. Depois, no fim, você crava “Mas não vejo assim”!!!!! Como assim, cara pálida, você vê ou não vê assim?!!! Que análise contraditória é essa?? Que jornalismo é esse??

  • Chico Itapema diz: 6 de setembro de 2014

    Então, quando é para os clubes da ilha o governo deve liberar urgente, e as milhares pendência como fica de gente humilde.
    Espera sentado.

  • Fillipe Gomes diz: 7 de setembro de 2014

    Legal essa informação da grana vinda de desapropriação, mas cabe umas perguntas:
    - aquela área não é comodato pro time do sul da ilha?
    - o estado já não tem direito sobre aqueles terrenos?
    - quanto será o valor desse terreno?
    - você vai noticiar os valores que, pela notícia, já está certos para cair e ser antecipado pro time do mangue?

  • Semprefigueira diz: 12 de setembro de 2014

    Faraco,

    Endosso a lista dos curiosos dessa “indenização” a toque de caixa:

    O avai nunca pagou um centavo pelo terreno, que sabe-se é público e cedido em comodato. Veja bem, não é patrimônio PARTICULAR doado ao clube como fez O orlando Scarpelli ao ceder o terreno ao Figueira. E nem mesmo o Ct do Cambirela comprado por em conjunto por 100 alvinegros ( ASFIG ) e cedido em comodato ao figueira.

    Trata-se de patrimônio público, aquele terreno do sul da ilha. Agora o poder público precisa da área para o bem da sociedade e a sociedade tem de pagar um um bem que já
    era dela e estava cedido graciosamente a uma entidade privada. É isso?

    Ta tudo certo, assim?

    E se for assim, se for,legal, o Estado ou o município não tem nenhum terreninho pra dar pro Figueira não? Pra depois ser desapropriado e generosamente indenizado?

    Semprefigueira

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